Para receber os estudantes na volta às aulas, nas primeiras aulas de Artes Visuais os alunos foram convidados a observar uma série de “memes” criados especialmente para este momento, a partir das imagens das obras de arte escolhidas para a sinalização de toda a escola, acompanhadas por frases curtas e bem-humoradas.
Espalhadas pela sala, as imagens foram exploradas livremente pelos estudantes, que circularam, observaram, se familiarizaram com as referências e escolheram aquela que melhor representa como se sentem neste retorno às aulas – animados, curiosos, cansados, empolgados, prontos para começar ou ainda entrando no ritmo.
Depois da escolha, cada um compartilhou com os colegas o motivo da identificação com a imagem. A conversa revelou algo interessante: assim como nos jogos e nos esportes, cada pessoa chega com um ritmo, uma energia e um estado de espírito diferente, e todos fazem parte da mesma roda.
Entre risadas, identificações inesperadas e comentários bem-humorados, a atividade mostrou como a arte também pode ser uma forma de falar sobre cultura, corpo, emoções e experiências que vivemos enquanto brincamos, jogamos e torcemos.
Uma volta às aulas leve, divertida e cheia de escuta.
Nas primeiras semanas de aula de Geografia, as turmas de F6 iniciaram discussões sobre o que é a Geografia e por que ela é considerada uma ciência fundamental para compreender o mundo em que vivemos.
Conversamos sobre seus principais campos de estudo e começamos a explorar as bases da cartografia, aprendendo como os mapas são construídos e utilizados. Os estudantes conheceram elementos essenciais da linguagem cartográfica, como símbolos, legendas e diferentes formas de representação do espaço. Como primeiro exercício prático, cada aluno elaborou um croqui de sua própria casa, aplicando conceitos de legenda e orientação espacial.
Para aprofundar a leitura e interpretação de mapas, realizamos dinâmicas utilizando a rosa dos ventos confeccionada em casa por cada estudante. A partir de um mapa imaginário criado no quadro – o “País do Coração” – as turmas participaram de um jogo coletivo de localização. Organizados em grupos, os alunos resolveram desafios de orientação utilizando categorias como região, estado e município.
A atividade foi divertida e colaborativa: cada grupo utilizou sua mini rosa dos ventos e discutiu coletivamente os caminhos para chegar às respostas, exercitando o raciocínio espacial, o trabalho em equipe e a curiosidade geográfica.
As turmas de F6 deram o pontapé inicial no projeto institucional de 2026, “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”, nas aulas de Inglês por meio do subprojeto “Sports Around the World” (Esportes ao Redor do Mundo).
A proposta articula movimento, linguagem e cultura ao explorar o vocabulário relacionado a esportes, jogos e brincadeiras presentes em diferentes partes do mundo. Nesse processo, os alunos retomaram a busca por informações por meio do uso do dicionário físico como ferramenta de pesquisa, fortalecendo a autonomia no aprendizado da língua adicional.
Paralelamente, as turmas vêm desenvolvendo práticas de oralidade em Inglês por meio de pequenas apresentações, leituras e diálogos utilizando o microfone em sala de aula. Essa estratégia incentiva os alunos a se expressarem com maior autonomia e confiança, além de favorecer a escuta e a prática do idioma.
Para marcar o início desse percurso, os estudantes também realizaram suas primeiras ilustrações inspiradas no tema anual do projeto escolar, inaugurando o caderno de Inglês como um espaço de registro, criatividade e construção de conhecimento.
As F6 entraram no universo dos contos para compreender como se constrói uma narrativa curta e criativa. Através do estudo de elementos como enredo, tempo, espaço e narrador, os estudantes descobriram que uma boa história não precisa de muitas páginas, mas sim de boas ideias e um olhar atento aos detalhes.
Para dar vida à teoria, estabelecemos um diálogo com o livro O Pênalti, de Geni Guimarães, nossa leitura deste trimestre. A obra permite que as turmas identifiquem, na prática, o desenvolvimento do conflito e a força do clímax em uma narrativa que transborda memórias e afetos, tendo como pano de fundo o esporte na vida de dois irmãos adolescentes.
Como desdobramento, cada estudante foi convidado a assumir o papel de narrador, criando sua própria história original. Foi um momento de muita invenção, em que personagens ganharam vida e cenários foram descritos com cuidado, celebrando a capacidade de cada um de transformar vivências e imaginação em literatura.
Nas primeiras semanas de aula de Geografia, as turmas de 7º ano iniciaram seus estudos sobre o continente americano, refletindo sobre questões essenciais. Afinal, quem faz parte da América Latina? E por que os Estados Unidos costumam ser chamados simplesmente de “América”, se esse é o nome de todo o continente?
A partir desses questionamentos, os estudantes exploraram as características do processo de colonização da América Latina, comparando-o ao da chamada América Anglo-Saxônica. Observaram como essas trajetórias históricas distintas moldaram sociedades com culturas, línguas e dinâmicas sociais próprias.
Para aprofundar as reflexões, utilizamos como ponto de partida o clipe da música Latinoamerica, do grupo Calle 13, que apresenta imagens e mensagens potentes sobre a identidade e a diversidade da região. Divididos em grupos, os estudantes analisaram aspectos presentes no vídeo, como a relação entre os espaços urbanos e rurais, a variedade de paisagens naturais e os elementos históricos e políticos do continente. Após as discussões e uma breve pesquisa, cada grupo produziu um mapa mental para compartilhar suas interpretações.
A atividade foi interativa e estimulante, permitindo uma compreensão mais profunda sobre a riqueza e a complexidade dessa região tão diversa.
Nas aulas de Biblioteca, as F7 têm lido diferentes poemas relacionados à temática do esporte. Além de interpretar os textos, os estudantes têm refletido sobre como a linguagem poética não está restrita apenas ao poema ou à poesia escrita.
O corpo que pensa a palavra, por exemplo, também pode compor rima e métrica. A corporeidade, os movimentos, os tons e a linguagem que atravessa o corpo podem expressar múltiplos textos. Essa relação de profunda aproximação entre o corpo e a palavra foi o principal tema de debate entre os estudantes.
As F7 esão estudando os conceitos de denotação e conotação. Explorar os sentidos de palavras e, principalmente, de expressões idiomáticas tem sido parte do cotidiano nas aulas de Língua Portuguesa. Além dos ditados populares brasileiros mais conhecidos, os estudantes estão aprendendo expressões relacionadas ao eixo temático “esporte”, palavra-chave no tema institucional deste ano.
Expressões como “entrar em campo”, “jogar limpo”, “marcar um gol” e “virar o jogo” foram analisadas tanto em seu sentido literal quanto em seu uso figurado. Uma das atividades de maior engajamento foi o jogo de associação entre os sentidos e as expressões expostas. Em outro momento, foram apresentadas imagens que representavam o sentido literal para que os alunos pudessem depreender a expressão figurada correspondente — como no exemplo “show de bola”, ilustrado por uma bola fazendo um show.
Essas dinâmicas foram fundamentais para incentivar o desenvolvimento da habilidade de interpretar imagens e contextos variados.
Em diálogo com o projeto institucional de 2026, “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”, as turmas de F7 vêm desenvolvendo, nas aulas de Inglês, atividades que articulam linguagem e ludicidade.
A partir de jogos inspirados no universo das brincadeiras e dos esportes ao redor do mundo – tema do subprojeto do trimestre “Sports Around the World” – os alunos estão ampliando o contato com a língua inglesa em situações de oralidade e desenvolvimento de vocabulário.
O foco está nos adverbs e modal verbs, estruturas que os auxiliam ao comunicar habilidades, possibilidades, permissões e regras. Tudo isso está diretamente conectado ao movimento e às ações praticadas nos esportes e jogos, sempre com muito fair play!
A primeira leitura adotada na F8 é o Pequeno Manual Antirracista, de Djamila Ribeiro. A partir dessa obra, é possível refletir sobre questões cruciais do contexto do racismo no Brasil e, sobretudo, pensar e colocar em prática atitudes antirracistas.
Os estudantes, além de lerem os capítulos iniciais do livro, participaram de uma formação sobre os principais conceitos de letramento racial, tais como: branquitude, injúria racial, revitimização, antirracismo, miscigenação, racismo ambiental e urbano, estrutural e institucional.
Em grupos, realizaram uma leitura comparada de cartilhas sobre letramento racial da Secretaria do Estado do Ceará e debateram exemplos relacionados a esses temas. Por fim, os grupos apresentaram à turma os diferentes conceitos aos quais tiveram acesso.
No 8º ano, os alunos estão estudando a estrutura das palavras e seus processos de formação. Ao compreenderem os conceitos de radical e afixos, realizaram uma atividade de identificação desses morfemas em vocábulos relacionados ao esporte.
Além disso, os estudantes compreenderam como as palavras podem se unir a outras para formar novos significados. Explorar a combinação de radicais e afixos tornou-se ainda mais interessante com um jogo de perguntas que mobilizou a turma a prosseguir com o estudo sobre a composição de palavras.
Nesta etapa do ano letivo, os estudantes do 8º ano iniciarão um ciclo de aulas dedicado a um tema central para a compreensão da ciência moderna: a busca da humanidade, ao longo da história, pela resposta à pergunta “Qual é a origem das espécies?”.
O objetivo pedagógico é apresentar aos alunos o processo de construção do conhecimento científico, demonstrando que as explicações sobre a natureza foram elaboradas, questionadas e transformadas ao longo do tempo. Para isso, estudaremos diferentes formas de interpretação que surgiram em distintos contextos históricos e culturais.
A abordagem adotada busca estimular o pensamento crítico, a análise histórica da ciência e o respeito à diversidade de perspectivas culturais e filosóficas.
Nas últimas semanas, as turmas de F8 têm realizado uma verdadeira viagem ao redor do mundo nas aulas de Inglês. O objetivo da jornada Sports Around the World é conhecer esportes e jogos de diferentes países, explorando suas histórias, regras e curiosidades.
Até agora, os alunos já descobriram práticas como o Cuju, o Mahjong e o Kung Fu (China) e o Pato (Argentina). Também experimentaram o Achi, um jogo de tabuleiro de Gana muito parecido com o nosso Jogo da Velha.
Ao longo dos encontros, os alunos tiveram a oportunidade de revisar conteúdos importantes da língua inglesa, como o vocabulário de adjetivos, os graus comparativo e superlativo, as wh-words e o uso do past simple. Utilizamos esses conhecimentos para discutir os jogos, elaborar perguntas, comparar regras e analisar as particularidades de cada prática.
Nossa viagem pelo mundo continuará ao longo do trimestre. Quais jogos e esportes ainda conheceremos pelo caminho?
Após passarmos por uma breve, mas profunda, revisão sobre operações com decimais e frações, seguimos para o estudo de equações.
Por enquanto, nada de empirismo, nada de “troca de lado e troca o sinal”. Estamos estudando uma equação como uma balança de pratos: igualdade e equilíbrio. Alteramos os dois lados da balança de maneira a manter a igualdade e chegar ao misterioso valor de $x$. Quase uma brincadeira (séria) de equilibrar pratos.
Estamos tornando o processo complexo aos poucos, pois precisamos dominar todas as etapas para que não nos percamos no percurso.
Álgebra, lá vamos nós!
Nas aulas de Dança, seguimos na fase de sensibilização ao projeto institucional “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”.
Os estudantes participaram de uma atividade de investigação corporal sobre presença, adaptação e escuta no espaço coletivo.
A proposta partiu de uma caminhada livre pela sala, na qual o desafio era cruzar com os colegas sem parar ou desviar bruscamente, negociando o espaço por meio do movimento. Com variações de ritmo, direção e níveis, os alunos experimentaram diferentes formas de relação com o outro.
Ao final, a roda de conversa trouxe reflexões importantes: Onde aparece a ginga? Quem conduz e quem cede? A atividade destacou que a ginga é uma forma de inteligência corporal que nasce da escuta e da convivência no espaço coletivo.
Misturando arte, jogo e movimento, começamos a explorar o tema do nosso projeto de 2026 com as turmas do fundamental 2.
Primeiro, uma breve apresentação ao conceito de pictogramas, imagens simples que comunicam ideias de forma clara e universal. Conversamos sobre como essa linguagem visual se popularizou a partir dos Jogos Olímpicos de Tóquio 1964, quando um sistema de símbolos foi criado para orientar visitantes vindos de diferentes partes do mundo.
A partir daí surgiram as perguntas que guiaram a aula: Quais as relações entre as artes e os jogos? Em que outros momentos eles se encontram? O que os processos artísticos podem compartilhar com a lógica dos jogos?
Para provocar esses e outros questionamentos e experimentar essas relações na prática, os estudantes participaram de uma dinâmica de desenho coletivo utilizando uma “ferramenta” que permite que várias pessoas controlem ao mesmo tempo uma única caneta por meio de barbantes.
O primeiro desafio foi reaprender a desenhar, agora de forma coletiva, criando formas simples e ícones de objetos ligados aos esportes.
Depois de se familiarizarem com a ferramenta, os grupos foram convidados a recriar alguns dos pictogramas apresentados anteriormente. Para que os desenhos funcionassem, foi preciso planejar movimentos, negociar decisões, ajustar trajetórias e encontrar soluções em grupo. Assim como em muitos jogos, a atividade exigiu escuta, cooperação, experimentação e trabalho em equipe.
Entre tentativas, erros, ajustes, muitas risadas e até torcida, os estudantes foram superando o desafio juntos e perceberam algo importante: o resultado dependia menos da habilidade individual e muito mais da colaboração, da atenção ao coletivo e da capacidade de jogar, ou, neste caso, criar em equipe.
Um primeiro passo para investigar, ao longo do ano, como arte, corpo, jogo e criação podem caminhar juntos.
Nas Tribos de F9 iniciamos o ano com quatro perguntas disparadoras:
Qual é o seu medo?
Quem é o/a seu/sua adulto/a preferido/a? — alguém presente na sua rotina e que desperte bons sentimentos, podendo ser uma pessoa da família ou do entorno, desde que não seja outro adolescente;
Qual celebridade te influencia ou você admira? — uma forma de conhecer referências públicas que, de alguma maneira, inspiram os estudantes;
Qual é o seu sonho para 2026?
As perguntas funcionaram como ponto de partida para escuta, troca e aproximação entre o grupo, ajudando-nos a conhecer melhor quem são esses jovens, suas referências, afetos e expectativas para o ano.
Nessas primeiras Tribos de F9 também nos dedicamos a atividades de integração e, mais recentemente, à construção de um mapa de sala, pensado coletivamente para favorecer a convivência, a organização do trabalho e na construção de novos vínculos no grupo ao longo do ano.
Iniciamos as aulas de Teatro no ensino fundamental II com a sensibilização para o projeto anual “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”.
Partindo da pergunta “O que o jogo nos ensina sobre quem somos e como nos relacionamos?”, as turmas foram convidadas a experimentar, com o corpo, as diferentes dimensões do jogo – seus desafios, regras, imprevistos e modos de jogar junto.
As atividades tiveram como objetivo promover a integração entre os alunos, desenvolver a percepção coletiva e estimular a reflexão sobre cooperação, competição, erro e construção de regras. A partir dessas vivências, seguimos agora aprofundando a passagem do jogo à cena.
Inspirados pelas perguntas e descobertas dessa primeira etapa, investigaremos como as histórias que nascem do jogar podem ganhar forma teatral, reafirmando que, no teatro, o jogo é também um convite à criação e à expressão.