Visita do Meliponicultor Cristiano

Ateliês

Os Ateliês receberam a visita do meliponicultor Cristiano para conhecer mais sobre o universo das abelhas. Ele apresentou diferentes espécies de abelhas sem ferrão e compartilhou curiosidades sobre seus hábitos, características, tamanhos e formas. As crianças também puderam conhecer um pouco mais sobre o pólen e o própolis, além de conversar sobre o néctar presente nas plantas e sua relação com a alimentação das abelhas. Cristiano apresentou dois tipos diferentes de mel, que as crianças puderam experimentar, e contou que existem muitos outros tipos de mel, que podem apresentar diferentes características. Conversamos ainda sobre a importância das abelhas para a polinização e para a natureza, conhecendo um pouco mais sobre a relação desses pequenos seres com as plantas e o ambiente. Foi um encontro rico em descobertas, observação e cuidado com a natureza.

Após a visita o Ateliê 1 deu continuidade às investigações sobre o universo das abelhas. As crianças escutaram a história “Doce vida de abelha”, de Kirsten Hall e Isabelle Arsenault, e relembraram quais espécies vivem aqui na nossa escola, sendo elas as abelhas sem ferrão Mirim, Jataí e Mandaçaia. A partir dessa observação, inspiraram-se para produzir desenhos de observação das abelhas e, para a composição da colmeia, a casa dessas pequenas moradoras, utilizaram o carimbo de plástico-bolha na pintura. O Ateliê 2 conversou sobre diferentes espécies de abelhas sem ferrão e com ferrão como Iraí, Mirim, Araçá, Jataí, Arapuá, Iratim, Tataíra, Euglossa. As crianças observaram imagens de cada espécie, percebendo suas diferenças de tamanho, forma, cores e detalhes do corpo. Depois, cada criança escolheu uma abelha para realizar um desenho de observação, registrando aquilo que havia observado. Para o fundo do trabalho fizeram um carimbo utilizando o plástico-bolha, criando uma textura inspirada nos alvéolos das colmeias. 

Foi uma semana de muitos aprendizados e experiências!

O Menino com o Pião: Nossa Vivência com a Obra de Portinari

Turma do Bambolê (Berçário)

No projeto “Brinquedos e Brincadeiras Tradicionais”, as crianças da Turma Bambolê mergulharam no universo da arte! Apresentamos a tela Menino com Pião (1947), do pintor Cândido Portinari. Após observarem a pintura, os pequenos exploraram piões de verdade e manusearam folhas de jornal, inspirados pelo chapéu que o menino usa na obra. Nessa livre investigação, o grupo experimentou os movimentos do pião, estimulando a coordenação motora fina. A diversão continuou com os chapéus de jornal e a cantiga folclórica “O meu chapéu tem três pontas…”. Durante a brincadeira, as crianças posaram orgulhosas para fotos com o pião na mão. Essas imagens integram nossa documentação pedagógica e foram transformadas em lindas produções visuais que as famílias poderão conferir de perto na nossa Mostra de Artes.

Marcas Artísticas da Nossa História

Turma da Capoeira (TAT)

Depois de retomarmos os caminhos percorridos pela Turma da Capoeira, fizemos uma nova retrospectiva pelas experiências artísticas vividas desde o início do ano. Em roda, abrimos a caixa que guarda nossas produções e, a cada trabalho retirado, relembramos momentos importantes das pesquisas, reconhecendo artistas, técnicas, materiais e descobertas que fizeram parte desse percurso.

Revisitamos as obras de Thenjiwe Niki Nkosi, Carybé e Heitor dos Prazeres, além das possibilidades de criação que experimentamos: colagens, pinturas, grafismos realizados com cotonete e nanquim, além das marcas produzidas com batedor, trincha e diferentes pincéis. Também observamos as cores criadas e combinadas a partir das tintas, percebendo como cada escolha produz diferentes efeitos e possibilidades de expressão.

Relembrar essas experiências possibilitou que o grupo reconhecesse não apenas suas produções, mas também os conhecimentos construídos ao longo do projeto. Ao revisitar materiais, técnicas e referências, as crianças puderam estabelecer relações entre diferentes momentos da pesquisa, fortalecendo a memória e a apropriação do percurso vivido.

Essas produções agora ganham um novo lugar: farão parte da Mostra de Artes, onde poderão compartilhar com as famílias e com a comunidade escolar um pouco das muitas marcas deixadas pela nossa investigação sobre a capoeira.

Mocho e Sardinha

Turma da Brincadeira (TBT)

Nesta semana, nossas investigações culturais cruzaram fronteiras para explorar como diferentes lugares do mundo ressignificam uma mesma dinâmica de brincar: o esconder-se e o reencontrar-se. Por meio do Mocho e do Pique Sardinha, as crianças vivenciaram o valor da cooperação, do segredo compartilhado e da cumplicidade.

Pelas vias do continente africano, desembarcamos em Moçambique para vivenciar o Mocho, nome pelo qual as crianças do povo Sene chamam a coruja. Na tradição moçambicana, jogada habitualmente ao cair da noite, uma criança se esconde na penumbra e as demais saem à sua procura. A magia acontece na descoberta silenciosa: quem encontra o mocho não avisa aos outros, mas junta-se a ele, acolhendo o grupo um a um até que todos estejam reunidos.

Essa experiência de escuta e mistério dialogou com a arte cinética do brasileiro Abraham Palatnik. A partir da observação sensível de sua obra Coruja, a turma confeccionou suas próprias corujas tridimensionais.

Em seguida, nossa jornada pelas brincadeiras populares nos levou à Alemanha para conhecer o Pique Sardinha, “Sardinen”. Com uma dinâmica parecida e igualmente envolvente, apenas uma criança se esconde enquanto todas as outras saem em sua busca. A cada descoberta, o esconderijo ganha mais um integrante, acumulando crianças e risos contidos, como sardinhas em lata, até o último jogador encontrar o grupo.

Para aprofundar esse mergulho, a turma conheceu a famosa série Sardinhas, do artista português Rafael Bordallo Pinheiro. Inspiradas por suas cores, formas e texturas marcantes, as crianças colocaram a mão na massa e modelaram suas próprias sardinhas em tridimensional, unindo o brincar e o criar em uma vivência rica e cheia de significados.

Mapeando Percursos

Turma do Corpo (TCT)

​A turma está se dedicando à finalização dos trabalhos para a Mostra de Artes. Neste período, as crianças conheceram o artista Lenny Maughan, cujo trabalho consiste em transformar percursos de corridas em formas artísticas. Inspirando-se nessa referência, realizaram uma intervenção gráfica sobre um mapa. Agora, aproveitando a ida semanal à pracinha, a turma está na expectativa de rastrear o próprio deslocamento, tal como faz Maughan, e observar no mapa o desenho gerado por esse percurso.

Em breve traremos notícias!

Dias Especiais

Turma da Bola (TDT)

A Turma da Bola recebeu uma visita pra lá de especial! Cecília, vovó da Maria, veio nos ajudar na construção de um trabalho coletivo feito com argila, inspirado na obra do artista americano Hank Willis Thomas. Durante esse encontro, as crianças conheceram ferramentas, manusearam a argila e acompanharam atentas todas as explicações da vovó Cecília sobre a modelagem das esferas. Foi uma experiência muito rica, na qual o grupo pôde ter contato direto com o barro, esse material tão potente de sensações, memórias e possibilidades expressivas. Outro momento marcante foi o nosso passeio ao Clube de Regatas do Flamengo. Chegando ao destino, a turma conheceu de perto diversas modalidades esportivas, como Remo, Judô, Ginástica Artística, Basquete e Natação. As crianças puderam acompanhar o treinamento de atletas em tempo real, além de visitar o museu. A saída pedagógica fortaleceu o diálogo sobre os Jogos Olímpicos e a diversidade de modalidades presentes nessa grande competição, que reúne atletas e culturas dos cinco continentes.

Nesta nova trajetória, contamos com a parceria essencial de vocês! Convidamos as famílias a conversarem em casa com as crianças sobre o tema: Vocês praticam ou gostam de assistir a algum esporte juntos? Há algum atleta que admiram ou alguma memória olímpica marcante na família? Fotos, livros, reportagens, artigos esportivos ou objetos que possam fomentar e enriquecer ainda mais as nossas descobertas sobre as Olimpíadas serão muito bem-vindos!