O Dia de África

Coordenação de Diversidade e Criticidade Racial

No dia 25 de maio, celebra-se o Dia da África. A data foi proposta por Gana em 1957, ano em que o país conquistou sua independência do domínio colonial europeu, posteriormente reunindo diversas nações africanas em um esforço coletivo pela independência do continente. A data reconhecida pela ONU desde 1972 tem como objetivo fortalecer a integração política, social e econômica entre os 55 países-membros da União Africana (UA).
O Dia da África, portanto, é uma oportunidade de celebrar as histórias e culturas do continente a partir da perspectiva de seus próprios povos, não mais pelo olhar de quem veio de fora. No Brasil, reafirmamos pautas importantes de reparação para a população negra. Neste contexto, a Coordenação de Diversidade e Criticidade Racial esteve presente no evento Dia da África 2026: como reparar o irreparável, promovido pela professora Aza Njeri, do Departamento de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. O encontro trouxe reflexões sobre o reconhecimento histórico desta violência, mas, especialmente, sobre a urgência de reparar aquilo que a ONU reconhece como o maior crime contra a humanidade: a escravização de populações africanas e o tráfico negreiro.
Na foto anexa, da esquerda para a direita: Suzanne Veyrier, jurista em direito internacional, direitos humanos e humanitário. Idealizadora do projeto Zonga e pesquisadora do MUHCAB; Thales Vieira,  antropólogo e cientista social. Fundador e co-diretor do Observatório da Branquitude; Camila Amora, professora do quinto ano e coordenadora de Diversidade e Criticidade Racial da Escola Sá Pereira!; Aza Njeri, filósofa, dramaturga e professora da PUC-Rio; Everton Rangel, antropólogo social, também professor da PUC-Rio e coordenador do GIRO (Grupo de Pesquisa em Relações Étnico-Raciais) da PUC e UFRJ.

Ecologia

M1 Biologia

Nas últimas semanas, as turmas de M1 mergulharam em importantes temas da Ecologia, ampliando o olhar sobre as relações entre os seres vivos e o ambiente. Ao longo das aulas de Biologia, os estudantes exploraram as pirâmides ecológicas, compreendendo como energia e matéria circulam nos ecossistemas e analisando as diferenças entre produtores, consumidores e decompositores.
Também investigamos os processos de bioacumulação e magnificação trófica, refletindo sobre os impactos da poluição nos organismos e nas cadeias alimentares. As discussões despertaram grande curiosidade e permitiram que a turma estabelecesse conexões entre os conteúdos científicos e questões ambientais atuais, exercitando o pensamento crítico e a análise de situações do cotidiano.
Outro destaque do período foi o estudo dos ciclos biogeoquímicos, especialmente os ciclos da água, do carbono e do nitrogênio. Por meio de esquemas, debates e atividades colaborativas, os estudantes puderam perceber como a matéria circula continuamente pelo planeta e como a vida depende desses processos para se manter em equilíbrio.
Foi um período de muitas trocas, construção coletiva de conhecimento e aprofundamento das habilidades de observação, interpretação e argumentação científica. As turmas participaram com entusiasmo das atividades, demonstrando envolvimento crescente com os temas estudados e maior consciência sobre as relações entre sociedade, ambiente e sustentabilidade.

Estrutura Geológica da Terra

M1 Geografia

As turmas de M1 estão sendo introduzidas aos estudos de Geografia Física, com foco na estrutura geológica da Terra, em sua organização interna e no ciclo das rochas. Ao longo das últimas aulas, os estudantes têm compreendido como os processos naturais que ocorrem no interior e na superfície terrestre influenciam a formação dos relevos, dos solos e da distribuição de recursos minerais e energéticos pelo mundo. O estudo desses conteúdos também contribui para a compreensão de fenômenos naturais, como terremotos e vulcanismo, além de permitir reflexões sobre questões contemporâneas relacionadas à exploração de recursos, aos impactos ambientais e às dinâmicas econômicas e territoriais do mundo atual, reforçando a importância da Geografia para a leitura crítica da realidade. Geralmente é um tema que se mostra muito interessante para os estudantes!

Leis são Construções Históricas

M1 M2 M3 História

Ao longo dos últimos 4 meses, os estudantes da eletiva História e Direito mergulharam em uma proposta investigativa que articula reflexão histórica, análise jurídica, pesquisa e argumentação crítica. Partindo da leitura e discussão de textos historiográficos, especialmente das reflexões da historiadora Silvia Hunold Lara, os alunos analisaram como as leis são construções históricas e como diferentes sociedades definiram, ao longo do tempo, aquilo que consideravam justo ou injusto.

Durante as primeiras aulas, já deu pra perceber a participação ativa dos estudantes, ávidos em falar, dar opinião e participar das discussões. Diante disso, as propostas em sala foram todas reformuladas para que a turma pudesse ser protagonista da Eletiva, diminuímos a quantidade de aulas teóricas e partimos para os estudos práticos. 

A turma investigou documentos históricos, analisou constituições (Constituição de 1934 e o direito feminino), leis (Lei do Ventre Livre; Leis “da Vadiagem”; Leis Trabalhistas) e casos reais ligados à História do Brasil, debatendo temas como escravidão, cidadania, repressão política e direitos sociais. Entre as atividades desenvolvidas, destacou-se a análise coletiva de fontes históricas, a dinâmica de leitura em grupo e debates, na qual os estudantes assumiram papéis interpretativos e puderam perceber quais grupos sociais estavam incluídos e excluídos das normas jurídicas, bem como o papel importante da pressão social para criar fraturas nos sistemas vigentes.

Na etapa atual da eletiva, os estudantes estão organizados em grupos de acusação, defesa e júri para a realização do Tribunal da História, um júri simulado que discutirá o caso da extradição de Olga Benário durante o governo de Getúlio Vargas. A proposta tem mobilizado intensa participação dos alunos, que vêm realizando pesquisas em fontes históricas, construindo argumentos e refletindo sobre as relações entre legalidade, justiça e direitos humanos.

Mais do que uma atividade de encenação, o projeto busca desenvolver habilidades fundamentais como leitura crítica, pesquisa, escuta, argumentação e análise histórica, incentivando os estudantes a compreenderem que tanto a História quanto o Direito são campos marcados por disputas, interpretações e transformações sociais. 

Ciclo Celular

M2 Biologia

Nas últimas semanas, as turmas de M2 se dedicaram ao estudo do ciclo celular e da mitose, investigando os processos que permitem o crescimento, a renovação e a manutenção dos organismos vivos. Ao longo das aulas de Biologia, os estudantes analisaram as diferentes etapas do ciclo celular, compreenderam os mecanismos de divisão celular e identificaram a importância do controle desses processos para o funcionamento adequado do corpo.
As atividades envolveram observação de esquemas, resolução de desafios e construção de modelos explicativos que auxiliaram na visualização das etapas da mitose e na compreensão da organização do material genético durante a divisão celular. As turmas demonstraram grande envolvimento na interpretação dos fenômenos biológicos e no desenvolvimento de uma linguagem científica mais precisa.
Como desdobramento desse percurso, realizamos uma sequência didática sobre o câncer, relacionando o conteúdo estudado às situações reais de saúde e ciência contemporânea. Em uma proposta de aulas invertidas, os estudantes pesquisaram diferentes aspectos da doença, como fatores de risco, prevenção, tipos de câncer, tratamentos e avanços científicos, assumindo papel ativo na construção e compartilhamento do conhecimento.
As apresentações produzidas pelas turmas trouxeram informações relevantes, reflexões importantes e excelente participação coletiva, fortalecendo habilidades de pesquisa, comunicação e argumentação. O processo também estimulou a autonomia dos estudantes e ampliou a compreensão sobre a importância da ciência na promoção da saúde e da qualidade de vida.

China e URSS

M2 Geografia

As turmas M2 estão estudando as transformações da ordem mundial ao longo do século XX e início do século XXI, com destaque para o papel da China e da antiga União Soviética nos contextos geopolíticos internacionais. As aulas abordam a Guerra Fria, a bipolarização do mundo entre Estados Unidos e URSS, a formação da Nova Ordem Mundial após o fim da União Soviética e os desdobramentos da chamada Novíssima Ordem Mundial, marcada pela multipolaridade, pelo fortalecimento da China e pelas novas disputas econômicas, tecnológicas e territoriais. Os alunos têm sido incentivados a compreender como esses processos históricos e geográficos ajudam a explicar os conflitos, alianças, fluxos econômicos e relações de poder que estruturam o mundo contemporâneo. Como isso tem relação, por exemplo, com as dinâmicas políticas atuais dos EUA e China, por exemplo.

O Estudante como Educador e a Preparação Para a Aula Aberta

M1 M2 M3 Teatro

Neste momento, as aulas de Teatro avançam para uma etapa de inversão de papeis: os estudantes assumem o lugar de educadores. Inspirados pelo pensamento de Paulo Freire, vivenciamos a ideia de que “quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender”. Ao conduzirem as atividades, os alunos experimentam a docência, transformando o aprendizado em uma troca horizontal e colaborativa.
O próximo passo desse processo será a organização da nossa Aula Aberta para o evento Ensino Médio de Portas Abertas. Na ocasião, os estudantes ministrarão as aulas para a comunidade escolar, utilizando o repertório de jogos investigados e compartilhados durante o semestre. Mais do que uma demonstração, a aula aberta será o momento de compartilhar com o público o prazer do jogo e a potência do fazer artístico coletivo.

Genética Mendeliana

M3 Biologia

Nas últimas semanas, a turma de M3 esteve envolvida com o estudo da Genética Mendeliana, aprofundando a compreensão sobre os mecanismos de hereditariedade e transmissão das características biológicas. Ao longo das aulas de Biologia, os estudantes exploraram conceitos fundamentais como genes, alelos, dominância, recessividade e as leis propostas por Gregor Mendel, relacionando-os à diversidade observada nos seres vivos.
As atividades despertaram grande curiosidade na turma, especialmente na análise de heredogramas, cruzamentos genéticos e situações-problema que desafiavam o raciocínio lógico e a interpretação científica. Os estudantes demonstraram crescente interesse em compreender como pequenas combinações genéticas podem gerar diferentes características e padrões de herança.
Um dos destaques do período foi o fortalecimento da autonomia na resolução de questões. Ao longo das aulas, a turma exercitou estratégias próprias de organização do pensamento, levantamento de hipóteses e construção de caminhos para solucionar problemas genéticos, desenvolvendo maior segurança na aplicação dos conceitos estudados.
As discussões coletivas e os momentos de troca entre os estudantes contribuíram para um ambiente de aprendizagem dinâmico e colaborativo, no qual a curiosidade científica e o protagonismo estudantil tiveram papel central no aprofundamento dos conteúdos.

Urbanização

M3 Geografia

A M3 está desenvolvendo seus estudos sobre os temas da Geografia Urbana, abordando os principais conceitos e processos relacionados à urbanização e à organização das cidades. Ao longo das aulas, os estudantes têm analisado temas como crescimento urbano, metropolização, segregação socioespacial, mobilidade urbana, redes urbanas, favelização, planejamento urbano e os impactos ambientais nas cidades. Também vêm sendo discutidas as desigualdades presentes no espaço urbano e as diferentes formas de uso e apropriação da cidade, relacionando os conteúdos à realidade brasileira e mundial. Nosso objetivo principal é ampliar a compreensão crítica dos alunos sobre os desafios urbanos contemporâneos e sobre a importância das cidades nas dinâmicas econômicas, sociais e políticas do mundo atual. Esse tema é um dos mais relevantes para o vestibular, sendo amplamente cobrado não apenas nas questões múltipla-escolha, mas também na fase discursiva da UERJ. Além disso, é um tema bastante relevante para ter como repertório para as redações.

Jogos sobre Biotecnologia

M1 M2 M3 Biotecnologia

Os estudantes da Eletiva de Biotecnologia estão desenvolvendo, em grupos, um projeto criativo que integra conhecimento científico, pesquisa e inovação: a construção de jogos com temáticas relacionadas à área da Biotecnologia.

A proposta tem como objetivo ampliar a compreensão dos conteúdos estudados de maneira dinâmica e colaborativa, incentivando os alunos a explorarem temas como genética, bioética, sustentabilidade, engenharia genética e aplicações da biotecnologia no cotidiano.

Durante o processo, os grupos são responsáveis pela pesquisa dos conteúdos científicos, elaboração das regras, desenvolvimento do design e criação das estratégias de interação dos jogos, exercitando habilidades como trabalho em equipe, resolução de problemas, pensamento crítico, criatividade e comunicação.

Além de favorecer a aprendizagem significativa, a atividade promove o protagonismo estudantil ao transformar conceitos científicos em experiências lúdicas e acessíveis. Ao final do percurso, os jogos serão apresentados e compartilhados durante o Ensino Médio de Portas Abertas, possibilitando a troca de conhecimentos entre os estudantes e a valorização das produções desenvolvidas ao longo da eletiva.

Design de Cartaz

M1 M2 M3 Artes Visuais

Nas últimas semanas, os estudantes da eletiva de Artes Visuais – Introdução ao Design estiveram desenvolvendo um projeto prático: a criação de cartazes para divulgação de shows e eventos culturais escolhidos pelos próprios alunos.

A proposta teve como objetivo colocar em prática os conteúdos e conceitos trabalhados ao longo do curso, especialmente o pensamento do design, entendendo o design gráfico como uma forma de comunicar ideias de maneira clara, intencional e visualmente interessante.

O processo começou com uma etapa de pesquisa e aprofundamento no universo de cada evento escolhido. Os estudantes investigaram e criaram um moodboard com  referências visuais relacionadas aos artistas, estilos musicais e públicos dos eventos, observando elementos como cores, símbolos, texturas, fotografias, tipografias e identidades visuais presentes nesse tipo de comunicação.

Em seguida, as turmas passaram para uma fase de experimentação e criação de ideias, desenvolvendo rascunhos de diferentes possibilidades de composição, em uma espécie de brainstorming. O objetivo foi incentivar os alunos a testar caminhos variados antes de decidir qual solução comunicava melhor a proposta do cartaz.

Na etapa final, os cartazes foram produzidos digitalmente no Canva, com uma proposta importante: utilizar a plataforma sem recorrer à inteligência artificial. Dessa forma, os próprios alunos selecionaram manualmente imagens, tipografias, cores e elementos gráficos, além de ajustarem composição, tamanhos, posicionamentos, transparências e efeitos visuais.  A ideia foi estimular um olhar mais atento para composição e organização visual, incentivando os alunos a experimentar, comparar possibilidades e fazer escolhas conscientes sobre como comunicar suas ideias.

O resultado desse processo poderá ser apreciado na mostra “Ensino Médio de Portas Abertas”, onde estarão expostos os cartazes produzidos pelas turmas, revelando a diversidade de temas e repertórios dos estudantes e os diferentes caminhos criativos desenvolvidos ao longo do projeto.