Seguindo com o estudo de Termologia, nas últimas aulas utilizamos o tema da dilatação térmica para promover uma reflexão sobre o comportamento e o senso crítico dos estudantes nas redes sociais.
O que você pensa ao observar a imagem? A ponte está em risco? Devemos causar pânico e reclamar das autoridades? É isso que muitos pensam, mas o conhecimento e uma reflexão prévia podem impedir que uma fake News seja propagada.
Além de aumentar a temperatura ou mudar de estado físico, os objetos expandem ao receber calor e contraem ao perdê-lo. Esse crescimento pode parecer pequeno, mas deve ser levado em consideração por arquitetos e engenheiros em grandes construções. A Ponte Rio-Niterói é um bom exemplo, pois está exposta a grandes variações de temperatura. Por isso, é necessário prever espaços para que a dilatação ocorra sem causar impacto à sua estrutura.
O que vemos na imagem é uma junta de dilatação, e não uma rachadura. O problema mais grave ocorre quando esse recurso não existe ou foi mal dimensionado, como podemos observar na segunda imagem.
Seguindo no estuda da Dinâmica, discutimos a aplicação do atrito e das roldanas em nosso cotidiano.
Se você já precisou empurrar um carro ou mover um armário pesado, sabe que é necessária a aplicação de uma força maior para tirá-los do estado de repouso. No entanto, após o movimento começar, o esforço parece menor. Isso se deve à diferença entre os tipos de atrito que atuam nessas situações. O atrito estático tende a manter o objeto em repouso, enquanto o atrito dinâmico resiste ao movimento, mas com menor intensidade.
Também estudamos o funcionamento das roldanas fixas e móveis. A roldana fixa é uma roda por onde a corda passa para mudar de direção, vista, por exemplo, em varais presos ao teto. Já a roldana móvel desempenha um papel mais interessante. Na imagem, observamos um aparelho comum em academias, no qual há uma roldana móvel presa às placas de peso. Diferentemente daquelas vistas em varais, essa roldana se movimenta junto com a carga, subindo ou descendo conforme a corda é puxada.
Esse tipo de sistema permite que a força exercida pelo usuário seja, na prática, equivalente à metade do peso das placas. Diversas aplicações na construção civil, em elevadores e em outros projetos de engenharia utilizam roldanas móveis para reduzir o esforço necessário para elevação e o deslocamento de cargas.
É o conhecimento facilitando o nosso cotidiano.
Dando continuidade às aulas de Teatro no Ensino Médio, avançamos para uma etapa centrada no protagonismo discente, na qual os estudantes assumem o papel de pesquisadores e condutores do processo. Organizados em grupos, os alunos investigaram, vivenciaram e ampliaram o repertório de jogos teatrais da turma, aprimorando competências de didática e mediação grupal.
Cada equipe estruturou sequências de quatro atividades, contemplando as categorias: aquecimento, roda, espaço e palco x plateia. Ao longo dos próximos encontros, os estudantes explorarão dimensões essenciais da prática docente, como a clareza na exposição das regras, a gestão do tempo, o domínio do espaço cênico e a mediação de reflexões sobre a função de cada dinâmica. Mais do que a prática lúdica, a proposta permitirá ao estudante ‘ensinar o jogo’, transformando a sala de aula em um território de autonomia, escuta ativa e responsabilidade compartilhada.
Nos últimos encontros, nos dedicamos ao estudo dos movimentos circulares e da força centrípeta, como base para a melhor compreensão dos conceitos da Gravitação Universal.
A Gravitação Universal é uma área da Física que estuda o movimento dos corpos celestes e os efeitos da gravidade. Abordamos as Leis de Kepler e analisamos o movimento da Terra e dos demais planetas ao redor do Sol. Observamos que o movimento de translação ocorre em uma trajetória elíptica, com velocidade variável, e compreendemos que essa variação não determina as estações do ano, ou seja, não é verão quando a Terra está mais próxima do Sol, nem inverno quando está mais distante. Se assim fosse, teríamos as mesmas estações nos dois hemisférios, o que não ocorre. As estações do ano estão relacionadas à inclinação do eixo da Terra ao longo de sua translação.
Aproveitando a empolgação com a missão Artemis II, discutimos a velocidade necessária para que um foguete pudesse vencer a gravidade terrestre, chamada de velocidade de escape, além da trajetória planejada pela NASA para tornar esse processo mais eficiente.
Vivemos um momento histórico, em que a humanidade volta a expandir suas fronteiras no espaço, e a Física nos ajuda a compreender os princípios por trás dessas conquistas.