Nesta semana, as crianças participaram de diversas vivências em roda, fortalecendo a escuta, a interação e a criatividade por meio da capoeira.
Exploramos a dinâmica de pergunta e resposta no jogo, em que, em duplas, uma criança propunha um movimento e a outra respondia com outro movimento, construindo juntas o diálogo corporal. Essa proposta incentivou a autonomia das crianças, permitindo que criassem seus próprios movimentos a partir do repertório desenvolvido nas brincadeiras e vivências anteriores, além de possibilitar a observação dos conhecimentos que cada uma já mobiliza durante o jogo.
Também conhecemos dois instrumentos muito presentes na capoeira: o agogô de metal e o reco-reco de metal. As crianças puderam observar seus sons, explorar suas características e compreender como eles contribuem para a musicalidade da roda.
Para completar a semana, aprendemos um novo movimento para utilizar nas rodas de capoeira, ampliando nosso repertório corporal e fortalecendo a confiança das crianças durante as brincadeiras e os jogos.
O primeiro semestre do Ateliê chega ao fim com muito aprendizado e afeto. As turmas chegam à metade do ano mais confortáveis com a língua inglesa, utilizando-a em situações do cotidiano com maior autonomia e ampliando seus conhecimentos a cada dia.
Nas aulas de Inglês, iniciamos o projeto da Kiddie, em que os contos de fadas passaram a guiar as descobertas das crianças. Juntos, conhecemos Goldilocks and the Three Bears e, aos poucos, exploramos as aventuras de Jack and the Beanstalk. Por meio dessas narrativas, estudamos as partes da casa, os conceitos de vontade, desejo e necessidade, os direitos das crianças, os lugares da cidade e os membros da família. Ao longo desse percurso, ampliamos o vocabulário em inglês, conhecemos novas estruturas da língua e vivenciamos diferentes propostas de escuta, fala, leitura e produção.
Goldilocks and the Three Bears inspirou um trabalho coletivo, que resultou na construção de uma casa com os cômodos e objetos presentes no cotidiano da família urso, exposta na Mostra de Artes. O projeto também deu origem à capa do nosso caderno, registrada com muito cuidado pelas crianças.
Encerramos o semestre satisfeitos com as conquistas do grupo e animados para as novas descobertas que o segundo semestre nos reserva!
Para finalizar nosso semestre, as turmas do Esporte e do Movimento exploraram os movimentos do Mineiro Pau. Entre marcações de ritmo e batidas com os bastões, aos poucos criamos nossa dança que fez parte da Festa Junina.
Também experimentaram vivenciar corporalmente ritmos como o coco, cacuriá e xote presentes no repertório da festa.
As Turmas do Primeiro Ano fizeram um banquete grego para encerrar em clima de festa o semestre e as pesquisas sobre as olimpíadas da antiguidade na Grécia.
Romãs, uvas, azeite, azeitonas, pães e a tão aguardada ambrosia, o manjar dos deuses do olimpo, não faltaram nesse lanche especial.
As crianças vieram vestidas como deusas e deuses gregos e festejaram com muita alegria tantas aprendizagens.
No próximo semestre nossas pesquisas seguirão para os jogos olímpicos da Era Moderna, retornados pelo pedagogo e historiador francês Pierre de Coubertin.
Faremos uma pesquisa mais intensa sobre os atuais esportes olímpicos, esportistas e fatos importantes desse novo ciclo da história das Olimpíadas.
Vamos colocar o corpo para movimentar e trazer os esportes para jogo!
Empolgadas pelas pesquisas e descobertas realizadas ao longo de nossos estudos sobre os Jogos Olímpicos, as F2 receberam o desafio de pensar em um nome que representasse o percurso vivido até o momento. Cada turma elaborou uma proposta de título que traduzisse a animação e o envolvimento das crianças com o tema.
Em seguida, por meio de uma votação, dois títulos conquistaram o coração das turmas e foram unidos em uma única proposta: “Do Olimpo para o mundo: os jogos que acendem o coração”. Este será o nome oficial de nossa pesquisa, que reúne elementos marcantes das aprendizagens das crianças sobre os Jogos Olímpicos e os valores presentes nessa competição esportiva.
Assim, seguiremos construindo as novas etapas da investigação no próximo semestre.
Na Mostra de Artes, encerramos um importante ciclo com a apresentação da peça A Volta do Jogo, realizada pelas turmas de F3.
Na Sá Pereira, o estudo da linguagem teatral tem início no segundo ano, mas é no terceiro que os alunos vivenciam sua primeira apresentação para as famílias, um momento muito esperado e celebrado por todos. Neste ano, inspirados pelas palavras jogo e ginga, que atravessaram o projeto institucional, criamos uma história cujo conflito central era uma questão bastante provocadora: e se as crianças deixassem de brincar?
Ao longo do processo, refletimos sobre a importância do jogo e das brincadeiras na infância. As crianças reconhecem, por experiência própria, o quanto brincar faz parte de suas vidas, e poder falar sobre esse tema, sendo crianças em cena, tornou essa experiência ainda mais significativa.
Foi emocionante acompanhar o envolvimento do grupo. Todos estavam muito felizes com sua estreia nos palcos. Muitos alunos, inclusive, acabaram aprendendo não apenas suas próprias falas, mas grande parte do texto da peça. Houve quem decorasse a história inteira!
Mas talvez o maior aprendizado tenha sido outro: lidar com as emoções que uma apresentação desperta. A expectativa, o frio na barriga e o nervosismo foram, aos poucos, transformados em presença, confiança e potência cênica.
Essa foi apenas a primeira de muitas experiências teatrais que ainda viverão ao longo de sua trajetória na escola. Mas, justamente por ser a primeira, ocupará para sempre um lugar especial na memória de todos nós.
Eles arrasaram! Parabéns a cada criança por sua dedicação, coragem e alegria em estar em cena.
As F3 encerram o primeiro semestre de investigações sobre as capacidades corporais. Inspiradas pelo tema institucional “Ginga e corpo, quando o esporte sonha ser jogo”, as crianças dedicaram seus estudos às valências de força, equilíbrio e concentração.
Agora, o grupo enfrenta um novo desafio: escolher um nome que represente a pesquisa em desenvolvimento. Para isso, as crianças retomaram as descobertas realizadas, refletiram sobre o foco de seus estudos e elaboraram diferentes propostas de título, buscando expressar, em poucas palavras, a essência do percurso vivido.
Entre os nomes sugeridos pelas turmas estão:
Mais do que encontrar um título, esse momento convida as crianças a sintetizar o caminho percorrido, reconhecer as ideias que mobilizaram a investigação e construir, coletivamente, uma identidade para o projeto, que seguirá acompanhando suas descobertas ao longo do ano.
Como parte das investigações do projeto sobre a bola e suas diferentes manifestações culturais, as F4 receberam a visita de Estêvão Chiavatta, diretor do documentário A Bola. Em um bate-papo com as crianças, o cineasta compartilhou como surgiu a ideia de percorrer diferentes países para conhecer esportes e tradições que têm a bola como elemento central, revelando que esse objeto, presente em diversas culturas muito antes do futebol, pode ser confeccionado com materiais variados e assumir diferentes significados para cada povo.
Ao contar sobre o processo de produção do filme e as experiências vividas durante um ano e meio de filmagens, Estêvão ampliou as reflexões das crianças sobre as relações entre esporte, cultura e identidade. O encontro contribuiu para enriquecer as pesquisas das turmas, fortalecendo o olhar para a diversidade de modos de viver, brincar e produzir conhecimento ao redor do mundo.
As F5 estão explorando as frações. Entre desafios, registros e boas conversas, as crianças vêm descobrindo que uma mesma quantidade pode ser representada de diferentes maneiras e que essas diferentes representações nos ajudam a compreender melhor os números.
Ao longo das aulas, algumas ideias passaram a fazer parte do repertório das turmas:
Cada nova descoberta desperta novas perguntas e amplia as possibilidades de pensar sobre esse conteúdo. Observar, comparar, testar ideias e justificar diferentes estratégias têm sido parte essencial desse estudo.
Assim, as frações vão deixando de ser apenas uma nova escrita numérica para se tornarem uma ferramenta que ajuda as crianças a compreender, comparar e representar quantidades de diferentes maneiras.
Recentemente, a escola recebeu as famílias para mais uma edição da Mostra de Artes, um momento especial de compartilhamento dos processos de aprendizagem vividos ao longo do semestre.
Na ocasião, os alunos do segundo ano apresentaram um arranjo da música Bicicleta, de Luiz Tatit. Os terceiros anos fizeram sua estreia na flauta doce com Abrindo Baú, composição de Manoela Marinho escrita especialmente para essa etapa da aprendizagem musical. Os quartos anos apresentaram um arranjo de Fio Maravilha, de Jorge Ben Jor, em diálogo com suas pesquisas sobre a história do futebol. Já os quintos anos emocionaram o público com Vida de Torcedor, uma composição coletiva criada pelas três turmas em parceria com a professora de música.
Mais do que uma apresentação, a Mostra representa a culminância de um percurso de descobertas, experimentações e construção de repertório. É uma oportunidade para que as crianças compartilhem com as famílias aquilo que viveram durante o processo e experimentem as emoções de estar no palco, sendo vistas e ouvidas por uma plateia atenta.
São experiências que fortalecem a confiança, a escuta, o trabalho coletivo e a relação das crianças com a música, celebrando não apenas o resultado final, mas todo o caminho percorrido até ele.
Chegamos à Mostra de Artes com um repertório construído ao longo do semestre, buscando dialogar com os temas investigados pelos grupos de quarto e quinto anos e com as reflexões propostas pelo projeto institucional.
A primeira música a integrar nosso trabalho foi Pipoca, de Arnaldo Antunes e Paulo Tatit. Escolhida quando os projetos ainda estavam em fase inicial, ela nos ajudou a refletir sobre a importância do brincar e sua relação com o tema institucional. Além de seu caráter lúdico, a música apresentou desafios rítmicos, de memorização e de coordenação entre voz e movimento, aproximando as crianças da relação entre jogo, corpo e ritmo.
Em seguida, trabalhamos O Campeão, de Neguinho da Beija-Flor, e um pot-pourri de hinos dos clubes de futebol do Rio de Janeiro. A partir desse repertório, conversamos sobre rivalidade, respeito às diferenças e a importância do outro na construção do jogo. A figura de Lamartine Babo, compositor dos hinos apresentados, mesmo sendo torcedor do América, serviu como inspiração para refletirmos sobre convivência, diversidade de opiniões e a possibilidade de sermos adversários sem transformar a diferença em conflito ou violência.
Para completar o percurso, mergulhamos em Olêrê Camará, de Paulo Debétio e Joel Menezes, gravada por Alcione na década de 1970. A canção nos aproximou do universo da capoeira e da figura de Mestre Pastinha, ampliando o repertório cultural das crianças e apresentando novas palavras, expressões e referências ligadas à cultura afro-brasileira e nordestina.
Mais do que preparar apresentações musicais, o trabalho desenvolvido ao longo do semestre buscou ampliar repertórios, promover reflexões e criar experiências nas quais música, corpo, cultura e convivência pudessem dialogar de forma significativa.
Final do primeiro tempo! E como foram intensos e divertidos esses meses iniciais.
A Mostra de Artes foi um golaço! Todas as equipes, da F2 a F5, demonstraram envolvimento, dedicação e muito empenho ao longo desse semestre. Ao caminhar pelas salas e corredores foi possível perceber a diversidade de interpretações e narrativas percorridas pelas turmas.
O projeto institucional de 2026 Ginga e Corpo: quando o esporte sonha em ser jogo contagiou os alunos e essa empolgação facilitou todas as jogadas!
Mas antes de sairmos para o intervalo, temos que preparar a nossa estimada Festa Junina!
Para isso, todos os grupos se organizaram numa força tarefa para preparar bandeirinhas, murais, painéis com personagens entre outros adereços para, com muita cor e criatividade, enfeitar o espaço da festa e receber os convidados para essa grande confraternização!
Vamos aproveitar essas semanas e voltar com tudo para um segundo tempo com ainda mais fôlego e energia!!
Bom recesso!
Encerramos mais um semestre de descobertas, pesquisas e muito movimento nas aulas de Dança.
Ao longo desses meses, cada turma foi transformando em experiência corporal os temas investigados em seus projetos de pesquisa. Observamos os gestos presentes nos esportes, conversamos sobre seus significados, experimentamos diferentes elementos da linguagem da dança e exploramos possibilidades de criação. Aos poucos, movimentos, ideias e reflexões foram se organizando até ganharem forma nas coreografias apresentadas na Mostra de Artes.
Mais do que preparar apresentações, vivemos processos de escuta, criação coletiva, experimentação e construção de repertório. Foi um semestre de muitas trocas, desafios e aprendizagens.
Para encerrar esse percurso, mergulhamos nos preparativos da nossa Festa Junina, celebrando a cultura popular por meio da dança, da música, dos encontros e das brincadeiras. Uma maneira alegre e afetuosa de concluir mais uma etapa vivida em comunidade.
Agora é tempo de descansar, brincar, estar com a família e aproveitar as férias.
Nos encontramos no próximo semestre para novas descobertas e novos movimentos!