Como fazer boas perguntas?

M1 M2 M3 Projeto em Química

Nas práticas científicas, a resposta é um produto de um conjunto de perguntas feitas. As perguntas falam do processo de criação nas ciências. Elas falam de todo um trabalho na produção do conhecimento e são elas que nos permitem pôr o pensamento em movimento.
Fazer uma boa pergunta não tem a ver com o quanto eficiente ela é. Fazer uma boa pergunta tem a ver com a possibilidade de abrir para o que não conhecemos, para o que temos curiosidade em nos aprofundar. Através da pesquisa, perguntar é essencial para mantermos o diálogo uns com os outros.
Em nossas aulas de projeto, estamos nos voltando para formulação de boas perguntas. Para isso, cada grupo de estudantes debateu acerca de uma pergunta presente em jogos de perguntas. No exercício, as/os estudantes deveriam analisar a construção textual da pergunta presente nas cartas dos jogos e pensar nas possibilidades abertas por elas para o diálogo. Das cartas sorteadas, cada grupo selecionou perguntas e elaborou sua própria de interesse a partir das selecionadas.

Geografia da Fome

M1 M2 M3 Projeto em Geografia

Como a fome se estrutura em nosso território? É possível transformar a realidade apenas com caridade, ou precisamos falar sobre justiça social? Como a arte traduz esse tema? Foi a partir de provocações como essas que os alunos da eletiva Geografia da Fome percorreram um percurso interdisciplinar e intertextual para compreender as raízes sociais e territoriais da desigualdade no Brasil. Cruzando literatura, cinema e teoria social, mergulhamos na leitura crítica da introdução de Geografia da Fome, de Josué de Castro, e do manifesto Estética da Fome, de Glauber Rocha, provocando reflexões importantes sobre o debate entre a caridade e a busca por uma verdadeira justiça social. Para dar corpo e imagem a essas discussões iniciadas, analisamos trechos do filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, fazendo pausas estratégicas que se tornaram o ponto alto do percurso. A ideia foi desenvolver nos estudantes múltiplas possibilidades de leitura do tema, tentando conectar os conceitos teóricos à forte linguagem audiovisual. Foi um período de trocas bastante interessantes, em que a turma não apenas adquiriu repertório acadêmico, mas também desenvolveu um olhar ético, empático e analítico sobre o nosso país. E é por esse caminho que seguiremos nas próximas semanas.

Instantes

M1 M2 M3 Dança

Depois das primeiras investigações sobre escuta, gesto e memória, chegamos ao título do nosso trabalho: INSTANTE. Os alunos buscaram palavras que rimassem com ele: restantes, estantes, picantes, e, a partir da sonoridade e da métrica dessas palavras, criaram uma brincadeira de gestos e movimentos que começa a compor nosso trabalho.

A música “Fala”, na voz de Ney Matogrosso, também entrou em cena para provocar uma discussão sobre a necessidade de falar e de ser escutado nas relações que estabelecemos. A partir daí, começamos a transformar essas questões em movimentos. Outra investigação trouxe para o corpo as pressões estéticas às quais somos constantemente expostos, especialmente pelas redes sociais. Gestos de comparação, exposição e transformação começaram a aparecer como uma crítica a esse bombardeio de imagens e padrões.

Mais adiante, vamos olhar também para os amores e para as diferentes formas de nos relacionarmos com as pessoas ao longo da vida, pensando nas marcas que esses encontros deixam em nós.

Entre palavras, gestos, afetos, incômodos e relações, a coreografia começa a ganhar corpo. Estamos criando os nossos instantes.

Território e Meio Ambiente

M1 M2 Projetos ambientais

Desde o início do semestre, os estudantes vêm aprofundando seus conhecimentos nas áreas de ecologia básica, ecologia política e meio ambiente. Nesse percurso, já definiram seus territórios de investigação em sala de aula e participaram de uma conversa com um professor convidado sobre as Unidades de Conservação, sua história e importância para a cidade do Rio de Janeiro. Também estudaram as relações ecológicas, as cascatas tróficas e a educação ambiental, considerando suas diferentes identidades no Brasil.

Esse percurso de formação teórica é fundamental para que, ao partirem para a prática, possam estabelecer relações entre os conteúdos estudados em sala de aula e as experiências vivenciadas no território. O objetivo é que, ao final desse processo, sejam capazes de elaborar um roteiro pedagógico para uma trilha, articulando os conhecimentos construídos ao longo das aulas e transformando a teoria em prática.

Tribo: Escuta, Reflexão e Convivência

F9 M1 M2 M3 Tribo

Entre meados de agosto e o final de setembro, as Tribos de F9, M1, M2 e M3 foram espaços de diálogo, reflexão e construção coletiva, acolhendo questões importantes para a convivência e a formação dos nossos estudantes.

Nos encontros dedicados ao Ubuntu, contamos com a participação de Camila Amora, nossa coordenadora de Diversidade e Criticidade Racial, em um trabalho planejado em parceria com a Orientação. A partir de diferentes situações, os estudantes debateram temas como liberdade de expressão e discurso de ódio, direitos individuais e deveres coletivos. Organizados em pequenos grupos, construíram mapas de ideias, identificaram pontos de convergência e divergência e compartilharam, em roda, as questões que mais mobilizaram cada turma.

Em algumas Tribos de M1 e M3, também houve espaço para o relaxamento. Durante 20 a 30 minutos, os estudantes foram convidados a perceber o próprio corpo, desacelerar e se deixar conduzir por uma fantasia guiada, explorando a imaginação e encontrando uma pausa para as tensões da semana.

A cultura do cancelamento foi outro tema que provocou conversas e reflexões. A partir do vídeo “Cultura do cancelamento: qual é a sua opinião?” publicado pela GNT e de perguntas propostas pela Orientação, os estudantes discutiram situações presentes tanto no ambiente virtual quanto nas relações cotidianas, ampliando o olhar sobre nossas atitudes e a maneira como nos relacionamos com os outros.

Além dessas propostas, as Tribos seguem acolhendo as questões trazidas espontaneamente pelos próprios estudantes e os inevitáveis Mapas de Sala, que ajudam a reorganizar as dinâmicas pedagógicas. São oportunidades para negociar combinados, assumir responsabilidades e fortalecer o compromisso coletivo com a aprendizagem.

Assim, as Tribos se consolidam como espaços importantes de escuta, troca e exercício da convivência, nos quais aprender também significa refletir sobre si, reconhecer o outro e construir formas mais respeitosas de estar junto.

Projeto Vestibular Biologia: seguimos na preparação!

M2 M3 Projeto Vestibular Biologia

Nas últimas aulas da eletiva Projeto Vestibular Biologia, seguimos no ritmo de preparação para as provas: muita resolução de questões, listas de exercícios e revisão dos conteúdos que mais aparecem nos vestibulares.
Além de colocar os conhecimentos em prática, tivemos também uma aula teórica sobre grupos vegetais, ampliando e organizando conceitos importantes sobre o Reino Plantae e complementando o repertório que pode ser mobilizado nas diferentes provas.
A ideia é seguir alternando revisão, aprofundamento e muita prática, conhecendo cada vez melhor os diferentes formatos de questões e fortalecendo os conteúdos necessários para encarar os vestibulares com mais segurança.