No Ateliê 3 vivenciamos a Semana da Experimentos, explorando diferentes fenômenos relacionados às plantas e à água. Investigamos o processo de fotossíntese e conhecemos as células responsáveis pela coloração verde das plantas. Também realizamos a esqueletização de uma folha encontrada no canteiro da escola, observando de perto sua estrutura e suas nervuras.
Em outra experiência, construímos um filtro utilizando garrafa PET, pensando em como diferentes materiais podem ajudar no processo de filtragem da água da chuva. Experimentamos tingir folhas de repolho com tintas naturais, observando como as cores poderiam se comportar e se transformar.
E nem todos os experimentos aconteceram exatamente como imaginávamos e isso também fez parte da experiência! Foi uma semana de muita curiosidade, descobertas e mãos na massa!
Em setembro, a oficina de construção do Ateliê seguiu por dois caminhos de investigação.
O grupo 3 iniciou seus estudos sobre eletrônica, circuitos elétricos e programação. A partir do desafio de acender um LED com uma bateria e fios, as crianças compreenderam o que é um circuito simples e descobriram a função do resistor, componente que controla a corrente elétrica e evita que o LED queime. Esses conhecimentos são a base para a próxima etapa: os experimentos com o microcontrolador Arduino, que vão aproximar as crianças da programação.
Já os grupos 1 e 2, com as crianças mais novas, investigaram a elasticidade dos materiais e a força elástica por meio de brinquedos científicos. Com palitos de picolé, elásticos e tampinhas de garrafa, construíram catapultas e testaram a pontaria lançando bolinhas de papel-alumínio em uma caixa. O desafio, que parecia simples, exigiu muitas tentativas para encontrar a força certa, uma forma divertida de experimentar na prática como a força influencia o movimento.
Essa visita foi uma maneira de nos aproximar da história da Festa de Encerramento, que aos pouquinhos começa a ser contada por aqui.
Toda a Pereirinha, nesse semestre, se reuniu em torno do tema das Olimpíadas e as Turmas do Esporte e do Movimento têm encontrado os amigos menores para compartilhar conhecimentos adquiridos ao longo das pesquisas.
Um dos assuntos foi a tocha olímpica e o fogo que permanece aceso durante os jogos.
Mas o que os bois de Parintins tem a ver com tudo isso?
No enredo da nossa festa, a tocha olímpica chega ao Brasil e passa por muitos lugares. Um deles é o Amazonas e lá conhece a linda Festa de Parintins.
No passeio nos deparamos com elementos dessa festa tão bonita que apresenta a cultura dos povos da floresta.
Houve quem curtiu o boi caprichoso e também os que se encantaram com o boi garantido, com direito a torcida e tudo como acontece nas disputas esportivas. E em meio a cores, brilhos e muitas histórias, as crianças conheceram um pouco mais do nosso Brasil, que é terra de gente incrível no esporte e na vida. Gente que gosta de festejar!
Os primeiros anos, seguindo o pulso binário do samba, começaram, em sua prática de conjunto, a preparar um arranjo para a canção Samba da Minha Terra, de Dorival Caymmi. A música tem suas raízes no samba de roda baiano e é uma delícia de cantar, celebrando a relação de cada um de nós com o samba.
Estamos experimentando não apenas instrumentos como surdo, pandeiro e ganzá, mas também instrumentos de percussão melódica, como o metalofone e o xilofone. Com eles, as crianças enfrentam o desafio de reconhecer as diferentes alturas das notas da escala de Dó Maior e seus intervalos, reproduzindo pequenos trechos da melodia da canção.
As crianças estão bastante empolgadas. Afinal de contas, quem não gosta de samba?
As turmas do segundo ano demonstraram interesse em voltar a pintar com tinta guache. Ao longo do ano, esse material já esteve presente em algumas propostas: nas impressões dos círculos olímpicos, na criação de pictogramas olímpicos autorais, usando o dedo como ferramenta, e também na produção de pequenos cartazes inspirados nos pictogramas criados para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.
Neste novo momento, a proposta é ampliar as possibilidades de uso desse material. No início do semestre, realizamos um estudo de cores, experimentando misturas para criar novas tonalidades e diferentes tons de pele. Chegou a hora de colocar todo esse conhecimento em jogo!
As turmas foram divididas em pequenos grupos, e cada um escolheu um esporte olímpico. A partir da observação de imagens projetadas na sala de Artes, os desenhos começaram a surgir em grandes folhas de papel kraft.
Trabalhar em grupo, por si só, já é uma experiência desafiadora! Dividir tarefas, respeitar as opiniões e ideias dos amigos, estabelecer uma organização e até experimentar diferentes formas de liderança são situações que exigem dos pequenos atenção, escuta e negociação. E, claro, conflitos surgem e também precisam ser resolvidos com calma e respeito.
Pouco a pouco, respeitando o tempo de cada grupo, as crianças foram se organizando e os trabalhos ganharam forma de maneira muito criativa.
Por enquanto, finalizamos essa primeira etapa. Agora, as turmas vão se preparar para a pintura com tinta guache. Aguardem os melhores momentos do segundo tempo desta partida!
Conhecendo um pouco mais sobre a origem das Olimpíadas, as crianças já se apropriaram de muitos conhecimentos e informações interessantes: os simbolismos de cada elemento da cerimônia de abertura e as cidades que já foram sedes dos jogos. Elas até receberam uma visita para conhecer a tocha olímpica!
Uma dessas informações foi a de que as tochas dão um “beijo” para passar a chama de uma para a outra, e que o fogo precisa ser puro, aceso pelos raios do Sol na Grécia, para dar início aos jogos.
Em nossa viagem pela Grécia, as crianças relembraram que os primeiros jogos homenageavam os deuses. Foi assim que elas conheceram, e se encantaram, com o mito de Prometeu, o titã corajoso que roubou o fogo de Zeus e o entregou aos humanos para que pudessem se desenvolver.
Essa história, contada ao redor de uma “chama”, envolveu as crianças e despertou bons questionamentos para nossas pesquisas.
Identificar as moedas e cédulas, construir relações entre os seus valores e realizar cálculos em situações de compra e venda fazem parte do trabalho com o Sistema Monetário na F3.
Como parte deste trabalho, fomos visitar a exposição “Do sal ao digital: o dinheiro na coleção Banco do Brasil”, que exibe o acervo de numismática da instituição e apresenta a trajetória dos meios de pagamento, desde as primeiras trocas de mercadorias entre as pessoas até as transações digitais.
Logo na entrada, as crianças puderam observar os primeiros itens que serviram de intermediários nas trocas, além de moedas muito antigas de ouro, prata e cobre. Também refletiram sobre o conceito de valor: um copo de água, uma fotografia de família, um quadro famoso, um muiraquitã… Todos têm o mesmo valor? Qual é o mais valioso?
Na segunda sala, as crianças viram cédulas e moedas de diferentes países e épocas. Puderam entender um pouco mais sobre as mudanças pelas quais a moeda brasileira passou ao longo da história, os diferentes nomes que ela recebeu e os períodos em que cada uma circulou no país.
Por último, aprendemos sobre as transações digitais, tão presentes no mundo atual, e as diversas formas de pagamento que usamos hoje em dia, como o Pix e os cartões de crédito e de débito.
Foi uma oportunidade de ampliar os conhecimentos sobre o dinheiro e de nos aproximarmos das complexas relações que envolvem as trocas entre as pessoas ao longo do tempo.
Com as F3, estamos realizando, nas aulas de Teatro, dinâmicas que buscam desenvolver uma escuta mais apurada, a atenção e a conexão com o outro. O teatro é uma arte coletiva e, por isso, estar em cena pressupõe observar, perceber e responder ao que o outro ator propõe.
O exercício de tradução do Gromelô, uma língua inventada, e o exercício de dublagem têm nos ajudado a desenvolver a consciência corporal e vocal. No primeiro, é fundamental observar o tom de voz, o olhar, os gestos e a linguagem corporal para imaginar e construir significados. Afinal, não nos comunicamos apenas por meio das palavras. O corpo e a voz também dizem muito e, às vezes, podem até comunicar algo diferente daquilo que está sendo dito verbalmente.
Já no exercício de dublagem, trabalhamos especialmente a observação, a escuta e a precisão do tempo. Enquanto um aluno produz a fala, o outro cria os movimentos corporais correspondentes, podendo mexer a boca apenas enquanto o colega estiver falando. O desafio é construir juntos uma sincronia cada vez mais precisa.
São experiências que nos ajudam a desenvolver algo fundamental para o trabalho teatral: escutar, observar e estar verdadeiramente conectado ao outro. Uma boa experiência em cena só se torna possível quando conseguimos construir um coletivo atento, disponível e conectado.
Após uma divertida Gincana Musical, em que as crianças foram desafiadas a criar, cantar, experimentar diferentes sons e explorar possibilidades rítmicas, iniciamos um trabalho de composição coletiva.
Partindo dos temas estudados nas aulas de Projeto, buscamos transformar as experiências e os conhecimentos das crianças em música. Os temas foram trazidos por elas e, a partir dessas ideias, construímos coletivamente versos e rimas.
Com os versos prontos, a professora sugeriu uma melodia e, aos poucos, fomos completando a música, adicionando novos versos e criando um arranjo com os instrumentos musicais.
Dessa forma, a composição foi se tornando um espaço de experimentação, expressão e autoria, no qual as ideias de cada um contribuíram para uma criação de todos.
A Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil, entrou nas pesquisas das F4.
A partir das ilustrações oficiais das cidades-sede, as crianças observaram paisagens, levantaram hipóteses e recorreram ao Atlas Geográfico para localizar cidades, estados e regiões.
O que essas imagens contam sobre cada lugar? O que há de semelhante e de diferente entre as regiões brasileiras? Entre mapas e ilustrações, as turmas ampliaram seus conhecimentos sobre o território brasileiro e sua diversidade.
A pesquisa também trouxe outras conversas. Por que os campeonatos disputados por mulheres ainda recebem menos visibilidade e valorização? E quais jogadoras brasileiras conhecemos? Marta apareceu logo, é claro. Mas será que é só ela?
As F4 foram atrás de outros nomes e começaram a ampliar seu repertório sobre as mulheres que fazem parte do futebol brasileiro e sobre as diferenças de gênero nesse esporte.
Assim, a Copa foi nos ajudando a conhecer um pouco mais do Brasil dentro e fora dos campos.
Nas últimas aulas, as turmas de F5 iniciaram o processo de criação da coreografia para a nossa Festa de Encerramento. Depois de conhecerem a peça que irão apresentar e conversarmos sobre o tema da coreografia, começamos a pensar juntos em como uma ideia pode se transformar em movimento.
Em roda, levantamos possibilidades de movimentos, formações e deslocamentos que poderiam fazer parte da dança e registramos as ideias que surgiram. Na aula seguinte, retomamos esse material e, em pequenos grupos, as crianças criaram suas próprias sequências, trazendo novas propostas para a composição.
Agora, aos poucos, vamos reunindo esse material, experimentando possibilidades e fazendo escolhas para construir uma única coreografia, de maneira significativa e coletiva.
Como o som se propaga em ondas? O que são frequência e amplitude? E o que acontece quando milhares de torcedores cantam juntos em um estádio? Para investigar essas questões, as F5 receberam o professor Henrique, de Ciências, para uma aula especial sobre ondas sonoras e os efeitos do som produzido pelas torcidas.
Com gráficos, exemplos e um programa virtual, as crianças puderam visualizar as ondas sonoras e compreender conceitos como crista, vale, amplitude e frequência. Também descobriram como as ondas podem se combinar, produzindo a interferência construtiva, como acontece quando uma torcida canta em conjunto, e a interferência destrutiva, fenômeno utilizado, por exemplo, na tecnologia de cancelamento de ruído dos fones de ouvido.
A aula ganhou ainda mais significado com a participação das turmas. As crianças fizeram muitas perguntas e levantaram hipóteses para compreender como esses fenômenos estão presentes no cotidiano. Uma das questões levantadas foi sobre o uso de abafadores e fones de ouvido e seus possíveis efeitos, o que ampliou a conversa para a importância de cuidar da audição e de usar esses recursos de maneira adequada.
As turmas também refletiram sobre como os cantos das torcidas podem interferir no ambiente de uma partida, contribuindo para desconcentrar os adversários ou, em outras situações, criando um clima de motivação e incentivo para os próprios atletas.
Foi uma aula de muita curiosidade, trocas e descobertas, que mostrou que fazer Ciência também é perguntar, relacionar conhecimentos e buscar explicações para aquilo que faz parte da nossa vida.
Agora, as F5 seguem preparadas para a próxima etapa do projeto: a visita ao Espaço Ciência Viva, onde novos fenômenos poderão ser observados, experimentados e investigados.