No dia 15 de agosto, aconteceu a 5ª Feira Literária da Sá Pereira. Guiada pelo tema “Na roda de leitura, a palavra ginga”, a literatura foi vivenciada e jogada por todos os espaços da escola.
Estudantes de todas as idades e suas famílias mergulharam em uma programação diversa: oficinas para o Ensino Fundamental 1, rodas de leitura, manifestos e apresentações do Ensino Fundamental 2 e do Ensino Médio.
Nas salas de aula, corredores e escadas, ganharam vida os trabalhos inspirados nas leituras realizadas pelos estudantes ao longo do ano, produções que dialogavam diretamente com o nosso projeto institucional. Nas paredes e murais, era possível reconhecer a riqueza dos diferentes gêneros textuais que compõem o repertório da nossa formação leitora. Quadrinhos, poesias, crônicas e textos jornalísticos, etc, enfeitaram a escola com a criatividade e o apuro artístico de nossos estudantes.
Além dos projetos de Língua Portuguesa, as produções em Matemática, História, Ciências e Inglês reafirmaram a nossa convicção: a formação leitora é um compromisso transdisciplinar, que atravessa todas as áreas do conhecimento.
Crianças pequenas e “crianças adultas” se divertiram investigando “O Caso das Legends Roubadas”, interrogando suspeitos espalhados pela escola. A dinâmica foi inspirada no clássico O Gênio do Crime e no famoso jogo de tabuleiro Scotland Yard. O Culpado? O coordenador Pedro Ouro…
Nossa biblioteca recebeu mais uma vez o espaço Autores da Comunidade, abrindo alas para escritores e escritoras lançarem suas obras. Este ano, uma publicação teve um brilho especial: o livro “O jogo começou”, do nosso aluno Joaquim Prisco.
A programação contou ainda com a Oficina de Crônicas Esportivas, o Salão de Jogos Matemáticos das F6s, a Banca de Jornal das F8s e a concorrida Amarelinha Literária.
Para coroar a festa, a Feira do Terraço, o entusiasmo dos Estudantes da Alegria e a Roda de Samba do Ensino Médio transformaram o dia em um momento inesquecível, celebrando a literatura como jogo, encontro e brincadeira. Nossa escola virou um grande e afetuoso parque de diversões!
As turmas de M2 desenvolveram um ciclo integrado de estudos sobre o petróleo, uma proposta pensada para ampliar a relação das/os estudantes com o conhecimento científico, econômico e ambiental por meio de práticas investigativas e reflexivas.
Nas aulas teóricas e no laboratório, a turma investigou a química dos hidrocarbonetos, analisando a solubilidade dos derivados do petróleo a partir do contexto do crime ambiental ocorrido na Bacia de Campos em 2011. Além disso, realizaram experimentos comparativos sobre a combustão do álcool e da gasolina, examinando os diferentes efeitos, emissões e impactos do uso de combustíveis fósseis e renováveis.
Aprofundando a discussão, a turma refletiu sobre as implicações sociais e geopolíticas do tema a partir da leitura do texto de Alberto Acosta e da realização de um Cine Debate com o filme Azul Petróleo. A atividade possibilitou analisar criticamente o “paradoxo da abundância”, o extrativismo e os desafios para uma transição ecológica sustentável.
Esse movimento permitiu conectar os conceitos de química, prática experimental e consciência cidadã, fortalecendo a autonomia, o pensamento crítico e uma compreensão mais integrada sobre o papel da ciência na sociedade.
No dia 31 de julho, recebemos na escola a professora Malena Hor-Meyll e estudantes do projeto de extensão do LADiFF (Laboratório Didático de Física) para uma atividade especial com as turmas de M2 e M3.
O encontro ampliou os estudos sobre óptica desenvolvidos no currículo de Física pelo professor Rodrigo Guimarães, aproximando os estudantes de experiências e discussões que conectam os conhecimentos da escola a temas contemporâneos da ciência.
Em um dos momentos da atividade, as turmas foram convidadas a refletir sobre criptografia quântica, explorando como conceitos da Física podem estar relacionados a tecnologias que fazem parte das pesquisas científicas atuais.
Foi uma oportunidade de aprender Física de forma investigativa, ampliar repertórios e perceber como os conhecimentos trabalhados em sala podem abrir caminhos para compreender e imaginar o futuro da ciência e da tecnologia.
A leitura de Ainda Estou Aqui, de Marcelo Rubens Paiva, ganhou novos sentidos em uma roda de conversa marcada pelo envolvimento dos estudantes, pela qualidade das apresentações e pela participação ativa do público. Foi um daqueles dias de sala cheia, não apenas de pessoas, mas de perguntas, memória e vontade de conversar sobre o que a literatura provoca.
Ao longo do encontro, os estudantes demonstraram um forte engajamento com a obra, trazendo suas impressões, interpretações e questões para a conversa. A desenvoltura nas apresentações revelou o percurso de leitura realizado e a capacidade de transformar a experiência individual com o livro em uma construção coletiva de sentidos.
A roda de conversa foi, assim, uma experiência de aprendizagem em que ler significou também falar, escutar, questionar e compartilhar.
As turmas do Ensino Médio participaram de uma tribo diferente na última semana. Com o intuito de aproximar a Coordenação de Diversidade e Criticidade Racial dos nossos alunos, Camila Amora e Dáhlia pensaram em 4 encontros que acontecerão ao longo do segundo semestre.