Pereirinha e o Cortejo de Maracatu

A Educação Infantil e o primeiro ano do Fundamental I deram início aos festejos com um cortejo de maracatu, abrindo caminho para a entrada dos passarinhos do berçário, que perfumaram o espaço com raminhos de alecrim. Em seguida, as crianças brincaram com calangos rimados, bonecos gigantes e adivinhações de bichos, celebrando o saber popular com criatividade. A chegada do Boi Foguetinho, criação do Ateliê da Pereirinha, emocionou o terreiro, seguido pela dança do Jongo com as turmas do F1, que encantaram os pequenos da EI.

As barraquinhas de brincadeiras também fizeram a alegria da criançada, assim como a mesa colaborativa repleta de quitutes típicos, preparados com carinho por toda a comunidade escolar.

Para finalizar, famílias e crianças se reuniram numa grande Ciranda, celebrando juntos a força do coletivo. Foi uma festa feita de pano, papel e imaginação, e também de memória, afeto e pertencimento. Que venham mais encontros como esse.

Viva o São João da primeira infância! Viva a cultura popular que forma e transforma!

Experimentos Mateiros

Ateliê F1

O grupo Moleque Mateiro tem sido uma porta de entrada não apenas para o fortalecimento da educação ambiental, mas também para incríveis descobertas nos campos da física e da química. Em nossas experiências, investigamos a acidez de diferentes substâncias, como vinagre, água com sabão em pó, bicarbonato de sódio e água da torneira, utilizando suco de repolho roxo como indicador natural.

Você sabia que é possível acender uma lâmpada usando uma batata? Ou que a água com sal pode conduzir eletricidade? Isso acontece porque, no caso da batata, ocorre uma reação química entre o ácido presente no alimento e dois metais diferentes, como o zinco e o cobre. Quando conectados por fios, eles geram uma corrente elétrica. Já na solução de água com sal, o sal se dissocia em íons de sódio e cloreto, permitindo que a eletricidade passe pela água.

Nosso próximo experimento está em andamento: um vulcão feito coletivamente, que promete ser um espetáculo! Muitas novidades empolgantes ainda estão por vir!

As Aventuras do Menino Iogue

Ateliê F1

As crianças das turmas do Ateliê Manhã e Tarde conheceram a história “As aventuras do Menino Iogue”, de Antônio Tigre.

Após explorarem as posturas vivenciadas na história, demos início ao nosso trabalho manual. Munidos de argila e tinta, temos confeccionado alguns dos personagens e elementos que participam desta aventura juntos num divertido exercício de concentração e atenção.

Bumba-Meu-Boi, Mineiro-Pau e Maculelê

Ateliê F1

Neste segundo semestre estamos mergulhando mais fundo na diversidade do Bumba-Meu-Boi no Brasil. Olhando mais para perto da gente, encontramos o Boi Pintadinho, nome dado ao nosso boi fluminense, do estado do Rio de Janeiro. Trata-se de um tesouro cultural e uma festa que agrega outras tradições, como o Mineiro-Pau.

Os personagens Boi, Burrinha, Jaraguá (aqui Jaguará) e Maricota (boneca gigante) brincam no centro da roda, cercada pelo povo brincando de Mineiro-Pau. Nosso foco é aprender a manusear os cabos de vassoura que marcam o primeiro tempo no chão e são percutidos em duplas com várias sequências de movimentos distintas. Criamos assim uma brincadeira, um jogo rítmico corporal com dança e percussão que, assim como o Maculelê, lembra também uma luta.

Essa tradição veio do norte passando por Minas Gerais, e deriva do Pau dos Temerosos, Reis de Cacetes, Maculelê e o Mineiro-Pau. Todos esses utilizam paus ou bastões menores, e não estão inseridos no contexto da brincadeira de Boi como aqui no nosso estado.

Estamos com toda paciência pegando o jeito, pois temos que zelar para que o movimento fique seguro e as crianças possam brincar com responsabilidade com o corpo do amigo e seu próprio corpo. Pura diversão e desafio.

 

História do Berimbau

Ateliê F1

As crianças do Ateliê, junto aos professores Cigano e Mestre Amendoim, produziram para nossa Mostra de Artes um Berimbau. Para contextualizar o significado desse importante instrumento da Capoeira, Cigano nos contou a seguinte história:

Era uma vez, em uma aldeia alegre da África, um lugar cheio de árvores, bichos e um céu sempre azul, morava Vovó Catarina, uma velhinha muito sábia e querida. Toda semana, ela reunia as crianças para contar histórias e ensinar coisas importantes, como amizade, respeito e amor.

Um dia, Vovó Catarina levou algo mágico: um berimbau! Ele era feito de madeira, cipó e uma cabaça, e quando ela tocava, o som parecia conversar com o vento e chegar até os antepassados! As crianças ficaram encantadas com a música que fazia os pés quererem dançar sozinhos. A anciã explicou aos mais novos que o instrumento nem sempre teve esse nome, e que antes era conhecido por “urucungo”. 

Mas nem todo mundo estava feliz. Felipe, um rapaz da aldeia, sentia inveja da atenção que a Vovó Catarina recebia. Havia também uma menina sabida chamada Dandara, neta de Vó Catarina. Ela tinha uma linda voz que transmitia paz e despertava bons sentimentos. 

Um dia, Vó Catarina pediu à neta que fosse buscar água no rio. Por inveja, Felipe empurrou Dandara, que bateu a cabeça em uma pedra e desmaiada foi parar no fundo das águas. Todos sentiram falta de Dandara e foram procurá-la. Quando Vovó Catarina chegou à margem, surgiu do rio uma linda deusa, coberta de colares e brincos, que se compadeceu do sofrimento daquela mulher. Mergulhou até o fundo das águas e pegou Dandara pelos braços, transformando seu corpo esguio em uma verga de madeira, seus cabelos, em um cipó belo e forte, e sua cabeça, em uma cabaça — assumindo a forma de um berimbau. A deusa do rio afirmou para a avó que, daquele dia em diante, quando o berimbau tocasse seu som, manifestaria o contato com os deuses e antepassados, eternizando a voz de sua neta, transformada em um instrumento que entoaria notas melódicas e alegres — principalmente junto à capoeira — levando felicidade aos quatro cantos do mundo.

Felipe se arrependeu pelo mal feito e prometeu cuidar de seus sentimentos e tratar com respeito o berimbau e a cultura da capoeira. E assim, entre sons mágicos, lições de vida e coragem, a aldeia aprendia que a verdadeira força vem do amor e da união.

Inglês

Ateliê F1

O Ateliê da F1 está explorando o bioma Savana, investigando suas características de clima, vegetação e os animais que ali vivem, aprendendo sobre as adaptações que cada espécie desenvolveu para sobreviver nesse ambiente.

Assim, entre histórias coloridas e descobertas da natureza, seguimos construindo aprendizagens significativas, que despertam a curiosidade e a imaginação das crianças.

Saraswati

Ateliê F1

O Ateliê da F1 mergulha nos mistérios da mitologia hindu. Nossa jornada começa com Saraswati, a deusa da sabedoria, das artes e da música. Representada com serenidade e elegância, ela carrega em suas mãos uma veena, instrumento de cordas que, ao ser tocado, parece falar com a alma.

Segundo um dos mitos, Saraswati nasce dos ossos de Brahma, o deus criador do universo. Em outra versão, ela surge de uma delicada flor de lótus branca, símbolo de pureza e conhecimento. Auxiliadora de Brahma, Saraswati traz à humanidade os dons da arte e da música. Com eles, ensina que a sabedoria e a beleza transformam a vida, tornando a existência mais leve, alegre e significativa.

Empilhando Blocos

Ateliê F1

Nas aulas de Ioga, as crianças aprenderam uma nova brincadeira. 

Depois de acalmarmos o corpo e a mente, mobilizamos articulações e segmentos corporais e realizamos alguns dos asanas já aprendidos. Enfatizamos a importância da concentração e da atenção para a nova brincadeira. Um de cada vez, fomos empilhando blocos de espuma de tamanhos e formatos variados. Quem deixasse a torre cair deveria fazer uma postura de equilíbrio. Um desafio e tanto, que chamamos carinhosamente de “Jenga Iogue”.

Dias Mateiros na Casa Firjan

Ateliê F1

No último sábado, dia 20/09, estivemos presentes no III Festival Distrito de Educação, na Casa Firjan. Tivemos a alegria de compartilhar nossas experiências nas aulas de Educação Ambiental, em parceria com o grupo Moleque Mateiro, por meio do nosso livro Dias Mateiros.

Em nosso estande, Vinicius, Maria Antônia e Pablo ensinaram às crianças como plantar, de maneira consciente, mudas de alecrim, tomilho e salsinha. Foi uma manhã repleta de aromas, terra e muita alegria!

O livro Dias Mateiros, do Ateliê da Pereirinha, estará disponível na recepção da nossa escola. Venha conferir!

Jaraguá

Ateliê F1

Para o Boi Pintadinho que o Ateliê vem aprendendo um bocado, tem um personagem que brinca assustando os desavisados, que se chama Jaguará. No Boi de Mamão do Dul ele também aparece, com o nome quase igual, Jaraguá.

Trata-se originalmente de um “corpo de gente, cabeça de animal”: um crânio de cavalo é colocado num bastão e a pessoa que o segura desaparece debaixo de um pano, fazendo com que sua cabeça vire uma espécie de corcova do bicho. O pescoço e a mandíbula, através de um fio, são articulados, tornando a manipulação do boneco mais divertida.

Os Ateliês construíram dois Jaraguás feitos de garrafa PET e sucata. O resultado impressionou a todos. A música Jaraguá, do grupo Carroça de Mamulengos, dá o comando à performance e todos se divertem quando o bichinho bonitinho cumprimenta, cata piolho, faz cafuné e dá meia volta em meio às batidas ritmadas dos paus percutidos no chão e entre si.

Viva o Boi Pintadinho e o Mineiro Pau!

Brinquedos de Ar

Ateliê F1

Para fortalecer a conexão entre as crianças e a natureza, o grupo Moleque Mateiro tem criado diferentes brincadeiras e brinquedos inspirados nos quatro elementos. Já exploramos o fogo, a terra e a água, agora chegou a vez do ar!

As propostas com o ar estão ligadas ao movimento e à leveza, proporcionando vivências com o vento, a respiração e a observação do ambiente. Nossos professores Vini e Bárbara nos apresentaram o Barangandão Arco-íris e os cataventos. Observamos o movimento das fitas e a ação do sopro sobre o papel. Percebemos o desenho das espirais e sentimos a vibração do ar.

Outras experiências ainda nos esperam. Aguardem as novidades!

Os Desertos

Ateliê F1

O primeiro ano chegou a um novo território a ser explorado: os desertos.

Para nos ambientarmos nesse estudo, realizamos uma lista de conhecimentos prévios sobre o que já sabemos desse espaço. Em seguida, assistimos a uma reportagem sobre os beduínos, povos nômades que vivem nos desertos, conhecendo aspectos de suas formas de vida e adaptações ao ambiente. Investigamos os animais característicos desse território, refletindo sobre como conseguem sobreviver a condições climáticas tão desafiadoras.

Esse percurso nos ajuda a ampliar o repertório cultural e a construir bases para novas descobertas sobre esse fascinante ambiente natural.

Pesquisas e Mais Pesquisas

Ateliê F1

Os Ateliês embarcaram em novas pesquisas. Desta vez, cada turma escolheu um caminho divertido para trilhar.

A Educação Infantil tem se envolvido em brincadeiras com barbantes que possibilitam o desenvolvimento de habilidades motoras e do raciocínio. Conhecemos cama de gato, costura de dedinhos, estrela, entre outras. Também fizemos uma pintura colorida com barbantes, que rendeu muita diversão e várias manchas de tinta!

Depois de Kabaderebu, o Ateliê da Tarde embarcou em mais uma aventura literária, dessa vez sugerida pela amiga Olívia: O Diário de Pilar na África. Assim que começamos a leitura, surgiu a ideia: “Rosi, vamos fazer uma Pilar do nosso tamanho?”

As crianças decidiram, num “zerinho ou um”, quem teria sua silhueta desenhada. Aurora foi a vencedora! Nossa Pilar já está ganhando forma e, em breve, passeará pela escola.

No Ateliê do primeiro ano, as pesquisas continuam sendo norteadas pelas mitologias do mundo. Dessa vez, dispararam rumo à Grécia e a Roma. Lá, conhecemos mitos e deuses que deram origem aos nomes de muitas constelações e planetas, como Pégaso, Hidra, Centauro, Mercúrio, Júpiter e Saturno. Descobrimos que, quando nascemos, o Sol estava iluminando uma constelação que pode ser chamada de signo. A partir da data de nascimento, listamos os signos e conhecemos nossa constelação pessoal.

Bolhas Gigantes no Parque Lage

Ateliê F1

Na última quarta-feira, os ateliês participaram de seu passeio mensal ao Parque Lage, junto com o grupo Moleque Mateiro.

Durante a caminhada, contemplamos árvores, raízes e pássaros até chegarmos ao parquinho. Lá, Vini e Bárbara nos apresentaram um brinquedo diferente, feito com água, sabão, maizena, açúcar, palitos e barbantes — as famosas bolhas de sabão gigantes!

Nos divertimos soprando as bolhas que deslizavam pelo ar, mudando de forma e parecendo dançar levemente. Também nos arriscamos a fazer as nossas próprias bolhas usando os suportes.

Foi uma manhã incrível, repleta de alegria, descobertas e brincadeiras!

Brincando de Espelho na Ioga

Ateliê F1

Após nosso momento de chegada nas aulas de Ioga, exploramos a respiração e aquecemos o corpo através de diferentes ásanas.

As crianças das turmas do Ateliê têm experimentado algo diferente: a brincadeira de espelho dos ásanas, onde precisam, além de explorar o espaço, buscar duplas ou trios distintos ao parar da música e fazer a postura sorteada pela professora.

Uma nova e divertida forma de auxiliarem uns aos outros a relembrar o que vivenciamos ao longo do ano.

Boizinho, Jaraguá e Maricota

Ateliê F1

Seguimos brincando com nosso Boi Pintadinho, agora de forma mais completa, com nossos jaraguás, nosso Boizinho Foguetinho e a boneca gigante Maricota, também conhecida como Dona Mariquinha. Enquanto um grupo de crianças atua com os bonecos, outro grupo performa no Mineiro Pau acompanhado das percussões das próprias crianças, ao som do repertório do Boi Pintadinho, de Santo Antônio de Pádua, do Carroça de Mamulengos e da Companhia Folclórica da UFRJ. 

Nossas aulas viraram uma grande brincadeira, na qual as crianças se revezam, tocando, dançando e performando. Como fazem os brincantes populares. Todo mundo aprende a fazer um pouco de tudo para a festa acontecer.

A Deep Dive

Ateliê F1

Encerramos o ano mergulhando no universo dos animais marinhos. As crianças ampliaram o vocabulário em inglês (fish, octopus, shark, turtle etc.) por meio de histórias, músicas e jogos, participando com curiosidade, alegria e muita espontaneidade.

A proposta buscou despertar o interesse pela vida no oceano e aproximar o inglês do cotidiano de cada criança, sempre de forma lúdica e significativa.

Este ano também foi especial porque trabalhamos com um novo material didático, que convidou o grupo a se envolver ainda mais com a língua e a se expressar com maior segurança. Ficamos muito felizes ao acompanhar esse crescimento e o entusiasmo de cada descoberta.

Fechamos este ciclo com o coração cheio e desejamos que a curiosidade continue guiando nossos mergulhos nos próximos anos.

Limpeza dos Rios

Ateliê F1

Nesta semana tivemos nosso penúltimo encontro do ano com o grupo Moleque Mateiro. Aproveitamos o momento para recordar as aventuras que vivemos ao longo do ano — os experimentos, as descobertas e todas as experiências em torno dos elementos terra, água, ar e fogo.

Para celebrar, realizamos uma atividade voltada ao cuidado com o meio ambiente, envolvendo a preservação dos rios, o excesso de lixo produzido e a classificação dos resíduos. Vini e Babi organizaram as crianças em dois grupos, que correram até o “rio” para coletar os resíduos espalhados. Ao final, a equipe que reunisse a maior quantidade de itens seria a campeã. Foi uma verdadeira farra!

Nosso encontro foi marcado por muita alegria e também por um pouquinho de saudade. Selecionamos algumas fotografias para compartilhar com vocês um pouco dessa vivência tão especial!

Até logo!

Ateliê F1

Em 2025, as crianças do Ateliê mergulharam em muitas pesquisas. Conhecemos as montanhas do Rio de Janeiro e suas lendas, exploramos luzes e sombras, viajamos para a África acompanhados de Pilar e descobrimos a casa de Kaba-Derebu. Tantas aventuras resultaram em memórias incríveis e em pastas repletas de significado e afeto.

Experimentamos jogos de equilíbrio da Ioga, aprendemos a tocar as estacas do mineiro-pau nas aulas de Cultura Popular e nos divertimos com os elementos da natureza com o grupo Moleque Mateiro.

Para encerrarmos com chave de ouro, fizemos uma incrível roda de capoeira com o professor Cigano e o Mestre Amendoim. Relembramos cantigas e ouvimos histórias que nos conectam aos valores da capoeira e aos nossos ancestrais. Foi um momento emocionante!

Desejamos que 2026 seja repleto de alegria, descobertas e diversão.