Entre Sons e Escutas

Ateliê F1

Na Aula de Capoeira, o professor Cigano apresentou às crianças novos instrumentos, como berimbau desmontável, o chocalho com unhas de lhama, o tambor de PVC com pet, o chocalho de tampinhas, pau de chuva e apitos de passarinho. As crianças puderam explorar e experimentar os diferentes sons produzidos por cada um deles. E estimular a escuta ativa dos sons ao nosso redor – afinal tudo tem som! 

Aprendemos uma nova música: “Fala tu que é muleque, muleque é tu…”; “tava na beira da praia, vendo o que a maré fazia, quando eu ia ela voltava, quando eu voltava ela ia…”; “sambalelê bateu na porta, sambalelê vai ver quem é, sambalelê é meu amor, sambalelê samba no pé…”

Coco e a Capoeira

Ateliê F2 a F5 – Capoeira

Na Oficina de Capoeira, as crianças têm a oportunidade de conhecer e vivenciar diferentes manifestações culturais para além da capoeira.

Em nosso último encontro, o professor Leandro apresentou a dança do coco, uma manifestação cultural do Nordeste, muito presente em estados como Pernambuco, Alagoas e Paraíba.

O coco combina música, canto e movimentos corporais circulares. Uma de suas características marcantes é o ritmo forte, acentuado pelas batidas dos pés no chão, como se estivessem quebrando o fruto do coco, sempre acompanhado por instrumentos de percussão.

Durante a aula, as crianças puderam cantar algumas emboladas e reproduzir os movimentos desse ritmo, além de experimentar momentos de improvisação. Também é importante destacar a oportunidade de vivenciarem a interação em grupo, o desenvolvimento da coordenação motora, o senso rítmico e o aprimoramento da resistência física.

Parlendas de Escolher 

F1

Acreditamos que as aprendizagens se dão na troca, na interação, e por isso trabalhar coletivamente é um recurso rico e importante no Primeiro Ano. 

Brincar com  parlendas faz parte do nosso trabalho na alfabetização e, inspirados no tema do projeto,  aproveitamos para explorar as que usamos para escolher times e equipes nos jogos nos pátio.

Uni Duni Tê, Lá em cima do piano, Um porquinho foi pra escola e Xique-xique carambola foram algumas escolhidas pelas turmas 

As crianças trabalharam em duplas para fazer o registro das músicas.  Uma criança era a escriba e a outra, com mais recurso, a auxiliava propondo reflexões e sugestões sobre a escrita. Soletrar, perceber sons e sílabas pensar sobre a ortografia das palavras permitiram conversas ricas entre as crianças que ajudam a ampliar percepções e a experiência com a nossa Língua. 

Exercitar a cooperação, a atenção e a escuta, também foram pontos importantes desse trabalho em equipe. Uma beleza de ver!

Quem Conta um Conto…

F2 – Projeto

O gênero textual Conto de Fadas continua mobilizando as discussões nas F2 e provocando reflexões sobre as características desse tipo de texto.

O que não pode faltar em um conto de fadas? A partir dessa pergunta, as crianças listaram elementos importantes para a construção desse gênero.

O principal objetivo desta proposta é promover situações de escrita em que as crianças utilizem a estrutura e os elementos característicos dos contos de fadas. O reconto coletivo das histórias lidas e escolhidas por elas, aliado ao processo de revisão orientado pelas professoras, tem favorecido o aprimoramento da escrita, a ampliação do repertório linguístico e a compreensão mais aprofundada da organização narrativa.

Para tornar esse processo ainda mais significativo, estamos planejando formas de compartilhar as produções com outras turmas.

Sequências Lógicas

F3 – Matemática

Para ampliar a compreensão sobre sequências matemáticas, as F3 iniciaram suas atividades explorando diferentes formas, estruturas e sequências repetitivas presentes na natureza.

Essa investigação possibilitou observar como os padrões se manifestam no cotidiano, mesmo fora de contextos formais da matemática.

As crianças tiveram contato com diversas expressões culturais, apreciando grafismos indianos e africanos, com destaque para os símbolos adinkra, além de produções indígenas brasileiras.

Para concluir a proposta, as turmas foram convidadas a criar suas próprias padronagens, aplicando os conceitos explorados ao longo das atividades.

Flauta

F3 – Música

As crianças do terceiro ano estão cada vez mais a vontade com a flauta doce.

Nesse momento elas já dominam as cinco notas da mão esquerda (sol, la, si, dó e ré) e a emissão correta do som.

Recentemente começaram a tocar algumas melodias, entre elas a música Asa Branca de Luiz Gonzaga. Também estão experimentando a possibilidade de criar melodias, com jogos de improvisação e criação coletiva.

Nessa semana as crianças assistiram à vídeos , onde as puderam conhecer a família da Flauta Doce, observando os diferentes tamanhos.

O Que É Poesia Para Você?

F4 – Projeto

“Quando as aves falam com as pedras e as rãs com as águas — é de poesia que estão falando.”
                                                                                                               Manoel de Barros

Assim como as rãs e as aves, as F4 também estão falando de poesia.

Ao serem questionadas sobre o que seria poesia para elas, as respostas não poderiam ser mais poéticas. Cada criança, à sua maneira, apresentou suas ideias: algumas falaram sobre rimas; outras, sobre estrofes.

Houve quem dissesse que a poesia utiliza palavras difíceis para expressar sentimentos difíceis. Também surgiram referências à música, ao rap e aos desenhos.

Muitas crianças afirmaram não saber  e, curiosamente, até a dúvida se transformou em poesia. Entre dúvidas e certezas, suas ideias foram registradas em forma de versos, revelando diferentes modos de compreender e sentir a linguagem poética.

Compartilhamos aqui algumas dessas produções, que nos convidam a pensar: talvez a poesia não seja algo a definir, mas algo a experimentar.

Cantar o Adversário

F4 e F5 – Coral

Na última aula do coral, iniciamos a nossa segunda música que será trabalhada dentro do projeto, na verdade um pot-pourri!

Para celebrar o futebol, pois não poderia faltar em nosso repertório, retomamos um arranjo escrito por um antigo professor, Fernando Ariani, que reuniu trechos dos hinos de alguns dos principais times da nossa cidade.

Para algumas crianças, especialmente para aquelas que vivem esse jogo com muita paixão, é um desafio cantar o hino de um adversário. Esse é um dos trabalhos realizados no momento de sensibilização para a obra a ser estudada. Falamos sobre a importância de saber respeitar a diversidade, de respeitar o outro, mesmo em uma situação de disputa\competição. Não podemos perder de vista que o jogo não se faz sem esse “outro”, e que um bom competidor sabe reconhecer os valores dos demais, inclusive para aprender com eles e se desenvolver ainda mais. Damos o melhor de nós, e competimos com respeito.

Como no coral não temos a bola e o campo, mostramos que sabemos jogar junto cantando o hino dos times dos colegas, sem isso significar que amamos menos o nosso time ou que estamos perdendo a honra para o outro. Todos ganhamos quando sabemos jogar, seja quando ganhamos com humildade, ou quando perdemos sabendo que demos o nosso melhor.

Maracanã

F5 – Projeto

Nós, das F5, fomos ao Estádio do Maracanã e aprendemos muitas coisas interessantes. Quem nos recebeu foi o guia Leandro, que nos levou ao auditório para assistir a um vídeo sobre a história do estádio. Ele nos contou que seu nome oficial é Estádio Jornalista Mário Filho, em homenagem a um jornalista.

Visitamos o vestiário do adversário do Fluminense e o espaço de concentração do Flamengo. Simulamos a entrada dos jogadores em campo, sentamos no banco de reservas e observamos a grandiosidade do estádio.

Também aprendemos sobre a organização das torcidas e curiosidades. Leandro nos explicou que a torcida do Flamengo fica no lado norte, e a do Fluminense, no lado sul. Já os setores leste e oeste são mistos. A torcida organizada fica na parte superior por causa da acústica, e alguns membros da torcida chegam até dois dias antes do jogo para preparar o mosaico.

No museu, conhecemos a história de grandes jogadores, como Pelé, Zico e Marta. Descobrimos, ainda, que o Papa João Paulo II celebrou uma missa no estádio e que a Rainha Elizabeth II assistiu ao gol histórico de Pelé.

Foi uma saída de campo cheia de descobertas e aprendizados para o nosso projeto de 2026. Esperamos que vocês gostem e sintam vontade de conhecer, de pertinho, o Maracanã.