A chegada ao primeiro ano é vivida de um jeito muito especial pelas crianças e suas famílias.
Curiosidade, medo, alegria e aquele conhecido friozinho na barriga fazem parte desse passo que é dado na vida escolar.
Cuidamos da chegada com carinho e aos pouquinhos estamos nos conhecendo melhor, fortalecendo vínculos importantes de afeto e confiança.
O samba da escola aqueceu a criançada para o Carnaval e, junto com a imagem da agenda, a reprodução da obra Cerimônia, de Nkosi, instigou nossas primeiras atividades sobre o projeto deste ano.
Dar protagonismo às atletas negras, retratando os bastidores e as relações no convívio intenso do esporte, como faz a artista, rendeu conversas interessantes.
Que palavras combinam com essa imagem? O que elas poderiam estar falando umas para as outras? Acolhimento, alegria, abraço, tristeza, união, emoção e muitas outras foram citadas pelas crianças.
Aproveitamos a oportunidade para apresentar Daiane dos Santos e Rebeca Andrade – respectivamente a primeira ginasta negra a ganhar uma medalha de ouro em Mundial e uma integrante do primeiro pódio inteiramente negro da história do esporte.
Ao som de Brasileirinho e Baile de Favela, as turmas vibraram com os solos das atletas brasileiras que venceram barreiras estruturais e fizeram história.
Não faltou ginga, beleza e emoção neste início de ano!
No último sábado, nosso bloco foi pra rua marcando a abertura simbólica do projeto institucional de 2026: “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”.
Mais do que uma celebração, o bloco é um disparador do nosso projeto de pesquisa. É ele que inaugura o tema do ano e coloca o corpo em ação como território de experiência, encontro e aprendizagem. Por isso, mais uma vez, realizamos o concurso de samba, convidando toda a comunidade escolar a compor, cantar e pensar junto. Entre os sambas inscritos, o escolhido foi “Um passo à frente”, de Carlos Fernando M. Silva e Moyses J. Cohen, tornando-se trilha, linguagem e pergunta.
O desfile contou com a bateria da escola e com a presença de estudantes, educadores e famílias, que chegaram fantasiados e engajados. Muitas das fantasias dialogavam diretamente com o tema do projeto, explorando o corpo em movimento, o jogo, a brincadeira, o esporte e a ginga como expressão cultural, simbólica e coletiva. Entrar na roda, aqui, foi aceitar o convite ao encontro.
E como todo bom dia de festa precisa de um pouco de cumplicidade do céu, São Pedro ajudou: a chuva só veio mais tarde, permitindo que o bloco ocupasse o espaço, dançasse, cantasse e celebrasse com tranquilidade.
Foi um dia muito feliz. Um dia de corpos presentes, de alegria compartilhada e de início de percurso. Um começo que reafirma nossa escolha por uma educação que reconhece o corpo como lugar de aprendizagem, o jogo como experiência e a cultura como linguagem viva.
Que venha 2026. Com ginga, com jogo e com o corpo inteiro em cena.
Pedimos aos que tiverem registros desse dia que os compartilhem conosco, no link abaixo.
O ano na Pereirinha começou com corredores cheios de sorrisos, reencontros e muitas novidades! Nossa escola abriu os portões para dar as boas-vindas e receber as crianças antigas e novas, que chegaram trazendo curiosidade, expectativas e aquele friozinho na barriga típico dos grandes começos.
Entre olhares atentos e passos ainda tímidos, as crianças pequenas iniciaram seu processo de acolhimento com o apoio carinhoso das professoras, que lhes ofereceram colo, escuta e muito afeto. Aos poucos, o choro vai dando lugar às risadas e às brincadeiras compartilhadas, e as primeiras amizades já começam a aparecer.
As turmas do primeiro ano também viveram momentos especiais. A alegria era visível ao abrir as mochilas e organizar, com orgulho, os materiais novos: cadernos, estojos e tantos outros objetos que marcam o início dessa nova etapa.
Neste ano, nosso projeto pedagógico tem um nome que já inspira muita alegria e movimento: “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”. Ao longo do semestre vamos explorar o esporte para além da competição, valorizando a ludicidade, o respeito, a cooperação e a alegria de brincar e se movimentar juntos.
Agora, faremos uma breve pausa para a folia e a celebração do Carnaval. Que esse tempo seja de diversão e descanso, para retornarmos com ainda mais energia e entusiasmo para viver um ano que promete ser lindo, com muita ginga, jogo e esporte!
Todo início de ano, parte dos nossos encontros pedagógicos com a equipe é destinada à leitura de textos e a discussões sobre o tema de estudo do ano.
Mas esses encontros não ficam apenas no campo teórico, há também a prática. Em nossa gincana, as equipes de Linguagens, Ciências, Humanidades, Educação Infantil, Artes e as de Fundamental e Médio criam atividades de sensibilização para o projeto e as compartilham entre si.
Nessa dinâmica, os professores ocupam o lugar de alunos, experimentando as propostas elaboradas por seus colegas, vivenciando jogos, dinâmicas e situações de aprendizagem. Além da experiência prática, há um espaço de troca entre os diferentes segmentos, que alimenta o coletivo com perguntas, ideias e possibilidades para o ano que se inicia.
As turmas de F1 conheceram um pouco sobre o Frevo, buscando relações com o projeto institucional: “Ginga e corpo, quando o esporte sonha ser jogo”.
Refletimos sobre como o corpo se relaciona com o espaço e com o outro, seja na criação dos movimentos ou no jogo, e o que precisamos para nos mantermos de pé e em movimento.
Curiosas e participativas, as crianças levantaram várias hipóteses:
“O Frevo é um jogo de movimentos.”
“É preciso ter ritmo, energia, equilíbrio.”
“Usar os apoios.”
“É preciso cuidado.”
Aprendemos passos como saci-pererê, ferrolho, tesoura, chute de frente e chute de lado, exploramos equilíbrios e desequilíbrios e, usando nosso repertório corporal, improvisamos e criamos nossos passos.
Como disseram as crianças, “no Frevo não pode faltar alegria, felicidade!”
Iniciamos o ano em clima de carnaval. Às vésperas do desfile do Bloco Sá Pereira, nosso primeiro encontro foi marcado por ritmo e brincadeira coletiva.
Começamos nos apresentando de forma musical: cada criança dizia seu nome batendo palmas conforme o número de sílabas, percebendo o ritmo presente nas palavras. Em seguida, aprendemos os refrões do samba vencedor e refletimos sobre um de seus versos: “Sá Pereira cai no samba/ O Bloco já tá pronto pra jogar”.
A partir da palavra “jogar”, ampliamos a conversa. Em outras línguas, como o inglês (to play) e o francês (jouer), o mesmo verbo também significa brincar e tocar. Essa ideia aproxima música, jogo e brincadeira – eixo central do projeto deste ano.
Para começar essa experiência, trabalhamos o pulso musical, o ritmo cíclico que sustenta a música. Em roda, cada criança tocava quatro batidas e passava o pulso ao colega, experimentando na prática o jogo de escutar, tocar e sustentar juntos o ritmo coletivo.
O que é um calendário? Pra que serve?
Com essas perguntas iniciamos nossa conversa e o manejo do calendário, esse instrumento importante para a inserção da Matemática no cotidiano das F1.
As crianças compartilharam seus conhecimentos prévios e, aos poucos, vão se apropriando da matemática dessa ferramenta que conta o tempo. Os calendário anual e também os de Janeiro e Fevereiro foram para o caderno junto com alguns desafios: descobrir os números que faltam, os nomes dos meses e perceber quantos dias tem cada mês.
Aproveitamos para marcar as datas dos eventos importantes das turmas, como início das aulas e o dia do bloco Sá Pereira, e construímos juntos um mural dos aniversários na sala.
A construção do alfabeto ilustrado nas turmas de F1 é uma atividade muito significativa.
Iniciamos sequenciando as letras do alfabeto e depois separamos as fichas com os nomes das crianças e professoras de acordo com sua letra inicial.
Fotografamos a turma, reunindo as crianças cujo nome começa com a mesma letra, um momento sempre divertido, e colamos as fotografias nas letras relativas aos nomes.
Em seguida, completamos o quadro, escolhendo palavras iniciadas pelas letras ainda não preenchidas, e buscamos imagens para representá-las. Este ano, instigados pelo novo projeto, lançamos o desafio de procurar um esporte ou jogo para cada letra que faltou.
O alfabeto pronto vai para o mural da sala e se tornará uma fonte de consulta importante nas atividades de escrita e leitura na escola.
Desdobramos esta atividade enviando um alfabeto para cada criança, para auxiliá-las durante as tarefas de casa. Como recurso, mandaremos também uma ficha com todos os nomes das crianças da turma. Palavras que, quando se tornam estáveis, ajudam as crianças a construir outras.
Pedimos que seja tudo plastificado e que fique na pasta.
Divididas em grupos, as crianças de F1 exploraram dinâmicas de jogo no espaço utilizando uma bola de meia e cones de plástico, que pouco a pouco iam sendo retirados até que não houvesse nenhum material disponível além do corpo e da música.
Enquanto um grupo realizava a atividade, os demais apreciavam e elaboravam suas observações.
Sentados em roda, conversamos e pensamos juntos sobre qual etapa da atividade era mais competitiva, se todas representavam um jogo, se no jogo haviam regras e o que se transformou de uma etapa a outra.
“O futebol era mais competitivo.”
“Percebi que os elementos foram sendo retirados em uma ordem: cones, bola e depois ficou sem nada.”
“O jogo mudou quando tirou os cones: de futebol, virou queimado.”
“Percebi que quando não tinha nenhum objeto, algumas crianças ficaram “fingindo” que estavam jogando o mesmo jogo de antes.”
“Tentei sugerir que fizéssemos uma brincadeira que não precisasse de nenhum objeto.”
Finalizamos com a pergunta: se no jogo tem regras que precisamos saber para chegar ao objetivo, na dança será que também tem regras? E que foi prontamente respondida:
“Sim e não, porque na dança livre não tem regras.”
Com estas impressões, as crianças vão ampliando não só o repertório motor no espaço como também o vocabulário referente a linguagem da dança.
As turmas do primeiro ano foram surpreendidas com um pequeno papel que apareceu por debaixo da porta das salas. Nele havia uma pista e um convite para procurar um tesouro pela escola. Passando pela Biblioteca, Pereirão, Sala de Jogos, Campinho e Salão, as turmas foram encontrando bambolês coloridos e novas pistas. Com todos os bambolês em mãos, identificaram mais uma parte do tesouro: a imagem dos anéis olímpicos.
Rapidamente as crianças falaram que já tinham visto aquela imagem em outros lugares, umas na televisão, outras em livros, até que algumas lembraram: “Esse é o símbolo das Olimpíadas!”.
Reproduzimos a imagem com os bambolês e lançamos um desafio: Qual história esse símbolo conta?
Cada criança levou para casa um papel para, junto com a família, pesquisar curiosidades sobre os anéis olímpicos. O retorno das pesquisas foi muito interessante e aguçou a curiosidade das crianças sobre essa história que é tão antiga.
A partir dessa conversa, vamos iniciar nossas pesquisas sobre perguntas que rondavam as duas turmas desde o início das atividades de sensibilização. Como e onde os esportes foram inventados?
Que comecem os jogos!
Dando continuidade ao trabalho de pulso rítmico iniciado no carnaval, alinhamos a proposta ao projeto institucional deste ano por meio do Mineiro-Pau.
Trata-se de um brinquedo popular do interior do estado do Rio de Janeiro, especialmente da região de Santo Antônio de Pádua, ligado ao Boi Pintadinho e ao trabalho do Mestre Nico. O Mineiro-Pau reúne elementos de jogo, dança e luta, com origem nos cantos de trabalho.
A prática acontece em roda, com bastões de madeira (em aula, utilizamos cabos de vassoura). Os movimentos seguem um pulso de quatro tempos, com marcação forte no chão e batidas entre os bastões, criando uma dinâmica que lembra ataque e esquiva.
O ritmo é conduzido pela voz, sanfona, surdo e caixa, somado ao som dos próprios bastões. As letras fazem referência ao universo rural e aos personagens do Boi Pintadinho.
Chegou a hora da tão esperada votação para a escolha do nome da turma, momento especial que ajuda a construir a identidade do grupo e colocar todas as crianças em torno de um interesse em comum, as pesquisas do projeto.
Entre as sugestões estavam Turma do Esporte, do Jogo e da Ginga na F1A, e Turma do Movimento, do Jogo e das Olimpíadas na F1B.
Na Turma A, o nome Esporte ganhou com folga, mas na Turma B a disputa foi ponto a ponto entre os nomes Olimpíadas e Movimento.
A votação envolveu, além de muita euforia, a contagem dos votos e também a construção de um gráfico.
Qual foi o nome mais votado? E o menos? Quantos votos a mais o vencedor recebeu?
Agora a F1A é a Turma do Esporte e a F1B é a Turma do Movimento.
Os grupos já começam apontar caminhos de pesquisa e certamente será um ano para se movimentar e desvendar muitas curiosidades sobre os esportes.
F1
As turmas F1 viveram um passeio bastante especial com a presença de Samir, professor de Educação Física. Ele preparou brincadeiras inspiradas nos Jogos Olímpicos da Antiguidade, e as crianças puderam vivenciar essas propostas em meio à beleza do cenário dos Jardins do MAM.
Divididas em equipes que misturavam as duas turmas e receberam nomes de cidades gregas, as crianças participaram de uma pequena competição, com direito a cerimônia de abertura e encerramento.
As equipes Tebas, Esparta, Atenas e Olímpia receberam a mensagem de trégua das guerras, carregaram a tocha olímpica, participaram de corridas de revezamentos e ainda deram a volta olímpica ao final da competição.
O espírito olímpico esteve presente durante toda a atividade, reforçando a união e a paz entre todos os envolvidos.
No encerramento dos jogos, as crianças fizeram um delicioso lanche com os amigos, recarregando a energia dos nossos pequenos atletas para brincar mais um pouquinho entre as pedras do jardim.
Uma tarde de esportes e muito movimento.
As Turmas do Esporte e do Movimento, inspiradas nos nomes que receberam, resolveram fazer uma pesquisa com os adultos da escola.
Será que praticam algum esporte? Praticaram durante a infância? Se movimentam e fazem alguma atividade física?
Em duplas, as crianças circularam pela escola, entrevistando os funcionários.
Anotaram o nome dos entrevistados, fizeram perguntas e escreveram as respostas.
As duplas se apoiaram na escrita das palavras num trabalho em conjunto. Lembravam pedacinhos de nomes conhecidos, davam dicas de letras, cada um escreveu um pouquinho. Uma beleza de ver!
Ao final da pesquisa, vamos desdobrar as informações coletadas em diferentes atividades como listas, gráficos, registros escritos e plásticos
Nossa viagem pelo mundo dos esportes está só começando e iremos longe no tempo nessa pesquisa.
Materiais sobre os jogos olímpicos na Antiguidade e na Era Moderna são bem vindos.