A cada encontro, as crianças têm ampliado os conhecimentos sobre o próprio corpo através dos ásanas e da respiração.
Para somar ao nosso repertório de brincadeiras, o grupo experimentou, na última aula, a “Dança dos Colchonetes Iogues”, uma divertida variação da dança das cadeiras com posturas da ioga.
Os grupos 1 e 2 do Ateliê mergulharam na história de Goldilocks and the Three Bears, explorando o universo de sentimentos da pequena garota e o ambiente da casa da família urso. Ao longo dessa experiência, inspirados pela fome de Goldilocks, conheceram uma receita de panqueca, que mobilizou as crianças em torno dos ingredientes, dos utensílios e do modo de preparo.
Depois de vivenciar cada etapa da receita, convidamos os pequenos chefs a colocarem a mão na massa e prepararem suas próprias panquecas. Ao final, assim como Mama Bear, Papa Bear e Baby Bear certamente apreciariam, saborearam panquecas com mel como sobremesa, após o almoço.
Enquanto isso, o grupo 3 se articula ao trabalho desenvolvido a partir dos fairy tales (contos de fadas), promovendo debates sobre rotinas, hábitos de higiene e também os household chores (afazeres de casa), sempre com foco no desenvolvimento da oralidade em Língua Inglesa. Nesse mesmo universo, seguimos ampliando as discussões para temas como família e membros familiares, diferentes tipos de moradia, bem como padrões e materiais das casas, refletindo, por exemplo, sobre quais são — ou não — à prova d’água, vento e outras ocorrências.
As F1 descobriram algumas curiosidades sobre a tocha olímpica, um símbolo importante que faz o elo entre os jogos olímpicos da Antiguidade e os da Era Moderna.
O livro A Viagem da Chama Olímpica, de Mirna Portela, trazido pela amiga Elis, da Turma do Movimento, ajudou a enriquecer a conversa sobre esse ritual tão significativo.
A tradição dos antigos gregos de manter o fogo aceso nos templos durante os jogos foi reintroduzida nos jogos da modernidade. Numa cerimônia que se inicia em Olímpia, na Grécia, e segue pelo mundo, acontece um revezamento da tocha que une pessoas e atletas de vários continentes, levando uma mensagem de amizade e paz, até a tocha chegar à cidade anfitriã.
As crianças conheceram diversas tochas usadas ao longo da história das Olimpíadas e experimentaram desenhar alguns modelos. O fogo foi parar na sala de artes e derreteu o giz de cera que representou a chama olímpica.
Através das atividades plásticas também registramos descobertas que ajudam a contar um pouco dessa história que estamos conhecendo.
As turmas do primeiro ano assistiram a uma entrevista com o Mestre Nico, de Santo Antônio de Pádua, sobre o Mineiro-Pau e o Boi Pintadinho.
Na conversa, o Mestre conta como esse saber foi transmitido de geração em geração e destaca a importância da brincadeira para a comunidade, nos aspectos cultural, educativo e social. Ele também fala sobre a origem do Mineiro-Pau, ligada ao trabalho no campo, quando as pessoas utilizavam os paus para bater o arroz durante a secagem.
Sempre associado ao Boi Pintadinho, Nico apresenta os personagens da brincadeira, como a Boneca Gigante, a burrinha, o boi e o Jaguará, este último, feito com crânio de cavalo e corpo de gente, costuma chamar bastante a atenção das crianças.
Nas aulas, já começamos a integrar os passos do Mineiro-Pau a outras estruturas de movimento, como as da quadrilha, túnel, fileiras e formações coletivas. A brincadeira vai ganhando forma, e as crianças estão envolvidas com o processo.
A fim de aprofundar as pesquisas sobre as Olimpíadas, as F2 fizeram uma saída de campo para conhecer o local onde aconteceram as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de 2016: o Estádio do Maracanã.
As crianças foram recepcionadas por Leandro, guia que conquistou o grupo ao compartilhar diversas curiosidades sobre o estádio. Descobriram que o nome oficial do Maracanã é Estádio Jornalista Mário Filho e que “Maracanã” é apenas um apelido, inspirado no nome de uma ave e de um rio da região. Também aprenderam que, antes de se tornar um dos maiores palcos do futebol, o espaço já foi utilizado para corridas de cavalos.
Ao longo do passeio, as turmas relacionaram o que vêm investigando em sala com o que observaram no local: visitaram o vestiário, conheceram camisas de diferentes times e chegaram bem perto do gramado.
No museu, encontraram a tocha olímpica de 2016, moedas com modalidades olímpicas representadas e ouviram histórias sobre reencontros de atletas e outras personalidades que passaram por esse espaço tão significativo.
Entre perguntas e descobertas, a saída de campo manteve a curiosidade das crianças e gerou novas questões para as próximas pesquisas.
As turmas de F2 seguem investigando a relação entre esporte, jogo e dança. Retomamos a conversa sobre os movimentos presentes nos esportes e como eles podem aparecer no corpo de outras formas.
Apreciamos trechos dos espetáculos Velox, da Cia de dança Deborah Colker, e Metegol, da Intrépida Trupe, que dialogam com esse universo, e conversamos sobre o que foi possível identificar: quais movimentos lembravam esportes? Como conseguimos perceber um jogo acontecendo através da dança?
A partir dessas referências, as crianças foram convidadas a pesquisar movimentos no próprio corpo. Em grupos, criaram pequenas sequências coreográficas inspiradas no que viram, pensando também na organização do tempo dentro da dança, a partir da contagem em oito tempos.
No final, cada grupo apresentou sua sequência e, juntos, fomos experimentando e trazendo para o corpo os movimentos criados por todos.
Foi um momento de perceber a importância de apreciar, observar, experimentar e pesquisar o movimento como parte do processo de criação em dança.
A saída de campo ao Estádio do Maracanã foi um momento muito esperado pelas F3. Durante a visita, as crianças conheceram o museu do estádio e puderam aprender sobre a história do futebol brasileiro, vendo de perto objetos, imagens e curiosidades desse esporte que faz parte do nosso dia a dia.
Além do museu, as crianças também tiveram a oportunidade de ir até o vestiário, a lateral do campo onde ficam os bancos dos jogadores reservas e às arquibancadas. Esse foi, sem dúvida, um momento muito empolgante, pois puderam imaginar como é estar em um jogo de verdade, sentindo de perto a grandiosidade do maior estádio do Brasil.
Essa saída dialoga diretamente com o projeto da escola, “Ginga e corpo: quando o esporte sonha em ser jogo”, ao mostrar que o esporte vai muito além da competição. Ele envolve movimento, brincadeira, cultura e expressão, elementos que fizeram parte de toda a experiência vivida pelas crianças.
As turmas do segundo e terceiro ano aprenderam um tipo de dobradura conhecida como pop up. É uma técnica que utiliza cortes e dobras precisas no papel para criar estruturas tridimensionais que “saltam” ou se movem quando um cartão ou livro é aberto.
Primeiramente eles escolheram um esporte para ser representado. Em seguida, numa folha A5 dobrada ao meio, foram feitos dois desenhos: o do atleta e o da cena, ambos representando o esporte escolhido. Esses desenhos foram finalizados com lápis de cor. A técnica do pop up, como muitas outras, apresenta uma variedade de possibilidades com níveis de dificuldade diferentes.
Neste primeiro momento, eles foram apresentados a uma dobradura simples com apenas dois cortes que é conhecida como “degrau”. Cada aluno recebeu uma folha A4 colorida e foram orientados a prepará-la para receber os desenhos feitos anteriormente.
A atividade exigiu escuta atenta para entender as dobraduras e os cortes, coordenação motora fina apurada e muita criatividade!
Os resultados surpreenderam os pequenos e eles ficaram tão animados que queriam fazer outros e levar para casa!
A visita ao Estádio Jornalista Mário Filho integrou-se ao projeto das F4 sobre futebol ao ampliar o olhar das crianças para além do jogo em si. No museu, a diversidade de bolas expostas possibilitou refletir sobre a bola como materialidade histórica e cultural, evidenciando transformações nos modos de jogar, nos materiais e nas relações sociais que atravessam esse esporte.
A experiência também suscitou discussões importantes sobre o uso dos espaços do estádio, como os vestiários, especialmente em contextos de campeonatos femininos, trazendo à tona questões de equidade e representatividade. Nesse sentido, a visita contribuiu para problematizar a presença ainda reduzida das mulheres no futebol e reforçar sua visibilidade, articulando-se às investigações do projeto e ampliando o repertório crítico das crianças.
Os registros constituem-se como uma das etapas dos procedimentos de pesquisa e tratamento da informação. É por meio deles que organizamos nossas reflexões, transformando-as em produção de conhecimento.
Por isso, que zelamos tanto pelo cuidado com os cadernos, que são tratados como diários de bordo e arquivos, sempre disponíveis à visitação. Assim, pensamos cuidadosamente em sua organização, dando sentido aos estudos e ao percurso dos estudantes, bem como alinhando-os ao projeto institucional do ano. A capa do caderno de Língua Portuguesa foi produzida pelas F5 valorizando a relação afetiva das crianças com a leitura.
Produzimos também a capa do caderno de Matemática inspirados nas pinturas de Carybé que retratam a capoeira.
A intenção foi lançar um olhar a respeito da vivência dos povos africanos que foram escravizados no Brasil, além de destacar a geometria dos movimentos dessa prática esportiva, que também é dança, luta e expressão da cultura transatlântica.