Realizamos com sucesso a primeira fase da OBMEP em nossa instituição, contando com a participação ativa de 101 estudantes. A olimpíada, que é uma das maiores competições científicas do país, tem como objetivo principal estimular o estudo da matemática e identificar jovens talentos na área através da resolução de problemas criativos e lógicos.
A expressiva adesão dos nossos alunos reflete o compromisso com o aprendizado contínuo e a disposição para enfrentar novos desafios acadêmicos. Agradecemos a todos os estudantes pelo esforço dedicado à realização da prova e aos professores pelo incentivo diário em sala de aula.
No último sábado, nosso bloco foi pra rua marcando a abertura simbólica do projeto institucional de 2026: “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”.
Mais do que uma celebração, o bloco é um disparador do nosso projeto de pesquisa. É ele que inaugura o tema do ano e coloca o corpo em ação como território de experiência, encontro e aprendizagem. Por isso, mais uma vez, realizamos o concurso de samba, convidando toda a comunidade escolar a compor, cantar e pensar junto. Entre os sambas inscritos, o escolhido foi “Um passo à frente”, de Carlos Fernando M. Silva e Moyses J. Cohen, tornando-se trilha, linguagem e pergunta.
O desfile contou com a bateria da escola e com a presença de estudantes, educadores e famílias, que chegaram fantasiados e engajados. Muitas das fantasias dialogavam diretamente com o tema do projeto, explorando o corpo em movimento, o jogo, a brincadeira, o esporte e a ginga como expressão cultural, simbólica e coletiva. Entrar na roda, aqui, foi aceitar o convite ao encontro.
E como todo bom dia de festa precisa de um pouco de cumplicidade do céu, São Pedro ajudou: a chuva só veio mais tarde, permitindo que o bloco ocupasse o espaço, dançasse, cantasse e celebrasse com tranquilidade.
Foi um dia muito feliz. Um dia de corpos presentes, de alegria compartilhada e de início de percurso. Um começo que reafirma nossa escolha por uma educação que reconhece o corpo como lugar de aprendizagem, o jogo como experiência e a cultura como linguagem viva.
Que venha 2026. Com ginga, com jogo e com o corpo inteiro em cena.
Pedimos aos que tiverem registros desse dia que os compartilhem conosco, no link abaixo.
Todo início de ano, parte dos nossos encontros pedagógicos com a equipe é destinada à leitura de textos e a discussões sobre o tema de estudo do ano.
Mas esses encontros não ficam apenas no campo teórico, há também a prática. Em nossa gincana, as equipes de Linguagens, Ciências, Humanidades, Educação Infantil, Artes e as de Fundamental e Médio criam atividades de sensibilização para o projeto e as compartilham entre si.
Nessa dinâmica, os professores ocupam o lugar de alunos, experimentando as propostas elaboradas por seus colegas, vivenciando jogos, dinâmicas e situações de aprendizagem. Além da experiência prática, há um espaço de troca entre os diferentes segmentos, que alimenta o coletivo com perguntas, ideias e possibilidades para o ano que se inicia.
Neste início de ano, damos as boas-vindas aos novos alunos do Fundamental II e do Ensino Médio.
Chegar a uma nova escola é sempre um tempo de adaptação, descobertas e novos encontros. Que a nossa escola seja, desde já, um espaço de escuta, pertencimento e construção coletiva, onde cada estudante possa encontrar seu lugar, fazer perguntas e seguir aprendendo junto. Estamos muito felizes com a chegada de vocês.
Bem-vindos!
Nas aulas de Dança, as turmas do Fundamental II (F6 a F9) iniciaram a fase de sensibilização ao Projeto 2026 – “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo” – por meio de experiências que aproximaram corpo, jogo e reflexão.
Em uma dinâmica em roda, palavras como jogar, cair, levantar, cooperar e desistir foram traduzidas em gestos, explorando ritmo, qualidade de movimento e presença. Ao som de É só isso, de Caetano Veloso e José Miguel Wisnik, os alunos organizaram coletivamente uma pequena composição coreográfica, refletindo sobre questões como: O corpo fala? Gesto é dança?
Na sequência, o jogo da peteca serviu de ponto de partida para investigarem as relações entre esporte e dança. Divididos entre jogar, torcer e observar, registrando graficamente as linhas e trajetórias do movimento, em diálogo com artistas como Wassily Kandinsky e William Forsythe, os alunos experimentaram diferentes papéis e emoções mobilizadas pelo jogo.
As atividades evidenciaram que dança e esporte compartilham ritmo, escuta, presença e relação com o outro, reforçando o corpo como território de aprendizagem e o jogo como experiência relacional.
Iniciamos a sensibilização para o projeto institucional “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo” lembrando e experimentando alguns jogos que trabalham conteúdos do ensino de Música.
Vivenciamos brincadeiras que exercitam a memória sonora, a percepção musical, a coordenação motora e muitos outros elementos. Até o ato de pular corda serviu de exemplo da percepção do pulso, da regularidade do tempo musical (quando a corda bate no chão) e do contratempo (a metade do tempo, quando a corda atinge sua altura máxima).
No jogo inspirado em uma atividade do método O Passo (de Lucas Ciavatta), batizado originalmente de “Salto no Tempo”, trabalhamos a memória e a construção de pequenas células rítmicas, com pulos e palmas.
No “Jogo do Eco”, de Fernando Barba, lidamos com a criação (composição) de pequenas ideias rítmicas através da percussão corporal. O “Uno Musical” ajudou os estudantes na concentração e na integração.
Além destes jogos, buscamos na memória algumas brincadeiras infantis que utilizavam a música como elemento, e surgiram: dança das cadeiras, estátua, pato pato ganso, qual é a música? e muitos outros… Ouvimos também a composição “Jardim da Infância”, de Aldir Blanc e João Bosco, e debatemos sua letra.
O sétimo ano iniciou as aulas de Português brincando com as palavras, ou melhor, com os versos. Como o subprojeto da disciplina dará prestígio ao estudo de poemas, os estudantes fizeram uma experimentação literária com Tautogramas.
Essa atividade consiste em fazer versos em que todas as palavras se iniciem com a mesma letra. Aproveitando que a palavra-chave do tema institucional é esporte, esse desafio de tema também foi dado a eles. É uma atividade lúdica, divertida como um jogo, que proporcionou uma experiência com a criatividade e com o uso de dicionário.
Na Biblioteca, as turmas fizeram uma pesquisa literária no acervo da escola sobre poemas que se relacionem com o tema institucional. Depois dessa cuidadosa seleção, os estudantes fizeram a leitura compartilhada dos poemas.
Os estudantes do sétimo ano estão iniciando seus estudos sobre o Iluminismo, movimento intelectual do século XVIII que valorizou a razão, a liberdade e a defesa de direitos.
Ao explorar esse período, refletiremos sobre como essas novas ideias desafiaram o absolutismo e impulsionaram profundas transformações políticas e sociais.
Durante as aulas de História, conheceremos pensadores como Voltaire, John Locke, Montesquieu e Jean-Jacques Rousseau, compreendendo suas contribuições para conceitos fundamentais, como liberdade de expressão, direitos naturais e separação dos poderes.
Mais do que estudar fatos históricos, buscamos entender como muitas dessas ideias permanecem vivas em nossa sociedade, especialmente nos princípios democráticos e nos direitos que exercemos na atualidade.
As turmas iniciaram o novo ciclo das aulas de Educação Física com um momento especial: a primeira escolha de modalidades esportivas.
A proposta valoriza a autonomia dos estudantes e fortalece o engajamento nas práticas corporais.
As escolhas foram variadas e cheias de energia:
F7A optou pelo parkour;
F7B escolheu o futebol;
F8A decidiu praticar esportes com raquete;
F8B selecionou atividades sobre rodas, como patins e skate;
F8C iniciou suas aulas de flag football.
A diversidade de modalidades promete enriquecer as aulas, estimulando o desenvolvimento das habilidades esportivas, o trabalho em equipe, a criatividade e o protagonismo de cada turma.
Um começo de ciclo cheio de movimento e entusiasmo!
Para receber os estudantes na volta às aulas, nas primeiras aulas de Artes Visuais os alunos foram convidados a observar uma série de “memes” criados especialmente para este momento, a partir das imagens das obras de arte escolhidas para a sinalização de toda a escola, acompanhadas por frases curtas e bem-humoradas.
Espalhadas pela sala, as imagens foram exploradas livremente pelos estudantes, que circularam, observaram, se familiarizaram com as referências e escolheram aquela que melhor representa como se sentem neste retorno às aulas – animados, curiosos, cansados, empolgados, prontos para começar ou ainda entrando no ritmo.
Depois da escolha, cada um compartilhou com os colegas o motivo da identificação com a imagem. A conversa revelou algo interessante: assim como nos jogos e nos esportes, cada pessoa chega com um ritmo, uma energia e um estado de espírito diferente, e todos fazem parte da mesma roda.
Entre risadas, identificações inesperadas e comentários bem-humorados, a atividade mostrou como a arte também pode ser uma forma de falar sobre cultura, corpo, emoções e experiências que vivemos enquanto brincamos, jogamos e torcemos.
Uma volta às aulas leve, divertida e cheia de escuta.
Misturando arte, jogo e movimento, começamos a explorar o tema do nosso projeto de 2026 com as turmas do fundamental 2.
Primeiro, uma breve apresentação ao conceito de pictogramas, imagens simples que comunicam ideias de forma clara e universal. Conversamos sobre como essa linguagem visual se popularizou a partir dos Jogos Olímpicos de Tóquio 1964, quando um sistema de símbolos foi criado para orientar visitantes vindos de diferentes partes do mundo.
A partir daí surgiram as perguntas que guiaram a aula: Quais as relações entre as artes e os jogos? Em que outros momentos eles se encontram? O que os processos artísticos podem compartilhar com a lógica dos jogos?
Para provocar esses e outros questionamentos e experimentar essas relações na prática, os estudantes participaram de uma dinâmica de desenho coletivo utilizando uma “ferramenta” que permite que várias pessoas controlem ao mesmo tempo uma única caneta por meio de barbantes.
O primeiro desafio foi reaprender a desenhar, agora de forma coletiva, criando formas simples e ícones de objetos ligados aos esportes.
Depois de se familiarizarem com a ferramenta, os grupos foram convidados a recriar alguns dos pictogramas apresentados anteriormente. Para que os desenhos funcionassem, foi preciso planejar movimentos, negociar decisões, ajustar trajetórias e encontrar soluções em grupo. Assim como em muitos jogos, a atividade exigiu escuta, cooperação, experimentação e trabalho em equipe.
Entre tentativas, erros, ajustes, muitas risadas e até torcida, os estudantes foram superando o desafio juntos e perceberam algo importante: o resultado dependia menos da habilidade individual e muito mais da colaboração, da atenção ao coletivo e da capacidade de jogar, ou, neste caso, criar em equipe.
Um primeiro passo para investigar, ao longo do ano, como arte, corpo, jogo e criação podem caminhar juntos.
Em diálogo com o projeto institucional de 2026, “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”, as turmas de F7 vêm desenvolvendo, nas aulas de Inglês, atividades que articulam linguagem e ludicidade.
A partir de jogos inspirados no universo das brincadeiras e dos esportes ao redor do mundo – tema do subprojeto do trimestre “Sports Around the World” – os alunos estão ampliando o contato com a língua inglesa em situações de oralidade e desenvolvimento de vocabulário.
O foco está nos adverbs e modal verbs, estruturas que os auxiliam ao comunicar habilidades, possibilidades, permissões e regras. Tudo isso está diretamente conectado ao movimento e às ações praticadas nos esportes e jogos, sempre com muito fair play!
Nas aulas de Biblioteca, as F7 têm lido diferentes poemas relacionados à temática do esporte. Além de interpretar os textos, os estudantes têm refletido sobre como a linguagem poética não está restrita apenas ao poema ou à poesia escrita.
O corpo que pensa a palavra, por exemplo, também pode compor rima e métrica. A corporeidade, os movimentos, os tons e a linguagem que atravessa o corpo podem expressar múltiplos textos. Essa relação de profunda aproximação entre o corpo e a palavra foi o principal tema de debate entre os estudantes.
Iniciamos as aulas de Teatro no ensino fundamental II com a sensibilização para o projeto anual “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”.
Partindo da pergunta “O que o jogo nos ensina sobre quem somos e como nos relacionamos?”, as turmas foram convidadas a experimentar, com o corpo, as diferentes dimensões do jogo – seus desafios, regras, imprevistos e modos de jogar junto.
As atividades tiveram como objetivo promover a integração entre os alunos, desenvolver a percepção coletiva e estimular a reflexão sobre cooperação, competição, erro e construção de regras. A partir dessas vivências, seguimos agora aprofundando a passagem do jogo à cena.
Inspirados pelas perguntas e descobertas dessa primeira etapa, investigaremos como as histórias que nascem do jogar podem ganhar forma teatral, reafirmando que, no teatro, o jogo é também um convite à criação e à expressão.
Nas aulas de Dança, seguimos na fase de sensibilização ao projeto institucional “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”.
Os estudantes participaram de uma atividade de investigação corporal sobre presença, adaptação e escuta no espaço coletivo.
A proposta partiu de uma caminhada livre pela sala, na qual o desafio era cruzar com os colegas sem parar ou desviar bruscamente, negociando o espaço por meio do movimento. Com variações de ritmo, direção e níveis, os alunos experimentaram diferentes formas de relação com o outro.
Ao final, a roda de conversa trouxe reflexões importantes: Onde aparece a ginga? Quem conduz e quem cede? A atividade destacou que a ginga é uma forma de inteligência corporal que nasce da escuta e da convivência no espaço coletivo.
As F7 esão estudando os conceitos de denotação e conotação. Explorar os sentidos de palavras e, principalmente, de expressões idiomáticas tem sido parte do cotidiano nas aulas de Língua Portuguesa. Além dos ditados populares brasileiros mais conhecidos, os estudantes estão aprendendo expressões relacionadas ao eixo temático “esporte”, palavra-chave no tema institucional deste ano.
Expressões como “entrar em campo”, “jogar limpo”, “marcar um gol” e “virar o jogo” foram analisadas tanto em seu sentido literal quanto em seu uso figurado. Uma das atividades de maior engajamento foi o jogo de associação entre os sentidos e as expressões expostas. Em outro momento, foram apresentadas imagens que representavam o sentido literal para que os alunos pudessem depreender a expressão figurada correspondente — como no exemplo “show de bola”, ilustrado por uma bola fazendo um show.
Essas dinâmicas foram fundamentais para incentivar o desenvolvimento da habilidade de interpretar imagens e contextos variados.
Nas primeiras semanas de aula de Geografia, as turmas de 7º ano iniciaram seus estudos sobre o continente americano, refletindo sobre questões essenciais. Afinal, quem faz parte da América Latina? E por que os Estados Unidos costumam ser chamados simplesmente de “América”, se esse é o nome de todo o continente?
A partir desses questionamentos, os estudantes exploraram as características do processo de colonização da América Latina, comparando-o ao da chamada América Anglo-Saxônica. Observaram como essas trajetórias históricas distintas moldaram sociedades com culturas, línguas e dinâmicas sociais próprias.
Para aprofundar as reflexões, utilizamos como ponto de partida o clipe da música Latinoamerica, do grupo Calle 13, que apresenta imagens e mensagens potentes sobre a identidade e a diversidade da região. Divididos em grupos, os estudantes analisaram aspectos presentes no vídeo, como a relação entre os espaços urbanos e rurais, a variedade de paisagens naturais e os elementos históricos e políticos do continente. Após as discussões e uma breve pesquisa, cada grupo produziu um mapa mental para compartilhar suas interpretações.
A atividade foi interativa e estimulante, permitindo uma compreensão mais profunda sobre a riqueza e a complexidade dessa região tão diversa.
Dando continuidade às investigações do projeto institucional, os alunos de F6 a F9 assistiram aos espetáculos Velox, de Deborah Colker, e MeteGol, da Intrépida Trupe.
Em grupos, foram convidados a escolher modalidades esportivas e, a partir delas, construir sequências coreográficas autorais. Nessa atividade, os alunos perceberam como os movimentos esportivos podem ser transformados em dança, ampliando seu olhar sobre o movimento.
Além disso, noções fundamentais da linguagem de dança, como ritmo, organização espacial e composição foram trabalhadas ao longo do processo de criação e pesquisa, no qual o corpo investiga o esporte para reinventá-lo poeticamente em cena.
O sétimo ano tem se dedicado à percepção de métrica, ritmo e sonoridade dos versos. O poema é o gênero textual estudado, lido e escrito, e ao longo das aulas os alunos são apresentados a poéticas e composições de diversos estilos literários. Essas aprendizagens fazem parte de um processo de experimentação com a palavra sobre a escrita, criação e leitura declamativa.
Ler poemas, portanto, tem sido para os alunos uma experiência de expressão, escuta, movimento, representação. Esse projeto também se estende às aulas de Biblioteca, em que adotamos o livro Poemas para ler com palmas, de Edmilson Almeida. A partir dele, começaremos a estudar a poética do movimento e a metodologia africana de composição que joga com verbo, corpo, movimento e criação.
As turmas de 7º ano realizaram uma saída de campo para o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, com o objetivo de complementar, de forma prática, o estudo da taxonomia. Dessa maneira, concretizamos a interdisciplinaridade em uma parceria entre Ciências e Arte, na qual os estudantes produziram belas ilustrações científicas no Orquidário e no Bromeliário.
Em um segundo momento, visitamos o Herbário do Jardim Botânico – o maior da América Latina. Os estudantes puderam acompanhar de perto o trabalho botânico, conhecer os métodos de catalogação de espécies e criar sua própria exsicata. Além disso, refletiram sobre a importância da taxonomia, desde os naturalistas até os dias atuais, compreendendo a relevância da manutenção de uma coleção botânica.
Foram dias de aprendizagem ativa e muita diversão!
Em diálogo com o projeto institucional Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo, as turmas de F7 realizaram, durante as aulas de Teatro, a leitura dramatizada da peça Muros Invisíveis, escrita pela professora Janaina Russeff. A obra retrata a rivalidade entre duas famílias divididas por times de futebol adversários, na qual os jovens Romeu e Julieta se aproximam e questionam o ódio que herdaram, buscando um jeito diferente de se relacionar para além das camisas e dos muros invisíveis.
Esse foi um momento importante para que os alunos entrassem em contato com o texto que será montado para a Mostra de Arte, além de estabelecerem conexões entre a trama da peça e o tema anual. Por meio da análise da peça, buscou-se compreender como a história apresentada explicita o afastamento do esporte de sua dimensão lúdica e relacional, quando submetido à lógica da performance e do resultado. A partir da narrativa, os alunos foram levados a reconhecer conexões com o projeto, entendendo o “jogar” como um espaço de prazer, encontro e aprendizagem ética.
Na próxima etapa, os alunos irão ensaiar e conceber os elementos da encenação — como cenário, figurino e programação visual.
As aulas de Música das turmas dos sétimos anos estão no processo de montagem da apresentação da Mostra de Artes, que integra as linguagens da música, dança e teatro em um espetáculo inspirado em Romeu e Julieta, transportando a disputa entre famílias para a rivalidade entre torcidas de futebol.
No campo da música, os alunos estão criando paródias para os cantos das torcidas dos “Águias” e dos “Leões”, personagens presentes na peça, além de ensaiar o samba O Campeão, de Neguinho da Beija-Flor, utilizando diferentes instrumentos da sala de música.
A criação coletiva das paródias propõe desafios melódicos e rítmicos, ao exigir o encaixe de novas letras em melodias já conhecidas, ao mesmo tempo em que fortalece o trabalho em grupo. Já a prática de conjunto e os ensaios contribuem para o desenvolvimento técnico nos instrumentos, no canto, na percepção musical e na compreensão de elementos da linguagem musical.
No sétimo ano, os alunos estão lendo, nas aulas de biblioteca, o livro “Poemas para ler com palmas” do autor Edmilson de Almeida. Essas poéticas têm sido lidas com o corpo, a partir das formas de composição da oratura africana em que a poesia é uma experiência que pode ser movimentada pelas palavras. Nesse modo de compor, a variação da voz, do ritmo e dos sentidos que o poeta grita determinam como será o verso.
Inspirados nisso, a turma tem realizado algumas experimentações poéticas coletivas. Elegemos alguns poetas-enunciadores de cada turma para puxar a força do verso e os demais acompanharam fazendo coro ao griot e reforçando as métricas com as palmas. Por meio dessa experiência de leitura, a turma pôde interpretar, de forma ritmada, como a poesia desse autor vai além da palavra escrita.
Além disso, foi feita uma leitura comparada do livro com o poema-canto “Me gritaron negra” (1960) da poeta peruana Victoria Santa Cruz, a partir do vídeo em que ela declama-canta coletivamente esse poema. Depois dessas leituras, os alunos aproximaram e relacionaram o que aprenderam sobre o poeta enunciador à escrita de Edmilson e a declamação de Victoria.
Os sétimos anos seguem avançando rumo ao fim do trimestre com foco e criatividade. As turmas estão finalizando suas produções para a Mostra de Artes, articulando linguagem, esportes e moda.
Inseridos no subtema do projeto de Língua Inglesa “Sports around the World” (Esportes ao redor do Mundo), os alunos vêm criando e desenvolvendo croquis de uniformes esportivos para diversas modalidades, pensando nas futuras Olimpíadas da Sá Pereira – um projeto ainda no papel, mas com grande potencial.
Nesse processo, as turmas do sétimo ano assumem o papel de precursores fashion ao refletirem sobre a relação entre funcionalidade esportiva e moda, considerando as especificidades de cada esporte e o conforto/praticidade dos atletas, sem deixar de lado a estética dos seus designs. Ao integrar referências culturais e identitárias, demonstram autonomia criativa, sensibilidade artística e desenvolvimento dos multiletramentos em Língua Inglesa, pois como afirmou certa vez a tenista Serena Williams: “I wanna be able to express myself on the court.” (Quero ser capaz de me expressar na quadra). E, aqui, essa ideia vai bem além do esporte.
Durante o último mês, os alunos do sétimo ano estudaram, nas aulas de Geografia, o processo de colonização da América Latina a partir da perspectiva apresentada no livro Veias Abertas da América Latina.
Para iniciar o tema, analisamos uma fotografia da escultura Veias Abertas, de Oscar Niemeyer, localizada no Memorial da América Latina, o que suscitou uma rica discussão sobre a metáfora das “veias abertas” e do sangue escorrendo, associada ao formato do mapa da América Latina na palma da mão. A partir dessa reflexão inicial, conversamos sobre as diferentes formas de exploração dos povos indígenas e africanos durante o período colonial, bem como sobre a exploração dos recursos naturais do continente.
Ao longo das aulas, também discutimos a relação entre os desafios enfrentados atualmente pelas populações latino-americanas e esse passado histórico de exploração, refletindo sobre como a colonização ainda impacta as desigualdades sociais e raciais presentes tanto nas cidades quanto no campo em diferentes países.
Os alunos participaram ativamente das discussões e, como atividade de sistematização, organizaram um mapa mental em grupo, reunindo suas principais reflexões e aprendizagens sobre o tema.
As turmas de F7 estão integrando Matemática e Educação Física em uma proposta interdisciplinar. Durante as aulas, os alunos realizam medições de salto em distância e corridas de velocidade, utilizando e analisando os dados coletados para os estudos em sala.
A atividade tem contribuído para a compreensão prática de unidades de medida e para a comparação de resultados por meio de operações com números decimais. A experiência tem sido dinâmica e significativa, unindo o aprendizado teórico à prática corporal.
Nas aulas de Artes Visuais das F7 os estudantes iniciaram um projeto inspirado em uma tradição bastante presente na cultura brasileira durante as Copas do Mundo: as pinturas de rua. A proposta parte da ideia de compreender a arte urbana como uma manifestação coletiva, ligada à identidade, à celebração e à ocupação criativa dos espaços.
Neste primeiro momento, as turmas foram apresentadas ao projeto e realizaram uma pesquisa guiada sobre diferentes exemplos de ruas pintadas em diversas regiões do Brasil. Observamos juntos como essas produções utilizam cores, símbolos, padrões e repetições para transformar ruas em grandes painéis coletivos, além de discutir como essas práticas fortalecem o sentimento de pertencimento e convivência entre as pessoas.
Neste primeiro momento, os estudantes demonstraram bastante interesse ao analisar as imagens, identificar elementos visuais recorrentes e compartilhar referências encontradas durante a pesquisa. Em seguida iniciaremos o desenvolvimento das primeiras propostas visuais, pensando em composição, ritmo, repetição e criação de imagens em grande escala.
Nas próximas etapas, os alunos irão transformar suas ideias em projetos coletivos, produzindo grandes painéis pintados, simulando as tradicionais ruas decoradas durante a Copa. Estamos muito animados para acompanhar os próximos desdobramentos do projeto e ver como cada turma irá construir, em grupo, suas próprias interpretações dessa manifestação artística tão ligada à cultura popular brasileira.
Entre os dias 11 e 15 de maio, a Escola Sá Pereira realizou a Semana Diálogos sobre Gênero, um encontro construído por muitas mãos e marcado pela parceria entre escola e famílias, movidas pelo desejo comum de refletir sobre a formação que queremos oferecer às nossas crianças e jovens diante de questões tão urgentes do nosso tempo.
Ao longo da semana, nossa comunidade participou de oficinas e conversas sobre os direitos das mulheres, a presença feminina no esporte e as relações entre meninos e meninas, reafirmando princípios fundamentais do nosso projeto pedagógico: o respeito às diferenças, o cuidado nas relações, a convivência democrática e a construção de uma sociedade mais justa e acolhedora.
Mais do que os temas discutidos, gostaríamos de destacar a forma como esse processo foi construído: por meio da escuta, da participação coletiva e do diálogo entre escola e famílias, uma marca tão importante da nossa escola.
Nosso agradecimento especial a todas as pessoas que tornaram essa semana possível. À Geovana Pires, que abriu a programação com a oficina A poesia formando coletivos para as famílias e com a apresentação de Perigosas Damas para os estudantes da F9 e do Ensino Médio. À Jaqueline Silva, medalhista olímpica do vôlei de praia e às nossas alunas atletas Martina Casé, Maria Ester, Pietra Oliveira, Leticia Helal e Sofia Barbosa, que compartilharam suas trajetórias e reflexões no encontro sobre meninas no esporte. À Daniela Braga, pela vivência de dança com os jovens da M3. E à promotora Gabriela Lusquinos, que encerrou a programação dialogando com os estudantes do Fundamental II sobre misoginia, cyberbullying, uso das telas e os desafios do convívio contemporâneo.
Seguimos acreditando na importância de criar espaços de encontro, escuta e diálogo para fortalecer uma educação mais humana, sensível e comprometida com o cuidado coletivo.
Inspirados na instalação Planos-Pipa, do artista brasileiro Marcelo Jácome, os estudantes do segundo ao nono ano participarão de uma grande construção coletiva para a Mostra de Artes. A proposta parte da pesquisa sobre as bandeiras dos países participantes da Copa do Mundo de 2026 e transforma suas cores, símbolos e grafismos em pipas construídas pelos próprios alunos.
Ao deslocar as bandeiras do campo esportivo para o espaço poético do brincar, a instalação aproxima jogo, corpo, vento e coletividade. Suspensas no espaço, as pipas deixam de representar apenas países e passam a criar um grande campo de encontro entre culturas, movimentos e identidades.
A escolha da obra de Marcelo Jácome como referência dialoga diretamente com o projeto institucional Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo, ao propor uma reflexão sobre o esporte para além da competição. Assim como a pipa depende do vento, do gesto e da relação com o outro para permanecer no ar, o jogo também nasce da troca, da escuta e da experiência coletiva.
Os alunos do sétimo ano participaram de uma atividade para o desenvolvimento da cultura do estudo. A proposta foi organizar o caderno como material de estudo pessoal de aprendizagem e também de revisão. Aproveitamos a necessidade de revisar a matéria “Classes Gramaticais” e, então, os estudantes produziram registros visuais e mapas mentais desse importante conteúdo, que antecede outros importantes, como, por exemplo, o estudo de sintaxe, a ser iniciado neste trimestre. Essa proposta pedagógica uniu a organização da disposição das páginas, a legibilidade da letra, uso de cores e combinações com liberdade criativa, experimentação de títulos, destaques e ilustrações. O objetivo é reforçar que o caderno não é só espaço de cópia, é um instrumento de estudo, que, nas aulas de português, pode e deve ser personalizado.
Na biblioteca, seguimos com a leitura de “Poemas para ler com palmas” de Edimilson de Almeida Pereira. As palmas passaram a marcar o ritmo dos versos, transformando a leitura em corpo e presença. Ao longo das leituras, estamos ouvindo sambas brasileiros e articulando as sonoridades dos poemas com os ritmos, as pausas e as batidas. As palmas, os refrões e os versos, a cada aula, evidenciam que poesia e samba compartilham movimento, oralidade, improviso e sobretudo ancestralidade, temas que são muito importantes para compreender as referências e a historicidade da poética de Edimilson.
O jornalismo esportivo e a cadeia de produção e consumo de mercadorias foram os temas debatidos no encontro do Ponto de Virada das turmas de F7, que contou com a presença do jornalista convidado Kiko Meneses.
Compartilhando sua bagagem profissional, Kiko apresentou algumas de suas reportagens mais marcantes e desafiadoras, explicando os bastidores e o processo de construção da notícia até que ela chegue às nossas telas. O debate sobre a fabricação, o consumo e o descarte de artigos esportivos — como as camisas de clubes de futebol — ganhou destaque a partir de uma matéria produzida pelo próprio jornalista.
Esse tema conversa diretamente com o projeto “Do tênis ao lixo: o ciclo de vida dos materiais esportivos no Antropoceno”, desenvolvido por um dos grupos de pesquisa de Ciências. O conceito de Antropoceno faz parte do currículo da F7, etapa em que os estudantes analisam os profundos impactos da ação humana no meio ambiente.
Agradecemos imensamente ao Kiko Meneses pela disponibilidade e pela simpatia que, assim como em suas reportagens, conquistou a todos!

Na segunda atividade do dia no Ponto de Virada, as turmas de F7 ganharam as ruas para se aventurar com a prática do Parkour, na Praia de Botafogo. O Parkour é uma modalidade que transforma a arquitetura das cidades em um verdadeiro circuito de obstáculos, desafiando o praticante a mover-se de um ponto a outro de forma rápida, fluida e eficiente, usando apenas os recursos do próprio corpo.
Nossos estudantes foram orientados por Guido, instrutor do esporte e ex-aluno da Escola Sá Pereira, o que tornou o momento ainda mais especial. A atividade dialoga diretamente com os componentes curriculares da disciplina de Geografia do 7º ano e, especificamente, com o projeto do grupo de pesquisa intitulado “Do improviso à manobra: esportes radicais que nasceram no asfalto”, que tem como objeto de estudo os esportes urbanos e a ressignificação dos espaços públicos.
Foi uma oportunidade fascinante de perceber a cidade não apenas como um cenário, mas como um espaço vivo de aprendizado, superação e liberdade. Ver nossos alunos ocupando o Rio com tanta energia e respeito ao espaço urbano nos mostra que os limites do aprendizado vão muito além dos muros da sala de aula!
Na semana “Diálogos sobre Gênero”, nossas estudantes atletas dividiram o palco com a campeã olímpica Jackie Silva — que, ao lado de sua parceira Sandra Pires, conquistou a primeira medalha de ouro feminina do Brasil na história dos Jogos Olímpicos.
Nessa conversa participaram as alunas Leticia Helal (Skate), Maria Esther Botelho (Jiu Jitsu), Pietra Carla de Oliveira (Triatlon), e foi mediada pela estudante Sofia Barbosa.
Durante o encontro, as alunas narraram suas rotinas de treino, responderam às perguntas dos colegas e compartilharam os desafios e as alegrias de ser menina no meio esportivo atual. A campeã Jackie, por sua vez, trouxe reflexões potentes sobre como as mulheres ainda enfrentam barreiras e desigualdades por questões de gênero, mesmo demonstrando uma força avassaladora no esporte — vide o marco histórico das últimas Olimpíadas de Paris, em que as atletas brasileiras conquistaram mais medalhas e subiram mais vezes ao topo do pódio do que os homens.
A “Semana de Diálogos sobre Gênero” e esta roda de conversa são iniciativas de uma comissão de responsáveis da nossa comunidade, que vem debatendo e promovendo diversas atividades fundamentais sobre o tema em nossa escola. Ficamos muito orgulhosos de ver nossos estudantes e famílias construindo, juntos, um espaço de tanta escuta e transformação!

As turmas de 7º ano iniciaram o segundo trimestre com o tema “Poluição”, definindo o conceito e mapeando suas causas e consequências. A temática gerou grande engajamento nos alunos, que demonstraram uma excelente percepção sobre a interdisciplinaridade do assunto ao questionarem: “Então a poluição tem a ver com a Revolução Industrial?”
A pergunta, embora espontânea, revela a compreensão de que há uma conexão direta e uma relação de causa e efeito entre os conteúdos de Ciências e História. Como os estudantes já estudaram a Revolução Industrial na disciplina de História, o caminho está aberto para compreendermos a fundo as origens das diferentes formas de poluição que afetam o nosso planeta. Ao longo do trimestre, identificaremos as consequências desse processo por meio de pesquisas, leituras paradidáticas, aulas expositivas e saídas de campo.
Os alunos do sétimo ano estão estudando os mitos. Nessas aulas, além de textos sobre personagens como Édipo, Eco, Pigmaleão, Narciso, Medeia e Antígona, os estudantes também estão vendo desenhos narrados dessas histórias.
A proposta trimestral é estudar as diversidades dentro desse gênero de texto, como mitos africanos, egípcios, romanos e contos indígenas. A cada aula, a leitura de textos, a apreciação de desenhos e representações visuais, contribuem para a compreensão das narrativas e de seus significados. A partir da leitura desses mitos, estão sendo propostas questões fundamentais sobre a vida para que os alunos possam refletir sobre a existência, os valores humanos e as diferentes formas de compreender o mundo.
Ao conhecer essas narrativas, os estudantes entram em contato com personagens, símbolos e explicações construídas por diversos povos para explicar a realidade, para além de um exercício de leitura, é uma forma de ampliar o repertório de leitura e de interpretação da turma.
Em ritmo de Copa do Mundo, as turmas de sétimo ano estão criando seus próprios mascotes para os países. A proposta consiste na criação de mascotes originais inspirados nos valores do esporte e na diversidade cultural dos países selecionados pelos alunos.
Os estudantes fizeram pesquisas sobre a história das mascotes dos mundiais, inclusive através de seus próprios álbuns de figurinhas e observaram diferentes estilos de criação e design para desenvolverem seus mascotes.
Durante o projeto em progresso, os alunos produzirão seus desenhos e os ilustrarão de forma livre, apresentando seus personagens, que farão parte do projeto de Inglês para a Feira Literária de 2026.
Este é o pontapé inicial de uma jornada criativa que unirá Inglês, Artes e Esporte, mais uma vez!
Nas últimas semanas, as turmas do 7º ano mergulharam no estudo do êxodo rural, investigando as transformações que marcaram a história do Brasil e a vida de milhões de pessoas. Ao longo das aulas de Geografia, os estudantes buscaram compreender as causas desse intenso movimento migratório, relacionando-o ao processo de industrialização, à mecanização da agricultura, à seca no Nordeste e à busca por melhores condições de vida nas cidades. As conversas também abordaram os desafios enfrentados durante essas trajetórias, o processo de adaptação aos novos espaços e questões que permanecem atuais, como os preconceitos linguísticos e os estereótipos que ainda alimentam rivalidades entre diferentes regiões do país.
Para ampliar esse olhar, exploramos diferentes formas de expressão artística que retratam a experiência dos migrantes, como a pintura Os Retirantes, de Candido Portinari, as xilogravuras de J. Borges e a canção Pau de Arara, interpretada por Luiz Gonzaga. Essas obras despertaram reflexões sensíveis sobre os sonhos, as dificuldades e a coragem de quem deixou sua terra em busca de novas oportunidades. Ao final do percurso, os estudantes puderam reconhecer que as migrações não transformam apenas o território, mas também a cultura, enriquecendo o cotidiano das cidades e fortalecendo tradições que hoje fazem parte da identidade brasileira, como as festas juninas, celebradas em todas as regiões do país.
Outra atividade que mobilizou nossos estudantes no recreio da última semana foi o ensaio aberto do grupo “Estudantes da Alegria”.
Toda a comunidade foi convidada a assistir à prévia do grupo, que vem se preparando intensamente para as apresentações do segundo semestre — a começar pela nossa Feira Literária. Essa foi a primeira vez que as cenas foram mostradas e testadas com o público, enchendo o pátio de expectativa e vibração.
O grande diferencial desse trabalho é a autoria: os próprios estudantes escrevem as suas cenas. Ver esses jovens darem vida às suas próprias palavras, transformando sentimentos, ideias e reflexões em dramaturgia, mostra que o teatro na escola vai muito além da interpretação. É um espaço de autodescoberta e coragem, onde eles deixam de ser apenas espectadores para se tornarem os verdadeiros autores de suas próprias histórias.
Continuando as atividades do recreio da semana, e as investigações sobre jogo, esporte, ginga e corpo, os alunos do Fundamental II da Sá Pereira conheceram uma nova modalidade: o cheerleading.
Muito além das acrobacias e coreografias, o cheer envolve trabalho em equipe, confiança, coordenação motora, equilíbrio, ritmo e comunicação. Durante a oficina, os estudantes tiveram a oportunidade de experimentar movimentos básicos, entender a importância da cooperação mútua — do olho no olho e da comunicação clara — e descobrir como esse esporte, ainda em plena expansão no Brasil, estimula o respeito, a responsabilidade e a superação de desafios e medos.
A modalidade reforça que o esporte é um espaço essencial de construção de vínculos, desenvolvimento corporal e fortalecimento da confiança em si e no outro.
Realizamos mais uma Mostra de Artes, momento em que compartilhamos com a comunidade escolar os diálogos construídos entre os projetos de pesquisa e as diferentes linguagens artísticas.
Assim como no ano passado, unimos os trabalhos de Artes Visuais do Fundamental I e do Fundamental II em uma única exposição. Esse encontro entre os segmentos ampliou as conversas em sala de aula e possibilitou que os alunos conhecessem diferentes formas de investigar e representar temas comuns, enriquecendo o olhar sobre a temática do projeto.
Ao longo do dia, apresentações de dança, música, coral e teatro se somaram às produções em Artes Visuais, revelando os percursos vividos pelos estudantes e as trocas construídas entre as diferentes linguagens.
Esperamos que todos tenham saído da escola sensibilizados pelas experiências compartilhadas e pelos encontros proporcionados ao longo desse dia tão especial.
No link, compartilhamos alguns registros da Mostra de Artes 2026.
https://drive.google.com/drive/folders/1kFA_Q5mzMy34d8nB3CrN9aaqN6epFDzx
No penúltimo sábado, dia 20 de junho, tivemos a alegria de compartilhar com a comunidade escolar uma ocasião muito especial: a apresentação das peças Muros Invisíveis (F7) e Capitães da Areia (F8) na Mostra de Artes. Foi uma celebração onde as famílias puderam assistir ao resultado de um processo criativo que envolveu dedicação, colaboração e muito aprendizado.
As apresentações foram fruto de uma parceria entre Teatro, Dança e Música. Durante as aulas de Teatro, os estudantes tiveram a oportunidade de compreender que a escritura cênica também é um processo de criação. Foram convidados a serem autores da concepção dos espetáculos e, com autonomia criativa, divididos em equipes de trabalho, criaram todos os elementos da encenação: cenário, figurino e programação visual. Essa vivência permitiu compreender, na prática, que o teatro é uma construção coletiva, realizada a muitas mãos. Mais do que o resultado no palco, valorizamos todo o percurso: a escuta entre os colegas, a divisão de tarefas, a superação de desafios e a partilha de saberes que tornou possível a alegria de criar juntos.
Nossa Mostra de Artes marcou o encerramento de uma etapa muito especial do ano letivo, reunindo os processos e produções artísticas desenvolvidos pelos estudantes ao longo dos últimos meses em torno do tema anual Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo.
Ao longo da exposição, o público pôde acompanhar diferentes investigações sobre as relações entre arte, esporte e cultura. Os trabalhos percorreram temas como os esportes na Grécia Antiga, os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, a capoeira como patrimônio cultural brasileiro, as pinturas de rua inspiradas na Copa do Mundo, além de reflexões sobre o corpo, o movimento e até as questões sociais presentes no universo esportivo. Esculturas, pinturas, aquarelas, colagens, desenhos e instalações mostraram a diversidade de linguagens exploradas pelos estudantes durante esse percurso.
Os espaços da exposição foram preparados com muito cuidado para valorizar os trabalhos finalizados e todo o processo de pesquisa, experimentação e criação vivido pelos alunos. Foi uma alegria receber tantas famílias, compartilhar esse percurso e celebrar, juntos, as conquistas de cada estudante.
Nossa mostra mostrou como a arte pode ampliar nosso olhar sobre o esporte, valorizando o jogo, a criatividade, a cooperação e o encontro. Agradecemos a todos que estiveram presentes e fizeram parte desse momento tão significativo para nossa comunidade escolar.
As turmas de 7º, 8º e 9º anos prepararam apresentações musicais especialmente para a Mostra de Artes 2026, em diálogo com as pesquisas desenvolvidas ao longo do semestre.
O 7º ano apresentou O Campeão, de Neguinho da Beija-Flor, e criou cantos de torcida em forma de paródia, refletindo sobre o universo das torcidas e a cultura dos estádios. O 8º ano mergulhou no repertório afro-brasileiro com Berimbau, de Vinicius de Moraes e Baden Powell, além de duas tradicionais toadas de capoeira, Marinheiro Só e Ê Mulher, ambas de domínio público. Já o 9º ano encarou o desafio de interpretar um arranjo elaborado de Jardim de Infância, de João Bosco e Aldir Blanc, relacionando a música às reflexões sobre o brincar desenvolvidas em seu projeto de pesquisa.
Os processos de ensaio e construção dos arranjos foram diversos e revelaram diferentes formas de envolvimento dos grupos. Em todos os casos, ficou evidente o quanto a prática musical coletiva exige escuta, disciplina, responsabilidade e dedicação. Quando esses elementos estiveram presentes, os alunos chegaram ao palco mais seguros e preparados para compartilhar seu trabalho. Quando os ensaios foram vividos com menor comprometimento, as inseguranças apareceram com mais força durante as apresentações.
As conversas e avaliações realizadas após a Mostra também fizeram parte da aprendizagem. Ao refletirem sobre seus percursos, os alunos puderam reconhecer conquistas, identificar desafios e compreender melhor a importância da preparação coletiva. Assim como no esporte, a prática musical nos ensina que o resultado é construído ao longo do caminho, por meio da dedicação, da persistência e do trabalho em equipe.
Seguimos em frente, levando conosco os aprendizados deste percurso.
No sétimo ano, os alunos continuam estudando os mitos. Estão sendo feitas leituras míticas tanto em sala de aula quanto na biblioteca da escola. Inclusive, adotamos como leitura trimestral os livros sobre mitos que integram o acervo da biblioteca. Nesta semana, lemos a história de Jasão e o Velocino de Ouro e também o mito de Teseu, sobre ambos fizemos debates e reflexões sobre as temáticas que essas histórias têm em comum, os temas: promessa, busca por objetivos e traição.
A partir dessas histórias, foi possível ouvir as opiniões e interpretações sobre os conflitos morais, sobretudo pela falta de lealdade desses personagens. Muitos alunos destacaram as consequências tragediógrafas dos dilemas dos personagens. Foi possível ainda fazer um exercício de inversão da realidade das narrativas: o que mudaria se as personagens fossem mulheres? Elas teriam o mesmo direito ao perdão social? Continuariam sendo tratada como heroínas? Essas perguntas foram fundamentais para ampliar a criticidade das turmas e fazê-los pensarem como o mito reflete ideias arcaicas, mas que, ainda no presente, reproduzem padrões de comportamento social.
Essas análises e interpretações ampliam o conhecimento das turmas para produzir os seus próprios mitos e também os apropriam do texto, não somente para decifrar informações explícitas, mas para aprofundar o nível de interpretação e produzir análises e leituras de mundo.
No livro “Os rios morrem de sede”, Wander Piroli nos leva às margens de um rio que perdeu a vida. O pai, com o coração cheio de nostalgia, lembrava-se do tempo em que as águas eram limpas e cheias de peixes. Os estudantes de sétimo ano leram em duas aulas, de forma coletiva este livro, se impactaram com a história, identificaram o tipo de poluição e as causas da “morte” do rio das Velhas em MG. A partir da leitura foram instigados a pensar nos rios de nossa cidade. Onde estão? Qual é seu estado? Onde desaguam? Podemos fazer algo para restaurá-los?
Em duplas, com apoio da professora, escolheram um rio da cidade do Rio de Janeiro, para contar sua história. Neste caso o protagonista seria o rio e a história contada em quadrinhos. A atividade foi feita em etapas, após a sensibilização feita com a leitura do livro, houve a pesquisa realizada em casa sobre a história e o estado do rio, e a última em duas aulas a montagem dos quadrinhos. O resultado ficou sensível e belo, os estudantes desenharam gotas de esperança para nossos rios.
As F7s seguem avançando em seus estudos nas aulas de História. Nas últimas semanas, os estudantes estiveram envolvidos na análise da Revolução Francesa, ampliando a compreensão sobre esse importante processo e refletindo sobre suas principais transformações e impactos.
Esse percurso foi desenvolvido por meio de uma sequência de fichas de estudo, vídeos e imagens trabalhados em sala, possibilitando que o grupo construísse conhecimentos sólidos acerca do tema.
Dando continuidade a esse caminho de aprendizagem, iniciaremos os estudos sobre o Período Napoleônico, preparando as turmas para a próxima atividade avaliativa: o Julgamento de Napoleão. Essa proposta será uma oportunidade excelente para que os alunos desenvolvam a análise histórica, a capacidade de argumentação e a reflexão sobre as diferentes interpretações acerca desse personagem e de seu tempo.
A última semana foi marcada por diversas atividades especiais durante o recreio. A principal delas foi a realização da primeira reunião do Tribão, um novo espaço de diálogo voltado para toda a comunidade escolar do Ensino Fundamental 2.
A organização desse espaço começou ainda no meio do primeiro semestre. O projeto foi apresentado às turmas de F8, que assumiram a responsabilidade de fazer a ideia sair do papel. A partir daí, um grupo de estudantes voluntários uniu-se à coordenação para estruturar todo o processo. O passo seguinte foi divulgar a iniciativa para as demais séries, ocupando o espaço da Tribo com uma dinâmica interativa.
Por meio do “Mural do Tribão” e de uma caixa disponibilizada nos corredores, a comunidade foi convidada a propor pautas. Todos os temas foram avaliados pela comissão organizadora para a montagem da ordem do dia. Neste primeiro encontro, os assuntos debatidos foram:
O uso dos banheiros;
Questões referentes à cantina;
Olimpíadas internas.
O objetivo do Tribão é criar encontros periódicos onde possamos compartilhar temas, desafios e projetos comuns a todo o segmento e a todos os atores escolares.