Nas aulas de Dança, as turmas do Fundamental II (F6 a F9) iniciaram a fase de sensibilização ao Projeto 2026 – “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo” – por meio de experiências que aproximaram corpo, jogo e reflexão.
Em uma dinâmica em roda, palavras como jogar, cair, levantar, cooperar e desistir foram traduzidas em gestos, explorando ritmo, qualidade de movimento e presença. Ao som de É só isso, de Caetano Veloso e José Miguel Wisnik, os alunos organizaram coletivamente uma pequena composição coreográfica, refletindo sobre questões como: O corpo fala? Gesto é dança?
Na sequência, o jogo da peteca serviu de ponto de partida para investigarem as relações entre esporte e dança. Divididos entre jogar, torcer e observar, registrando graficamente as linhas e trajetórias do movimento, em diálogo com artistas como Wassily Kandinsky e William Forsythe, os alunos experimentaram diferentes papéis e emoções mobilizadas pelo jogo.
As atividades evidenciaram que dança e esporte compartilham ritmo, escuta, presença e relação com o outro, reforçando o corpo como território de aprendizagem e o jogo como experiência relacional.
Durante as aulas de Língua Portuguesa, os alunos das F6 se dedicaram ao estudo das classes gramaticais. Para aproximar o conteúdo do tema do projeto deste ano, utilizamos o universo dos esportes como base para as classificações e análises linguísticas.
Ao longo da semana, o grupo observou como nomes de atletas, a exemplo de Rayssa Leal e Gabriel Medina, funcionam como termos próprios, enquanto palavras genéricas como “jogador” ou “estádio” são classificadas como comuns. Exploramos também conceitos mais abstratos, relacionando-os a sentimentos e estados típicos das competições, como “euforia” e “concentração”.
O percurso incluiu ainda a identificação de palavras compostas, como “futevôlei”, e a compreensão de como termos primitivos dão origem a derivados – a exemplo de “bola” e “bolada”.
Com participação eufórica das turmas, os estudantes perceberam que nomear o que nos cerca com significado adequado é um passo importante para organizar o mundo e as experiências cotidianas.
Para abrir as janelas da curiosidade e, ao mesmo tempo, apresentar as bases da construção do conhecimento científico, nossos jovens cientistas do sexto ano foram desafiados a “descobrir” o conteúdo de pequenas caixinhas prateadas.
Eles experimentaram, levantaram hipóteses, testaram possibilidades e chegaram a conclusões fundamentadas. Sem abrir as caixas, conseguiram decifrar o mistério de seu interior por meio da observação, da investigação e da validação de suas ideias – um exercício prático de como se faz Ciência.
Na sequência das aulas, começaram a explorar os mistérios do Universo, compreendendo que os conhecimentos sobre o Cosmos foram sendo construídos ao longo do tempo, à medida que a própria Ciência se desenvolveu. Afinal, a Ciência nasce do questionamento e mantém, até hoje, sua essência investigativa e transformadora.
O sétimo ano iniciou as aulas de Português brincando com as palavras, ou melhor, com os versos. Como o subprojeto da disciplina dará prestígio ao estudo de poemas, os estudantes fizeram uma experimentação literária com Tautogramas.
Essa atividade consiste em fazer versos em que todas as palavras se iniciem com a mesma letra. Aproveitando que a palavra-chave do tema institucional é esporte, esse desafio de tema também foi dado a eles. É uma atividade lúdica, divertida como um jogo, que proporcionou uma experiência com a criatividade e com o uso de dicionário.
Na Biblioteca, as turmas fizeram uma pesquisa literária no acervo da escola sobre poemas que se relacionem com o tema institucional. Depois dessa cuidadosa seleção, os estudantes fizeram a leitura compartilhada dos poemas.
Os estudantes do sétimo ano estão iniciando seus estudos sobre o Iluminismo, movimento intelectual do século XVIII que valorizou a razão, a liberdade e a defesa de direitos.
Ao explorar esse período, refletiremos sobre como essas novas ideias desafiaram o absolutismo e impulsionaram profundas transformações políticas e sociais.
Durante as aulas de História, conheceremos pensadores como Voltaire, John Locke, Montesquieu e Jean-Jacques Rousseau, compreendendo suas contribuições para conceitos fundamentais, como liberdade de expressão, direitos naturais e separação dos poderes.
Mais do que estudar fatos históricos, buscamos entender como muitas dessas ideias permanecem vivas em nossa sociedade, especialmente nos princípios democráticos e nos direitos que exercemos na atualidade.
As turmas iniciaram o novo ciclo das aulas de Educação Física com um momento especial: a primeira escolha de modalidades esportivas.
A proposta valoriza a autonomia dos estudantes e fortalece o engajamento nas práticas corporais.
As escolhas foram variadas e cheias de energia:
F7A optou pelo parkour;
F7B escolheu o futebol;
F8A decidiu praticar esportes com raquete;
F8B selecionou atividades sobre rodas, como patins e skate;
F8C iniciou suas aulas de flag football.
A diversidade de modalidades promete enriquecer as aulas, estimulando o desenvolvimento das habilidades esportivas, o trabalho em equipe, a criatividade e o protagonismo de cada turma.
Um começo de ciclo cheio de movimento e entusiasmo!
Iniciamos uma revisão das operações básicas com números inteiros, decimais e frações. É fundamental que os estudantes consolidem o domínio desses conteúdos antes de avançarmos para novos desafios.
Serão realizadas avaliações diagnósticas para verificar a aprendizagem desses tópicos, garantindo que possamos ingressar no estudo da Álgebra com maior segurança e consistência.
Os estudantes que apresentarem defasagens serão convidados a participar das aulas de Monitoria, nas quais poderão reforçar esses Objetivos de Aprendizagem e fortalecer sua base matemática.
No oitavo ano, o subprojeto de Língua Portuguesa tem foco no estudo da linguagem como uma jogada – que é intencional, pretensiosa e parcial. Por isso, o foco é o estudo de textos jornalísticos, suas características, composições e componentes.
Em primeiro momento, as turmas foram sensibilizadas a pensar as palavras postas em imagens, recurso frequentemente usado para narrar fatos, que tem a palavra empenhada ou legendada por quem escreve. O exercício principal, então, foi olhar imagens de atletas brasileiros em momentos históricos, e tentar construir, pela linguagem da imagem, interpretações e legendas.
Nessa atividade, houve uma participação coletiva ativa. Além disso, ouvimos músicas relacionadas ao esporte, também fazendo o exercício de leitura cerrada.
Na Biblioteca, começamos a leitura do Pequeno Manual Antirracista, livro que problematiza e didatiza o racismo na sociedade brasileira. Lemos e fizemos um compartilhamento de questionamentos acerca do racismo estrutural.
Quais tradições brasileiras revelam nossos laços com as culturas africanas? Por que o Carnaval do Brasil é tão diferente daquele que surgiu na Europa? E o que o samba tem a ver com a história e a identidade do nosso país?
Neste primeiro semestre, as turmas do 8º ano vão mergulhar no estudo das influências africanas na formação da cultura brasileira. Analisaremos as heranças trazidas por povos de diferentes regiões do continente africano e compreenderemos como elas se manifestam nas diversas regiões do Brasil – na música, na culinária, na religião, na linguagem e em muitas outras dimensões do nosso cotidiano.
Também estudaremos como o Brasil desenvolveu práticas esportivas a partir dessas heranças culturais, além de conhecer esportes, atletas e jogos tradicionais do continente africano.
Outro eixo fundamental do semestre será a reconstrução de narrativas sobre a África e seus povos, destacando sua diversidade natural e cultural. Nosso objetivo é ampliar o olhar dos estudantes e desconstruir estereótipos historicamente difundidos de maneira equivocada. Nesse percurso, abordaremos ainda o conceito de racismo estrutural e suas consequências na sociedade brasileira contemporânea, refletindo sobre como o passado influencia o presente e qual é o nosso papel na construção de uma sociedade mais justa.
Nas primeiras semanas, aplicamos um questionário diagnóstico para identificar os conhecimentos prévios das turmas e iniciamos debates sobre o Carnaval brasileiro e o samba como expressões culturais que evidenciam a profunda presença africana na formação da identidade nacional.
Iniciamos a sensibilização para o projeto institucional “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo” lembrando e experimentando alguns jogos que trabalham conteúdos do ensino de Música.
Vivenciamos brincadeiras que exercitam a memória sonora, a percepção musical, a coordenação motora e muitos outros elementos. Até o ato de pular corda serviu de exemplo da percepção do pulso, da regularidade do tempo musical (quando a corda bate no chão) e do contratempo (a metade do tempo, quando a corda atinge sua altura máxima).
No jogo inspirado em uma atividade do método O Passo (de Lucas Ciavatta), batizado originalmente de “Salto no Tempo”, trabalhamos a memória e a construção de pequenas células rítmicas, com pulos e palmas.
No “Jogo do Eco”, de Fernando Barba, lidamos com a criação (composição) de pequenas ideias rítmicas através da percussão corporal. O “Uno Musical” ajudou os estudantes na concentração e na integração.
Além destes jogos, buscamos na memória algumas brincadeiras infantis que utilizavam a música como elemento, e surgiram: dança das cadeiras, estátua, pato pato ganso, qual é a música? e muitos outros… Ouvimos também a composição “Jardim da Infância”, de Aldir Blanc e João Bosco, e debatemos sua letra.
Os primeiros dias de aula da F9 foram marcados por reencontros. Rever as amizades, colocar a conversa em dia e perceber como todos se transformaram fizeram deste início de ano um momento especial.
A mudança de turma também trouxe novidades: novos grupos, novas dinâmicas e a oportunidade de ampliar as relações. Neste ano tão importante, nossos estudantes vivem uma etapa de amadurecimento. O 9º ano é um tempo de estudo, responsabilidade e convivência, preparando de forma mais consciente e prazerosa a passagem para o Ensino Médio.
Compartilhar o andar com as turmas do Ensino Médio será uma experiência significativa. A convivência com os estudantes mais velhos favorece novas amizades e inspira projetos de futuro.
Também já iniciamos a retomada dos estudos com os professores, conhecendo os conteúdos e as propostas que serão desenvolvidas ao longo do ano. Recebemos ainda novos colegas, que chegam trazendo o frescor da novidade e enriquecendo o grupo.
Que 2026 seja um ano de boas experiências!