O reencontro das nossas crianças e jovens foi marcado por muito afeto e alegria. Nesta primeira semana, compartilharam viagens, histórias e, aos poucos, foram retomando a rotina escolar.
Mais do que rever amigos, este momento reafirma a importância de estar em grupo, de aprender e crescer no coletivo, construindo laços que fortalecem a experiência escolar.
Nas próximas semanas, estarão envolvidos com novos projetos de pesquisa, o evento literário de F2 ao Ensino Médio, a mostra de artes da Pereirinha e muitas outras vivências que nos esperam.
Aguardem!
A turma segue se inspirando na música “Tataruê”, de Geovana. O grupo enviou uma carta ao Coral da Sá Pereira, um convite que foi prontamente acolhido com muito entusiasmo. Como resultado, fomos agraciados com uma tarde inesquecível na sede da Rua da Matriz.
Durante nossa visita, fomos presenteados com a apresentação de alguns integrantes do grupo, trocamos informações e tiramos dúvidas acerca da canção, como:
“O que significa a palavra Tata?”
“E a palavra Tataruê?”
“Pemba e Guiné são plantas ou países?”
Essas questões enriqueceram o nosso entendimento da música e abriram portas para um diálogo sobre a história e os elementos culturais presentes nela, despertando um interesse ainda maior pela pesquisa e pela busca por respostas.
Para finalizar a vivência, lanchamos na sala do Ateliê do Fundamental 1 e desbravamos os espaços da escola.
A Educação Infantil e o primeiro ano do Fundamental I deram início aos festejos com um cortejo de maracatu, abrindo caminho para a entrada dos passarinhos do berçário, que perfumaram o espaço com raminhos de alecrim. Em seguida, as crianças brincaram com calangos rimados, bonecos gigantes e adivinhações de bichos, celebrando o saber popular com criatividade. A chegada do Boi Foguetinho, criação do Ateliê da Pereirinha, emocionou o terreiro, seguido pela dança do Jongo com as turmas do F1, que encantaram os pequenos da EI.
As barraquinhas de brincadeiras também fizeram a alegria da criançada, assim como a mesa colaborativa repleta de quitutes típicos, preparados com carinho por toda a comunidade escolar.
Para finalizar, famílias e crianças se reuniram numa grande Ciranda, celebrando juntos a força do coletivo. Foi uma festa feita de pano, papel e imaginação, e também de memória, afeto e pertencimento. Que venham mais encontros como esse.
Viva o São João da primeira infância! Viva a cultura popular que forma e transforma!
A Festa Junina da Sá Pereira é muito mais do que uma comemoração: é um ato pedagógico, afetivo e cultural. Celebrar esse festejo popular é reconhecer a força da memória coletiva, da oralidade, da música e da dança como formas legítimas de produção de conhecimento.
Ao valorizar as tradições nordestinas, as narrativas do povo do campo, os ritmos afro-indígenas e as expressões regionais, a festa se alinha profundamente ao nosso projeto institucional de 2025 — “Arte e Memória: é preciso relembrar o antes para inventar o depois?”
Nesse encontro entre o ancestral e o contemporâneo, promovemos o pertencimento, a escuta, o respeito às culturas populares e a valorização das raízes que nos formam enquanto sujeitos e enquanto escola.
Brincar é memória viva, arte é pertencimento.

O reencontro após as férias foi marcado por muita alegria e saudade. Os alunos aproveitaram para matar a saudade dos amigos e professores, e o retorno à rotina incluiu as brincadeiras coletivas preferidas, além de atividades de representação simbólica cheias de imaginação, como de família, animais e dramatizações de filmes.
O grupo também esteve envolvido com a finalização dos trabalhos para a Mostra de Artes. Relembramos artistas como o multifacetado Victor Kee e suas bolas de malabares, e o escultor Jerzy Kędziora, famoso por desafiar a gravidade com suas esculturas. Inspirados por eles, estamos finalizando as últimas composições para a exposição, que muito em breve encantará a todos.
A Turma do Circo concluiu o Projeto da Turma. Num clima de nostalgia, relembramos fatos importantes e as aprendizagens ocorridas ao longo do semestre. A emoção tomou conta de todos ao pintar um picadeiro nas cores vermelha, amarela e azul, que enfeitará nossa sala na exposição da turma e nossa Mostra de Artes.
As crianças compartilharam suas memórias e reflexões sobre o projeto:
“Tudo começou quando a turma não tinha nome.” (Nikko)
“Aí começamos a sugerir nomes.” (Sol)
“Nossos pais deram ideias para os nomes. Eu gostei muito da experiência de malabarismo com a bola, almofada e paninho.” (Eduarda)
“Eu lembro que deram mais ideia do nome do Circo. Eles falaram sobre a vida deles na reunião. Começamos aprendendo sobre a história do circo. Tinha um domador, tipo de cachorro, que ficava em cima do cavalo. No picadeiro o cavalo dava vários saltos. O picadeiro ajudava o cavalo a andar em círculos.” (Nina E.)
“As manobras eram incríveis e inesperadas que eram impossíveis de fazer. Fizemos uma lista para votar e a Turma do Circo ganhou.” (Bento)
“No circo antes tinham bichos. Hoje não tem mais.” (Sol)
“Os equilibristas usam um bastão para se equilibrar.” (Tomas)
“O equilibrista tem que ter muita força na perna para não cair.” (Rafael)
“Teve um equilibrista que atravessou as Torres Gêmeas em Nova York. Ele foi preso, pois não podia.” (Bernardo)
“Eu gostei de fazer a bailarina da caixinha de música.” (Vicente)
“Adorei ensaiar a bailarina com a Renata.” (Nelson)
“Adorei a visita do Felipe-Palhaço, porque ele fez palhaçada e deixou a calça dele cair.” (Pedro)
Neste semestre as turmas da Pereirinha desenvolverão um projeto coletivo em que livros de literatura serão o fio condutor no desenvolvimento das pesquisas. Para a Turma do Circo, o livro Tesouro de Monifa foi o escolhido.
O conto retrata a história de uma menina afrodescendente e seu encontro com sua tataravó, Monifa, que foi trazida ao Brasil em um navio negreiro. No percurso da história, há uma caixa — o tesouro — e muitas histórias. As crianças ficaram encantadas com a narrativa e muitas sugestões foram dadas para o desenvolvimento do novo projeto.
O que podemos pesquisar a partir da história de Monifa?
“Podemos estudar sobre as raízes das pessoas.” (Bento)
“Sobre tesouros.” (Pedro)
“Sobre a língua (idioma) das pessoas.” (Nikko, Eduarda, Vicente)
“Podemos pesquisar de onde as pessoas vêm e como que elas gostam de ser chamadas.” (Catarina)
“Sobre como tratar as pessoas.” (Nina E.)
O livro Os Tesouros de Monifa, de Sônia Rosa, que está servindo como guia para as pesquisas da turma neste semestre, tem provocado discussões importantes e sensíveis na sala. Para aprofundar a conversa decidimos confeccionar uma caixa de papelão.
A ideia é que, assim como na história, a caixa se torne um lugar para guardar as memórias e os “tesouros” do grupo. Mas o que serão esses tesouros? As sugestões já começaram a surgir: algumas crianças querem guardar desenhos que retratem suas memórias, enquanto outras pensam em histórias e poesias.
A construção da caixa é o primeiro passo para transformar as reflexões do livro em algo significativo. A turma segue aprofundando as conversas e descobrindo os caminhos que podem ser traçados nesta nova caminhada de pesquisas.
A Pereirinha abriu suas portas para a Mostra de Artes do projeto “Arte e Memória: é preciso relembrar o antes para inventar o depois?”. Os corredores da escola se encheram de trabalhos das crianças mostrando o caminho percorrido pelas turmas em suas pesquisas.
As crianças receberam suas famílias com alegria, conduzindo-as como verdadeiras anfitriãs. Orgulhosas, contaram sobre suas produções, explicaram os processos e dividiram experiências que vivenciaram com carinho ao longo do projeto.
A cada olhar emocionado, a cada conversa entre as gerações, ficou evidente que a Mostra de Artes, mais do que uma exposição, foi um encontro muito especial de trocas e de aprendizados.
O livro Os Tesouros de Monifa, de Sônia Rosa, tem sido uma grande inspiração na turma. Seguindo algumas pistas da narrativa, iniciamos um caminho de pesquisa. A origem e o significado do nome Monifa foram nosso primeiro passo.
Ao pedirmos às famílias que pesquisassem com seus filhos a origem e o significado do nome das crianças, descobrimos muitas histórias em comum. Para celebrar esse momento, reunimos todas as informações em nossa caixa de tesouros e, com a criação de autorretratos, demos mais sentido à nossa caminhada.
Agora, a ideia é iniciar uma pesquisa sobre a história familiar de cada criança. Em breve traremos mais notícias!
Turma do Circo (TCT)
O retorno da pesquisa sobre a origem e o significado dos nomes das crianças foi um sucesso! Além de descobrirem o que seus nomes representam, os alunos compartilharam emocionantes histórias por trás da escolha, criando um momento de muita conexão na sala de aula.
Para dar continuidade a esse projeto, a professora Paula deu um ótimo exemplo ao compartilhar uma parte de sua própria história familiar. Ela nos contou sobre seu tataravô, Diogo, um farmacêutico português que veio ao Brasil em busca de novas oportunidades. Para ilustrar a narrativa, Paula trouxe itens especiais: uma fotografia de seus avós, a bandeira de Portugal e um azulejo típico da região.
Agora, o próximo passo é que as crianças, com a ajuda de suas famílias, tragam informações sobre suas próprias histórias. A ideia é criarmos, juntos, um verdadeiro mosaico de histórias familiares, explorando a ancestralidade e as raízes culturais que nos ajudam a entender quem somos e de onde viemos.
A Turma de Circo está se apropriando cada vez mais do tema do nosso projeto. Recebemos livros trazidos pelas próprias crianças para compartilhar com o grupo, o que tem alimentado nossas pesquisas. A literatura tem sido fundamental para que a turma se envolva de uma forma lúdica e significativa nos assuntos em curso.
Mergulhamos na história “África, meu pequeno Chaka”, de Marie Sellier. O encontro de Chaka com seu avô Dembo, que o ajuda a entender suas raízes, tocou o grupo e despertou uma nova sensibilidade para o tema da ancestralidade.
Quem também compartilhou um pouquinho de sua história com o grupo foi a professora auxiliar da turma, Denize. Ela nos contou sobre seu bisavô Sebastião, que deixou uma fazenda em Bananal, interior de São Paulo, e veio para o Rio de Janeiro em busca de uma vida melhor. Aqui, conheceu Maria Glória, com quem se casou e teve Abgail, avó de Dedê. Denize trouxe fotos da família, deixando as crianças curiosas e felizes por conhecer um pouquinho da vida desta professora tão querida.
Para continuar a conversa, ouvimos a música “Paratodos”, de Chico Buarque. A canção nos levou a um debate sobre a identidade e a diversidade brasileira, gerando muitas descobertas sobre nossas próprias origens. Inspirados nessa discussão, cada um desenhou um retrato de sua família, relatando alguns detalhes sobre o seu núcleo familiar.
Papai é tatá
A mamãe é tatá
Eu sendo filha de tatá
Ooh tatá eu sou
A Turma do Circo continua suas pesquisas inspiradas na história “O Tesouro de Monifa”, de Sonia Rosa. Dessa vez, mergulhamos na nossa própria origem, usando pequenos relatos da nossa família. Descobrimos que algumas vieram do continente europeu e outras são nascidas na América do Sul.
A partir disso, conhecemos o livro O Grande Atlas das Crianças, de Angela Rahaniotis Jane Brierley, no qual pesquisamos o mapa mundi e o recriamos coletivamente. Ouvimos a canção Tatarue, de Geovana, que fala sobre o uso da palavra “Tata” como forma de carinho ou para se referenciar a pessoas com mais idade ou mais experientes.
Gostaríamos de solicitar às famílias que continuem enviando seus relatos!
As crianças continuam compartilhando os relatos de onde vieram seus familiares:
“Minha tataravó veio de Portugal!” (Eduardo)
“Meu avô nasceu na Bahia” (Sol)
“As minhas avós vieram do Maranhão” (Tarsila)
“Meu pai nasceu no Rio de Janeiro e a minha mãe em Belo Horizonte” (Tomas)
Com a ajuda do mapa mundi confeccionado pelas crianças, o grupo se desafiou a encontrar os continentes, bem como os países e estados que apareceram nos relatos.
Além disso, registramos a letra da música “Tataruê”, de Geovana, e sublinhamos os nomes dos membros da família e lugares que foram cantados. Descobrimos que o Coral da Sá Pereira também está ensaiando a canção, e escrevemos uma carta para marcarmos um encontro e partilharmos nossas pesquisas!
Gostaríamos de solicitar que continuem enviando os relatos das pesquisas.
As pesquisas da Turma do Circo estão a todo vapor. Fomos, mais uma vez, presenteados com um encontro cheio de afeto e descobertas. Depois da melodia encantadora do Coral da Sá Pereira, recebemos a calorosa visita da Turma do Baú!
Compartilhamos nossas investigações e ouvimos as crianças da Turma do Baú contarem sobre o livro Os Dengos na Moringa de Voinha (de Ana Fátima). Na narrativa aparece uma árvore que não é uma árvore qualquer, é um tesouro do continente africano, símbolo de vida, força e ancestralidade, o Baobá. Ela também é chamada de “Árvore de cabeça para baixo”, por causa dos seus galhos, ou “Árvore da vida”, por sua importância. As crianças da Turma do Circo já haviam encontrado essa mesma gigante na emocionante história “Obax”, de André Neves!
A professora Thaís nos deu um aviso divertido e animador para a nossa futura visita: “Ficamos sabendo que vocês também vão ao Jardim Botânico. Mas preparem as pernas e os olhos curiosos, porque será preciso caminhar bastante para encontrar nosso Baobá!”.
Qual será a maior surpresa que o Baobá nos reserva no Jardim Botânico? Aguardem nossas novidades!
A Turma do Circo fez um passeio para o Cais do Valongo e a Pedra do Sal. Nossa guia foi a professora e contadora de histórias Janaína Gentili, que encantou a todos com suas narrativas sobre a importância desses lugares para nós brasileiros.
As crianças ouviram atentamente as histórias sobre a chegada dos povos africanos, a resistência cultural e a força das tradições que permanecem vivas até hoje.
Ao final do passeio, a turma se reuniu para registrar as impressões e aprendizados do dia.
“A Turma do Circo foi ao Cais do Valongo e ouviu histórias contadas pela Janaína. Logo depois, comemos um lanche muito gostoso e fomos ver o baobá que foi plantado lá no Cais. Descobrimos que a circunferência do baobá é de 2 metros e 45 centímetros. Finalizamos o passeio escorregando na Pedra do Sal. Foi um dia maravilhoso!”
A visita da Turma do Circo ao Cais do Valongo foi um momento de profundo impacto e reflexão. Essa experiência de imersão histórica e geográfica inspirou a escrita da letra da canção “Ora Bolas”, do grupo Palavra Cantada.
A música tem aquele jeito delicioso e curioso de criança, perguntando “Onde ele mora?”, e a resposta vai se expandindo. Começa com uma bolinha no pé e, devagar, nos leva para a casa, a rua, a cidade, o Brasil, a América do Sul, até chegar ao planeta Terra.
O Cais é um ponto minúsculo no mapa, mas carrega uma história gigante que afeta o nosso presente. A música nos ensina, de forma lúdica e acolhedora, que cada um de nós está ligado a um lugar vasto e cheio de histórias!
A turma segue suas pesquisas se apoiando em diferentes livros.
Tiveram como ponto de partida Os Tesouros de Monifa, obra por meio da qual investigaram a origem dos nomes, de onde cada família veio, e tentaram montar as diferentes árvores genealógicas.
Em seguida, mergulharam na história da menina Obax, uma pequena contadora de histórias, e foi através dela que a turma conheceu a árvore Baobá, local em que a memória e a imaginação de Obax se perpetuaram para a aldeia.
Seguindo nas investigações acerca da ancestralidade, memória e tesouros de cada família, a Turma do Circo conheceu o livro As panquecas de Mama Panya, de Mary e Rich Chamberlin. Nesse enredo, o pequeno Adika e sua mãe celebram a tradição culinária queniana e o ato de compartilhar a refeição.
Instigadas por tal ação, as crianças ficaram interessadas em compartilhar com o restante do grupo as suas próprias receitas.
“Eu faço panqueca de um jeito diferente. Uso uma banana, um ovo e farinha.” (Catarina)
“A minha mãe gosta de colocar mirtilo na panqueca dela!” (Vicente)
“Eu coloco doce de leite na minha panqueca.” (Sol)
Gostaríamos de solicitar às famílias que enviem registros de receitas de família, e se alguém quiser se aventurar a uma visita, é só nos procurar!
Lemos uma história que se chama “As panquecas de Mama Panya”, de Mary Chamberlin. Nesse conto aparece um tesouro de família, a receita das panquecas! Na última sexta-feira, a Turma do Circo recebeu de um artista misterioso os ingredientes da receita das panquecas de Mama Panya.
No pacote misterioso vieram farinha, sal, canela, mel, óleo e água. Fizemos panquecas sem canela e com canela. Foi um sucesso! Ao final, degustamos as panquecas e, para não esquecer, registramos os ingredientes utilizados nesta receita especial.
Gostaríamos de conhecer as receitas de família da Turma do Circo. Enviamos pela agenda uma folha especial, para que cada família registrasse a sua!
Embaladas nas pesquisas acerca da memória do continente Africano e da América do Sul, as crianças da Turma do Circo receberam duas visitas especiais, as professoras Joana D’Arc e Mariana dos Anjos.
A Joana, carinhosamente chamada de Jojo, compartilhou a história da boneca Abayomi, concebida pela artesã maranhense Lena Martins, que criou a boneca a partir de retalhos de pano, sem cola e sem costura. A boneca recebeu esse nome através de Ana Gomes, que na época estava grávida e disse que se a criança fosse menino se chamaria Abebe Bikila e se fosse menina se chamaria Abayomi. Como nasceu menina, o nome enfim chegou para a boneca com a explicação de seu significado: meu presente. Ao final da visita, Jojo mostrou como confeccionar uma Abayomi e presenteou a turma com retalhos, para que também pudessem criar as suas próprias bonecas.
Mari, por sua vez, compartilhou a história do símbolo Sankofa, apresentado anteriormente pela Janaína no passeio ao Cais do Valongo. De origem Akan, Sankofa deriva da expressão em Twi “San sofá”, que significa “Volte e busque”, destacando a importância de aprender com o passado para construir o futuro. No encerramento do encontro, as crianças experimentaram modelar seu próprio Sankofa utilizando arame, o que despertou grande entusiasmo!
A Turma do Circo segue aprofundando suas pesquisas sobre ancestralidade, memória e os tesouros de cada família. Inspiradas pela leitura do livro As panquecas de Mama Panya, as crianças compartilharam seus próprios tesouros familiares: receitas culinárias transmitidas entre gerações. Apareceram receitas de café da manhã, prato principal e até sobremesa!
Após uma roda de conversa, a Turma do Circo conheceu o trabalho de Gregg Segal, fotógrafo que registra crianças ao redor do mundo junto aos alimentos que compõem suas refeições. Motivadas por essas imagens, as crianças recriaram o registro fotográfico, com os ingredientes de suas próprias receitas.
A Turma do Circo encerra o ano de 2025 com uma trajetória repleta de valiosas memórias, afetos, descobertas e grandes viagens!
Durante o primeiro semestre, a turma abriu o picadeiro da imaginação para mergulhar no universo circense. A arte se revelou não apenas nas pesquisas, mas também em passeios e visitas que criaram uma marca de afeto e memória especial para as crianças. Desvendamos os segredos dos grandes artistas que dão vida a esse espetáculo e conhecemos as histórias que tecem a lona do circo. Malabaristas, contorcionistas, palhaços, bailarinas, equilibristas e mágicos ganharam vida no nosso dia a dia, alimentando a criatividade e a aprendizagem de toda a turma.
A paixão pelo tema levou a turma a explorar a própria arte. Inspirados por artistas como Marc Chagall e Fernando Botero, que se renderam à emoção do circo, as crianças criaram belíssimos e originais trabalhos de arte.
No segundo semestre, a turma embarcou em uma jornada usando o tema “Memória através da Literatura” para desvendar seus próprios tesouros. Com a ancestralidade como fio condutor, desbravaram suas histórias pessoais e familiares, reconhecendo a diversidade das raízes de cada criança.
A aventura começou pela investigação da origem dos nomes e a montagem de árvores genealógicas a partir de “Os Tesouros de Monifa”. Em seguida, a turma voou até o continente africano com Obax e Nafisa, conhecendo e identificando a árvore da vida, o Baobá. A expedição seguiu até a doce descoberta das tradições culinárias em “As panquecas de Mama Panya”, que impulsionou a turma a celebrar e compartilhar suas próprias receitas familiares.
Após o compartilhamento dos tesouros familiares e com o projeto se encaminhando para o encerramento, a Turma do Circo recebeu visitas especiais de alguns familiares, que trouxeram suas próprias histórias e receitas. Foi um momento de conexão com os ancestrais, reflexão e muito aprendizado!
Assim, a Turma do Circo encerra o ano de 2025 com o picadeiro do coração vibrando pelas memórias criadas e as raízes fortalecidas. Foi um ano de descobertas grandiosas que nos ensinaram que a vida é, por si só, o maior e mais belo espetáculo!