
Pescaria, bola na lata, corrida de saco e tantas outras brincadeiras tradicionais convidaram crianças e adultos a brincar pelo simples prazer de brincar, torcer, rir, experimentar e estar junto.
E não podemos deixar de agradecer às famílias que fizeram da nossa mesa de quitutes uma verdadeira celebração da partilha. Cada prato preparado e trazido com carinho ajudou a compor uma festa mais saborosa, acolhedora e generosa.
Uma festa como essa só acontece porque cada um participa um pouquinho. Obrigada a nossa equipe pedagógica e a todas as famílias que estiveram conosco e colaboraram para fazer da nossa Festa Julina um encontro da cultura popular, cheio de afeto e boas memórias!
O Arraiá da Pereirinha foi daqueles encontros que ficam guardados na memória. Em uma festa marcada pela alegria, pelo envolvimento das crianças e pela força do trabalho coletivo, nosso projeto pedagógico sobre o jogo e o esporte ganhou vida no terreiro por meio da cultura popular brasileira.
Em clima de Copa do Mundo, entramos no terreiro ao som de Brasileirinho e seguimos no embalo de Jackson do Pandeiro, grande mestre do ritmo e da cultura popular, que também esteve presente no repertório com Um a Um e Capoeira Mata Um.
As tradicionais Cai, Cai Balão e Capelinha de Melão dividiram a cena com o Cacuriá, enchendo o arraial de malemolência e alegria. Depois, ao som do coco, as crianças entraram na brincadeira da Cobra Salamanta, pulando, desviando e ocupando o espaço com o corpo inteiro. Um verdadeiro convite para viver o tema do nosso projeto institucional: descobrir que a cultura popular também é jogo, movimento, encontro e ginga
As turmas do primeiro ano deram um verdadeiro show na apresentação do Mineiro Pau durante a nossa Festa. Muito atentas as crianças dominaram os passos fundamentais desse folguedo tradicional, enfrentando o desafio dos bastões com precisão, ritmo e um sincronismo que encantou o público. Como acontece em muitas manifestações da cultura popular, brincar também é aprender: cada movimento exigiu escuta, atenção ao outro e confiança no grupo.
A apresentação ganhou ainda mais cor com a chegada dos boizinhos pintadinhos, personagens que fazem parte das brincadeiras populares do estado do Rio de Janeiro. A coreografia, criada em parceria com a professora de Dança, Renata, transformou o terreiro em um grande espaço de jogo, encontro e celebração.
E, como em um bom jogo, a bola continuou rolando. Jackson passou a vez para Jorge Ben Jor, que marcou um verdadeiro golaço com Fio Maravilha, interpretada em ritmo de xote, em uma apresentação repleta de energia, uma bola gigante e muita vibração.
Que festa, senhoras e senhores! Que jogo bonito foi esse!
A Festa Junina é um dos momentos mais aguardados do ano na Sá Pereira. Mais do que uma celebração, ela representa uma oportunidade de valorizar a cultura popular brasileira e aprofundar, por meio da música, as reflexões propostas pelo tema institucional de 2026: Ginga e Corpo: quando o esporte sonha ser jogo. Nas aulas de Música do Fundamental I, as crianças conheceram diferentes ritmos, brincadeiras musicais e manifestações da cultura popular, compreendendo suas origens, características e sua importância na construção da nossa identidade cultural.
O repertório deste ano foi especialmente pensado para dialogar com essa proposta. As crianças apresentaram o coco Um a Um (Edgar Ferreira), na interpretação de Jackson do Pandeiro; Fio Maravilha (Jorge Ben Jor), reinventada em ritmo de xote; a cantiga de capoeira Meu barco é pequeno (Mestre Tony Vargas); o tradicional Mineiro Pau, jogo musical realizado com bastões; e a toada Boi da Lua (Papete). O terceiro ano emocionou o público ao interpretar Asa Branca (Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira e Aloysio de Oliveira) na flauta doce, enquanto o Coral Sá Maior se uniu às turmas em apresentações de coco, capoeira e baião. E, como não poderia deixar de ser, quadrilhas, cirandas e forrós completaram a festa, reafirmando a riqueza das tradições populares brasileiras e a potência da música como espaço de encontro, brincadeira e pertencimento.
Nas últimas semanas do primeiro semestre, as aulas de Dança foram dedicadas à preparação da nossa Festa Junina. Ao longo desse período, as turmas conheceram diferentes manifestações da cultura popular brasileira e vivenciaram, por meio do corpo, ritmos, brincadeiras e danças que fazem parte dessa importante tradição.
As turmas de F2 e F3 exploraram diferentes ritmos populares em propostas lúdicas de movimento. As F4 conheceram o Mineiro Pau, experimentando os desafios de dançar com bastões de madeira, desenvolvendo ritmo, coordenação e atenção ao grupo. Já as F5 mergulharam na história da quadrilha, aprendendo suas formações, deslocamentos e brincadeiras características.
Todo esse percurso culminou na Festa Junina, quando as crianças puderam compartilhar com suas famílias o resultado desse processo de aprendizagem, celebrando a cultura popular brasileira com muita alegria, dança e diversão.
A participação do Coral na Festa Junina da escola é um dos momentos mais especiais do nosso percurso ao longo do ano. É a oportunidade de reunir os três corais infantis e o Coral Sá Maior, formado por adultos da comunidade escolar, em uma grande celebração coletiva.
Neste ano, em diálogo com o projeto institucional Ginga e Corpo: quando o esporte sonha ser jogo, pesquisamos os jogos, a ginga e a cultura popular por meio do repertório musical e da contextualização das canções. Apresentamos os hinos dos clubes do Rio de Janeiro, compostos por Lamartine Babo; O Campeão, de Neguinho da Beija-Flor; Olerê Camará, de Paulo Debétio e Joel Menezes, gravada por Alcione; e um coco tradicional da comunidade Marajá do Cajueiro, no Maranhão, que celebra a festa de São João.
Mais uma vez, foi emocionante ver crianças e adultos compartilhando a música como quem entra em uma roda: cantando, dançando e celebrando juntos a riqueza da nossa cultura popular brasileira.

Antes do recesso de julho, as turmas do Fundamental I receberam uma proposta irrecusável: preparar a ornamentação da Festa Junina da escola!
O 2º ano transformou cartazes criados nas aulas de Inglês pelo 6º ano, inspirados na obra do artista Keith Haring, em divertidos personagens juninos. As vibrantes figuras pop ganharam chapéus, camisas xadrez, calças jeans, vestidos rodados, laços de fita e botas. Tudo foi produzido com recortes, colagens e muita criatividade!
O 3º ano apreciou obras de artistas brasileiros como Anita Malfatti, Cândido Portinari, Alberto da Veiga Guignard e Alfredo Volpi, que retrataram, em diferentes momentos, as festas juninas e outras manifestações da cultura popular brasileira. Inspiradas por essas referências, as crianças criaram bandeirinhas em papel, finalizadas com lápis de cor, colagens e muita chita.
O 4º ano preparou personagens em tamanho real, prontos para a grande festança! Em grupos, os estudantes utilizaram os próprios corpos como molde para desenhar as figuras, que depois foram pintadas com tinta guache. Os figurinos foram pensados, discutidos e confeccionados coletivamente, revelando criatividade, senso estético e muito estilo.
Já o 5º ano mergulhou no universo de três grandes artistas pernambucanos — J. Borges, Gilvan Samico e Derlon Almeida —, cujas obras dialogam com duas importantes tradições nordestinas: a literatura de cordel e a xilogravura. Inspiradas por esses artistas, as crianças produziram painéis repletos de referências ao sertão, com traços marcantes em guache preto e delicados toques de cor.
Foi assim que encerramos o primeiro semestre: com muita arte, pesquisa, criação e trabalho coletivo, preparando uma Festa Junina que celebrou a riqueza da cultura popular brasileira.
Na Festa Junina da Sá Pereira, os estudantes do Fundamental II cantaram, dançaram, brincaram e homenagearam importantes tradições da cultura popular brasileira. As F6 entraram na roda percutindo os bastões do Mineiro Pau, “…é dança de Preto Velho dentro do canavial…“, como diz a canção de Mauro Duarte e Paulo Cesar Pinheiro. As F7 gingaram ao som do baião Um a Um, obra consagrada na voz de Jackson do Pandeiro. As F8 levaram a quadra o samba de coco Capoeira Mata Um, incorporando movimentos do jogo-dança-luta afro-brasileiro. Encerrando as apresentações, as F9 dançaram a tradicional quadrilha ao som de Noites Brasileiras, de Luiz Gonzaga.
Mais do que aprender passos, ritmos e coreografias, os estudantes conheceram a origem, a história e a importância dessas manifestações para a formação da identidade cultural brasileira. Ao vivenciar essas tradições, compreenderam que a cultura popular preserva memórias, fortalece o sentimento de pertencimento e conecta diferentes gerações. Como mostram as apresentações, dançar, cantar e brincar também são formas de reconhecer e celebrar a diversidade do nosso patrimônio cultural e de manter viva a herança dos mestres que ajudaram a construir a cultura brasileira.
Nas semanas que antecederam a Festa Junina, as aulas de Artes Visuais foram dedicadas à criação de trabalhos que passaram a compor a decoração do evento.
Cada série desenvolveu um projeto diferente, explorando técnicas, referências artísticas e elementos característicos dessa importante manifestação da cultura brasileira.
Os sextos e os nonos anos conheceram o conceito do lambe-lambe, linguagem da arte urbana que utiliza cartazes de papel para ocupar os espaços da cidade. Cada estudante produziu um pôster ilustrando um elemento tradicional das festas juninas e, durante o evento, os trabalhos foram reunidos em grandes painéis, formando coloridas paredes de lambe-lambes espalhadas pelo arraial.
Os oitavos anos criaram cartazes inspirados nas ilustrações de Carybé para o livro ABC da Capoeira, imaginando uma festa junina cheia de ginga, em que a tradicional quadrilha deu lugar aos movimentos da capoeira.
Já os sétimos anos revisitaram os painéis de arte urbana produzidos para a Mostra de Artes e os transformaram em uma divertida “Copa Junina”, misturando referências do futebol com fogueiras, bandeirinhas, brincadeiras e o clima de celebração típico desta época do ano.
A sexta estrela ainda não veio para a Seleção Brasileira desta vez, mas a nossa Festa Junina brilhou com muita criatividade, cor e o envolvimento dos estudantes, que ajudaram a transformar a escola em um grande espaço de arte e celebração.
A Festa Junina da Sá Pereira contou com uma grande participação dos estudantes do Ensino Médio, que marcaram presença ao longo de toda a programação. No horário do segmento, a mesa de comidas e bebidas ficou repleta de contribuições das famílias e dos estudantes, fortalecendo o clima de convivência e colaboração.
A turma da M3 também viveu um momento especial. Mesmo organizada na véspera da festa, a participação na dança coletiva tornou-se uma lembrança marcante deste último ano na Educação Básica. Para a estudante Manuela, “foi um dos momentos em que a turma se mostrou mais unida até aqui. Foi muito bom dançar”. Ela também destacou que a venda dos copos e quitutes atingiu as metas da turma, contribuindo para a realização da festa de formatura.
Outro destaque foi a participação inédita da banda formada na Oficina de Música, por meio do Projeto Brasil Adentro, sob a regência do professor João Santos. A apresentação ampliou o protagonismo dos estudantes e animou o público de todas as idades.
Maria Letícia (M1A) ressaltou que foi especial “estar no lugar de protagonismo, tocando e interagindo com o público”. Raiane (M2B) destacou que a experiência tornou a festa “muito mais legal”, lembrando com carinho da energia da ciranda e do sentimento coletivo que ela desperta. Para Nina (M2A), o repertório musical “animou todas as idades”. Já Pablo (M2A) definiu a apresentação como “uma experiência alegre para todos” e afirmou que participar das Oficinas de Música foram “as experiências mais marcantes” de sua trajetória na Sá Pereira.
A Festa Junina reafirmou a importância de estarmos juntos nos eventos pedagógicos, promovendo a cultura e o protagonismo estudantil na construção da vida escolar.