Arraial da Sá Pereira!!

Nossa Festa Julina foi animada! Entre brincadeiras, quitutes, música, conversas e risadas, vivemos um dia de muita alegria, reafirmando o quanto essa festa ganha sentido quando é construída com a colaboração de todos.

Pescaria, bola na lata, corrida de saco e tantas outras brincadeiras tradicionais convidaram crianças e adultos a brincar pelo simples prazer de brincar, torcer, rir, experimentar e estar junto.

E não podemos deixar de agradecer às famílias que fizeram da nossa mesa de quitutes uma verdadeira celebração da partilha. Cada prato preparado e trazido com carinho ajudou a compor uma festa mais saborosa, acolhedora e generosa.

Uma festa como essa só acontece porque cada um participa um pouquinho. Obrigada a nossa equipe pedagógica e a todas as famílias que estiveram conosco e colaboraram para fazer da nossa Festa Julina um encontro da cultura popular, cheio de afeto e boas memórias!

Ubuntu

M1, M2 e M3 – Tribo

As turmas do Ensino Médio participaram de uma tribo diferente na última semana. Com o intuito de aproximar a Coordenação de Diversidade e Criticidade Racial dos nossos alunos, Camila Amora e Dáhlia pensaram em 4 encontros que acontecerão ao longo do segundo semestre. 

Para o primeiro deles, trouxemos o conceito ubuntu, uma perspectiva ético-filosófica africana que nos auxilia a pensar nos conflitos, mas especialmente em como lidar com eles de maneira compartilhada.  Ética praticada pelos povos xhosa e zulu, Nelson Mandela e Desmond Tutu buscaram nas suas origens xhosa, caminhos para reconciliar e projetar futuros no contexto pós-apartheid da África do Sul. Partindo do princípio de que o indivíduo só existe na presença de outro indivíduo, isto é, em coexistência, a ética ubuntu propõe o reconhecimento da humanidade, da pluridiversidade que há em cada um de nós, buscando assim mediar conflitos e implicar a todos na construção do bem-estar coletivo. Entende-se, então, que vivemos em comunidade. Por isso, é responsabilidade de todos zelar pelo equilíbrio individual e coletivo.
A máxima Eu sou, porque nós somos foi nosso ponto de partida para pensarmos com os estudantes nas formas com que agimos enquanto sociedade, junto da família e, principalmente, na escola. Onde vivemos essa máxima? Onde percebemos a sua ausência? Como seria se adotássemos essa perspectiva nas nossas ações cotidianas na escola?
A partir dessa provocação, as turmas refletiram sobre o coletivo e como lidamos com os equívocos que cada um pode cometer em sociedade. Relacionaram o sistema econômico capitalista ao individualismo como contraponto à ética discutida. Levantaram ainda questões sobre limites, acolhimento e tolerância. Foram manhãs de aprendizagem que, esperamos, ressoar nos próximos encontros.
A você que nos lê, fica o convite de também pensar e exercitar ubuntu.

Ensino Médio Fortalece Sua Presença na Festa Junina

M1 M2 M3 Coordenação

Um Espetáculo Começa no Encontro

M1 M2 M3 Teatro

Nas primeiras aulas da Eletiva de Teatro do Ensino Médio, realizamos exercícios de atenção, concentração e criatividade, buscando criar um espaço de encontro para que os estudantes pudessem se conhecer enquanto grupo. Esse primeiro momento foi importante para estabelecer uma dinâmica de trabalho coletivo e preparar a turma para o processo de criação que desenvolveremos ao longo das aulas.

Em seguida, fizemos a leitura dramatizada de O Bem-Amado, de Dias Gomes, texto escolhido ainda no primeiro semestre para a montagem. A leitura foi nosso primeiro contato coletivo com a obra e abriu espaço para conhecer a história, experimentar as vozes dos personagens e começar a pensar nos caminhos da nossa adaptação. Ao final desse processo, os estudantes escolheram os personagens que gostariam de interpretar e formamos o elenco.

Nas próximas aulas, iniciaremos o processo de montagem do espetáculo. Além de atuar, os estudantes serão convidados a se dividir em equipes de trabalho (cenário, figurino, trilha sonora, iluminação e programação visual ) e a participar das escolhas que darão forma à encenação. A proposta é construir coletivamente e de maneira autoral a nossa montagem de O Bem-Amado, compreendendo o espetáculo como resultado das diferentes ideias, experimentações e escolhas que surgem ao longo do processo de criação.

O que significa escutar?

M1 M2 Dança

Nos primeiros encontros da Eletiva de Dança, começamos por uma pergunta que será fundamental para o percurso do grupo: o que significa escutar? Escutamos apenas com os ouvidos ou também com os olhos, com a atenção e com o corpo? A partir dessa provocação, os alunos participaram de jogos de composição e criação coletiva nos quais precisaram observar o outro, estabelecer conexões entre os corpos e investigar planos, formas e simetrias. Aos poucos, fomos percebendo que dançar também pressupõe disponibilidade para perceber aquilo que acontece ao nosso redor.

Em seguida, uma nova pergunta conduziu a investigação: o que faz um corpo falar sem palavras? Medo, espera, saudade, comemoração, recusa e até um pedido de desculpas foram transformados em gestos e movimentos. Cada aluno escolheu uma resposta corporal e experimentou repeti-la, ampliá-la, diminuí-la e transformá-la, descobrindo como uma experiência ou um sentimento pode se tornar matéria para a criação artística.

Foi a partir dessas experiências que chegamos ao Tanztheater, ou dança-teatro, e começamos a conhecer um percurso da dança que aproxima movimento, teatralidade e questões da experiência humana. A apreciação de diferentes obras, entre elas A Mesa Verde, de Kurt Jooss, abriu espaço para observar como escolhas estéticas e corporais podem também falar sobre a vida, a sociedade e seu tempo.

Agora, uma nova palavra começa a atravessar nossas investigações: instantes. Afinal, de quantos instantes somos feitos? E, se pudéssemos escolher um deles para transformar em movimento, que instante de nossa própria vida gostaríamos de dançar?

M1 recria cantigas medievais em sala temática na Feira Literária

M1 Língua Portuguesa

A turma do 1º ano do Ensino Médio, M1A, lançou o livreto Reescrever é Criar na Feira Literária da Sá Pereira. No primeiro trimestre, os alunos estudaram o Trovadorismo, movimento que inaugura a literatura da Língua Portuguesa, e, em grupos, recriaram Cantigas Medievais, atualizando-as em temática e linguagem para os dias de hoje.

Versos como “Non posso eu, meu amigo/ com vossa soidade” foram recriados como “Não dá, meu chapa/ pra viver seu ghosting”, e “Irias a bailar, já sem teu amigo, / e sem nenhum suspiro?” viraram “Tu brotaria na resenha sem ele/ sem nem pensar em vcs farmando aura?”. Como explica a professora Isadora, que orientou a atividade, traduzir seria sempre reescrever, criando um obra nova e autoral, e, nesse caso, permitindo um maior envolvimento dos alunos com os textos medievais ao longo do processo.

E a M1B não ficou de fora! Para o evento, que ocorreu no sábado, dia 15 de agosto, os alunos transformaram a sala de aula em um ambiente temático, inspirados pela estética medieval, com direito a portal, vitrais e tochas espalhadas pelo ambiente (tudo feito de papel, claro).

Redação, Literatura e Estudos da Língua: Tudo o que rolou no 2º tri em Português

M1 Língua Portuguesa

No segundo trimestre da M1, os alunos tiveram uma diversidade de temas e assuntos nas diferentes competências que envolvem a disciplina de Português. 

A começar pelo paradidático escolhido, Solitária, de Eliana Alves Cruz, que conta, a partir de diferentes perspectivas, a história de uma empregada doméstica em um condomínio de luxo no Brasil. O romance tematiza o elitismo, o racismo e os resquícios de uma herança escravista que ainda permeiam as relações com essa profissão.

No conteúdo de Literatura, os alunos estudaram os movimentos Classicismo, Quinhentismo, Barroco e Arcadismo, períodos literários que compreendem do século XVI ao XVIII. Os alunos tiveram contato com obras como Os Lusíadas, de Camões, – texto “fundador” da Língua Portuguesa -, a Carta de Pero Vaz de Caminha (primeiro texto escrito em terras brasileiras), os poemas de Gregório de Matos, até chegar nos poemas árcades e na consolidação de uma literatura cada vez menos portuguesa e mais brasileira.

Paralelamente, nos estudos da linguagem, os alunos estudaram sobre a origem nada nobre – porém riquíssima! – da Língua Portuguesa, e também sobre os processos de formação de palavras no nosso idioma.

Por fim, em Redação, os estudantes seguiram treinando as competências do modelo ENEM a partir de temas cujo debate social é urgente, como, por exemplo, “Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil”, na M1A, e “Questões éticas, econômicas e sociais em torno da atuação das bets no Brasil”, na M1B, dentre outros. 

Como fazer boas perguntas?

M1 M2 M3 Projeto em Química

Nas práticas científicas, a resposta é um produto de um conjunto de perguntas feitas. As perguntas falam do processo de criação nas ciências. Elas falam de todo um trabalho na produção do conhecimento e são elas que nos permitem pôr o pensamento em movimento.
Fazer uma boa pergunta não tem a ver com o quanto eficiente ela é. Fazer uma boa pergunta tem a ver com a possibilidade de abrir para o que não conhecemos, para o que temos curiosidade em nos aprofundar. Através da pesquisa, perguntar é essencial para mantermos o diálogo uns com os outros.
Em nossas aulas de projeto, estamos nos voltando para formulação de boas perguntas. Para isso, cada grupo de estudantes debateu acerca de uma pergunta presente em jogos de perguntas. No exercício, as/os estudantes deveriam analisar a construção textual da pergunta presente nas cartas dos jogos e pensar nas possibilidades abertas por elas para o diálogo. Das cartas sorteadas, cada grupo selecionou perguntas e elaborou sua própria de interesse a partir das selecionadas.

Tribo: Escuta, Reflexão e Convivência

F9 M1 M2 M3 Tribo

Entre meados de agosto e o final de setembro, as Tribos de F9, M1, M2 e M3 foram espaços de diálogo, reflexão e construção coletiva, acolhendo questões importantes para a convivência e a formação dos nossos estudantes.

Nos encontros dedicados ao Ubuntu, contamos com a participação de Camila Amora, nossa coordenadora de Diversidade e Criticidade Racial, em um trabalho planejado em parceria com a Orientação. A partir de diferentes situações, os estudantes debateram temas como liberdade de expressão e discurso de ódio, direitos individuais e deveres coletivos. Organizados em pequenos grupos, construíram mapas de ideias, identificaram pontos de convergência e divergência e compartilharam, em roda, as questões que mais mobilizaram cada turma.

Em algumas Tribos de M1 e M3, também houve espaço para o relaxamento. Durante 20 a 30 minutos, os estudantes foram convidados a perceber o próprio corpo, desacelerar e se deixar conduzir por uma fantasia guiada, explorando a imaginação e encontrando uma pausa para as tensões da semana.

A cultura do cancelamento foi outro tema que provocou conversas e reflexões. A partir do vídeo “Cultura do cancelamento: qual é a sua opinião?” publicado pela GNT e de perguntas propostas pela Orientação, os estudantes discutiram situações presentes tanto no ambiente virtual quanto nas relações cotidianas, ampliando o olhar sobre nossas atitudes e a maneira como nos relacionamos com os outros.

Além dessas propostas, as Tribos seguem acolhendo as questões trazidas espontaneamente pelos próprios estudantes e os inevitáveis Mapas de Sala, que ajudam a reorganizar as dinâmicas pedagógicas. São oportunidades para negociar combinados, assumir responsabilidades e fortalecer o compromisso coletivo com a aprendizagem.

Assim, as Tribos se consolidam como espaços importantes de escuta, troca e exercício da convivência, nos quais aprender também significa refletir sobre si, reconhecer o outro e construir formas mais respeitosas de estar junto.

Território e Meio Ambiente

M1 M2 Projetos ambientais

Desde o início do semestre, os estudantes vêm aprofundando seus conhecimentos nas áreas de ecologia básica, ecologia política e meio ambiente. Nesse percurso, já definiram seus territórios de investigação em sala de aula e participaram de uma conversa com um professor convidado sobre as Unidades de Conservação, sua história e importância para a cidade do Rio de Janeiro. Também estudaram as relações ecológicas, as cascatas tróficas e a educação ambiental, considerando suas diferentes identidades no Brasil.

Esse percurso de formação teórica é fundamental para que, ao partirem para a prática, possam estabelecer relações entre os conteúdos estudados em sala de aula e as experiências vivenciadas no território. O objetivo é que, ao final desse processo, sejam capazes de elaborar um roteiro pedagógico para uma trilha, articulando os conhecimentos construídos ao longo das aulas e transformando a teoria em prática.

Geografia da Fome

M1 M2 M3 Projeto em Geografia

Como a fome se estrutura em nosso território? É possível transformar a realidade apenas com caridade, ou precisamos falar sobre justiça social? Como a arte traduz esse tema? Foi a partir de provocações como essas que os alunos da eletiva Geografia da Fome percorreram um percurso interdisciplinar e intertextual para compreender as raízes sociais e territoriais da desigualdade no Brasil. Cruzando literatura, cinema e teoria social, mergulhamos na leitura crítica da introdução de Geografia da Fome, de Josué de Castro, e do manifesto Estética da Fome, de Glauber Rocha, provocando reflexões importantes sobre o debate entre a caridade e a busca por uma verdadeira justiça social. Para dar corpo e imagem a essas discussões iniciadas, analisamos trechos do filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, fazendo pausas estratégicas que se tornaram o ponto alto do percurso. A ideia foi desenvolver nos estudantes múltiplas possibilidades de leitura do tema, tentando conectar os conceitos teóricos à forte linguagem audiovisual. Foi um período de trocas bastante interessantes, em que a turma não apenas adquiriu repertório acadêmico, mas também desenvolveu um olhar ético, empático e analítico sobre o nosso país. E é por esse caminho que seguiremos nas próximas semanas.

Instantes

M1 M2 M3 Dança

Depois das primeiras investigações sobre escuta, gesto e memória, chegamos ao título do nosso trabalho: INSTANTE. Os alunos buscaram palavras que rimassem com ele: restantes, estantes, picantes, e, a partir da sonoridade e da métrica dessas palavras, criaram uma brincadeira de gestos e movimentos que começa a compor nosso trabalho.

A música “Fala”, na voz de Ney Matogrosso, também entrou em cena para provocar uma discussão sobre a necessidade de falar e de ser escutado nas relações que estabelecemos. A partir daí, começamos a transformar essas questões em movimentos. Outra investigação trouxe para o corpo as pressões estéticas às quais somos constantemente expostos, especialmente pelas redes sociais. Gestos de comparação, exposição e transformação começaram a aparecer como uma crítica a esse bombardeio de imagens e padrões.

Mais adiante, vamos olhar também para os amores e para as diferentes formas de nos relacionarmos com as pessoas ao longo da vida, pensando nas marcas que esses encontros deixam em nós.

Entre palavras, gestos, afetos, incômodos e relações, a coreografia começa a ganhar corpo. Estamos criando os nossos instantes.