As turmas de M1 estão sendo introduzidas aos estudos de Geografia Física, com foco na estrutura geológica da Terra, em sua organização interna e no ciclo das rochas. Ao longo das últimas aulas, os estudantes têm compreendido como os processos naturais que ocorrem no interior e na superfície terrestre influenciam a formação dos relevos, dos solos e da distribuição de recursos minerais e energéticos pelo mundo. O estudo desses conteúdos também contribui para a compreensão de fenômenos naturais, como terremotos e vulcanismo, além de permitir reflexões sobre questões contemporâneas relacionadas à exploração de recursos, aos impactos ambientais e às dinâmicas econômicas e territoriais do mundo atual, reforçando a importância da Geografia para a leitura crítica da realidade. Geralmente é um tema que se mostra muito interessante para os estudantes!
Ao longo dos últimos 4 meses, os estudantes da eletiva História e Direito mergulharam em uma proposta investigativa que articula reflexão histórica, análise jurídica, pesquisa e argumentação crítica. Partindo da leitura e discussão de textos historiográficos, especialmente das reflexões da historiadora Silvia Hunold Lara, os alunos analisaram como as leis são construções históricas e como diferentes sociedades definiram, ao longo do tempo, aquilo que consideravam justo ou injusto.
Durante as primeiras aulas, já deu pra perceber a participação ativa dos estudantes, ávidos em falar, dar opinião e participar das discussões. Diante disso, as propostas em sala foram todas reformuladas para que a turma pudesse ser protagonista da Eletiva, diminuímos a quantidade de aulas teóricas e partimos para os estudos práticos.
A turma investigou documentos históricos, analisou constituições (Constituição de 1934 e o direito feminino), leis (Lei do Ventre Livre; Leis “da Vadiagem”; Leis Trabalhistas) e casos reais ligados à História do Brasil, debatendo temas como escravidão, cidadania, repressão política e direitos sociais. Entre as atividades desenvolvidas, destacou-se a análise coletiva de fontes históricas, a dinâmica de leitura em grupo e debates, na qual os estudantes assumiram papéis interpretativos e puderam perceber quais grupos sociais estavam incluídos e excluídos das normas jurídicas, bem como o papel importante da pressão social para criar fraturas nos sistemas vigentes.
Na etapa atual da eletiva, os estudantes estão organizados em grupos de acusação, defesa e júri para a realização do Tribunal da História, um júri simulado que discutirá o caso da extradição de Olga Benário durante o governo de Getúlio Vargas. A proposta tem mobilizado intensa participação dos alunos, que vêm realizando pesquisas em fontes históricas, construindo argumentos e refletindo sobre as relações entre legalidade, justiça e direitos humanos.
Mais do que uma atividade de encenação, o projeto busca desenvolver habilidades fundamentais como leitura crítica, pesquisa, escuta, argumentação e análise histórica, incentivando os estudantes a compreenderem que tanto a História quanto o Direito são campos marcados por disputas, interpretações e transformações sociais.
As turmas M2 estão estudando as transformações da ordem mundial ao longo do século XX e início do século XXI, com destaque para o papel da China e da antiga União Soviética nos contextos geopolíticos internacionais. As aulas abordam a Guerra Fria, a bipolarização do mundo entre Estados Unidos e URSS, a formação da Nova Ordem Mundial após o fim da União Soviética e os desdobramentos da chamada Novíssima Ordem Mundial, marcada pela multipolaridade, pelo fortalecimento da China e pelas novas disputas econômicas, tecnológicas e territoriais. Os alunos têm sido incentivados a compreender como esses processos históricos e geográficos ajudam a explicar os conflitos, alianças, fluxos econômicos e relações de poder que estruturam o mundo contemporâneo. Como isso tem relação, por exemplo, com as dinâmicas políticas atuais dos EUA e China, por exemplo.
Neste momento, as aulas de Teatro avançam para uma etapa de inversão de papeis: os estudantes assumem o lugar de educadores. Inspirados pelo pensamento de Paulo Freire, vivenciamos a ideia de que “quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender”. Ao conduzirem as atividades, os alunos experimentam a docência, transformando o aprendizado em uma troca horizontal e colaborativa.
O próximo passo desse processo será a organização da nossa Aula Aberta para o evento Ensino Médio de Portas Abertas. Na ocasião, os estudantes ministrarão as aulas para a comunidade escolar, utilizando o repertório de jogos investigados e compartilhados durante o semestre. Mais do que uma demonstração, a aula aberta será o momento de compartilhar com o público o prazer do jogo e a potência do fazer artístico coletivo.
A M3 está desenvolvendo seus estudos sobre os temas da Geografia Urbana, abordando os principais conceitos e processos relacionados à urbanização e à organização das cidades. Ao longo das aulas, os estudantes têm analisado temas como crescimento urbano, metropolização, segregação socioespacial, mobilidade urbana, redes urbanas, favelização, planejamento urbano e os impactos ambientais nas cidades. Também vêm sendo discutidas as desigualdades presentes no espaço urbano e as diferentes formas de uso e apropriação da cidade, relacionando os conteúdos à realidade brasileira e mundial. Nosso objetivo principal é ampliar a compreensão crítica dos alunos sobre os desafios urbanos contemporâneos e sobre a importância das cidades nas dinâmicas econômicas, sociais e políticas do mundo atual. Esse tema é um dos mais relevantes para o vestibular, sendo amplamente cobrado não apenas nas questões múltipla-escolha, mas também na fase discursiva da UERJ. Além disso, é um tema bastante relevante para ter como repertório para as redações.
Os estudantes da Eletiva de Biotecnologia estão desenvolvendo, em grupos, um projeto criativo que integra conhecimento científico, pesquisa e inovação: a construção de jogos com temáticas relacionadas à área da Biotecnologia.
A proposta tem como objetivo ampliar a compreensão dos conteúdos estudados de maneira dinâmica e colaborativa, incentivando os alunos a explorarem temas como genética, bioética, sustentabilidade, engenharia genética e aplicações da biotecnologia no cotidiano.
Durante o processo, os grupos são responsáveis pela pesquisa dos conteúdos científicos, elaboração das regras, desenvolvimento do design e criação das estratégias de interação dos jogos, exercitando habilidades como trabalho em equipe, resolução de problemas, pensamento crítico, criatividade e comunicação.
Além de favorecer a aprendizagem significativa, a atividade promove o protagonismo estudantil ao transformar conceitos científicos em experiências lúdicas e acessíveis. Ao final do percurso, os jogos serão apresentados e compartilhados durante o Ensino Médio de Portas Abertas, possibilitando a troca de conhecimentos entre os estudantes e a valorização das produções desenvolvidas ao longo da eletiva.
Nas últimas semanas, os estudantes da eletiva de Artes Visuais – Introdução ao Design estiveram desenvolvendo um projeto prático: a criação de cartazes para divulgação de shows e eventos culturais escolhidos pelos próprios alunos.
A proposta teve como objetivo colocar em prática os conteúdos e conceitos trabalhados ao longo do curso, especialmente o pensamento do design, entendendo o design gráfico como uma forma de comunicar ideias de maneira clara, intencional e visualmente interessante.
O processo começou com uma etapa de pesquisa e aprofundamento no universo de cada evento escolhido. Os estudantes investigaram e criaram um moodboard com referências visuais relacionadas aos artistas, estilos musicais e públicos dos eventos, observando elementos como cores, símbolos, texturas, fotografias, tipografias e identidades visuais presentes nesse tipo de comunicação.
Em seguida, as turmas passaram para uma fase de experimentação e criação de ideias, desenvolvendo rascunhos de diferentes possibilidades de composição, em uma espécie de brainstorming. O objetivo foi incentivar os alunos a testar caminhos variados antes de decidir qual solução comunicava melhor a proposta do cartaz.
Na etapa final, os cartazes foram produzidos digitalmente no Canva, com uma proposta importante: utilizar a plataforma sem recorrer à inteligência artificial. Dessa forma, os próprios alunos selecionaram manualmente imagens, tipografias, cores e elementos gráficos, além de ajustarem composição, tamanhos, posicionamentos, transparências e efeitos visuais. A ideia foi estimular um olhar mais atento para composição e organização visual, incentivando os alunos a experimentar, comparar possibilidades e fazer escolhas conscientes sobre como comunicar suas ideias.
O resultado desse processo poderá ser apreciado na mostra “Ensino Médio de Portas Abertas”, onde estarão expostos os cartazes produzidos pelas turmas, revelando a diversidade de temas e repertórios dos estudantes e os diferentes caminhos criativos desenvolvidos ao longo do projeto.