O Ateliê 1 começou a pesquisar sobre a casa dos bichos, dando continuidade ao nosso percurso investigativo após o estudo sobre o plantio. A partir da leitura do livro Casa dos Bichos, de Carla Caruso, fizemos uma roda de conversa sobre o que é uma casa e, motivados por essa discussão, saímos em uma investigação para descobrir quais bichos moram na nossa escola. Encontramos os peixes no aquário, formigas pelo canteiro, minhocas na composteira, abelhas na colmeia, entre outros pequenos habitantes.
“A casa é um lugar livre, você pode abrir a porta e sair. Ela é para descansar, tomar banho, café da manhã e para poder brincar. A casa dos bichos tem que ser livre, na floresta!”, Antônia
“A casa é para te proteger da chuva, do vento”, Aurora
Para iniciar nossa investigação sobre onde esses animais moram e como constroem suas casas, escolhemos as minhocas como ponto de partida. Observamos atentamente como elas se locomovem, onde vivem e o formato de seu corpo. A experiência se expandiu para uma vivência corporal muito divertida, em que as crianças se desafiaram a andar pela escola igualzinho às minhocas, vivenciando o que observaram.
O Ateliê 2 começou a pesquisar sobre o que é a Língua Brasileira de Sinais, quem a utiliza e a importância de termos diferentes formas de comunicação. Conhecemos o alfabeto manual e os números em Libras e confeccionamos fichas com os nomes de cada criança. Essas fichas passaram a fazer parte da nossa rotina e são utilizadas diariamente para formar as mesas para o almoço.
Também iniciamos uma nova pesquisa sobre os bichos, começando pelas formigas a partir da leitura do livro Casa do Bicho, de Carla Caruso. Conhecemos diferentes espécies, tipos de formigueiros e algumas curiosidades sobre esses pequenos animais, como a maneira como se comunicam por meio de cheiros e se organizam para trabalhar em conjunto. No Parque Lage, percebemos algo muito interessante: as formigas estão por toda parte! As crianças encontraram formigas em diferentes espaços do parque, observando seus caminhos e movimentos.
Dentro do projeto “O corpo e os sentidos”, as crianças vivenciaram uma rica experiência sensorial com a visita do apicultor Cristiano.
A nossa turma observou variadas caixas com colmeias e também uma foto do corpo de uma abelha ampliada. As crianças exercitaram a percepção visual, apontando detalhes e descobrindo de onde vem o mel de forma concreta. O grupo também descobriu o nome de uma espécie de abelha chamada: Jataí (que não tem ferrão), ajudando a acolher seus medos de forma afetuosa e segura.
O aprendizado ganhou vida através da música e do jogo simbólico. Cantando a música “Abelhinha trabalhadeira”, as crianças expressaram-se por meio da linguagem oral e da imitação de sons. Logo após, ao brincarem livres de voar pelo pátio, exercitaram a motricidade ampla, o equilíbrio e a lateralidade. Imitando o voo do inseto com os braços, elas começaram a perceber as infinitas possibilidades de movimento e expressão do próprio corpo no espaço.
A partir das pesquisas sobre os Jogos Olímpicos, encontramos a Turma do Movimento, que compartilhou conosco algumas de suas descobertas sobre as Olimpíadas.
Conhecemos um pouco da história dos Jogos e descobrimos que, na Antiguidade, os atletas vencedores recebiam uma coroa de folhas de louro, enquanto hoje as conquistas são celebradas com medalhas. Também conhecemos os aneis olímpicos e a representação dos cinco continentes, além de observar de perto a tocha dos Jogos Rio 2016 e descobrir os significados presentes em seus desenhos.
Para finalizar esse encontro, conhecemos o livro Clara e a Olimpíada, de Ilan Brenman, ampliando nossas possibilidades de imaginar, perguntar e conhecer um pouco mais sobre o universo olímpico.
Através das descobertas compartilhadas e as novas perguntas, seguimos tecendo nosso caminho de pesquisa sobre corpo, brincadeira, esporte e cultura.
A Turma da Brincadeira embarcou na tão aguardada aventura: Viagem à Grécia! Munidos de passaportes, passagens aéreas e uma mala muito especial, preparada para guardar os conhecimentos e descobertas ao longo do caminho, os pequenos partiram para conhecer um pouco mais sobre esse lugar tão importante para as investigações.
Durante a viagem, puderam observar e apreciar imagens de diferentes lugares da Grécia. Aproveitamos para conversar sobre as paisagens, construções e que histórias será que esses lugares contam. Mas uma viagem tão especial não poderia acontecer sem uma mensagem de alguém que conhece muito bem os mistérios do fogo…
A turma recebeu uma carta da deusa Héstia, que compartilhou algumas curiosidades sobre o fogo e deixou perguntas para o grupo continuar movimentando suas investigações: Por que o fogo era tão importante para os povos antigos? E o que será que o fogo tem a ver com os Jogos Olímpicos?
A partir dessas provocações, eles fizeram desenhos de observação do fogo, buscando perceber suas formas, movimentos e diferentes características. E a Héstia ainda os presenteou com um objeto muito especial: o Livro de Sombras, que agora faz parte da nossa viagem.
Essa viagem pela Grécia também proporcionou que os pequenos conhecessem novos personagens dessa jornada. Com a colaboração da professora Renata, que contou um pouco da história de uma outra importante deusa da Grécia e por meio de uma animação, eles conheceram Deméter, a deusa da agricultura, e sua relação com a terra, os alimentos e as colheitas. O encontro despertou novas curiosidades entre as crianças: Como é a alimentação na Grécia? O que os gregos comem? Porque a chama é tão importante para eles?
E, é claro, nossa grande investigação continua acesa! A chama olímpica permanece no centro das nossas perguntas e, entre mitos, deuses, alimentos, fogo e histórias, seguimos construindo nossa própria viagem, colecionando conhecimentos e abrindo espaço para novos mistérios.
A turma esteve na quadra de basquete da Lagoa Rodrigo de Freitas. Em posse de suas bolas, as crianças puderam experimentar suas habilidades no espaço real da quadra. Muitas tentativas e acertos na cesta deixaram todos em êxtase! O treino em duplas foi um ponto central do encontro: além do passe da bola, as crianças precisaram alinhar ritmo, força e intenção para jogar e receber do colega. Após os exercícios, recarregamos a energia com o delicioso piquenique. A experiência na Lagoa conectou o aprendizado do esporte ao uso da cidade, fortalecendo a consciência corporal e o trabalho em equipe. Passear é sempre bom!
Depois de recebermos materiais emprestados da Turma do Movimento, como livros e jogos, as crianças da Turma da Bola começaram a explorar todos os objetos e jogaram uma divertida partida de trilha. Dividido em equipes, o grupo se divertiu enquanto encarava cada desafio ao longo do percurso.
Em seguida, conhecemos a história de Apolo e Dafne, de Roberto Carvalho de Magalhães. O enredo cativante apresenta o deus Apolo, Cupido e Dafne em um amor não correspondido com um desfecho impactante, que revela a origem da folha de louros simbolizada nas Olimpíadas da Grécia Antiga como grande honraria dos vencedores.
Aproveitando o gancho, nosso amigo Henrique compartilhou com a turma uma raquete de tênis e uma de tênis de mesa (ping pong). Foi uma ótima oportunidade para conhecermos essas duas modalidades olimpíadas: o tênis de quadra e o tênis de mesa.
Para ilustrar esse esporte que atravessou o tempo e passou por muitas transformações ao longo da história, Maria comentou em roda sobre o atleta João Fonseca. Assistimos a vídeos dele e do atleta Hugo Calderano em ação.