Realizamos mais uma Mostra de Artes, momento em que compartilhamos com a comunidade escolar os diálogos construídos entre os projetos de pesquisa e as diferentes linguagens artísticas.
Assim como no ano passado, unimos os trabalhos de Artes Visuais do Fundamental I e do Fundamental II em uma única exposição. Esse encontro entre os segmentos ampliou as conversas em sala de aula e possibilitou que os alunos conhecessem diferentes formas de investigar e representar temas comuns, enriquecendo o olhar sobre a temática do projeto.
Ao longo do dia, apresentações de dança, música, coral e teatro se somaram às produções em Artes Visuais, revelando os percursos vividos pelos estudantes e as trocas construídas entre as diferentes linguagens.
Esperamos que todos tenham saído da escola sensibilizados pelas experiências compartilhadas e pelos encontros proporcionados ao longo desse dia tão especial.
No link, compartilhamos alguns registros da Mostra de Artes 2026.
https://drive.google.com/drive/folders/1kFA_Q5mzMy34d8nB3CrN9aaqN6epFDzx
Nossa Mostra de Artes marcou o encerramento de uma etapa muito especial do ano letivo, reunindo os processos e produções artísticas desenvolvidos pelos estudantes ao longo dos últimos meses em torno do tema anual Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo.
Ao longo da exposição, o público pôde acompanhar diferentes investigações sobre as relações entre arte, esporte e cultura. Os trabalhos percorreram temas como os esportes na Grécia Antiga, os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, a capoeira como patrimônio cultural brasileiro, as pinturas de rua inspiradas na Copa do Mundo, além de reflexões sobre o corpo, o movimento e até as questões sociais presentes no universo esportivo. Esculturas, pinturas, aquarelas, colagens, desenhos e instalações mostraram a diversidade de linguagens exploradas pelos estudantes durante esse percurso.
Os espaços da exposição foram preparados com muito cuidado para valorizar os trabalhos finalizados e todo o processo de pesquisa, experimentação e criação vivido pelos alunos. Foi uma alegria receber tantas famílias, compartilhar esse percurso e celebrar, juntos, as conquistas de cada estudante.
Nossa mostra mostrou como a arte pode ampliar nosso olhar sobre o esporte, valorizando o jogo, a criatividade, a cooperação e o encontro. Agradecemos a todos que estiveram presentes e fizeram parte desse momento tão significativo para nossa comunidade escolar.
No penúltimo sábado, dia 20 de junho, tivemos a alegria de compartilhar com a comunidade escolar uma ocasião muito especial: a apresentação das peças Muros Invisíveis (F7) e Capitães da Areia (F8) na Mostra de Artes. Foi uma celebração onde as famílias puderam assistir ao resultado de um processo criativo que envolveu dedicação, colaboração e muito aprendizado.
As apresentações foram fruto de uma parceria entre Teatro, Dança e Música. Durante as aulas de Teatro, os estudantes tiveram a oportunidade de compreender que a escritura cênica também é um processo de criação. Foram convidados a serem autores da concepção dos espetáculos e, com autonomia criativa, divididos em equipes de trabalho, criaram todos os elementos da encenação: cenário, figurino e programação visual. Essa vivência permitiu compreender, na prática, que o teatro é uma construção coletiva, realizada a muitas mãos. Mais do que o resultado no palco, valorizamos todo o percurso: a escuta entre os colegas, a divisão de tarefas, a superação de desafios e a partilha de saberes que tornou possível a alegria de criar juntos.
As turmas de 7º, 8º e 9º anos prepararam apresentações musicais especialmente para a Mostra de Artes 2026, em diálogo com as pesquisas desenvolvidas ao longo do semestre.
O 7º ano apresentou O Campeão, de Neguinho da Beija-Flor, e criou cantos de torcida em forma de paródia, refletindo sobre o universo das torcidas e a cultura dos estádios. O 8º ano mergulhou no repertório afro-brasileiro com Berimbau, de Vinicius de Moraes e Baden Powell, além de duas tradicionais toadas de capoeira, Marinheiro Só e Ê Mulher, ambas de domínio público. Já o 9º ano encarou o desafio de interpretar um arranjo elaborado de Jardim de Infância, de João Bosco e Aldir Blanc, relacionando a música às reflexões sobre o brincar desenvolvidas em seu projeto de pesquisa.
Os processos de ensaio e construção dos arranjos foram diversos e revelaram diferentes formas de envolvimento dos grupos. Em todos os casos, ficou evidente o quanto a prática musical coletiva exige escuta, disciplina, responsabilidade e dedicação. Quando esses elementos estiveram presentes, os alunos chegaram ao palco mais seguros e preparados para compartilhar seu trabalho. Quando os ensaios foram vividos com menor comprometimento, as inseguranças apareceram com mais força durante as apresentações.
As conversas e avaliações realizadas após a Mostra também fizeram parte da aprendizagem. Ao refletirem sobre seus percursos, os alunos puderam reconhecer conquistas, identificar desafios e compreender melhor a importância da preparação coletiva. Assim como no esporte, a prática musical nos ensina que o resultado é construído ao longo do caminho, por meio da dedicação, da persistência e do trabalho em equipe.
Seguimos em frente, levando conosco os aprendizados deste percurso.
Continuando as atividades do recreio da semana, e as investigações sobre jogo, esporte, ginga e corpo, os alunos do Fundamental II da Sá Pereira conheceram uma nova modalidade: o cheerleading.
Muito além das acrobacias e coreografias, o cheer envolve trabalho em equipe, confiança, coordenação motora, equilíbrio, ritmo e comunicação. Durante a oficina, os estudantes tiveram a oportunidade de experimentar movimentos básicos, entender a importância da cooperação mútua — do olho no olho e da comunicação clara — e descobrir como esse esporte, ainda em plena expansão no Brasil, estimula o respeito, a responsabilidade e a superação de desafios e medos.
A modalidade reforça que o esporte é um espaço essencial de construção de vínculos, desenvolvimento corporal e fortalecimento da confiança em si e no outro.
Outra atividade que mobilizou nossos estudantes no recreio da última semana foi o ensaio aberto do grupo “Estudantes da Alegria”.
Toda a comunidade foi convidada a assistir à prévia do grupo, que vem se preparando intensamente para as apresentações do segundo semestre — a começar pela nossa Feira Literária. Essa foi a primeira vez que as cenas foram mostradas e testadas com o público, enchendo o pátio de expectativa e vibração.
O grande diferencial desse trabalho é a autoria: os próprios estudantes escrevem as suas cenas. Ver esses jovens darem vida às suas próprias palavras, transformando sentimentos, ideias e reflexões em dramaturgia, mostra que o teatro na escola vai muito além da interpretação. É um espaço de autodescoberta e coragem, onde eles deixam de ser apenas espectadores para se tornarem os verdadeiros autores de suas próprias histórias.
O primeiro semestre de 2026 foi marcado por descobertas, aprendizagens e muita participação das turmas de F6. Ao longo desse período, os estudantes apresentaram trabalhos, praticaram a oralidade, a escrita, o fair-play e desenvolveram diversas atividades relacionadas ao subprojeto de Inglês “Games and Sports”. Os trabalhos colaborativos deram um verdadeiro show, provando que, quando o time joga junto, todo mundo sai ganhando!
Tendo os jogos e os esportes como eixo temático, os alunos ampliaram seu vocabulário ao explorar aspectos da Copa do Mundo, dos países participantes, de suas culturas e de fatos históricos: criaram mascotes, mapas mentais, participaram de jogos pedagógicos, produziram ilustrações e colocaram o Inglês em prática.
Entre desafios, criatividade e muito aprendizado, a turma mostrou que marcou muitos “gols” no conhecimento. Agora é hora de apertar o botão de pause, relax para recarregar a energia durante as férias e voltar no segundo semestre para o level 2, a próxima fase dessa aventura.
A última semana foi marcada por diversas atividades especiais durante o recreio. A principal delas foi a realização da primeira reunião do Tribão, um novo espaço de diálogo voltado para toda a comunidade escolar do Ensino Fundamental 2.
A organização desse espaço começou ainda no meio do primeiro semestre. O projeto foi apresentado às turmas de F8, que assumiram a responsabilidade de fazer a ideia sair do papel. A partir daí, um grupo de estudantes voluntários uniu-se à coordenação para estruturar todo o processo. O passo seguinte foi divulgar a iniciativa para as demais séries, ocupando o espaço da Tribo com uma dinâmica interativa.
Por meio do “Mural do Tribão” e de uma caixa disponibilizada nos corredores, a comunidade foi convidada a propor pautas. Todos os temas foram avaliados pela comissão organizadora para a montagem da ordem do dia. Neste primeiro encontro, os assuntos debatidos foram:
O uso dos banheiros;
Questões referentes à cantina;
Olimpíadas internas.
O objetivo do Tribão é criar encontros periódicos onde possamos compartilhar temas, desafios e projetos comuns a todo o segmento e a todos os atores escolares.
No sétimo ano, os alunos continuam estudando os mitos. Estão sendo feitas leituras míticas tanto em sala de aula quanto na biblioteca da escola. Inclusive, adotamos como leitura trimestral os livros sobre mitos que integram o acervo da biblioteca. Nesta semana, lemos a história de Jasão e o Velocino de Ouro e também o mito de Teseu, sobre ambos fizemos debates e reflexões sobre as temáticas que essas histórias têm em comum, os temas: promessa, busca por objetivos e traição.
A partir dessas histórias, foi possível ouvir as opiniões e interpretações sobre os conflitos morais, sobretudo pela falta de lealdade desses personagens. Muitos alunos destacaram as consequências tragediógrafas dos dilemas dos personagens. Foi possível ainda fazer um exercício de inversão da realidade das narrativas: o que mudaria se as personagens fossem mulheres? Elas teriam o mesmo direito ao perdão social? Continuariam sendo tratada como heroínas? Essas perguntas foram fundamentais para ampliar a criticidade das turmas e fazê-los pensarem como o mito reflete ideias arcaicas, mas que, ainda no presente, reproduzem padrões de comportamento social.
Essas análises e interpretações ampliam o conhecimento das turmas para produzir os seus próprios mitos e também os apropriam do texto, não somente para decifrar informações explícitas, mas para aprofundar o nível de interpretação e produzir análises e leituras de mundo.
No livro “Os rios morrem de sede”, Wander Piroli nos leva às margens de um rio que perdeu a vida. O pai, com o coração cheio de nostalgia, lembrava-se do tempo em que as águas eram limpas e cheias de peixes. Os estudantes de sétimo ano leram em duas aulas, de forma coletiva este livro, se impactaram com a história, identificaram o tipo de poluição e as causas da “morte” do rio das Velhas em MG. A partir da leitura foram instigados a pensar nos rios de nossa cidade. Onde estão? Qual é seu estado? Onde desaguam? Podemos fazer algo para restaurá-los?
Em duplas, com apoio da professora, escolheram um rio da cidade do Rio de Janeiro, para contar sua história. Neste caso o protagonista seria o rio e a história contada em quadrinhos. A atividade foi feita em etapas, após a sensibilização feita com a leitura do livro, houve a pesquisa realizada em casa sobre a história e o estado do rio, e a última em duas aulas a montagem dos quadrinhos. O resultado ficou sensível e belo, os estudantes desenharam gotas de esperança para nossos rios.
Nas últimas semanas, as turmas do 7º ano mergulharam no estudo do êxodo rural, investigando as transformações que marcaram a história do Brasil e a vida de milhões de pessoas. Ao longo das aulas de Geografia, os estudantes buscaram compreender as causas desse intenso movimento migratório, relacionando-o ao processo de industrialização, à mecanização da agricultura, à seca no Nordeste e à busca por melhores condições de vida nas cidades. As conversas também abordaram os desafios enfrentados durante essas trajetórias, o processo de adaptação aos novos espaços e questões que permanecem atuais, como os preconceitos linguísticos e os estereótipos que ainda alimentam rivalidades entre diferentes regiões do país.
Para ampliar esse olhar, exploramos diferentes formas de expressão artística que retratam a experiência dos migrantes, como a pintura Os Retirantes, de Candido Portinari, as xilogravuras de J. Borges e a canção Pau de Arara, interpretada por Luiz Gonzaga. Essas obras despertaram reflexões sensíveis sobre os sonhos, as dificuldades e a coragem de quem deixou sua terra em busca de novas oportunidades. Ao final do percurso, os estudantes puderam reconhecer que as migrações não transformam apenas o território, mas também a cultura, enriquecendo o cotidiano das cidades e fortalecendo tradições que hoje fazem parte da identidade brasileira, como as festas juninas, celebradas em todas as regiões do país.
As F7s seguem avançando em seus estudos nas aulas de História. Nas últimas semanas, os estudantes estiveram envolvidos na análise da Revolução Francesa, ampliando a compreensão sobre esse importante processo e refletindo sobre suas principais transformações e impactos.
Esse percurso foi desenvolvido por meio de uma sequência de fichas de estudo, vídeos e imagens trabalhados em sala, possibilitando que o grupo construísse conhecimentos sólidos acerca do tema.
Dando continuidade a esse caminho de aprendizagem, iniciaremos os estudos sobre o Período Napoleônico, preparando as turmas para a próxima atividade avaliativa: o Julgamento de Napoleão. Essa proposta será uma oportunidade excelente para que os alunos desenvolvam a análise histórica, a capacidade de argumentação e a reflexão sobre as diferentes interpretações acerca desse personagem e de seu tempo.
Após a leitura coletiva inicial, as turmas de 8º ano seguiram na exploração do livro “Sapiens” em quadrinhos, com a tarefa de elaborar uma “produção livre” sobre um trecho da obra. Em duplas organizadas com autonomia — a partir de um critério definido pela professora —, os estudantes leram e criaram peças, jogos, maquetes, desenhos, mapas mentais e até vídeos sobre o conceito abordado em seus respectivos capítulos.
Fazendo o que nós, sapiens, fazemos de melhor — criar ficções —, os jovens nos contam a história da humanidade por meio de produções únicas e interativas. Esses trabalhos serão expostos na Feira Literária da Sá Pereira, convidando todos os visitantes a aprender mais sobre os caminhos evolutivos da espécie Homo sapiens.
A turma F8B recebeu a visita da ex-aluna Natália Penna, atualmente estudante de Psicologia, que realizou uma atividade como parte de um trabalho da faculdade. A proposta foi baseada no conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal, de Vygotsky, destacando a importância da aprendizagem por meio da interação e da colaboração. Os estudantes foram divididos em grupos e participaram de diferentes desafios, nos quais puderam construir soluções coletivamente. A experiência proporcionou um momento de troca de conhecimentos e mostrou, na prática, como a cooperação favorece o processo de aprendizagem.
As turmas do 8º ano (F8) têm se preparado para o fim do semestre! Com isso, finalizamos a nossa avaliação de parágrafos argumentativos. Após debates e leituras em sala de aula, os estudantes pesquisaram argumentos e evidências em casa. O resultado dessas pesquisas foi utilizado não apenas em novas discussões, mas também na produção de textos a favor ou contra o reconhecimento dos jogos eletrônicos como esportes. Assim, as turmas puderam vivenciar todo o processo de escrita no segundo idioma, passando pelo rascunho, pela fase de edição e pelo recebimento de feedbacks antes da versão final. Agora, nos preparamos para as atividades de encerramento, com jogos e dinâmicas artísticas que revisam tudo o que aprendemos ao longo do semestre!
No oitavo ano, aprofundamos o estudo do texto dramático a partir da leitura de uma adaptação de Hamlet, obra que nos permite discutir aspectos fundamentais da construção do texto teatral, como: conflitos, os diálogos, a organização das cenas e a complexidade e personalidade das personagens. Os alunos têm também realizado a leitura de outras peças, sobretudo para perceber as diferentes possibilidades de construção de um texto teatral. Dentro desse tema, é super importante também estudar um dos elementos principais de construção do texto: a criação das personagens. E é isso que estamos fazendo nas aulas, refletindo sobre a elaboração das personagens, dos desejos, conflitos, movimentos e motivações deles.
Do nome à aparência, os estudantes estão sendo incentivados a pensar com mais profundidade esses elementos a partir de obras como filmes, séries e peças que eles já assistiram. Esses exemplos, em sala de aula, são essenciais para que as aulas sejam colaborativas. Além disso, foram propostos exercícios de se imaginar e escrever descrições de (auto)personagens, conforme os elementos estudados. Uma outra experiência importante foi a atividade de construção de sentidos e sentimentos para o personagem. Apresentei alguns conceitos e métodos de criação desenvolvidos por Stanislavski, Roland Barthes, Charles Baudelaire e Proust para que eles pensassem a escrita de personagem como uma criação artística, com muitas possibilidades. Todas essas experimentações têm proporcionado aulas cujos momentos de participação são disputados, porque além de exercitarem a imaginação e a criatividade, os alunos se interessam em performar e mostrar as suas criações.
O primeiro semestre foi marcado por uma intensa trajetória de reflexões e experiências de aprendizagem nas turmas de F9. Ao longo dos últimos meses, diferentes áreas do conhecimento se articularam para proporcionar aos estudantes oportunidades de investigar, criar, argumentar e compreender o mundo a partir do projeto institucional.
Na área de Língua Portuguesa, a leitura do romance Jogos Vorazes mobilizou as turmas em um percurso de análise, interpretação e debates conduzidos pelas professoras Laiza Nascimento e Valquiria Luna. A obra serviu como ponto de partida para discussões sobre poder, desigualdade, ética, violência, escolhas individuais e coletivas, ampliando o repertório literário e crítico dos estudantes.
Nas aulas de Inglês, o semestre começou com atividades voltadas ao resgate das memórias afetivas relacionadas aos esportes e aos jogos. Considerando que o 9º ano representa o encerramento de uma importante etapa da vida escolar, as aulas buscaram revisitar experiências vividas pelos estudantes e compreender como a relação com o esporte se transforma ao longo do tempo. Esse percurso também possibilitou o estudo de estruturas da língua inglesa, como a revisão do Simple Past e a introdução do Present Perfect, sempre utilizando a linguagem como instrumento para compartilhar experiências, construir narrativas e dialogar sobre memória e identidade.
O segundo trimestre marcou o início da preparação para a Feira Literária. As turmas participaram de um circuito de estações dedicado ao universo das fanzines – publicações independentes produzidas de fã para fã. Durante a atividade, conheceram fanzines sobre o futebol inglês das décadas de 1970 e 1980, exploraram diferentes gêneros textuais e iniciaram o planejamento de suas próprias produções, que serão apresentadas ao público durante a Feira Literária, em agosto.
As aulas de História promoveram importantes reflexões sobre os acontecimentos da primeira metade do século XX. A leitura da premiada história em quadrinhos Maus permitiu aos estudantes compreenderem os impactos do nazifascismo e do Holocausto a partir de uma narrativa sensível e profundamente humana, estimulando debates sobre memória, direitos humanos e os desafios da preservação da democracia.
Em Geografia, os estudos estiveram voltados para a compreensão da globalização e das profundas desigualdades que caracterizam o mundo contemporâneo. As discussões partiram das ideias do geógrafo Milton Santos e de seu documentário sobre a globalização, permitindo analisar como os processos de integração econômica, tecnológica e cultural ocorrem de forma desigual. Ao final dessa etapa, os estudantes organizaram pesquisas, materiais visuais e apresentações para os seminários, exercitando o protagonismo na construção do conhecimento.
Na Matemática, a curiosidade foi uma das ferramentas de investigação. Em uma atividade prática, os estudantes mediram circunferências e diâmetros de diferentes objetos da sala de aula em busca de um padrão matemático. Ao comparar os resultados, descobriram experimentalmente que a razão entre essas medidas é sempre um número um pouco maior que três, chegando de forma natural e investigativa ao conceito de π (Pi). A experiência mostrou como a Matemática pode nascer da observação do cotidiano e da experimentação.
O semestre também foi marcado por importantes momentos de avaliação. Pela primeira vez, as turmas tiveram uma Jornada Avaliativa, realizada com grande engajamento dos estudantes e baixo índice de ausências. Além disso, foi realizada mais uma edição do Exame Evolucional, instrumento que contribui para que a equipe pedagógica acompanhe o desenvolvimento das aprendizagens construídas ao longo do Ensino Fundamental II e planeje os próximos passos do trabalho pedagógico.
O semestre reafirmou o nosso compromisso com uma educação que integra conhecimento, pensamento crítico, criatividade, investigação e participação ativa dos estudantes. Agora, a comunidade escolar se prepara para o segundo semestre, que trará novos desafios, a Feira Literária, a Feira Moderna, a culminância dos projetos de pesquisa e a reta final de um ciclo importante na trajetória dos nossos jovens.