Começamos o ano envoltos na maior festa popular do planeta, ou pelo menos do Brasil: o Carnaval.
Nossa acolhida e nossa chegada não poderiam ser mais festivas e calorosas. A eterna discussão entre o carioca e o baiano para ver quem, de fato, inventou o samba, quase gerou uma confusão entre o capoeirista baiano e o malandro carioca, mas o desfecho veio com o “te cutuco, não cutuca”, frase que imita o som da cuíca e o princípio do ritmo do samba. Depois, tudo acabou em marchinha.
Na sequência, buscando um alinhamento com o projeto institucional, embarcamos no jogo, na brincadeira, no canto de trabalho e no ritmo popular do coco. Suas múltiplas variedades estão presentes em todo o Brasil, mas sobretudo no Nordeste. Coco de roda, coco de embolada, coco de umbigada, coco alagoano e coco de Arcoverde mostram a diversidade e os múltiplos caminhos que esse folguedo e ritmo, popularizado na nossa MPB, pode trilhar.
A movimentação e a dança, com a pisada forte marcada pelo mesmo pé, fazem alusão à forma como atuam os trabalhadores que colhem e transportam o coco, jogando e recebendo o fruto, passando-o de mão em mão até o caminhão. Muitos jogos e brincadeiras surgem daí: brincar de versar e rimar, brincadeiras com chapéu e muito mais.
Vida longa a essa brincadeira e a esse ritmo, que chegou a ser classificado como o pai do baião!
Vinicius, da equipe do Moleque Mateiro, trouxe uma proposta especial: a produção de massinha com ingredientes caseiros. Utilizamos farinha de trigo, óleo, água e corante comestível, elementos simples que, nas mãos das crianças, se transformaram em uma rica experiência de exploração.
Mais do que a diversão, esse momento proporcionou importantes vivências sensoriais. Ao tocar, apertar, misturar e observar as mudanças de textura e cor, as crianças tiveram a oportunidade de experimentar o mundo de forma concreta, exercitando a curiosidade e a criatividade desde cedo.
As primeiras experiências com diferentes materiais são fundamentais no desenvolvimento das crianças pequenas, pois estimulam a coordenação motora, a percepção tátil e a descoberta de causa e efeito. Cada gesto, seja misturar os ingredientes ou observar a transformação da massa, contribuiu para a construção de novas aprendizagens.
Foi um momento de encantamento, descobertas e muita experimentação!
Com a escolha do nome da turma, iniciamos um novo movimento de investigação, ampliando o repertório cultural das crianças: apresentamos o artista Carybé e suas obras voltadas à capoeira.
Ao observar as imagens, as crianças se atentaram aos gestos, movimentos e cenas, levantando comentários e perguntas sobre o que viam: os corpos em ação, a roda, a presença da música e os encontros entre as pessoas.
Esse momento inaugura novos caminhos de pesquisa, aproximando arte e cultura corporal. A experiência favoreceu a observação, a interpretação e a construção de sentidos, fortalecendo a capoeira como tema de investigação do grupo e ampliando as possibilidades de conhecer, expressar e aprender por meio de diferentes linguagens.
Agora que nossa turma já escolheu seu nome e está, a cada dia, construindo sua identidade, demos um passo importante no nosso projeto.
Para integrar as vivências de casa com o dia a dia na escola, enviamos recentemente uma pesquisa para ser feita com as famílias: “Qual era a sua brincadeira e o seu jogo favorito na infância?”. Nosso desejo é trazer essas memórias para as rodas de conversa, ajudando as crianças a perceberem o brincar como um elo entre gerações e culturas.
Analisamos as respostas que já chegaram e estamos, juntos, construindo duas listas. Nelas, os pequenos já começaram a diferenciar o brincar focado na imaginação e na espontaneidade do jogo, que introduz as primeiras noções de regras. Para esse momento de comparação, também utilizamos o recurso de imagens do nosso dia a dia. Além de ampliar o repertório cultural de todos, essa troca estimula a oralidade e a escuta atenta, contribuindo para valorizar as preferências e a história de cada amigo.
Em breve, teremos a oportunidade de fazer um passeio para comemorar a escolha do nome da turma e levaremos essas listas para sortear algumas brincadeiras e jogos para fazermos por lá!
Os dias foram marcados pelo acolhimento afetuoso da professora Paula, que retornou de licença-maternidade, dando início a uma etapa importante de estreitamento de vínculos.
No processo de sensibilização para a escolha do nome da turma, ideias como “Arco e Flecha” e “Dança” surgiram, mas a temática “Corpo” vem ganhando força a partir do envolvimento das crianças, que trouxeram materiais de casa para compartilhar com os colegas.
Embora a expectativa pelo “batismo” da turma seja grande, a votação ocorrerá na próxima semana devido às recentes ausências, priorizando uma decisão coletiva e democrática com a presença de todos os integrantes.
Aguardem, pois em breve traremos notícias desse dia tão especial!
Iniciando nossas pesquisas relacionadas ao nome da turma, estamos lendo o livro Gente Pequena, Grandes Sonhos: Pelé, de Maria Isabel Sánchez Vegara, trazido de casa pelo amigo Henrique.
A narrativa sobre a história do “Rei do Futebol”, famoso por seus dribles e gols, despertou fascínio em todos. Ao conhecermos a biografia do atleta, fomos surpreendidos por um detalhe inspirador: a primeira bola utilizada por Pelé veio de suas próprias mãos, utilizando meias e enchimento com jornal.
As turmas da educação infantil, nas aulas de Dança, experimentaram diferentes posições do corpo no espaço.
Após tentar descobrir qual esporte cada imagem de atleta representava, e conhecer algumas curiosidades sobre as modalidades exibidas, aquecemos nossas articulações e experimentamos representar corporalmente as imagens. Um desafio e tanto!
Finalizamos a vivência colocando os esportes em ordem e criando uma sequência coreográfica com eles, ampliando o repertório corporal e a noção espacial.