Começamos nosso debate sobre Matemática e tecnologia em uma aula na biblioteca, com a leitura do capítulo “Sobrecarga de Memória”, do livro Sapiens, do historiador Iuval Harari.
Descobrimos que a escrita não surgiu como forma de comunicação ou literatura, mas como necessidade das sociedades, cada vez mais complexas, de registrar dados e informações que nosso cérebro, ao longo da evolução, não se tornou capaz de reter.
Com o passar do tempo a Matemática se tornou linguagem universal, o que foi fundamental para o avanço tecnológico, que produziu as maravilhas e as desventuras de um mundo repleto de algoritmos e inteligência artificial.
Vamos percorrer essa história, observando a Matemática como parte do nosso cotidiano, e refletir sobre as consequências dessa “evolução” sobre nossas vidas.
Nas Tribos de F7 e F8 conversamos sobre a importância dos grupos.
Sabemos que um grupo pode ser um conforto ou um perigo, dependendo das relações que estabelecemos.
A crônica Se Você Estivesse Sozinho, de Martha Medeiros, ilustrou nossas discussões sobre o tema. Em um grupo, precisamos nos sentir confiantes, respeitados e acolhidos.
Porém, algumas vezes, pela intimidade ou o pelo comportamento coletivo, podemos ser levados a agir sem pensar, a ser pouco cuidadosos com os outros e vivenciar situações de grande desrespeito.
Estamos atentos a falas, opiniões que ofendem e atitudes que excluem? Fazemos algo só porque todo mundo faz?
E nas redes sociais, como isso pode tomar dimensões maiores? Como nos posicionamos? Estamos em grupo sem nos ver… Isso nos permite dizer tudo o que se passa em nossa cabeça? Sem filtro, sem cuidar do que escrevemos? Seríamos capazes de expressar pessoalmente aquilo que comunicamos nas redes? Quando nos deparamos com atitudes ou conversas agressivas, nós nos omitimos, calamos, compactuamos com a agressão?
Temos sempre a possibilidade de fazer diferente; de refletir, ponderar, dialogar. Nossos meninos e meninas estão crescendo e vão entendendo que de cada ação realizada colhemos um efeito.
É preciso ter postura responsável para lidar com nossas escolhas e atitudes, e buscar relações que construam um grupo amigo, solidário, do qual possamos não apenas gostar de fazer parte, mas também nos orgulhar.
O Projeto de Inglês do trimestre é sobre o uso excessivo das redes sociais.
Estimamos o tempo diário dedicado por cada um a aplicativos e plataformas nos celulares. Os estudantes registraram nos cadernos e os resultados compartilhados foram para o quadro.
Conversamos sobre a diferença entre spend e waste, empregar e desperdiçar.
Is your time online spent or wasted?
Discutimos por que passamos tanto tempo no celular, e a causa alegada foi boredom, tédio.
Pedimos que os alunos se dispusessem a passar três horas sem usar o celular, observando esse tão temido tédio. E que registrassem como se sentiram, ou quais atividades de trocas entre eles surgiram nesse tempo.
Pudemos refletir sobre a forma como lidamos com as redes sociais. Elas nos aproximam ou distanciam?
Assistimos a um vídeo no qual adolescentes partilham opiniões sobre o tema, e assim entramos em contato com novas expressões: to hang out, to meet up, to feel left out, to stay in touch.
Os alunos comentaram individualmente o tema em discussão, e constatamos que muitos se identificavam com o conteúdo do vídeo.
Sentem-se distantes dos amigos, muitas vezes, e, ao invés de aproveitarem a companhia um do outro, acabam cada um voltado ao seu celular.
Decidimos propor um intervalo sem celulares, para todas as turmas do Fundamental.
Em grupos, os alunos estão elaborando uma campanha para o Phoneless Break, criando panfletos virtuais e pôsteres, convidando todos a participar desse dia.
Como alternativa, estão propondo atividades: competição de aviões de papel, jogos de tabuleiro e baralho, escrita de poemas, rodas de leitura… E muitas outras.