O grupo Moleque Mateiro vem desenvolvendo pesquisas sobre os elementos da natureza, despertando a curiosidade e o olhar investigativo das crianças.
Para dar início a essa jornada de descobertas, começamos pelo elemento terra, investigando a argila e suas possibilidades. Durante a experiência, as crianças puderam observar e sentir suas características, descobrindo diferentes texturas, percebendo seus cheiros, explorando sua temperatura e notando as transformações que acontecem ao ser manipulada. Por fim, colocamos a “mão na massa”, permitindo que a imaginação conduzisse o processo criativo.
Aos poucos, a turma do Berçário está se adaptando à nossa rotina, criando vínculos com os profissionais e ampliando as suas vivências na escola.
Neste momento, todas as crianças estão sem os familiares, vivenciando o dia a dia com a nossa equipe. Caminhamos mais um passo no processo de adaptação!
A nossa turma deu continuidade às brincadeiras com o barco e transformou uma caixa de plástico em uma embarcação para continuar explorando os espaços da escola. Cantamos a música “A canoa virou”, e eles adoraram entrar e sair da caixa, explorando o corpo e dividindo o espaço com os amigos na sala de jogos.
Eles já se apropriaram desse espaço e demonstram grande alegria quando vamos brincar lá!
As cores da obra Cerimônia voltaram a ocupar nosso olhar e nossas conversas. Inspiradas na paleta vibrante utilizada por Thenjiwe Niki Nkosi, as crianças mergulharam em novas experimentações.
Observaram os tons presentes na imagem, escolheram suas combinações e pintaram o fundo com tinta guache, explorando diferentes materiais: o batedor, que possibilitou texturas amplas e marcadas, e o pincel fino, que favoreceu traços mais delicados e intencionais. O contraste entre gestos largos e movimentos precisos ampliou a percepção sobre ritmo, força e controle.
Durante o processo, retomamos as hipóteses levantadas anteriormente sobre a cena retratada na obra. Os pequenos recordaram suas falas, revisitaram ideias e compararam percepções, exercitando a memória, a argumentação e a escuta do outro. Ao mesmo tempo, experimentaram corporalmente as relações de proximidade, abraço e união presentes na imagem.
Realizamos registros fotográficos das crianças reproduzindo a cena da obra, recriando as posições dos corpos e investigando como o toque, o gesto e a organização no espaço comunicam sentimentos e intenções. A vivência possibilitou compreender, na prática, que o corpo também é linguagem: expressa, narra e constrói sentidos.
Entre tintas, movimentos e imagens, a TAT segue ampliando seu repertório cultural, estético e corporal. As experiências fortaleceram a autonomia nas escolhas, a cooperação entre pares e a capacidade de observar, interpretar e produzir significados a partir de diferentes linguagens: visual, corporal e verbal.
O percurso evidencia como a arte pode ser espaço de investigação, diálogo e criação coletiva, integrando sensibilidade, imaginação, movimento e reflexão.
É chegada a hora de escolher um nome para a nossa turma! Aguardem as novidades!
Na intenção de proporcionar aos pequenos propostas que os aproximassem, ainda mais, enquanto grupo e, ao mesmo tempo, fomentar novas conversas e experiências relacionadas ao projeto institucional, trouxemos a obra Brinquedos e brincadeiras, pintura de Candido Portinari, artista bastante conhecido pelos alunos mais antigos.
Nessa proposta, as crianças que já conheciam o artista puderam contar aos amigos novos um pouco sobre ele e compartilhar o que lembravam de suas obras. Em seguida, juntos, passaram a observar a pintura com atenção, descrevendo o que percebiam: cores, formas, texturas e ações presentes na cena.
Entre muitas risadas, olhares atentos e curiosos, algo ficou evidente para o grupo: tratava-se de duas crianças brincando com o corpo e com uma bola. Aproveitamos e fizemos uma lista de brincadeiras favoritas de cada um para levarmos ao pátio todos os dias.
Dando continuidade à proposta, convidamos o grupo para um caça-imagens: será que encontraríamos pela escola alguma imagem parecida com a de Portinari? Durante um passeio pelos diferentes espaços, as crianças observaram imagens presentes nas sinalizações e em outros ambientes da escola, levantando suas hipóteses e compartilhando suas descobertas.
“Eu encontrei várias!”
“Eu gostei da que tem na sala de Artes 1, porque é colorida e tem arte.”
“A imagem da sala de jogos tem crianças brincando.”
“Tem uma pintura com bola de tênis.”
Esses levantamentos nos levaram a mais uma conversa sobre a escolha do nome da turma. A animação e a expectativa das crianças seguem altas!
Nesta semana, nossas crianças mergulharam na história “Do arco e flecha ao berimbau”. A pesquisa nos levou a uma experiência prática com um arco e flecha real, confeccionado pelos indígenas do povo Pataxó. Durante a atividade, o grupo percebeu a complexidade motora necessária para encaixar a flecha e a dificuldade de atingir o alvo com precisão.
Conhecemos o artista plástico Carybé, que retrata em suas obras a cultura baiana, cultos afrobrasileiros e a capoeira. A obra “Capoeira”, que faz parte do acervo de imagens do projeto institucional, foi escolhida para apreciação dos pequenos e gerou comentários como: “Tem dois capoeiristas na imagem!”, “Eles não têm rostos!”, “Na imagem tem dois berimbaus!”, “Olha lá! Eu disse que capoeira é jogo de chão!”.
Pensamos juntos nas palavras-chave do título do projeto e nos questionamos sobre as diferenças entre jogos, esportes e brincadeiras. Depois disso, fomos para o campinho e experimentamos brincadeiras, jogos e o esporte mais votado e querido pelo grupo: o futebol.
Encerramos a semana com muita brincadeira na pracinha! Viva! Até semana que vem!
No embalo para a escolha do nome da turma, as crianças da TDT participaram de conversas e brincadeiras relacionadas ao tema institucional.
Um passeio pela escola observando as imagens das salas sinalizadoras trouxe ainda mais interesse ao grupo. Mergulhamos nas obras Time, de Aldemir Martins, e Futebol, de Candido Portinari, observando elementos que dialogam com nossas investigações. A bola, presente nas duas telas, foi um elemento explorado no grupo, e aproveitamos para perguntar: Em quais brincadeiras usamos a bola?
Queimado, batata quente, bobinho, bola de gude e Maria Viola foram as mais citadas. Em seguida, brincamos e exploramos algumas dessas brincadeiras em roda e, ao som de Bola de Meia, Bola de Gude, de Milton Nascimento, estamos quase perto da escolha do nome da turma.