Na segunda-feira, o Ateliê foi ao Museu do Jardim Botânico, durante o passeio, exploramos diferentes espaços do museu: observamos ninhos, sementes guardadas em potes de vidro, lupas e microscópios, além de painéis e vídeos que mostravam a evolução e a germinação das plantas. As crianças também conheceram mais sobre o DNA das plantas, os biomas brasileiros, as espécies ameaçadas de extinção e aquelas preservadas. Visitamos também a sala do Cerrado, com elementos da fauna e flora desse bioma e conhecemos o mapa do Jardim Botânico logo na entrada do museu.
Foi um passeio muito divertido, curioso e cheio de aprendizagens, que despertou ainda mais o interesse das crianças pelas nossas pesquisas e descobertas.
As turmas do Ateliê estão desenvolvendo muitos projetos inspirados no conto de fadas (fairy tale) clássico da literatura Goldilocks and the Three Bears (Cachinhos Dourados e os Três Ursos), envolvendo a leitura compartilhada de diferentes versões da história, reflexões sobre possíveis finais alternativos, observação de elementos narrativos e comparação entre personagens, cenários e acontecimentos.
Ao longo das aulas, também foram realizadas atividades de revisão e consolidação do vocabulário em Língua Inglesa relacionado aos family members (membros da família) e aos rooms (partes da casa), que também fazem parte do projeto.
Ainda como desdobramento do projeto, as crianças iniciaram a construção de suas próprias versões da casa dos três ursos, unindo criatividade, artes e muita mão na massa!
Essas atividades favorecem a prática do uso da língua inglesa, além de estimularem a colaboração no trabalho em grupo e auxiliarem no desenvolvimento da autonomia.
Embalados pelas pesquisas sobre mitologia grega, as Turmas do Esporte e do Movimento foram visitar o Museu de Belas Artes para ver as moldagens de esculturas greco-romanas.
As cópias feitas em gesso representando divindades, figuras mitológicas e personagens históricos deixaram as crianças fascinadas.
Ao longo da visita foram relacionando o que viam com algumas histórias ouvidas na escola e também com detalhes e características de cada deus.
Ainda visitamos a exposição Histórias que a Arte Conta que por sorte também tinha obras que se relacionavam com com nossas pesquisas. Vimos uma pintura que retratava um importante filósofo grego, outra representando uma história mitológica, a escultura de Deméter e também o busto de Antínoo, um peça arqueológica que pertence ao museu.
Aproveitamos para fazer um desenho de observação de esculturas escolhidas pelas crianças e para começar lá mesmo a leitura do mito de Perséfone e Hades, que se relaciona com a deusa Deméter, apresentada pelos guias.
Além dos passeios, os materiais trazidos pelas crianças têm enriquecido nosso projeto e os momentos de leitura, como livro Mitos Gregos, de Eric Kimmel trazido por Bento e Caio, repletos de histórias adaptadas para as crianças.
Desde pequenas, as crianças utilizam representações gráficas para resolver problemas.
Nas F2, valorizamos as estratégias pessoais e incentivamos a busca por formas mais econômicas e eficientes de cálculo. Com o apoio do quadro numérico, da reta numérica e dos pares de dez, as crianças compreendem a decomposição dos números e desenvolvem mais agilidade no cálculo mental, habilidade importante na resolução de situações-problema.
Neste ano ainda não apresentamos o algoritmo convencional (a “conta armada”). Em vez disso, as crianças são desafiadas a utilizar suas próprias estratégias para realizar as quatro operações, ampliando suas descobertas e construindo novos conhecimentos ao longo do processo.
As F3 receberam a visita de Natália e Beatriz, pesquisadoras que estudam os impactos da atividade física no desenvolvimento infantil.
O encontro dialogou diretamente com os estudos que as crianças vêm realizando sobre força e músculos, ampliando as investigações desenvolvidas pelas turmas ao longo das últimas semanas.
Durante a visita, as pesquisadoras propuseram desafios corporais, como salto em distância, corrida de revezamento e corrida de resistência, possibilitando que as crianças observassem, na prática, como diferentes músculos e formas de força atuam em cada movimento. As experiências contribuíram para aproximar os conhecimentos estudados das vivências corporais, favorecendo novas descobertas e reflexões.
As F4 foram convidadas a apreciar obras do artista Rob Gonsalves, observando detalhes, profundidades e as diferentes possibilidades presentes nas imagens. Durante a apreciação, as crianças compartilharam palavras, frases e sensações que representavam poeticamente aquilo que percebiam em cada obra.
Em seguida, retomaram suas poesias sobre memória e criaram desenhos poéticos para acompanhá-las. Também exploraram o livro Poesia Fora da Estante, buscando poemas que dialogassem com as imagens observadas.
Ao longo da proposta, as crianças observaram, imaginaram, leram, apreciaram e construíram novos sentidos por meio da arte e da poesia. Separamos algumas imagens para que vocês também possam brincar de “Olhares poéticos”.
As F5 receberam a visita de atletas de Cheerleading do grupo Cheer-Rex, da UFRJ: Jhade, Eduarda e dois jovens chamados Caio. Para a surpresa das crianças, Jhade e um dos Caios também são estagiários da escola, o que tornou o encontro ainda mais especial.
Durante a apresentação, os alunos puderam conhecer melhor o universo do Cheerleading e descobrir que a modalidade vai muito além da ideia de “animar torcidas”, frequentemente associada aos filmes americanos. O encontro surpreendeu as turmas ao revelar o Cheerleading como um esporte que exige treino, técnica, força, equilíbrio, ritmo e trabalho em equipe.
Além de compartilharem regras e características da modalidade, os atletas também conversaram sobre os preconceitos e estereótipos ainda ligados ao esporte, destacando a dedicação necessária para ampliar seu reconhecimento e valorização.
O envolvimento das crianças foi marcante ao longo de toda a atividade, especialmente ao perceberem a importância da confiança no coletivo, da cooperação e do apoio mútuo para a realização das práticas apresentadas.
Inspirados na instalação Planos-Pipa, do artista brasileiro Marcelo Jácome, os estudantes do segundo ao nono ano participarão de uma grande construção coletiva para a Mostra de Artes. A proposta parte da pesquisa sobre as bandeiras dos países participantes da Copa do Mundo de 2026 e transforma suas cores, símbolos e grafismos em pipas construídas pelos próprios alunos.
Ao deslocar as bandeiras do campo esportivo para o espaço poético do brincar, a instalação aproxima jogo, corpo, vento e coletividade. Suspensas no espaço, as pipas deixam de representar apenas países e passam a criar um grande campo de encontro entre culturas, movimentos e identidades.
A escolha da obra de Marcelo Jácome como referência dialoga diretamente com o projeto institucional Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo, ao propor uma reflexão sobre o esporte para além da competição. Assim como a pipa depende do vento, do gesto e da relação com o outro para permanecer no ar, o jogo também nasce da troca, da escuta e da experiência coletiva.