Visita à Biblioteca da Escola

Turma do Bambolê (Berçário)

A Turma do Bambolê foi visitar um espaço especial da nossa escola: a Biblioteca da Pereirinha!

As crianças ficaram muito felizes ao conhecer esse novo espaço. Em um primeiro momento, exploraram o ambiente livremente e logo descobriram o espelho, observando a si mesmas com curiosidade e encantamento.

Após esse reconhecimento inicial, convidamos o grupo para uma roda de conversa e cantamos a música “A janelinha fecha quando está chovendo, a janelinha abre, o sol já está nascendo”. Em seguida, apreciamos a leitura do livro Da Minha Janela, de Otávio Júnior.

Brincamos com imagens de diferentes casas e fomos até a janela da Biblioteca para observar a paisagem ao redor. Perguntamos às crianças o que conseguiam ver dali e elas responderam prontamente: “carro” e “bicicleta”. Também se divertiram acenando para as pessoas que passavam na rua, observando com atenção o movimento do entorno em uma cena repleta de curiosidade, espontaneidade e alegria.

Depois, exploraram as estantes, manusearam os livros com interesse e brincaram com fantoches de animais. Foi um momento rico de descobertas, no qual as crianças puderam experimentar o prazer de estar em uma biblioteca e ampliar sua relação com os livros e a leitura.

Capoeira e Matemática

Turma da Capoeira (TAT)

As investigações da Turma da Capoeira ganharam novos contornos com uma atividade proposta pela Eduarda, mãe do amigo Francisco, que aproximou a Matemática do universo cultural que vem sendo explorado pelas crianças.

O encontro teve início com a leitura do livro Mestre Gato e Comadre Onça. A partir da história e da observação de uma imagem de roda de capoeira, o grupo foi convidado a conversar sobre as formas presentes na cena, levantando hipóteses sobre sua organização e compartilhando experiências relacionadas às rodas que fazem parte do cotidiano da escola.

Em seguida, utilizando um barbante, construímos coletivamente uma grande roda. A proposta permitiu explorar diferentes relações espaciais, observando o que estava dentro, fora e ao redor da forma criada. Diante dos movimentos, cantigas e brincadeiras, os pequenos investigaram o espaço com o próprio corpo, transformando conceitos em experiências concretas.

A pesquisa continuou por meio da arte. Com os pés pintados de tinta guache, a criançada produziu marcas sobre grandes cartolinas. Em uma delas, as pegadas formaram o contorno de uma roda; na outra, preencheram todo o espaço interno. A comparação entre as produções possibilitou novas observações sobre formas, limites e ocupação do espaço.

Para finalizar, a turma ampliou o olhar para o ambiente, identificando objetos do cotidiano que apresentam formatos semelhantes aos explorados durante a atividade, estabelecendo relações entre as descobertas feitas na proposta e o mundo ao redor.

Ao integrar literatura, movimento, arte e matemática, a experiência favoreceu a investigação, a participação e a construção coletiva de conhecimentos, mostrando que aprender também acontece quando observamos, experimentamos e atribuímos significado às formas presentes em nossa cultura e em nosso cotidiano.

Surumba-Surumba

Turma da Brincadeira (TBT)

Nesta semana, a Turma da Brincadeira embarcou em mais uma viagem cultural, agora para resgatar e conhecer tradições que atravessaram o oceano. O grande destaque foi o jogo Surumba-Surumba, também conhecido como Sirumba,  uma brincadeira tradicional de origem africana, muito comum em países como Moçambique.

O jogo gira em torno da agilidade e da estratégia, misturando elementos de Esconde-Esconde e Pega-Pega. Ele envolve a dinâmica de participantes que ficam protegidos dentro de um grande círculo riscado no chão e de um perseguidor, que tem o desafio de correr pelo lado de fora, tentando capturá-los sem pisar na linha. A brincadeira exigiu reações rápidas das crianças, que precisavam se esquivar habilidosamente para escapar do pegador. Assim que ocorria o toque, quem estava fora trocava de papel com quem fora capturado, renovando a energia do jogo.

Longe de ser apenas um exercício de agilidade, a brincadeira celebrou as raízes da cultura africana. Cada movimento ao redor do círculo reforçou valores essenciais que atravessam gerações: a coletividade, a cumplicidade e o afeto entre os participantes. 

Saltos, Medidas e Fruição 

Turma do Corpo (TCT)

A Turma do Corpo segue se aprofundando no universo do atletismo. Desta vez, nos debruçamos sobre o salto em distância a partir de uma descoberta surpreendente: Bob Beamon, em 1968, saltou 8,90 metros, um recorde que nunca foi superado. Fomos ao pátio, medimos essa distância com fita métrica e descobrimos que cabia mais ou menos nove crianças deitadas enfileiradas no chão.

Para sistematizar essa descoberta, cada criança fez o registro no papel, organizando a atividade à sua maneira.

Em seguida, realizamos nosso próprio campeonato. A equipe vermelha se consagrou campeã com o salto mais longo da turma, feito pela amiga Sofia. Para registrar os resultados, montamos uma tabela com as distâncias de cada criança. Os números apareceram em forma decimal, o que é bastante complexo para essa faixa etária, mas a experiência concreta de medir e comparar é uma primeira aproximação muito significativa com a ideia de que existem números inteiros e números “quebrados”, como os que estão sendo explorados pela turma.

Também estamos construindo um gráfico com as distâncias de cada saltador da turma, que logo mais estará disponível para apreciação!

Enriquecendo nossas pesquisas, a turma conheceu o artista Ernie Barnes, que também era atleta de futebol americano. Sua arte era tão significativa que o Comitê Olímpico de Los Angeles o convidou para ser o artista oficial das Olimpíadas de 1984. Inspiradas nas suas obras, as crianças desenharam atletas em movimento e usaram massinha de modelar para criar os músculos em relevo, exatamente como Barnes fazia: colocando os músculos em evidência como marca do seu trabalho.

Filho Maravilha

Turma da Bola (TDT)

A Turma da Bola conheceu a música Filho Maravilha, de Jorge Ben Jor, escrita em homenagem ao jogador Fio Maravilha. Com a letra contagiante, ao cantarmos, as crianças acompanharam a escrita da canção relacionando-a ao som pronunciado das palavras, observando a relação entre linguagem oral e escrita e sua função social.

Aproveitando o envolvimento da turma com o universo letrado e com a estrutura do esporte, organizamos coletivamente as regras do futebol do grupo:

“A partida acontecerá em 30 minutos.”

“Se derrubar um amigo levará cartão amarelo.”

“Não vale puxar a camisa do amigo se não levará cartão vermelho.”

“Não pode dar carrinho se não levará cartão vermelho.”

“O goleiro só poderá pegar a bola na sua área.”

“Quem levar cartão vermelho ficará fora do jogo por 5 minutos.”