As turmas do Ateliê retornaram do recesso cheias de energia para as descobertas do segundo semestre!
Na Oficina de Jogos e Brincadeiras, retomamos o Bozó, um jogo que, além de divertir, favorece o desenvolvimento de importantes habilidades matemáticas. A cada partida, as crianças mobilizam estratégias, exercitam o raciocínio lógico, exploram conceitos de aleatoriedade, realizam contagens, efetuam cálculos e tomam decisões, construindo conhecimentos de forma significativa e prazerosa.
O interesse e o envolvimento do grupo foram tão expressivos que o Bozó se tornou a inspiração para o livro do Ateliê de 2026, que já está em produção. Estamos muito animados para registrar nossas descobertas e aprendizagens e compartilhar esse trabalho com toda a comunidade.
Aguardem! Temos muitas novidades pela frente!
Na última semana, as turmas do Ateliê participaram de uma atividade no Parque Lage, dando continuidade ao trabalho realizado em sala sobre as partes das plantas em inglês.
A experiência permitiu que as crianças retomassem, de forma prática e divertida, o vocabulário estudado — roots (raízes), stem (caule), leaves (folhas) e flowers (flores) —, reconhecendo esses elementos em meio à natureza. Durante a exploração, recolheram apenas materiais naturais que já estavam no chão, como folhas de diferentes formatos, gravetos, cascas e pétalas.
Em seguida, cada criança criou sua própria planta em uma folha de papel, utilizando os elementos encontrados no Parque e identificando oralmente suas partes em inglês. Assim, o vocabulário trabalhado em sala ganhou novos sentidos a partir da observação do ambiente e da produção artística.
A proposta amplia as possibilidades de aprendizagem para além da sala de aula, favorecendo o contato com a natureza, a curiosidade e a investigação. No Parque Lage, as crianças puderam observar, explorar e relacionar o que aprenderam em inglês às descobertas feitas no espaço.
Nas aulas de Judô, as crianças iniciam os encontros com um aquecimento específico, realizando exercícios como o Ushiro Ukemi (treino de quedas), o carrinho de mão e o Zempo Kaiten (rolamento). Esses movimentos ajudam a preparar o corpo de maneira cuidadosa e dinâmica para os desafios que serão vivenciados ao longo da aula.
Com entusiasmo e parceria, elas vêm experimentando diferentes possibilidades de luta, ampliando seu repertório corporal e construindo estratégias e combinações de golpes. Em duplas, alternam os papéis durante as práticas, ora executando os movimentos, ora vivenciando as ações do parceiro, sempre atentas aos combinados e ao cuidado com o outro.
Nesse percurso, o Judô também se apresenta como um importante espaço de aprendizagem sobre o próprio corpo e sobre a relação com o outro. A cada encontro, as crianças são convidadas a exercitar a concentração, a confiança, o autocontrole e o respeito, percebendo que, para avançar nos desafios da luta, é preciso estar atento não apenas aos próprios movimentos, mas também ao ritmo, às possibilidades e aos limites de quem está ao seu lado.
Ateliê – F2 a F5 – Oficina de Construção
Começamos o segundo semestre, na Oficina de Construção do Ateliê, com um novo modelo de ficha para o registro dos experimentos. Esse novo material possui mais espaço para a elaboração e a escrita sobre as experiências realizadas.
Conversamos com os grupos sobre a importância de um bom registro, pois é nesse momento de reflexão que analisamos o que realmente nos chamou a atenção e o que aprendemos com cada experimento. Além disso, é por meio de um registro claro e detalhado que conseguimos reproduzir uma experiência e compartilhar o conhecimento construído com outras pessoas.
Relacionamos nosso registro ao que chamamos de relatório experimental e abordamos também a importância dos artigos científicos para a construção da ciência. Esse primeiro registro, utilizando o modelo completo, foi realizado de maneira coletiva, com todos os alunos contribuindo para cada uma de suas partes: desenho esquemático, que nos ajuda a compreender o texto; título; e lista de materiais.
O experimento escolhido para essa primeira escrita mais completa foi O problema da régua equilibrada. A partir das hipóteses e observações das crianças, conversamos sobre ponto de apoio, equilíbrio e a influência de diferentes pesos e posições na régua.
A proposta foi desafiadora, pois exigiu um momento de reflexão coletiva sobre o fenômeno observado e uma escrita mais extensa e detalhada sobre o experimento. Dessa forma, seguimos avançando na construção do pensamento científico e na compreensão da importância de registrar nossos procedimentos, observações e resultados para investigar e compreender diferentes fenômenos
Nas sextas-feiras, as crianças do Ateliê ampliam o pátio da escola para o Parque Lage, onde encontram um espaço para explorar a natureza, brincar e resgatar brincadeiras populares.
Entre escavações em busca de pedrinhas, “armadilhas do bem” para os animais e deliciosos bolos de lama, a imaginação transforma os elementos da natureza em matéria-prima para muitas descobertas. As bolinhas de gude também fazem sucesso, desafiando as crianças a aprimorar a mira, criar estratégias e se envolver em partidas desafiadoras!
As brincadeiras com bola mobilizam uma parte do grupo e ganham um desafio especial quando ela cai no lago: enquanto os professores criam estratégias para recuperá-la, as crianças fazem uma animada torcida. Jogos como o nó e o reloginho também convidam à comunicação, à atenção e à parceria.
Em meio à natureza, cada brincadeira ganha novos sentidos. O Parque Lage tem sido palco de encontros, invenções, desafios e muitas risadas, onde as crianças compartilham descobertas e, juntas, dão vida às suas próprias maneiras de brincar.
Seguimos trabalhando com as fábulas de Esopo The Grasshopper and the Ant e The Ant and the Dove. A partir dessas histórias, exploramos vocabulário e estruturas relacionados às estações do ano: spring, summer, fall/autumn e winter, e às roupas adequadas a diferentes situações, como T-shirt, shorts, dress, jacket, coat, boots e hat.
Também retomamos estruturas simples para falar sobre as características de cada estação e sobre as roupas que usamos em diferentes situações: It’s summer. It’s hot. I wear a T-shirt.
As fábulas também possibilitaram conversar sobre atitudes de solidariedade, amizade, cooperação e cuidado com o outro. Em inglês, exploramos palavras e expressões relacionadas a esses temas, como friend, help, share, work together, be kind e help each other, e construímos frases curtas para falar sobre atitudes de cuidado e colaboração no cotidiano.
As crianças do Ateliê celebraram a Capoeira em uma manhã de encontro e troca na Lagoa. A roda reuniu famílias, professores e mestres, permitindo compartilhar um pouco do trabalho desenvolvido nas aulas.
Leandro e Cigano convidaram outros mestres e parceiros para o encontro, ampliando as experiências do grupo com diferentes cantos, ritmos e movimentos. A apresentação do Jongo também marcou a manhã, aproximando crianças e adultos de outra importante manifestação da cultura afro-brasileira.
As famílias puderam experimentar movimentos do Jongo e da Capoeira, vivenciando parte do que as crianças aprendem e constroem ao longo das aulas.
A manhã também marcou a apresentação da arte da camisa da Capoeira deste ano, criada a partir do desenho feito pelos alunos do Ateliê de F5 Adriano Martins, Beatriz Pontual, Nina Monnerat e Matias Villar. Ao receberem as camisas entregues pelo professor Leandro, as crianças puderam apreciar a criação dos colegas, observar seus detalhes e compartilhar suas impressões.
Para completar, fomos presenteados com uma manhã de sol, que acompanhou a roda e deixou o encontro ainda mais bonito.
Em setembro, a oficina de construção do Ateliê seguiu por dois caminhos de investigação.
O grupo 3 iniciou seus estudos sobre eletrônica, circuitos elétricos e programação. A partir do desafio de acender um LED com uma bateria e fios, as crianças compreenderam o que é um circuito simples e descobriram a função do resistor, componente que controla a corrente elétrica e evita que o LED queime. Esses conhecimentos são a base para a próxima etapa: os experimentos com o microcontrolador Arduino, que vão aproximar as crianças da programação.
Já os grupos 1 e 2, com as crianças mais novas, investigaram a elasticidade dos materiais e a força elástica por meio de brinquedos científicos. Com palitos de picolé, elásticos e tampinhas de garrafa, construíram catapultas e testaram a pontaria lançando bolinhas de papel-alumínio em uma caixa. O desafio, que parecia simples, exigiu muitas tentativas para encontrar a força certa, uma forma divertida de experimentar na prática como a força influencia o movimento.
Nas últimas semanas, as crianças, junto com os professores, organizaram um campeonato de Bozó. Por sorteio, que gerou muita empolgação, foram formados oito grupos, e as regras da competição foram combinadas coletivamente.
Mais do que a disputa, a diversão e a convivência são os principais elementos que orientam o campeonato. E, como já destacamos em outros momentos, o Bozó não é apenas um jogo de sorte: ele também exige planejamento, elaboração de estratégias e tomada de decisões.
Ao longo do campeonato, as crianças jogam as três modalidades de Bozó que conheceram na oficina, o que amplia as possibilidades de participação e permite que cada integrante contribua para a pontuação do seu grupo.
No encerramento, medalhas celebrarão as diferentes conquistas, valorizando não apenas os resultados, mas também o envolvimento e a dedicação de cada participante ao longo do percurso.
Seguimos acompanhando, curiosos para descobrir quais serão as próximas jogadas até a grande final!