
Pescaria, bola na lata, corrida de saco e tantas outras brincadeiras tradicionais convidaram crianças e adultos a brincar pelo simples prazer de brincar, torcer, rir, experimentar e estar junto.
E não podemos deixar de agradecer às famílias que fizeram da nossa mesa de quitutes uma verdadeira celebração da partilha. Cada prato preparado e trazido com carinho ajudou a compor uma festa mais saborosa, acolhedora e generosa.
Uma festa como essa só acontece porque cada um participa um pouquinho. Obrigada a nossa equipe pedagógica e a todas as famílias que estiveram conosco e colaboraram para fazer da nossa Festa Julina um encontro da cultura popular, cheio de afeto e boas memórias!
Na Festa Junina da Sá Pereira, os estudantes do Fundamental II cantaram, dançaram, brincaram e homenagearam importantes tradições da cultura popular brasileira. As F6 entraram na roda percutindo os bastões do Mineiro Pau, “…é dança de Preto Velho dentro do canavial…“, como diz a canção de Mauro Duarte e Paulo Cesar Pinheiro. As F7 gingaram ao som do baião Um a Um, obra consagrada na voz de Jackson do Pandeiro. As F8 levaram a quadra o samba de coco Capoeira Mata Um, incorporando movimentos do jogo-dança-luta afro-brasileiro. Encerrando as apresentações, as F9 dançaram a tradicional quadrilha ao som de Noites Brasileiras, de Luiz Gonzaga.
Mais do que aprender passos, ritmos e coreografias, os estudantes conheceram a origem, a história e a importância dessas manifestações para a formação da identidade cultural brasileira. Ao vivenciar essas tradições, compreenderam que a cultura popular preserva memórias, fortalece o sentimento de pertencimento e conecta diferentes gerações. Como mostram as apresentações, dançar, cantar e brincar também são formas de reconhecer e celebrar a diversidade do nosso patrimônio cultural e de manter viva a herança dos mestres que ajudaram a construir a cultura brasileira.
Nas semanas que antecederam a Festa Junina, as aulas de Artes Visuais foram dedicadas à criação de trabalhos que passaram a compor a decoração do evento.
Cada série desenvolveu um projeto diferente, explorando técnicas, referências artísticas e elementos característicos dessa importante manifestação da cultura brasileira.
Os sextos e os nonos anos conheceram o conceito do lambe-lambe, linguagem da arte urbana que utiliza cartazes de papel para ocupar os espaços da cidade. Cada estudante produziu um pôster ilustrando um elemento tradicional das festas juninas e, durante o evento, os trabalhos foram reunidos em grandes painéis, formando coloridas paredes de lambe-lambes espalhadas pelo arraial.
Os oitavos anos criaram cartazes inspirados nas ilustrações de Carybé para o livro ABC da Capoeira, imaginando uma festa junina cheia de ginga, em que a tradicional quadrilha deu lugar aos movimentos da capoeira.
Já os sétimos anos revisitaram os painéis de arte urbana produzidos para a Mostra de Artes e os transformaram em uma divertida “Copa Junina”, misturando referências do futebol com fogueiras, bandeirinhas, brincadeiras e o clima de celebração típico desta época do ano.
A sexta estrela ainda não veio para a Seleção Brasileira desta vez, mas a nossa Festa Junina brilhou com muita criatividade, cor e o envolvimento dos estudantes, que ajudaram a transformar a escola em um grande espaço de arte e celebração.
Depois do recesso de julho, os estudantes do Ensino Fundamental II voltaram às aulas de Artes Visuais cheios de energia e deram continuidade às investigações relacionadas ao nosso projeto pedagógico.
Os 6º anos foram desafiados a imaginar e ilustrar jogos e brincadeiras impossíveis: basquete na Lua, futebol debaixo d’água e corrida de sereias foram algumas das ideias criadas pelas turmas. Um exercício de imaginação, criatividade e liberdade para inventar novas possibilidades de brincar e jogar.
Os 7º anos também mergulharam no universo da criação de personagens e desenvolveram mascotes para uma Olimpíada inventada. Cada estudante escolheu uma cidade e pesquisou como representar sua cultura e suas tradições, transformando um elemento característico do lugar em um personagem com identidade, carisma e apelo visual.
Nos 8º anos, o foco foi o infográfico e suas possibilidades de comunicação visual. Depois de conhecer suas principais características, os estudantes criaram infográficos lúdicos sobre o corpo em movimento, investigando como diferentes partes do corpo participam dos esportes e das brincadeiras, seja para quem pratica, torce ou até mesmo para quem apita. A proposta valorizou a combinação entre informação, imagem, composição e poesia.
Já os 9º anos conheceram um pouco da história e das possibilidades dos zines e foram convidados a refletir, com muito humor, sobre o outro lado do esporte: o de quem perde. Surgiram diferentes “Manuais de como sobreviver sendo o último colocado”, transformando a experiência da derrota em matéria para a criação artística e para uma reflexão sobre frustração, persistência e crescimento.
Assim, retomamos o semestre explorando diferentes linguagens: ilustração, design de personagens, infografia e zine, sempre buscando olhar para o esporte para além do resultado e descobrir novas formas de imaginar, criar, jogar e aprender juntos.
As aulas de Dança do Fundamental II começaram o segundo semestre com um convite: antes de dançar, aprender a escutar. Em uma sequência de jogos e experimentações corporais, os estudantes refletiram sobre o significado da escuta e descobriram que ela acontece muito além dos ouvidos. Pelo olhar, pela atenção, pelo silêncio e pela presença, experimentaram novas formas de perceber o espaço, os colegas e o próprio corpo.
Ao construir, coletivamente, uma grande escultura corporal, os alunos exercitaram a observação, a confiança e o diálogo por meio do movimento, compreendendo que a escuta é uma das bases da vida em comunidade. Aprender a perceber o outro, respeitar diferentes tempos, esperar, observar e responder com sensibilidade são experiências que ultrapassam a aula de Dança e fazem parte da formação humana que buscamos construir na escola. Afinal, toda aprendizagem significativa começa quando estamos verdadeiramente disponíveis para o encontro.
Nas aulas de Teatro, as turmas de F9 estão experimentando e contribuindo com ideias para a criação do texto da Festa de Encerramento em cima do projeto Ginga e Corpo: Quando o esporte sonha em ser jogo.
A partir de jogos, improvisações e conversas, os estudantes investigam situações relacionadas ao esporte, à competição, ao corpo, à coletividade e à dimensão do jogo.
As experiências e reflexões que surgem ao longo das aulas contribuem para a construção das ideias que darão forma à dramaturgia do espetáculo.
No dia 15 de agosto, aconteceu a 5ª Feira Literária da Sá Pereira. Guiada pelo tema “Na roda de leitura, a palavra ginga”, a literatura foi vivenciada e jogada por todos os espaços da escola.
Estudantes de todas as idades e suas famílias mergulharam em uma programação diversa: oficinas para o Ensino Fundamental 1, rodas de leitura, manifestos e apresentações do Ensino Fundamental 2 e do Ensino Médio.
Nas salas de aula, corredores e escadas, ganharam vida os trabalhos inspirados nas leituras realizadas pelos estudantes ao longo do ano, produções que dialogavam diretamente com o nosso projeto institucional. Nas paredes e murais, era possível reconhecer a riqueza dos diferentes gêneros textuais que compõem o repertório da nossa formação leitora. Quadrinhos, poesias, crônicas e textos jornalísticos, etc, enfeitaram a escola com a criatividade e o apuro artístico de nossos estudantes.
Além dos projetos de Língua Portuguesa, as produções em Matemática, História, Ciências e Inglês reafirmaram a nossa convicção: a formação leitora é um compromisso transdisciplinar, que atravessa todas as áreas do conhecimento.
Crianças pequenas e “crianças adultas” se divertiram investigando “O Caso das Legends Roubadas”, interrogando suspeitos espalhados pela escola. A dinâmica foi inspirada no clássico O Gênio do Crime e no famoso jogo de tabuleiro Scotland Yard. O Culpado? O coordenador Pedro Ouro…
Nossa biblioteca recebeu mais uma vez o espaço Autores da Comunidade, abrindo alas para escritores e escritoras lançarem suas obras. Este ano, uma publicação teve um brilho especial: o livro “O jogo começou”, do nosso aluno Joaquim Prisco.
A programação contou ainda com a Oficina de Crônicas Esportivas, o Salão de Jogos Matemáticos das F6s, a Banca de Jornal das F8s e a concorrida Amarelinha Literária.
Para coroar a festa, a Feira do Terraço, o entusiasmo dos Estudantes da Alegria e a Roda de Samba do Ensino Médio transformaram o dia em um momento inesquecível, celebrando a literatura como jogo, encontro e brincadeira. Nossa escola virou um grande e afetuoso parque de diversões!
A leitura de Jogos Vorazes ganhou uma nova dimensão quando os estudantes foram mobilizados pela professora Valquíria Luna a transformar a narrativa em uma experiência de jogo de tabuleiro. O desafio era transpor personagens, conflitos, escolhas e elementos do universo da obra para uma nova linguagem e o resultado revelou muito engajamento, criatividade e autoria.
Ao longo da proposta, os estudantes precisaram ir além da compreensão da história. Foi necessário identificar os elementos essenciais da narrativa, pensar em regras, objetivos, estratégias, desafios e possibilidades de interação entre os jogadores. A obra literária tornou-se, assim, matéria-prima para um processo de criação coletiva.
No dia da Feira Literária, foi possível ver o resultado da produção criativa: sala cheia, estudantes e famílias interagindo, jogos a todo vapor. No fim, podemos concluir que foi uma experiência em que ler foi também imaginar, projetar, testar, jogar e promover o encontro da comunidade escolar.