Algumas brincadeiras musicais populares trouxeram novos desafios e muita diversão. A música cumulativa da A Velha à Fiar trabalhando a memória musical e o raciocínio rápido das crianças virou um jogo de quem conseguia falar a sequência dos bichos de forma mais rápida sem tropeçar nas palavras.
Outra música trouxe a brincadeira de forma reversa. Ao invés de acrescentar palavras à música, nós retiramos palavras como a música Lá na Curva da Estrada. Ao suprimirmos algumas palavras escolhidas tínhamos que cantar a música apenas deixando em branco o espaço musical dessas palavras ou cantando com a Bocca Chiusa que em italiano quer dizer “boca fechada”. É igual aquele jeito que cantamos quando embalamos um bebê. Quantas brincadeiras musicais populares interessantes temos pra conhecer!
Dando continuidade ao nosso projeto “Os Sentidos do Nosso Corpo”, vivemos dias de muita descoberta, som e imaginação!
Tudo começou com a leitura do livro “Panela”, uma história contada exclusivamente por meio de imagens. As crianças foram convidadas a mergulhar nas ilustrações e, logo em seguida, levamos a narrativa para o plano real: exploramos panelas de verdade! Assim como no livro, os objetos ganharam vida e se transformaram em instrumentos musicais, chapéus divertidos e cenários para as mais diversas comidinhas imaginárias. Essa brincadeira de faz de conta foi fundamental para estimular a criatividade, o tato, a audição e a coordenação motora dos nossos pequenos.
Para enriquecer ainda mais esse repertório sensorial e cultural, na Aula de Música, a professora Bebel, nos ensinou a música “O que é que tem na sopa do neném?” (do grupo Palavra Cantada). Cantamos, dançamos e brincamos com as palavras! Segue a letra para vocês cantarem e se divertirem junto:
A Turma da Capoeira retomou os materiais emprestados pela Turma do Movimento para dar continuidade às pesquisas sobre as Olimpíadas. A partir da leitura de Clara e a Olimpíada, de Ilan Brenman, conversamos sobre o surgimento dos Jogos na Grécia Antiga e exploramos alguns de seus símbolos: a tocha olímpica, a coroa de folhas de louro e os anéis olímpicos.
Descobrimos que a chama olímpica simboliza a continuidade da tradição dos Jogos e conecta suas origens na Grécia Antiga às edições atuais. A coroa de louros era oferecida aos atletas vencedores na Antiguidade, enquanto os cinco aneis entrelaçados representam a união dos continentes e o encontro de atletas de diferentes partes do mundo.
Relembramos também de Vinícius, mascote dos Jogos Olímpicos Rio 2016, emprestado pela família do Arthur Daniels, recuperando conhecimentos que já faziam parte do nosso percurso investigativo.
Na biblioteca, organizamos esses elementos sobre um tecido, criando um espaço de investigação e curiosidade. A partir da história narrada pelo livro e a observação dos objetos e das imagens, as crianças puderam compartilhar suas impressões, revisitar descobertas e levantar novas perguntas.
Munidos de duas importantes referências da arte grega, a Vênus de Milo e o Discóbolo de Míron, os pequenos partiram para uma visita ao Museu Nacional de Belas Artes, em busca dessas esculturas tão presentes em nossas pesquisas sobre a Grécia Antiga. Fomos recebidos com muito carinho e, juntos, exploramos dois corredores dedicados a esculturas gregas e greco-romanas.
Durante o percurso, as crianças puderam observar atentamente as obras, levantar hipóteses, perceber semelhanças e diferenças entre as esculturas e conhecer histórias de outros deuses da mitologia grega. Também conversamos sobre a origem dessas obras e os caminhos que percorreram até chegarem ao museu. Entre tantas descobertas, veio o tão esperado encontro com a Vênus de Milo, representação da deusa Afrodite! Diante dela, os pequenos puderam apreciar de perto os detalhes de uma obra que já fazia parte de nossas investigações. Para registrar esse encontro, realizaram um desenho de observação, exercitando o olhar atento para as formas e os detalhes da escultura.
E, como toda boa aventura merece uma pausa, encerramos o passeio com um lanche na Praça Paris. Mas as surpresas não haviam acabado! Por lá, encontramos mais uma escultura que despertou a curiosidade do grupo, tornando nosso momento de descanso ainda mais divertido e cheio de possibilidades de investigação.
Ampliando nossas pesquisas sobre a Grécia e a história dos Jogos Olímpicos, recebemos também uma participação muito especial: a família da amiga Maria Linda que compartilhou curiosidades de uma viagem realizada à Grécia. Por meio de imagens e relatos, conhecemos a Acrópole e o Estádio Panatenaico, palco dos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, em 1896. Os pequenos ficaram encantados ao descobrir que a avó de Maria Linda já teve a oportunidade de carregar a tocha olímpica! Uma história que aproximou ainda mais nossas pesquisas das experiências vividas pelas famílias e mostrou como a chama olímpica continua conectando pessoas e lugares.
Depois de tantas descobertas, novas perguntas começam a surgir e a movimentar nosso percurso investigativo. Se já conhecemos um pouco mais sobre a arte grega, seus deuses e o começo da história dos Jogos Olímpicos, chegou a hora de investigar os anéis olímpicos e os esportes olímpicos! Quais são eles? Como são praticados? Que movimentos envolvem? Será que todos têm regras? E, afinal, será que todo esporte nasce de uma brincadeira?
A Turma do Corpo conheceu o trabalho da muralista belga Katrien Vanderlinden, reconhecida por transformar quadras de basquete em obras de arte. Em suas intervenções, a artista pinta o chão das quadras com formas geométricas coloridas, mantendo e respeitando as delimitações oficiais do jogo. Inspiradas por essa referência, as crianças criaram suas próprias composições de quadras em papel A4, utilizando a colagem de formas geométricas coloridas para explorar o espaço do papel.
Paralelamente, a turma começou a explorar o vôlei, esporte que compartilha origens históricas com o basquete. Criado também para manter os estudantes em movimento durante o inverno rigoroso, o vôlei surgiu a partir do basquete como uma alternativa dinâmica, mas sem o contato físico direto entre os jogadores. No espaço da quadra, aproveitamos para vivenciar os movimentos fundamentais da modalidade, como o saque, o levantamento, a manchete e o bloqueio , utilizando bexigas coloridas para desacelerar a bola e permitir que as crianças experimentem o gesto motor com mais controle e precisão.
A Turma da Bola continua imersa no universo dos mitos gregos. Desta vez, inspiradas pelo livro Diário de Pilar na Grécia, de Flávia Lins e Silva, compartilhado pela amiga Nina L., iniciamos uma leitura diária que tem enriquecido ainda mais os nossos momentos de escuta e investigação.
Nesse embalo, mergulhamos na história do Atletismo e descobrimos a corrida, considerada a modalidade esportiva mais antiga dos Jogos Olímpicos da Antiguidade. A partir dessa descoberta, lançamos algumas provocações ao grupo: O que nos faz correr mais rápido? Como o nosso corpo se sente depois de corrermos?
Para investigar essas questões na prática, criamos a experiência “ Atletismo na Turma da Bola” : uma brincadeira de corrida cronometrada entre dois pontos, com registros feitos dia após dia para que cada criança acompanhe o seu próprio tempo e perceba as transformações no ritmo do seu corpo. O entusiasmo e a animação tem contagiado a todos a cada nova tentativa!