Na semana “Diálogos sobre Gênero”, nossas estudantes atletas dividiram o palco com a campeã olímpica Jackie Silva — que, ao lado de sua parceira Sandra Pires, conquistou a primeira medalha de ouro feminina do Brasil na história dos Jogos Olímpicos.
Nessa conversa participaram as alunas Leticia Helal (Skate), Maria Esther Botelho (Jiu Jitsu), Pietra Carla de Oliveira (Triatlon), e foi mediada pela estudante Sofia Barbosa.
Durante o encontro, as alunas narraram suas rotinas de treino, responderam às perguntas dos colegas e compartilharam os desafios e as alegrias de ser menina no meio esportivo atual. A campeã Jackie, por sua vez, trouxe reflexões potentes sobre como as mulheres ainda enfrentam barreiras e desigualdades por questões de gênero, mesmo demonstrando uma força avassaladora no esporte — vide o marco histórico das últimas Olimpíadas de Paris, em que as atletas brasileiras conquistaram mais medalhas e subiram mais vezes ao topo do pódio do que os homens.
A “Semana de Diálogos sobre Gênero” e esta roda de conversa são iniciativas de uma comissão de responsáveis da nossa comunidade, que vem debatendo e promovendo diversas atividades fundamentais sobre o tema em nossa escola. Ficamos muito orgulhosos de ver nossos estudantes e famílias construindo, juntos, um espaço de tanta escuta e transformação!

No nosso Ponto de Virada do 1º trimestre, convidamos as turmas de F6 para uma verdadeira aventura: uma atividade de escalada no Morro da Urca.
Nossos estudantes puderam vivenciar de perto o desafio e a adrenalina desse esporte que é a cara do Rio de Janeiro — uma das principais metrópoles do mundo para a prática da modalidade em função de sua geografia única. Essa experiência prática dialoga diretamente com os conteúdos de Geografia do 6º ano e com o nosso Projeto Institucional, mostrando como o relevo e a paisagem moldam as dinâmicas da nossa cidade.
Além do aprendizado acadêmico, a atividade reforçou a importância do contato consciente com a natureza e da preservação dos nossos espaços verdes, e é claro foi uma grande diversão.
Na biblioteca, seguimos com a leitura de “Poemas para ler com palmas” de Edimilson de Almeida Pereira. As palmas passaram a marcar o ritmo dos versos, transformando a leitura em corpo e presença. Ao longo das leituras, estamos ouvindo sambas brasileiros e articulando as sonoridades dos poemas com os ritmos, as pausas e as batidas. As palmas, os refrões e os versos, a cada aula, evidenciam que poesia e samba compartilham movimento, oralidade, improviso e sobretudo ancestralidade, temas que são muito importantes para compreender as referências e a historicidade da poética de Edimilson.
Na segunda atividade do dia no Ponto de Virada, as turmas de F7 ganharam as ruas para se aventurar com a prática do Parkour, na Praia de Botafogo. O Parkour é uma modalidade que transforma a arquitetura das cidades em um verdadeiro circuito de obstáculos, desafiando o praticante a mover-se de um ponto a outro de forma rápida, fluida e eficiente, usando apenas os recursos do próprio corpo.
Nossos estudantes foram orientados por Guido, instrutor do esporte e ex-aluno da Escola Sá Pereira, o que tornou o momento ainda mais especial. A atividade dialoga diretamente com os componentes curriculares da disciplina de Geografia do 7º ano e, especificamente, com o projeto do grupo de pesquisa intitulado “Do improviso à manobra: esportes radicais que nasceram no asfalto”, que tem como objeto de estudo os esportes urbanos e a ressignificação dos espaços públicos.
Foi uma oportunidade fascinante de perceber a cidade não apenas como um cenário, mas como um espaço vivo de aprendizado, superação e liberdade. Ver nossos alunos ocupando o Rio com tanta energia e respeito ao espaço urbano nos mostra que os limites do aprendizado vão muito além dos muros da sala de aula!
O jornalismo esportivo e a cadeia de produção e consumo de mercadorias foram os temas debatidos no encontro do Ponto de Virada das turmas de F7, que contou com a presença do jornalista convidado Kiko Meneses.
Compartilhando sua bagagem profissional, Kiko apresentou algumas de suas reportagens mais marcantes e desafiadoras, explicando os bastidores e o processo de construção da notícia até que ela chegue às nossas telas. O debate sobre a fabricação, o consumo e o descarte de artigos esportivos — como as camisas de clubes de futebol — ganhou destaque a partir de uma matéria produzida pelo próprio jornalista.
Esse tema conversa diretamente com o projeto “Do tênis ao lixo: o ciclo de vida dos materiais esportivos no Antropoceno”, desenvolvido por um dos grupos de pesquisa de Ciências. O conceito de Antropoceno faz parte do currículo da F7, etapa em que os estudantes analisam os profundos impactos da ação humana no meio ambiente.
Agradecemos imensamente ao Kiko Meneses pela disponibilidade e pela simpatia que, assim como em suas reportagens, conquistou a todos!

Os alunos do sétimo ano participaram de uma atividade para o desenvolvimento da cultura do estudo. A proposta foi organizar o caderno como material de estudo pessoal de aprendizagem e também de revisão. Aproveitamos a necessidade de revisar a matéria “Classes Gramaticais” e, então, os estudantes produziram registros visuais e mapas mentais desse importante conteúdo, que antecede outros importantes, como, por exemplo, o estudo de sintaxe, a ser iniciado neste trimestre. Essa proposta pedagógica uniu a organização da disposição das páginas, a legibilidade da letra, uso de cores e combinações com liberdade criativa, experimentação de títulos, destaques e ilustrações. O objetivo é reforçar que o caderno não é só espaço de cópia, é um instrumento de estudo, que, nas aulas de português, pode e deve ser personalizado.
Os alunos do oitavo ano realizaram mais uma das atividades pedagógicas que estão articuladas para possibilitar diferentes conhecimentos sobre o gênero reportagem. A partir da leitura do Joca, um jornal feito especificamente para jovens, os estudantes selecionaram reportagens para identificar as partes que as compõem. Títulos, imagens, legendas, infográficos, lide e corpo do texto foram as características apontadas, identificadas e colocadas em disposição no caderno. A intenção foi incentivar a autonomia leitora, a observação das características do gênero jornalístico e construção de estratégias de estudo para organização das informações no caderno, que é espaço de pesquisa e planejamento de estudo. Esse trabalho com reportagens aborda temas importantes e atuais, que vêm sendo articulados com diferentes atividades, principalmente, a produção de reportagens para os jornais autorais dos alunos, que serão expostos na Feira Literária, que ocorrerá em agosto deste ano.
O Ponto de Virada das turmas de F8 começou com um encontro inspirador com os jornalistas Mariana Costa Pereira Bomfim e Carlos Gil. A vinda dos convidados dialoga diretamente com o início do nosso trabalho na série, cujo foco principal é o estudo do gênero jornalístico. Poder ouvir profissionais da área trouxe para a sala de aula a realidade prática e a relevância social dos textos, entrevistas e reportagens que os estudantes estão analisando em nossos componentes curriculares.
Nossos convidados compartilharam suas trajetórias, contaram como escolheram o jornalismo e debateram as profundas transformações da profissão nas últimas décadas em comparação com os dias de hoje. Foram relatos marcantes e repletos de vivências reais.
Ao final, ainda sobrou tempo para que os estudantes fizessem suas próprias perguntas. O momento foi rico, mas o tempo pareceu curto diante de tantas curiosidades e do entusiasmo da turma em desvendar os bastidores da notícia!
Para começar o segundo trimestre, as turmas de 8º ano foram convidadas a ler a HQ “Sapiens: o nascimento da humanidade”. A evolução da nossa espécie será o tema do trimestre, e o livro paradidático, um dos materiais de apoio na compreensão desse processo. A construção do conhecimento acerca da nossa própria história evolutiva é uma jornada pela qual os estudantes demonstraram interesse desde o primeiro trimestre, quando estávamos ainda engatinhando na compreensão das teorias evolutivas. Perguntas como “Viemos dos macacos?” e “Como nossa espécie surgiu?” brotaram desde a primeira aula sobre o tema. A biblioteca é um espaço propício à leitura, mas a roda e a troca de saberes remontam às primeiras experiências de como os Homo se tornaram sapiens.

O jogador Gilberto, com passagem marcante pela Seleção Brasileira, foi o convidado especial para uma conversa fundamental sobre “Racismo no esporte”. O encontro integra a pesquisa de um dos grupos de História da série, cujo tema é “Políticas de combate ao racismo no esporte”.
Debater esse assunto no ambiente escolar é de suma importância, pois o esporte, ao mesmo tempo em que une povos, frequentemente reflete e amplifica as desigualdades e os preconceitos presentes na estrutura da nossa sociedade. Compreender esses mecanismos é um passo essencial para a formação de cidadãos conscientes e antirracistas.
Durante o papo, Gilberto compartilhou suas experiências pessoais e profissionais. Ele destacou que, felizmente, o tema hoje ganha muito mais visibilidade e debate público do que na sua época de jogador, o que representa um avanço significativo. Contudo, ressaltou que ainda temos um longo caminho a percorrer na erradicação do preconceito. Foi uma verdadeira lição para todos nós, que nos permitiu perceber o quanto podemos compreender a nossa história e a nossa sociedade sob a lente dos esportes.
Você sabe o que expressões como “take a rain check” ou “make the cut” significam? As turmas de F8 mergulharam de cabeça no universo das idioms (as expressões idiomáticas) ligadas ao mundo dos esportes! Em um trabalho colaborativo, os estudantes vêm se reunindo em grupos para investigar, desvendar significados e aplicar esses termos em situações do próprio dia a dia. E o melhor de tudo: muito em breve, todo esse conhecimento será compartilhado com a comunidade escolar na nossa Feira Literária!
Demos início ao estudo de monômios e polinômios, conteúdos essenciais que servem de base para os produtos notáveis e a fatoração algébrica. Dominar essas ferramentas agora fará toda a diferença na resolução de equações do segundo grau no ano que vem!
Essa etapa exige muita lógica e os nossos estudantes têm demonstrado grande empenho. Afinal, nem só de $x$ vive a álgebra!
As turmas F9A e F9B estão estudando as diferentes fases do capitalismo e suas relações com as transformações no mundo do trabalho, no processo de industrialização e na formação das cidades. As aulas abordam desde o capitalismo comercial até as dinâmicas do capitalismo informacional, analisando como cada etapa impactou a organização da produção, as relações trabalhistas e o crescimento urbano. Os estudantes têm sido convidados a refletir sobre temas como as Revoluções Industriais, urbanização, desigualdades socioespaciais, divisão social do trabalho e mudanças tecnológicas, compreendendo como esses processos históricos e econômicos influenciam a sociedade contemporânea e o cotidiano das populações nas cidades.
Inspirados na instalação Planos-Pipa, do artista brasileiro Marcelo Jácome, os estudantes do segundo ao nono ano participarão de uma grande construção coletiva para a Mostra de Artes. A proposta parte da pesquisa sobre as bandeiras dos países participantes da Copa do Mundo de 2026 e transforma suas cores, símbolos e grafismos em pipas construídas pelos próprios alunos.
Ao deslocar as bandeiras do campo esportivo para o espaço poético do brincar, a instalação aproxima jogo, corpo, vento e coletividade. Suspensas no espaço, as pipas deixam de representar apenas países e passam a criar um grande campo de encontro entre culturas, movimentos e identidades.
A escolha da obra de Marcelo Jácome como referência dialoga diretamente com o projeto institucional Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo, ao propor uma reflexão sobre o esporte para além da competição. Assim como a pipa depende do vento, do gesto e da relação com o outro para permanecer no ar, o jogo também nasce da troca, da escuta e da experiência coletiva.