Equilíbrio em Movimento

Ateliê F2 a F5 – Oficina de Construção

Após toda a nossa experimentação sobre gravidade, movimento e equilíbrio, na oficina de construção foi proposto às crianças do Ateliê que colocassem a mão na massa e montassem um projeto que reunisse tudo o que aprendemos até agora.

A partir do experimento da régua equilibrada, começamos a observar e estudar os móbiles. Essas estruturas, que se movimentam enquanto se mantêm em equilíbrio, funcionam com base no mesmo princípio que mantinha a régua equilibrada.

Buscando imagens de móbiles na internet, conhecemos Alexander Calder, escultor norte-americano famoso por suas obras desse tipo. Algumas crianças do Ateliê da Pereirinha já haviam estudado algumas de suas obras e logo se recordaram do artista.

Foi então que surgiu a ideia de construirmos móbiles que representassem os movimentos realizados durante as atividades de lutas praticadas na escola. Fomos para o salão e fotografamos os movimentos do Judô e da Capoeira conhecidos pelas crianças. Em duplas, quartetos e também em posições individuais, todas participaram da produção das imagens.

De volta ao laboratório, projetamos as fotografias e as crianças desenharam sobre elas a estrutura dos móbiles, definindo onde ficariam as hastes e os pesos necessários para equilibrar cada composição.

Para representar os pesos nas extremidades dos móbiles, recortamos e pintamos pedaços de papelão com os formatos das figuras construídas durante o estudo sobre o centro de massa dos objetos. Para as hastes, utilizamos arame, que foi cortado e dobrado com alicates para proporcionar maior resistência.

Cerâmica Grega 

F1

Os Primeiros Anos foram investigar as cerâmicas gregas, artefatos que ajudam a contar um pouco da história da Antiguidade na Grécia,  através das pinturas presentes nelas. 

Para isso, tiveram uma aula especial com a professora Natália, da F1B, e sua amiga Rachel, ex-professora da escola e sua parceira de cerâmica. Juntas elas dão aula no ateliê Casa  8 e têm uma marca, a Tiê Cerâmica.

Antes da oficina e de colocar a mão literalmente na massa, a criançada participou de uma apresentação sobre esse material tão importante que nos ajuda  compreender a  história da humanidade ao longo do tempo. 

Pra que serviam os vasos gregos? Como eram feitos? De que material? Que histórias eles contam? 

Descobrimos que tinham inúmeras utilidades, especialmente armazenamento de água, vinho, azeite e mantimentos secos. E pra cada uma dessas funções, um formato diferente: grandes, pequenos, com boca larga ou gargalo estreito, com ou sem alças. Muitos eram usados também em ocasiões especiais, como funerais e rituais de casamento. 

As pinturas também tiveram destaques e as crianças puderam perceber as mudanças ao longo do tempo. Na aula, observaram, o estilo geométrico com padrões abstratos e o orientalizante, com a introdução de animais, figuras florais, figuras negras e figuras vermelhas, esses dois últimos mais conhecidos.

Cenas do cotidiano, da mitologia e  fatos históricos estão entre algumas das representações presentes nos objetos. 

Depois, chegou a hora mais gostosa! Fazer seu próprio vasinho com inspiração no que conhecemos. 

As crianças se dedicaram às produções e o resultado  poderá ser apreciado na Mostra de Artes, que acontecerá no segundo semestre. Logo depois poderão levar pra casa como tanto desejam!

Compartilhando Estratégias Matemáticas

F2 – Matemática

Aprofundando seus conhecimentos em matemática, as F2 refletiram sobre diferentes estratégias que podem ser utilizadas na resolução de operações matemáticas. Nesse processo, as somas que resultam em 10 têm sido importantes aliadas, pois facilitam o cálculo mental, tanto na adição quanto na subtração.

Em sala de aula, as crianças são convidadas a compartilhar seus modos de pensar matematicamente e a resolver problemas, compreendendo que, na matemática, existem diferentes caminhos possíveis para se chegar a uma solução.

Dessa forma, ampliam seu repertório de estratégias de cálculo.

O Universo da Geometria

F3 – Matemática

Nos estudos de matemática, as F3 estão explorando o universo da geometria. Juntos, relembramos os nomes e as características das figuras geométricas planas e, em seguida, investigamos os sólidos geométricos.

Conhecemos diferentes tipos de sólidos e percebemos que são estruturas tridimensionais com nomes específicos, como cubo, cilindro, bloco retangular, cone e pirâmide, entre outros. Em seguida, exploramos suas características, como faces, vértices e arestas, localizando-as nos diferentes sólidos.

As crianças também realizaram um exercício de observação, identificando as figuras geométricas espaciais presentes em nosso cotidiano e nos ambientes da escola. A proposta rendeu boas descobertas e conexões significativas com o dia a dia.

As turmas ainda terão um desafio pela frente: montar algumas dessas figuras em papel, investigando os sólidos de uma nova maneira.

O que Acontece Quando Multiplicamos Por 10, 100 e 1.000?

F4 – Matemática

As F4 investigaram o que acontece quando multiplicamos um número por 10, 100 e 1.000. 

A partir de desafios, jogos, discussões e registros, as crianças observaram regularidades e perceberam que os algarismos mudam de posição conforme o número é multiplicado, compreendendo a relação entre essas multiplicações e o valor posicional dos algarismos no sistema de numeração decimal.

Ao compartilhar estratégias e comparar diferentes formas de resolver os problemas, as crianças ampliaram seus conhecimentos e fortaleceram o raciocínio matemático, tornando seus cálculos cada vez mais eficientes.

Uma Visita Cheia de Descobertas

F5 – Projeto

“No dia 12 de junho, os quintos anos receberam a visita do pai da Yasmim da F5A, Miguel González. Ele nos trouxe algumas informações sobre as mudanças do Rio e do esporte até chegarmos ao que conhecemos hoje em dia.

Antigamente, as praias daqui eram desertas. Não havia costume de frequentá-las; por isso, o remo só virou algo mais sério já no final dos anos de 1800, período do primeiro campeonato da modalidade (1898). Os banhos de mar eram recomendados pelos médicos. Apesar das competições, as mulheres não podiam fazer remo. 

Outra curiosidade foi sobre o hino do Botafogo. Muitos cantam “…desde 1910”, mas o clube é campeão desde 1907. Ele também falou sobre a polêmica de quem trouxe o futebol para o nosso país, mas preferiu dizer que foi Thomas Donohue, quem trouxe a bola e passou a jogar com os trabalhadores das fábricas de tecido, e Charles Miller, que trouxe equipamentos e as regras.

Para terminar o encontro, o pai da Yasmim nos mostrou os esportes do futuro, como corrida de drones, luta medieval e até guerra de travesseiro! Quem diria que uma brincadeira pudesse virar uma prática esportiva a nível de Olimpíadas! 

Ah, e o Miguel ainda pratica squash, que é uma modalidade em que o objetivo é bater a bolinha numa parede, algo bem diferente!

Nosso encontro super informativo terminou assim, cheio de história, aprendizado e curiosidades.”

Produção construída a partir de fragmentos de texto produzidos por Lola Dahmer, Helena Cunha e Luísa Fabre – alunas de F5