Nas aulas de Artes Visuais, os estudantes do 6º ano conheceram e experimentaram os fundamentos da técnica da aquarela. Por meio de diferentes exercícios, exploraram as possibilidades da mistura de cores, a quantidade de água e pigmento, as variações de tonalidade e a construção de luz, sombra e volume.
A investigação começou com a criação de um círculo cromático, que possibilitou compreender, na prática, as relações entre cores primárias, secundárias e terciárias. Em seguida, os estudantes realizaram exercícios de aguadas e degradês, percebendo como a quantidade de água pode transformar a intensidade e a transparência das cores.
Para colocar esses conhecimentos em prática, realizaram a pintura de uma maçã, trabalhando com camadas sucessivas de cor. Partindo de tonalidades mais claras e aguadas, foram acrescentando pigmentação aos poucos para construir sombras, volume, profundidade e detalhes.
As atividades foram também um exercício de observação, paciência e controle dos materiais. Os estudantes se mostraram bastante interessados e envolvidos com a proposta, encarando os desafios da técnica com curiosidade, dedicação e disposição para experimentar. Ao longo do processo, puderam perceber que, na aquarela, os resultados são construídos gradualmente, valorizando tanto o processo de aprendizagem quanto a produção final.
Em uma experiência imersiva na floresta, os alunos do sexto ano exploraram a história da ocupação de São Sebastião do Rio de Janeiro, com foco na história ambiental do Parque Nacional da Floresta da Tijuca (PNT). A atividade abordou de forma concisa o panorama pré-colonial, os ciclos de exploração econômica da região e suas consequências ambientais, passando pelo reflorestamento ainda no período imperial e chegando aos dias de hoje, com projetos de reintrodução de fauna nativa.
Essa narrativa foi vivenciada não apenas através das explicações dos professores, mas também pelos sentidos dos alunos—pele, paladar e olfato. Deitados e com os olhos vendados, eles compreenderam a importância da preservação florestal para a manutenção das nascentes.
Após o mergulho na “história dos sentidos” do PNT, o grupo seguiu uma trilha focada na observação do solo e na importância da mata ciliar, em uma dinâmica de rotação por estações. Ao final das duas práticas, que se conectaram mostrando a importância da cobertura vegetal nativa para o corpo e a alma de nossa cidade, voltamos à escola com conhecimentos e cabeça frescos.
As turmas do sexto ano iniciaram o último trimestre do ano com muita arte, criatividade e imaginação!
Os alunos criaram as divisórias do terceiro trimestre dos seus cadernos de Inglês trazendo como inspiração nosso tema do projeto institucional e também o projeto das turmas: Games e E-games!
Iniciamos os debates sobre o tema do nosso último projeto de Inglês do ano de 2026 com o compartilhamento das primeiras ideias e rascunhos. Nossa votação oficial do tema ocorrerá na próxima semana.
Stay tuned!
As turmas de sétimo ano continuam lendo mitos, tanto na biblioteca quanto no cotidiano das aulas de Habilidades da Língua, isto é, leitura e produção de texto.
Essa semana, estamos lendo sobre personagens míticas marcantes na Odisseia. Aproveitando, assim, o frisson que está sendo dado à trama, justamente porque há um filme em cartaz no cinema sobre esse tão antigo mito de Odisseu ou, para os mais íntimos, Ulisses.
Circe tem sido a protagonista das nossas leituras, porque é a representação de uma mulher autônoma e poderosa, capaz de transformar quem chega à sua ilha. Entre feitiços, encontros e transformações, em algum momento de sua vida, seu destino cruza com o de Odisseu e é justamente nesse encontro que o mito nos oferece outras possibilidades de leitura: o que acontece quando uma mulher não ocupa o lugar que esperam dela?
Circe não é apenas a personagem que enfeitiça Odisseu, é também aquela que conhece, decide, acolhe, impõe limites e interfere nos rumos da viagem do herói. A partir dela, conversamos sobre gênero, poder e autonomia, pensando também em como mulheres que sabem, desejam e exercem poder muitas vezes são transformadas, nas narrativas, em personagens perigosas ou ameaçadoras.
Os debates das aulas foram mobilizados pela leitura e discussão do texto e das questões que partiram de uma pergunta importante: por que temer a Circe?
Nas aulas de História, as turmas de F7 estão se dedicando à preparação e realização da atividade avaliativa de conclusão do trimestre do Julgamento de Napoleão Bonaparte, como conclusão dos estudos sobre o Período Napoleônico. Após as atividades onde puderam se aprofundar nos acontecimentos relacionados a administração de Napoleão Bonaparte e as guerras napoleônicas, individualmente, os alunos também fizeram levantamentos de possíveis fatos que pudessem ser utilizados pela defesa e pela acusação do réu, além de possíveis perguntas que seriam feitas pelo júri.
A partir desse levantamento individual os alunos foram divididos em grupos para selecionar informações, discutir diferentes interpretações sobre as ações de Napoleão e construir coletivamente os argumentos que seriam apresentados durante o julgamento. A atividade está possibilitando que os alunos mobilizem conhecimentos históricos para analisar diferentes aspectos do período, desenvolvendo, além do objetivo de aprendizagem proposto, habilidades de argumentação, análise, participação e trabalho coletivo.
Depois de conhecerem o texto da Festa de Encerramento e compreenderem o que a coreografia do sétimo ano vai representar dentro do espetáculo, iniciamos nosso processo de sensibilização e criação. Como referência, a F7A assistiu a uma apresentação da Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica com bola, enquanto a F7B observou uma apresentação com fita. A proposta foi olhar para esses elementos esportivos também a partir da dança: perceber os gestos, os desenhos no espaço, as relações entre corpo e objeto e as possibilidades de movimento presentes nas apresentações.
A partir dessa apreciação, os alunos se dividiram em grupos e começaram suas próprias investigações com bolas e fitas. O desafio não era reproduzir os movimentos observados, mas partir deles para experimentar, transformar e criar novas possibilidades. As pequenas sequências construídas pelos grupos começam agora a compor a coreografia da turma, trazendo para a cena o diálogo entre dança e esporte e garantindo que os alunos participem ativamente da criação do trabalho que será apresentado no final do ano.
Como as famílias que deixaram o campo ajudaram a construir as cidades brasileiras? E como essas mesmas famílias enfrentaram e, ainda enfrentam, os desafios de viver nas periferias das grandes cidades?
No último mês, as F7 investigaram como se formaram e as grandes metrópoles brasileiras a partir do processo de urbanização e de industrialização do país. Para isso, lemos textos e analisamos diferentes mapas do Rio de Janeiro e de sua região metropolitana, diferenciando categorias como estado, município, região, zona, distrito e bairro. Compreender a cidade onde moramos é um grande desafio e diferentes escalas ajudam a perceber como os espaços urbanos se relacionam.
Ao longo desse percurso, utilizamos mapas, imagens, fotografias e infográficos para investigar as transformações e desigualdades presentes nas cidades.
Observamos as relações entre centro e periferia, analisamos fotografias para compreender o conceito de segregação urbana e interpretamos infográficos sobre a ocupação desigual dos bairros pelas diferentes classes sociais. Mas, procuramos olhar para além dos números e dos problemas retratados: as pessoas que migraram do campo para as cidades participaram da construção das metrópoles e seguem construindo suas vidas nas periferias, enfrentando dificuldades, criando redes de apoio e lutando diariamente pelo direito à moradia e por melhores condições de vida.
Assim, buscamos compreender a cidade como um espaço marcado por desigualdades, mas também por histórias, vínculos, trabalho, resistência e transformação.
Os alunos das turmas de sétimo ano encerraram com muito orgulho e animação o segundo trimestre de 2026 conversando, admirando e relembrando os processos de execução dos seus trabalhos produzidos para a nossa Feira Literária e agora seguem animados para o terceiro (e último) trimestre, compartilhando ideias para o nosso próximo tema do projeto de Língua Inglesa.
A votação oficial acontecerá já nas próximas semanas durante as aulas de Inglês e contará, mais uma vez, com a organização e participação ativa das turmas. Enquanto isso, a revisão dos conteúdos do segundo trimestre seguem a todo vapor!
Keep posted!
O oitavo ano segue estudando texto dramático. Mais precisamente, estamos falando sobre as diferenças e semelhanças entre o texto escrito e o texto visual, entre a literatura e o cinema.
Assistimos o filme “Lisbela e o prisioneiro”, que é uma adaptação da peça de Osman Lins. Um dos objetivos é provocar a percepção das turmas sobre as linguagens textuais e cinematográficas. Mais do que ver e compreender o enredo, a intenção é perceber, por exemplo, os recursos que o cinema cria e recria para mobilizar as ações cênicas e personagens, visto que, no texto teatral, isso pode acontecer de outra forma.
Como esse filme faz autoreferencia, o ato de narrar fica mais destacado e mais visível. Aproveitando esse ensejo, conversamos sobre interdiscursividade e interdisciplinaridade, recursos textuais e semânticos que se empenham na linguagem para produzir novos sentidos.
Assistir ao filme, dessa forma, tornou-se também uma forma de ler e sobretudo observar como o mesmo enredo pode ganham novas conduções e, até mesmo, ser chamado de outra narrativa.
No projeto de Dramaturgia desenvolvido nas aulas de Teatro, as F8 estão investigando processos de criação dramatúrgica, explorando as relações entre escrita e cena. A partir de diferentes dispositivos criativos, os estudantes elaboram seus próprios textos, que depois são levados à cena por outros grupos.
Nesse percurso entre escrever, ver o texto ganhar corpo e observar como outras pessoas interpretam aquilo que foi escrito, os alunos vão percebendo o que é importante na construção de um texto teatral: a clareza das orientações dadas pelas rubricas, indicando lugar, ações e emoções, e o cuidado na construção de diálogos e monólogos que contribuam para o desenvolvimento da história.
A proposta é compreender a dramaturgia na prática, como uma escrita que se constrói e se transforma na relação com a cena.
Nas F8, estamos desvendando enunciados, transformando-os em sistemas de equações e resolvendo os sistemas. Voltamos ao conteúdo do primeiro trimestre e aprofundamos. Ressalto a importância da interpretação de texto para a resolução não só dos problemas, quanto para a compreensão de mundo.
Que África conhecemos através dos mapas? Que mapas nos convidam a construir novos olhares sobre o continente? No último mês, as F8 investigaram diferentes representações do continente africano, buscando conhecer suas diferentes paisagens, povos, territórios e riquezas e, ao mesmo tempo, questionar algumas imagens estereotipadas que ainda existem sobre a África.
Começamos comparando diferentes mapas e descobrimos que eles não são representações neutras: as escolhas cartográficas podem transformar nossa percepção do tamanho e da importância dos territórios. A discussão ganhou ainda mais atualidade nesta semana, com a iniciativa da ONU de incentivar o uso de projeções que representem de maneira mais fiel as dimensões dos continentes.
A África, que muitas vezes parece menor nos mapas que utilizamos, é, na realidade, cerca de 14 vezes maior que a Groenlândia!
Começamos olhando para a geografia física do continente, explorando sua diversidade natural: tipos climáticos, biomas, paisagens, relevo, hidrografia e a diversidade de seus recursos naturais. Para além dos mapas, discutimos representações construídas historicamente sobre os problemas econômicos e políticos da África.
Analisamos diferentes documentos históricos para compreender como ideias eurocêntricas e o chamado racismo científico, nos séculos XVIII e XIX, ajudaram a criar uma imagem de uma África “atrasada”, contribuindo para justificar a dominação e a colonização europeia. Também comparamos mapas com os territórios étnicos, com as fronteiras políticas atuais dos países e com a divisão realizada pelas potências europeias após a Conferência de Berlim, observando as transformações territoriais provocadas no continente e em suas sociedades.
Foi um percurso importante para ampliar nossos olhares, reconhecendo a África em toda a sua riqueza, diversidade e complexidade.
As turmas do oitavo ano estão de olho no futuro ao aprender as formas de expressá-lo em inglês com “will” e “going to”. Por meio de músicas como “Wonderwall”, do Oasis que embalou a torcida inglesa na Copa do Mundo, temos analisado as diferentes situações em que cada uma dessas formas aparece e quais são suas diferenças.
Além disso, o jogo Jeopardy fez sua estreia em sala de aula, proporcionando uma oportunidade de trabalho em grupo para resolver questões sobre os diversos tópicos discutidos, exercitar a elaboração de perguntas e a pesquisa de informações.
Essa é apenas uma pequena pista do que vem por aí no terceiro trimestre! O que os aguarda nesta reta final?
Na semana passada, as turmas de F8 embarcaram para a sua tradicional vivência na histórica cidade de Paraty. Ao todo, 60 estudantes participaram dessa experiência inesquecível, marcada pelo aprendizado profundo e pelo fortalecimento dos vínculos afetivos e sociais entre os jovens.
Para além de sua relevância histórica e de suas belezas naturais, Paraty é um território vibrante pela diversidade de comunidades que abriga, cada uma com seus modos de vida e formas singulares de se relacionar com a natureza. Durante a viagem, visitamos o Quilombo do Campinho, conversamos com o Seu Almir Tã — mestre caiçara da Ilha do Araújo — e estivemos na aldeia Pataxó. Nesses encontros, nossos alunos puderam escutar diretamente os moradores, compreendendo com mais empatia as suas realidades, desafios, lutas e esperanças.
Complementando essas ricas vivências socioculturais, aproveitamos os dias ensolarados para desfrutar da exuberância da baía da Ilha Grande, com direito a passeio de escuna e mergulho no mar.
Voltar de Paraty é retornar com a bagagem cheia de memórias, sensibilidade e consciência crítica. Mais do que uma viagem, essa imersão reafirma o valor de aprender com o mundo e com o outro, deixando marcas profundas na formação do nosso 8º ano.
📸 Acesse as fotos da viagem no link abaixo e confira um pouco do que vivemos por lá:
As turmas de nono ano iniciaram os ensaios do repertório da Festa de Encerramento, e Meio de Campo, de Gilberto Gil, é o desafio do momento. A canção cita o craque Afonsinho, que brilhou nos gramados nas décadas de 1970 e 1980 e foi pioneiro na luta pelo “passe livre”. Em sua letra, Gil também questiona a busca pela perfeição, aproximando arte e futebol. A melodia, cheia de síncopes e breques, foi assimilada pelas turmas com surpreendente rapidez.
O cotidiano dos ensaios nas aulas de Música exige assiduidade, pontualidade, disciplina, escuta e dedicação. E, mais uma vez, música e esporte se encontram: para chegar ao resultado coletivo, é preciso repetir, ajustar, ouvir o outro e insistir. Assim como no esporte, antes de comemorar o gol, é preciso treinar.