Iniciamos o ano com muita animação no Ateliê 1! Nosso grupo tem se mostrado atento, curioso e sempre disposto a brincar e cantar — as músicas têm sido uma forma muito especial de nos conectarmos no dia a dia. Começamos com brincadeiras coletivas e momentos pensados para fortalecer os vínculos, criando um ambiente de confiança e acolhimento. Esses primeiros meses também têm sido fundamentais para que as crianças reconheçam o inglês na rotina: nas rodas, contamos quantos somos, observamos quem está usando determinada cor, conversamos sobre o tempo do dia e aprendemos novas músicas.
Ao longo dessas semanas, exploramos de forma lúdica as cores primárias — blue, yellow and red — respeitando o tempo de cada criança e ampliando esse vocabulário de maneira significativa. Em breve, avançaremos para as misturas dessas cores. Nosso projeto literário será com o livro The Artist Who Painted a Blue Horse, de Eric Carle, que nos convida a explorar a relação entre animais e cores, ampliando ainda mais essas descobertas.
No Ateliê 2, iniciamos o ano com conversas e experiências em torno da nossa alimentação. O grupo tem participado com interesse, compartilhando preferências e vivências, enquanto construímos um olhar mais atento para os alimentos, explorando cores, sabores e escolhas de forma investigativa e sensível.
Nesse percurso, temos conhecido o vocabulário das frutas e algumas estruturas em inglês que já fazem parte da nossa rotina, como “What’s your favorite fruit?”, “What’s today’s snack?” e “Do you like…?”. Essas experiências preparam o grupo para um vocabulário mais amplo de alimentos, que será aprofundado a partir do nosso projeto literário com o livro Today’s Monday, que associa os dias da semana a diferentes alimentos.
A Turma do Berçário participou de uma colagem diferente, misturamos farinha de trigo e água, com essa mistura produzimos um grude para colar elementos da natureza. Utilizamos: flores, folhas, colorau, cacau, beterraba, açafrão/curcuma, spirulina e chá mate. As crianças exploraram cada um desses elementos, junto com os professores do Moleque Mateiro.
Começamos a votação para o nome da nossa turma. As famílias, os funcionários e as turmas estão votando. Em breve, teremos um nome!
A Turma da Capoeira, passeou até a Lapa para conhecer o mural de Waldemar Santana, feito por Fernando Sawaya, pai da amiga Eloá.
Ao chegarem, as crianças reconheceram elementos explicados por Fernando, ampliando o olhar sobre a capoeira e percebendo como a cultura e a história também estão presentes nos muros da cidade. O encontro favoreceu observações, comentários e conexões com os conhecimentos construídos pelo grupo.
Após a visita, seguimos para a Praça Paris, onde realizamos um lanche coletivo e momentos de convivência e brincadeira. O passeio possibilitou articular as experiências da sala com o espaço urbano, ampliando o repertório cultural das crianças, fortalecendo a vivência do coletivo e promovendo aprendizagens a partir da observação, do deslocamento e da interação com a cidade.
Assim, o grupo segue construindo conhecimentos de forma significativa, conectando investigação, cultura e território.
Após mapearmos as memórias e brincadeiras favoritas das famílias, nossa turma mergulhou na vivência desses jogos. Mais do que apenas listar nomes, as crianças trouxeram para o corpo e para o movimento os jogos e brincadeiras que atravessam gerações, transformando o pátio em um verdadeiro território de trocas e descobertas.
Ao vivenciarmos dinâmicas como o futebol, o pique-bandeira e o pique-cola, os pequenos puderam experimentar, na prática, a cooperação e o desafio de respeitar os limites do outro e as regras. Cada partida trouxe novos aprendizados sobre o espaço, a agilidade e a importância das estratégias coletivas.
Porém, seguimos instigados por um questionamento, será que as nossas brincadeiras, as brincadeiras daqui, são iguais as brincadeiras de outros lugares?
Turma do Corpo (TCT)
Do que é feito o nosso corpo? Como o nosso corpo consegue se mexer? Foram essas as perguntas que guiaram nossas pesquisas nesta semana. A partir das curiosidades que foram surgindo, começamos a investigar o que nos permite correr, saltar e dançar. Os materiais que as crianças estão trazendo de casa têm sido fundamentais pois, com uma linguagem acessível, apresentam ao grupo o sistema complexo de funcionamento do corpo humano.
Lançamos mão de desenhos de observação do esqueleto, uma forma de as crianças irem se apropriando de um vocabulário mais técnico e atentando-se aos detalhes anatômicos. Além disso, descobrimos a importância de órgãos vitais com destaque para alguns: o coração, que bate no ritmo do nosso esforço; os pulmões, que nos trazem o ar; e o cérebro que, como bem explicou Olívia B., ‘é onde fica a memória e o que comanda o nosso corpo’. Essas vivências abrem caminhos para que as crianças investiguem e lancem suas próprias hipóteses, aproximando-as da compreensão de como organizamos o nosso corpo para o movimento nos jogos e brincadeiras.
Em uma lúdica viagem no tempo, a Turma da Bola desembarcou na China para investigar a origem da personagem que dá nome ao grupo. Fenômeno em diversas modalidades, esse objeto acompanha a humanidade há milênios. Durante a jornada, conhecemos o Cuju, precursor do futebol, esporte que até hoje move multidões nos estádios.
As crianças assistiram a vídeos sobre essa prática, que entretinha reinos e dinastias. Originalmente confeccionada em couro e preenchida com penas, a esfera passou por grandes saltos tecnológicos ao longo dos séculos. Para encerrar a descoberta, aceitamos o desafio: jogamos Cuju utilizando apenas os pés, tentando habilidades corporais para acertar o alvo no centro do campo.