O Ateliê do Primeiro Ano deu continuidade às investigações sobre as abelhas. Pesquisamos sobre o ciclo de vida desses insetos e descobrimos que a abelha-rainha deposita seus ovos nos alvéolos dos favos, dando início a um processo de desenvolvimento que termina na fase adulta. Também investigamos a estrutura dos favos e conhecemos diferentes tipos de mel. Durante as pesquisas e experimentações, descobrimos que, além do sabor doce que conhecemos, existem méis com características surpreendentes, como sabores salgados e amargos.
Na última semana, as turmas do Ateliê participaram de uma atividade no Parque Lage, dando continuidade ao trabalho realizado em sala sobre as partes das plantas em inglês.
A experiência permitiu que as crianças retomassem, de forma prática e divertida, o vocabulário estudado — roots (raízes), stem (caule), leaves (folhas) e flowers (flores) —, reconhecendo esses elementos em meio à natureza. Durante a exploração, recolheram apenas materiais naturais que já estavam no chão, como folhas de diferentes formatos, gravetos, cascas e pétalas.
Em seguida, cada criança criou sua própria planta em uma folha de papel, utilizando os elementos encontrados no Parque e identificando oralmente suas partes em inglês. Assim, o vocabulário trabalhado em sala ganhou novos sentidos a partir da observação do ambiente e da produção artística.
A proposta amplia as possibilidades de aprendizagem para além da sala de aula, favorecendo o contato com a natureza, a curiosidade e a investigação. No Parque Lage, as crianças puderam observar, explorar e relacionar o que aprenderam em inglês às descobertas feitas no espaço.
Na semana em que as Olimpíadas de 2016, sediadas na nossa cidade, completaram 10 anos, as turmas de F1 receberam uma visita muito bacana. Diana, mãe do Leonardo e da Isabela, veio nos contar tudo sobre esse evento tão especial no qual ela e Márcio se conheceram e trabalharam juntos.
Diana veio com a roupa que usou durante as olimpíadas e trouxe muitos objetos que guardou daquela época, sendo muitos deles que ela própria ajudou a criar, como os uniformes usados no evento.
Diana apresentou para as crianças vídeos sobre muitos assuntos olímpicos, como o “nascimento” dos mascotes e também sobre as paralimpíadas, na qual sua equipe também trabalhou. Descobrimos com a Diana que também fizeram um tocha para as paralimpíadas, com cores diferentes e um outro detalhe interessante, a pedra da Gávea serviu de inspiração para seu desenho, diferente das olimpíadas que foi inspirado no pão de açúcar.
Vimos muitos pins que ela coleciona, tanto das Olimpíadas do Rio quanto de outras pelo mundo, e também medalhas de participação que todos que trabalharam no evento receberam.
Foi um encontro muito rico e especial. Como ela mesma disse, o Léo e a Bela são filhotes olímpicos!
Iniciamos o segundo semestre retomando os conceitos de pulso musical e andamento e apresentando às crianças o metrônomo, carinhosamente apelidado de “reloginho do músico”.
A partir dele, investigamos os batimentos cardíacos de diferentes animais, com informações pesquisadas na internet. Descobrimos, por exemplo, que o coração de uma tartaruga pode bater apenas 10 vezes por minuto, enquanto o de um colibri pode ultrapassar 1.000 batimentos! Comparamos esses dados com os nossos próprios batimentos em diferentes situações: em repouso, durante as atividades cotidianas e depois de uma corridinha. Assim, fomos percebendo, no próprio corpo, diferentes pulsações e velocidades.
Assistimos também ao experimento 32 Metrônomos, no qual metrônomos iniciados em tempos diferentes acabam, pouco a pouco, sincronizando suas batidas quando colocados sobre uma mesma base móvel. A experiência nos ajudou a pensar sobre como pulsações inicialmente independentes podem encontrar um pulso comum, algo fundamental também na prática musical coletiva, quando é preciso escutar o outro para tocar junto.
Experimentamos ainda um pouco de O Passo, método de educação musical que utiliza o movimento corporal para trabalhar a percepção rítmica. Marcando o pulso coletivamente, com duas passadas para a frente e duas para trás, as crianças perceberam que estavam organizando o movimento em ciclos de quatro tempos. A partir daí, começamos a brincar, distribuindo diferentes sons, como palmas e “beijinhos”, nesses tempos e criando variadas combinações rítmicas.
Como estamos trabalhando com o primeiro ano, criamos também uma forma de registro próxima da experiência vivida pelas crianças: cada tempo foi representado por um traço e, sobre eles, desenhos de mãos e bocas indicavam onde deveriam acontecer as palmas e os “beijinhos”. Dessa maneira, corpo, escuta, movimento e escrita foram se encontrando para construir, pouco a pouco, a compreensão do ritmo musical.
As F2 conheceram o livro Os Problemas da Família Gorgonzola, de Eva Furnari, que acompanhará parte das aulas de Matemática.
A partir da capa, do título e das ilustrações, levantaram hipóteses sobre os personagens e seus problemas. Para completar o encontro, experimentaram torradinhas com queijo gorgonzola e compartilharam suas impressões sobre o sabor e o cheiro.
A partir das situações vividas pelos personagens, iniciaram um trabalho de interpretação e resolução de problemas, aprendendo a identificar informações importantes, compreender o que é perguntado e pensar em diferentes estratégias para encontrar soluções.
As turmas de F2 iniciaram um novo semestre nas aulas de dança, retomando algumas experiências e elementos da linguagem que já fazem parte do nosso percurso.
Nesse reencontro, voltamos a olhar para o corpo, para as possibilidades de movimento e para o nosso projeto.
Entre brincadeiras, músicas e propostas corporais, experimentamos diferentes ritmos e maneiras de nos relacionar com o espaço e com o grupo.
Foi também um momento de relembrar combinados e voltar a colocar o corpo em movimento.
Assim começamos mais um semestre de pesquisas e descobertas!
Agora que já estão bastante familiarizadas com diferentes estratégias de cálculo, as F3 foram apresentadas a uma nova ferramenta de cálculo: o ábaco. Ao explorar esse instrumento milenar, puderam perceber de maneira mais concreta como os números se organizam e como funcionam os agrupamentos de dez, ampliando a compreensão sobre o nosso sistema de numeração decimal e o valor posicional dos algarismos.
A novidade despertou entusiasmo, e as crianças se envolveram em diferentes desafios de adição, experimentando possibilidades e descobrindo as regras próprias deste instrumento.
O próximo desafio será utilizar o ábaco para realizar subtrações. A exploração dessa ferramenta contribuirá para que organizem cada vez mais seu raciocínio e ampliem suas estratégias de cálculo diante dos novos desafios matemáticos.
O músico trouxe uma grande variedade de flautas, com diferentes sons, materiais e origens: teve flauta indígena, chinesa, indiana, francesa… Muito curiosas, as crianças fizeram várias perguntas: “Quando você começou a tocar?”, “O que você sente quando toca?”, “Você já trabalhou com outra coisa?”, “Qual música você mais gosta?”. Durante a conversa, Malta contou como foi fisgado pela música e como se apaixonou pela flauta. Também nos surpreendeu ao revelar que, quando criança, foi aluno da Sá Pereira!
Além de conversar com as turmas, Malta tocou diferentes flautas, permitindo que as crianças percebessem a diversidade de timbres, tamanhos e materiais de cada instrumento. Para finalizar esse encontro, nosso convidado e as crianças fizeram música juntos, tocando “Abrindo o Baú”, de Manoela Marinho, e “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira.
Foi um encontro realmente especial, daqueles que certamente ficam guardados na memória e no coração das crianças!
As F4 iniciaram uma pesquisa sobre a história e a presença do futebol na cultura brasileira. Descobriram que, além de ser um dos esportes mais populares do mundo, o futebol ocupa um lugar especial na vida do povo brasileiro, fazendo parte de suas histórias, memórias e manifestações culturais.
Ao longo das pesquisas, conheceram a trajetória do futebol, desde suas origens até sua chegada e popularização no Brasil. Perceberam também que muitos jogadores iniciaram suas carreiras em campinhos simples, espaços onde a criatividade, o improviso, a alegria e a liberdade de jogar deram origem a características marcantes do futebol brasileiro.
As crianças também tiveram contato com diferentes obras artísticas que retratam o universo do futebol. As imagens, desenhos e pinturas observados trouxeram cenas do cotidiano, jogadores e importantes personagens da história, favorecendo reflexões sobre temas como política, racismo, identidade e desigualdade social.
A apreciação das obras ampliou o olhar de todos, permitindo compreender o futebol não apenas como esporte, mas também como uma importante manifestação cultural e fonte de inspiração para artistas, escritores e diferentes formas de expressão.
Como etapa final do trabalho, essas pesquisas e descobertas se transformarão em produções artísticas para a confecção da capa do caderno.
Por meio de desenhos e pinturas, representarão cenas, emoções, movimentos e elementos que fazem parte do imaginário do futebol.
O quarto ano está envolvido no estudo do desenho geométrico, mais especificamente da perspectiva geométrica. Para iniciar esse percurso, as turmas apreciaram obras de diferentes artistas, observando como a perspectiva pode ser utilizada na construção da composição artística. Durante essa investigação, foram apresentados conceitos fundamentais, como ponto de fuga, linha do horizonte e linhas paralelas, entre outros.
Em seguida, os alunos voltaram seu olhar para um espaço específico da sala de Artes, sendo convidados a observar as linhas mais importantes e as relações que elas estabelecem entre si. A partir dessa experiência, cada estudante criou o desenho de um cômodo de sua escolha, definindo também quem habitaria esse espaço. O desafio era estruturar a cena utilizando uma perspectiva livre, capaz de criar a ilusão de tridimensionalidade.
As diferentes produções permitiram observar como cada aluno vem construindo sua compreensão sobre a perspectiva e representando o espaço no papel.
A partir dessa etapa, iniciaremos exercícios de desenho geométrico colocando esses conceitos em prática, com o apoio de instrumentos como o par de esquadros e o transferidor.
As aulas de Artes têm sido marcadas por muitas descobertas, perguntas curiosas e um olhar cada vez mais atento para as relações entre arte, geometria e representação do espaço.
As turmas de F5 voltaram aos ensaios a todo vapor! Com o texto da peça de encerramento ainda em construção, nossos alunos se preparam para esse grande desafio.
Nas aulas, as crianças têm descoberto que fazer teatro vai muito além de decorar falas ou memorizar marcações no palco. A cena exige presença, escuta, atenção e disponibilidade para o encontro com o outro. Assim como na vida, o teatro é atravessado pelo inesperado: uma fala que atrasa, uma entrada antecipada, uma reação inesperada da plateia ou uma solução que precisa ser criada no instante. Nem tudo está sob nosso controle, e é justamente essa capacidade de lidar com o imprevisível que estamos exercitando.
Mais do que preparar um espetáculo, estamos fortalecendo a confiança, a escuta e a coragem para viver a experiência única de estar em cena diante de uma grande plateia. Em breve, compartilharemos mais novidades sobre esse processo, que promete muitas descobertas e emoções!
Nas aulas de Projeto, seguimos ampliando nosso percurso de investigação sobre o universo das torcidas e os símbolos que ajudam a construir a identidade dos clubes.
Desta vez, nosso olhar se voltou para os mascotes e para as muitas histórias que existem por trás dessas figuras tão conhecidas.
Começamos nossa pesquisa conhecendo a origem da palavra “mascote” e a trajetória desse termo até se popularizar, passando a nomear pessoas, animais ou personagens associados à ideia de sorte e proteção.
Nas pesquisas seguintes, conhecemos como surgiram os mascotes dos clubes de futebol cariocas, quem os criou e de que maneira passaram a representar características e identidades de suas torcidas. Conhecemos, então, o trabalho do cartunista argentino Lorenzo Molas, responsável pela criação de personagens que marcaram a história de importantes clubes do futebol carioca. Os personagens criados por Molas também nos ajudaram a compreender as relações entre futebol, imprensa, humor e o contexto cultural de uma época.
Mais do que conhecer curiosidades sobre cada personagem, nosso percurso busca compreender que os mascotes também contam histórias. Eles guardam marcas de diferentes épocas, dialogam com a cultura e ajudam a construir sentimentos de pertencimento e a memória das torcidas.