Guardiões da Floresta 

Ateliê F1

Nesta semana, as três turmas do Ateliê realizaram o primeiro passeio ao Parque Lage, com a companhia do Moleque Mateiro.

Ao chegarmos, fomos surpreendidos por uma família de macacos-prego. Durante a visita, exploramos a natureza do Parque, observando diferentes tipos de plantas, seus tamanhos e formatos, além das variações no solo, como áreas mais secas e outras mais macias.

Também conhecemos o chafariz, entramos na gruta onde encontramos morcegos e caramujos, visitamos o aquário, onde pudemos observar os peixinhos. Para encerrar, fizemos um lanche coletivo delicioso e aproveitamos o parquinho.

Foi um dia de muitas descobertas e brincadeiras!

Bem-vindo, Matheus

Ateliê – F2 a F5

Após um momento de espera e expectativa, recebemos com carinho o Matheus, novo professor da Oficina de Judô do Ateliê.

No começo, a curiosidade tomou conta. As crianças quiseram saber sua idade, quando ele começou a praticar artes marciais e até quantas repetições fazia para treinar um golpe. Foi um momento breve, mas importante, para que pudessem se conhecer melhor e criar vínculos.

Mas o encontro não ficou só na conversa. As aulas começam com brincadeiras de aquecimento, que elevam a temperatura e o fluxo sanguíneo, ajudando a preparar o corpo para a prática, despertando a energia e o movimento.

Nos últimos treinos, as crianças aprenderam o nome de algumas posturas, como o seiza, forma tradicional de se sentar para cumprimentar o tatame e o mestre, e o agura, posição mais relaxada, de pernas cruzadas, para observar o movimento dos colegas.

O grupo também começou a experimentar alguns golpes e técnicas, como o ukemi (rolamento) e o osotogari (conhecido como “grande varrida por fora”), além de treinar em duplas, explorando movimentos de ataque e defesa.

Ao longo das aulas, Matheus reforçou valores importantes como escuta, atenção, foco, disciplina e cuidado consigo e com o outro, atitudes que fazem parte do caminho de quem pratica o judô.

Esporte e Movimento

F1

Chegou a hora da tão esperada votação para a escolha do nome da turma, momento especial que ajuda a construir a identidade do grupo e colocar todas as crianças  em torno de um interesse em comum, as pesquisas do projeto.  

Entre as sugestões estavam Turma do Esporte, do Jogo e da Ginga na F1A, e Turma do Movimento, do Jogo e das Olimpíadas na F1B.

Na Turma A, o nome Esporte ganhou com folga, mas na Turma B a disputa foi ponto a ponto entre os nomes Olimpíadas e Movimento. 

A votação envolveu, além de muita euforia, a contagem dos votos e também a construção de um gráfico.

Qual foi o nome mais votado? E o menos? Quantos votos a mais o vencedor recebeu?

Agora  a F1A é a Turma do Esporte  e a F1B é a Turma do Movimento. 

Os grupos já começam apontar caminhos de pesquisa e certamente será um ano para se movimentar e desvendar muitas curiosidades sobre os esportes.

Mineiro-Pau

F1 – Música

Dando continuidade ao trabalho de pulso rítmico iniciado no carnaval, alinhamos a proposta ao projeto institucional deste ano por meio do Mineiro-Pau.

Trata-se de um brinquedo popular do interior do estado do Rio de Janeiro, especialmente da região de Santo Antônio de Pádua, ligado ao Boi Pintadinho e ao trabalho do Mestre Nico. O Mineiro-Pau reúne elementos de jogo, dança e luta, com origem nos cantos de trabalho.

A prática acontece em roda, com bastões de madeira (em aula, utilizamos cabos de vassoura). Os movimentos seguem um pulso de quatro tempos, com marcação forte no chão e batidas entre os bastões, criando uma dinâmica que lembra ataque e esquiva.

O ritmo é conduzido pela voz, sanfona, surdo e caixa, somado ao som dos próprios bastões. As letras fazem referência ao universo rural e aos personagens do Boi Pintadinho.

Teatro de Sombras

F2 – Teatro

Iniciamos a pesquisa da linguagem teatral a partir do teatro de sombras. Para introduzir esse aprendizado, partimos de dois objetivos principais.

O primeiro é fortalecer o grupo, criando um espírito coletivo e cooperativo: aprender a escutar, assistir ao outro, saber ser plateia e se encantar com o silêncio.

O segundo é desenvolver a consciência corporal e vocal. Para isso, é necessário abandonar movimentos involuntários, aqueles que o corpo faz sem perceber, e abrir mão do desejo individual em prol do resultado coletivo.

Nesse contexto, o teatro de sombras se mostra uma excelente ferramenta, pois nos permite observar a silhueta do ator e compreender melhor a noção espacial. Para que a cena funcione, é preciso conter o corpo e permanecer próximo ao pano, escolhendo com atenção cada movimento. Quando o aluno se afasta, a sombra se torna grande e disforme, perdendo contorno e definição. Da mesma forma, o excesso de movimentos dificulta a leitura da imagem.

Quem não gosta de brincar com a própria sombra? As crianças estão muito envolvidas com essa prática teatral e, ao mesmo tempo, aprendendo a ocupar o lugar de plateia.

Também exploramos algumas curiosidades sobre a origem do teatro de sombras na China e experimentamos dinâmicas com objetos relacionados a jogos e esportes.

Ortografia

F2 – Projeto

O trabalho de ortografia nas F2 tem como apoio o livro “Cruzadinhas: desafios ortográficos”. A estrutura desse material, em forma de palavras cruzadas, convida as crianças a observarem com mais atenção os detalhes da escrita, como o uso de C, QU, Ç, SS, RR, entre outros.

Na realização das atividades, além de refletirem sobre a escrita das palavras, também se divertem.

E o trabalho não para por aí! A discussão sobre as descobertas é um momento precioso, assim como seu registro no caderno.

Um dos objetivos deste trabalho é que, ao longo do tempo, as crianças observem mais claramente as diferenças entre a língua oral e a língua escrita.

Descobertas em Movimento

F3 – Projeto

As F3 realizaram o primeiro passeio do ano: um estudo de campo com o objetivo de investigar, na prática, as capacidades físicas mobilizadas em diferentes atividades corporais.


Divididas em três grupos, as crianças participaram de um circuito de atividades orientado pela professora de Educação Física, Renata.
O circuito foi composto por propostas que incluíram movimentos da capoeira, que exigiram flexibilidade e equilíbrio; a brincadeira de par ou ímpar, que explorou a agilidade física e mental; e o queimado, que também demandou força e agilidade.

Ao final da proposta, o momento de brincadeira livre também não faltou! As turmas jogaram futebol de tecido e, em seguida, divertiram-se nos brinquedos do parque.

Que possamos ter mais momentos como este, em que o projeto se faz presente na rotina, fazendo sentido para as crianças e conectado às suas experiências.

Recursos de Escrita

F4 – Projeto

As F4 iniciaram um trabalho de análise de textos que promete aprimorar o olhar para elementos que imprimem efeitos na narrativa. 

A leitura do texto A vida é um palco II, de Heloísa Prieto, além de render boas risadas, ajudou-as a perceber como certas palavras dão pistas sobre o tempo da narrativa. A partir daí, exploraram os marcadores temporais e sua importância na organização do texto. 

Também se debruçaram sobre a própria escrita. Em roda, conversaram sobre o que tornava o texto lido tão envolvente.  

A riqueza de detalhes, o uso de adjetivos, a construção dos personagens e, inclusive, o cuidado em evitar repetições desnecessárias, foram os elementos observados nesta análise

Como desdobramento, construíram coletivamente um banco de palavras e expressões que podem ser utilizadas para marcar o tempo nos textos. 

Seguiremos propondo experimentações e ampliações gradativas dos recursos de escrita para as crianças.

Tábua de Pitágoras

F5 – Matemática

As F5 resgataram os estudos sobre multiplicação com o apoio da Tábua de Pitágoras, relembrando as relações entre as tabuadas.

A observação de regularidades, por meio dos padrões nas linhas, colunas e também nas diagonais, ajudou a identificar os múltiplos de cada número.

Entre as descobertas, destacaram-se os padrões nas linhas e colunas, que evidenciam os múltiplos de cada número, e a diagonal principal, formada pelos quadrados perfeitos. Essa diagonal organiza a tabela e evidencia sua simetria, permitindo perceber que os resultados se repetem de forma espelhada, o que está relacionado à propriedade comutativa da multiplicação.

Esse tipo de investigação é essencial para que as crianças deixem de depender apenas da memorização e passem a construir estratégias próprias, apoiadas na compreensão das relações numéricas, tornando-se mais seguras e autônomas na resolução de cálculos.

 

Pictogramas Olímpicos

F4 e F5 – Artes

Os pictogramas são uma referência visual utilizada nos Jogos Olímpicos de verão e de inverno. Essas imagens foram criadas nos Jogos de Tóquio 1964, e ainda nos dias atuais continuam trazendo unidade e uma linguagem global tão necessária para acolher os torcedores e entusiastas dos esportes.

As turmas do quarto e quinto ano tiveram a oportunidade de observar como esses ícones foram se transformando ao longo das décadas, apreciando fotos e referências.

Algumas dúvidas surgiram: “Como e por que eles foram criados?”, “Quais são os principais objetivos ao projetarem esses desenhos?”.

Essas e outras perguntas fizeram parte de nossa discussão, e ficou claro para o grupo que a ideia de ter uma imagem que pode ser lida por pessoas de qualquer nacionalidade não só ajuda a compreensão e a movimentação dos torcedores mas também é uma maneira de tornar os jogos uma celebração que acolhe a todos sem distinção.

Foi proposto aos grupos que, observando uma imagem projetada da tenista Bia Haddad, fosse feito um desenho a lápis com o objetivo de traduzir em poucas linhas a posição corporal apresentada na foto. Quais são as linhas mais importantes que não podem faltar para que a leitura da foto se mantenha intacta?

A série “O Touro”, do artista espanhol Pablo Picasso (1945), foi usada para ilustrar o pensamento gráfico no qual se observa que é possível reduzir ao máximo o desenho mantendo apenas as linhas fundamentais.

As apreciações e o exercício levantaram muitas questões pertinentes, por exemplo: “Como encontrar (visualizar) e traçar essas linhas internas?”, “O que é importante ser mantido para que a imagem ainda seja reconhecida?”, entre outras reflexões. Também acrescentou-se ao debate o uso do “boneco palito” nos trabalhos da escola.

Os estudos terão continuidade nos próximos encontros com desdobramentos distintos para cada ano. Aguardem as novidades!