Bem-vindos ao Primeiro Ano

F1

A chegada ao primeiro ano é vivida de um jeito muito especial pelas crianças e suas famílias.

Curiosidade, medo, alegria e aquele conhecido friozinho na barriga fazem parte desse passo que é dado na vida escolar.

Cuidamos da chegada com carinho e aos pouquinhos estamos nos conhecendo melhor, fortalecendo vínculos importantes de afeto e confiança. 

O samba da escola aqueceu a criançada para o Carnaval e, junto com a imagem da agenda, a reprodução da obra Cerimônia, de Nkosi,   instigou nossas primeiras atividades sobre o projeto deste ano.

Dar protagonismo às atletas negras, retratando os bastidores e as relações no convívio intenso do esporte, como faz a artista, rendeu conversas interessantes. 

Que palavras combinam com essa imagem? O que elas poderiam estar falando umas para as outras? Acolhimento, alegria, abraço, tristeza, união, emoção e muitas outras foram citadas pelas crianças.

Aproveitamos a oportunidade para apresentar Daiane dos Santos e Rebeca Andrade –  respectivamente a primeira ginasta negra a ganhar uma medalha de ouro em Mundial e uma integrante do primeiro pódio inteiramente negro da história do esporte.

Ao som de Brasileirinho e Baile de Favela, as turmas vibraram com os solos das atletas brasileiras que venceram barreiras estruturais e fizeram história.

Não faltou ginga, beleza e emoção neste início de ano!

Bloco Sá Pereira

No último sábado, nosso bloco foi pra rua marcando a abertura simbólica do projeto institucional de 2026: “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”.

Mais do que uma celebração, o bloco é um disparador do nosso projeto de pesquisa. É ele que inaugura o tema do ano e coloca o corpo em ação como território de experiência, encontro e aprendizagem. Por isso, mais uma vez, realizamos o concurso de samba, convidando toda a comunidade escolar a compor, cantar e pensar junto. Entre os sambas inscritos, o escolhido foi “Um passo à frente”, de Carlos Fernando M. Silva e Moyses J. Cohen, tornando-se trilha, linguagem e pergunta.

O desfile contou com a bateria da escola e com a presença de estudantes, educadores e famílias, que chegaram fantasiados e engajados. Muitas das fantasias dialogavam diretamente com o tema do projeto, explorando o corpo em movimento, o jogo, a brincadeira, o esporte e a ginga como expressão cultural, simbólica e coletiva. Entrar na roda, aqui, foi aceitar o convite ao encontro.

E como todo bom dia de festa precisa de um pouco de cumplicidade do céu, São Pedro ajudou: a chuva só veio mais tarde, permitindo que o bloco ocupasse o espaço, dançasse, cantasse e celebrasse com tranquilidade.

Foi um dia muito feliz. Um dia de corpos presentes, de alegria compartilhada e de início de percurso. Um começo que reafirma nossa escolha por uma educação que reconhece o corpo como lugar de aprendizagem, o jogo como experiência e a cultura como linguagem viva.

Que venha 2026. Com ginga, com jogo e com o corpo inteiro em cena.

Pedimos aos que tiverem registros desse dia que os compartilhem conosco, no link abaixo.

Fotos do Bloco

Alegria na Pereirinha

Pereirinha

O ano na Pereirinha começou com corredores cheios de sorrisos, reencontros e muitas novidades! Nossa escola abriu os portões para dar as boas-vindas e receber as crianças antigas e novas, que chegaram trazendo curiosidade, expectativas e aquele friozinho na barriga típico dos grandes começos.

Entre olhares atentos e passos ainda tímidos, as crianças pequenas iniciaram seu processo de acolhimento com o apoio carinhoso das professoras, que lhes ofereceram colo, escuta e muito afeto. Aos poucos, o choro vai dando lugar às risadas e às brincadeiras compartilhadas, e as primeiras amizades já começam a aparecer.

As turmas do primeiro ano também viveram momentos especiais. A alegria era visível ao abrir as mochilas e organizar, com orgulho, os materiais novos: cadernos, estojos e tantos outros objetos que marcam o início dessa nova etapa.

Neste ano, nosso projeto pedagógico tem um nome que já inspira muita alegria e movimento: “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”. Ao longo do semestre vamos explorar o esporte para além da competição, valorizando a ludicidade, o respeito, a cooperação e a alegria de brincar e se movimentar juntos.

Agora, faremos uma breve pausa para a folia e a celebração do Carnaval. Que esse tempo seja de diversão e descanso, para retornarmos com ainda mais energia e entusiasmo para viver um ano que promete ser lindo, com muita ginga, jogo e esporte!

Gincana

Todo início de ano, parte dos nossos encontros pedagógicos com a equipe é destinada à leitura de textos e a discussões sobre o tema de estudo do ano.

Mas esses encontros não ficam apenas no campo teórico, há também a prática. Em nossa gincana, as equipes de Linguagens, Ciências, Humanidades, Educação Infantil, Artes e as de Fundamental e Médio criam atividades de sensibilização para o projeto e as compartilham entre si.

Nessa dinâmica, os professores ocupam o lugar de alunos, experimentando as propostas elaboradas por seus colegas, vivenciando jogos, dinâmicas e situações de aprendizagem. Além da experiência prática, há um espaço de troca entre os diferentes segmentos, que alimenta o coletivo com perguntas, ideias e possibilidades para o ano que se inicia.

Sensibilização

F1 – Dança

As turmas de F1 conheceram um pouco sobre o Frevo, buscando relações com o projeto institucional: “Ginga e corpo, quando o esporte sonha ser jogo”.

Refletimos sobre como o corpo se relaciona com o espaço e com o outro, seja na criação dos movimentos ou no jogo, e o que precisamos para nos mantermos de pé e em movimento.

Curiosas e participativas, as crianças levantaram várias hipóteses:
“O Frevo é um jogo de movimentos.”
“É preciso ter ritmo, energia, equilíbrio.”
“Usar os apoios.”
“É preciso cuidado.”

Aprendemos passos como saci-pererê, ferrolho, tesoura, chute de frente e chute de lado, exploramos equilíbrios e desequilíbrios e, usando nosso repertório corporal, improvisamos e criamos nossos passos.

Como disseram as crianças, “no Frevo não pode faltar alegria, felicidade!”

Jogar, Brincar e Tocar

F1 – Dança

Iniciamos o ano em clima de carnaval. Às vésperas do desfile do Bloco Sá Pereira, nosso primeiro encontro foi marcado por ritmo e brincadeira coletiva.

Começamos nos apresentando de forma musical: cada criança dizia seu nome batendo palmas conforme o número de sílabas, percebendo o ritmo presente nas palavras. Em seguida, aprendemos os refrões do samba vencedor e refletimos sobre um de seus versos: “Sá Pereira cai no samba/ O Bloco já tá pronto pra jogar”.

A partir da palavra “jogar”, ampliamos a conversa. Em outras línguas, como o inglês (to play) e o francês (jouer), o mesmo verbo também significa brincar e tocar. Essa ideia aproxima música, jogo e brincadeira – eixo central do projeto deste ano.

Para começar essa experiência, trabalhamos o pulso musical, o ritmo cíclico que sustenta a música. Em roda, cada criança tocava quatro batidas e passava o pulso ao colega, experimentando na prática o jogo de escutar, tocar e sustentar juntos o ritmo coletivo.

Matemática do Cotidiano

F1

O que é um calendário? Pra que serve?  

Com essas perguntas iniciamos nossa conversa e o manejo do calendário, esse instrumento importante para a inserção da Matemática no cotidiano das F1. 

As crianças compartilharam seus conhecimentos prévios e, aos poucos, vão se apropriando da matemática dessa ferramenta que conta o tempo. Os calendário anual e também os de Janeiro e Fevereiro foram para o caderno junto com alguns desafios: descobrir os números que faltam, os nomes dos meses e perceber quantos dias tem cada mês.   

Aproveitamos para marcar as datas dos eventos importantes das turmas, como  início das aulas e o dia do bloco Sá Pereira, e construímos juntos um mural dos aniversários na sala.

O Alfabeto

F1

A construção do alfabeto ilustrado nas turmas de F1 é uma atividade muito significativa. 

Iniciamos sequenciando as letras do alfabeto e depois separamos as fichas com os nomes das crianças e professoras de acordo com sua letra inicial.

Fotografamos a turma, reunindo as crianças cujo nome começa com a mesma letra, um momento sempre divertido, e colamos as fotografias nas letras relativas aos nomes.

Em seguida, completamos o quadro, escolhendo palavras iniciadas pelas letras ainda não preenchidas, e buscamos imagens para representá-las. Este ano, instigados pelo novo projeto, lançamos o desafio de procurar um  esporte ou jogo  para cada letra que faltou.

O alfabeto pronto vai  para o mural  da sala e se tornará uma fonte de consulta importante nas atividades de escrita e leitura na escola.

Desdobramos esta atividade enviando um alfabeto para cada criança, para auxiliá-las durante as tarefas de casa. Como recurso, mandaremos também uma ficha com todos os nomes das crianças da turma. Palavras que, quando se tornam estáveis, ajudam as crianças a construir outras.

Pedimos que seja tudo plastificado e que fique na pasta.

O Jogo no Espaço

F1 – Dança

Divididas em grupos, as crianças de F1 exploraram dinâmicas de jogo no espaço utilizando uma bola de meia e cones de plástico, que pouco a pouco iam sendo retirados até que não houvesse nenhum material disponível além do corpo e da música.

Enquanto um grupo realizava a atividade, os demais apreciavam e elaboravam suas observações.
Sentados em roda, conversamos e pensamos juntos sobre qual etapa da atividade era mais competitiva, se todas representavam um jogo, se no jogo haviam regras e o que se transformou de uma etapa a outra.

“O futebol era mais competitivo.”

“Percebi que os elementos foram sendo retirados em uma ordem: cones, bola e depois ficou sem nada.”

“O jogo mudou quando tirou os cones: de futebol, virou queimado.”

“Percebi que quando não tinha nenhum objeto, algumas crianças ficaram “fingindo” que estavam jogando o mesmo jogo de antes.”

“Tentei sugerir que fizéssemos uma brincadeira que não precisasse de nenhum objeto.”

Finalizamos com a pergunta: se no jogo tem regras que precisamos saber para chegar ao objetivo, na dança será que também tem regras? E que foi prontamente respondida:
“Sim e não, porque na dança livre não tem regras.”

Com estas impressões, as crianças vão ampliando não só o repertório motor no espaço como também o vocabulário referente a linguagem da dança.

Anéis Olímpicos 

F1

As turmas do primeiro ano foram surpreendidas com um pequeno papel que apareceu por debaixo da porta das salas. Nele havia uma pista e um convite para procurar um tesouro pela escola. Passando pela Biblioteca, Pereirão, Sala de Jogos, Campinho e Salão, as turmas foram encontrando bambolês coloridos e novas pistas. Com todos os bambolês em mãos, identificaram mais uma parte do tesouro: a imagem dos anéis olímpicos. 

Rapidamente as crianças falaram que já tinham visto aquela imagem em outros lugares, umas na televisão, outras em livros, até que algumas lembraram: “Esse é o símbolo das Olimpíadas!”. 

Reproduzimos a imagem com os bambolês e lançamos um desafio: Qual história esse símbolo conta? 

Cada criança levou para casa um papel para, junto com a família, pesquisar curiosidades sobre os anéis olímpicos. O retorno das pesquisas foi muito interessante e aguçou a curiosidade das crianças sobre essa história que é tão antiga.

A partir dessa conversa, vamos iniciar nossas pesquisas sobre perguntas que rondavam as duas turmas desde o início das atividades de sensibilização. Como e onde os esportes foram inventados?

Que comecem os jogos!

Mineiro-Pau

F1 – Música

Dando continuidade ao trabalho de pulso rítmico iniciado no carnaval, alinhamos a proposta ao projeto institucional deste ano por meio do Mineiro-Pau.

Trata-se de um brinquedo popular do interior do estado do Rio de Janeiro, especialmente da região de Santo Antônio de Pádua, ligado ao Boi Pintadinho e ao trabalho do Mestre Nico. O Mineiro-Pau reúne elementos de jogo, dança e luta, com origem nos cantos de trabalho.

A prática acontece em roda, com bastões de madeira (em aula, utilizamos cabos de vassoura). Os movimentos seguem um pulso de quatro tempos, com marcação forte no chão e batidas entre os bastões, criando uma dinâmica que lembra ataque e esquiva.

O ritmo é conduzido pela voz, sanfona, surdo e caixa, somado ao som dos próprios bastões. As letras fazem referência ao universo rural e aos personagens do Boi Pintadinho.

Esporte e Movimento

F1

Chegou a hora da tão esperada votação para a escolha do nome da turma, momento especial que ajuda a construir a identidade do grupo e colocar todas as crianças  em torno de um interesse em comum, as pesquisas do projeto.  

Entre as sugestões estavam Turma do Esporte, do Jogo e da Ginga na F1A, e Turma do Movimento, do Jogo e das Olimpíadas na F1B.

Na Turma A, o nome Esporte ganhou com folga, mas na Turma B a disputa foi ponto a ponto entre os nomes Olimpíadas e Movimento. 

A votação envolveu, além de muita euforia, a contagem dos votos e também a construção de um gráfico.

Qual foi o nome mais votado? E o menos? Quantos votos a mais o vencedor recebeu?

Agora  a F1A é a Turma do Esporte  e a F1B é a Turma do Movimento. 

Os grupos já começam apontar caminhos de pesquisa e certamente será um ano para se movimentar e desvendar muitas curiosidades sobre os esportes.

Esporte e Movimento

F1

As turmas F1 viveram um passeio bastante especial com a presença de Samir, professor de Educação Física. Ele preparou brincadeiras inspiradas nos Jogos Olímpicos da Antiguidade, e as crianças puderam vivenciar essas propostas em meio à beleza do cenário dos Jardins do MAM.

Divididas em equipes que misturavam as duas turmas e receberam nomes de cidades gregas, as crianças participaram de uma pequena competição, com direito a cerimônia de abertura e encerramento.

As equipes Tebas, Esparta, Atenas e Olímpia receberam a mensagem de trégua das guerras, carregaram a tocha olímpica, participaram de corridas de revezamentos e ainda deram a volta olímpica ao final da competição.

O espírito olímpico esteve presente durante toda a atividade, reforçando a união e a paz entre todos os envolvidos.

No encerramento dos jogos, as crianças fizeram um delicioso lanche com os amigos, recarregando a energia dos nossos pequenos atletas para brincar mais um pouquinho entre as pedras do jardim.

Uma tarde de esportes e muito movimento.

Entrevista 

F1

As Turmas do Esporte e do Movimento, inspiradas nos nomes que receberam,  resolveram fazer uma pesquisa com os adultos da escola. 

Será que praticam algum esporte? Praticaram durante a infância? Se movimentam e fazem alguma atividade física? 

Em duplas, as crianças circularam pela escola, entrevistando os funcionários.

Anotaram o nome dos entrevistados, fizeram perguntas e escreveram as respostas.

As duplas se apoiaram na escrita das palavras num trabalho em conjunto. Lembravam pedacinhos de nomes conhecidos, davam dicas de letras, cada um escreveu  um pouquinho. Uma beleza de ver!

Ao final da pesquisa, vamos desdobrar as informações coletadas em diferentes atividades como listas, gráficos, registros escritos e  plásticos 

Nossa viagem pelo mundo dos esportes está só começando e iremos longe no tempo nessa pesquisa. 

Materiais sobre os jogos olímpicos na Antiguidade e na Era Moderna são bem vindos.

Parlendas de Escolher 

F1

Acreditamos que as aprendizagens se dão na troca, na interação, e por isso trabalhar coletivamente é um recurso rico e importante no Primeiro Ano. 

Brincar com  parlendas faz parte do nosso trabalho na alfabetização e, inspirados no tema do projeto,  aproveitamos para explorar as que usamos para escolher times e equipes nos jogos nos pátio.

Uni Duni Tê, Lá em cima do piano, Um porquinho foi pra escola e Xique-xique carambola foram algumas escolhidas pelas turmas 

As crianças trabalharam em duplas para fazer o registro das músicas.  Uma criança era a escriba e a outra, com mais recurso, a auxiliava propondo reflexões e sugestões sobre a escrita. Soletrar, perceber sons e sílabas pensar sobre a ortografia das palavras permitiram conversas ricas entre as crianças que ajudam a ampliar percepções e a experiência com a nossa Língua. 

Exercitar a cooperação, a atenção e a escuta, também foram pontos importantes desse trabalho em equipe. Uma beleza de ver!

Mineiro Pau do Mestre Nico

F1- Música

As turmas do primeiro ano assistiram a uma entrevista com o Mestre Nico, de Santo Antônio de Pádua, sobre o Mineiro-Pau e o Boi Pintadinho.

Na conversa, o Mestre conta como esse saber foi transmitido de geração em geração e destaca a importância da brincadeira para a comunidade, nos aspectos cultural, educativo e social. Ele também fala sobre a origem do Mineiro-Pau, ligada ao trabalho no campo, quando as pessoas utilizavam os paus para bater o arroz durante a secagem.

Sempre associado ao Boi Pintadinho, Nico apresenta os personagens da brincadeira, como a Boneca Gigante, a burrinha, o boi e o Jaguará, este último, feito com crânio de cavalo e corpo de gente, costuma chamar bastante a atenção das crianças.

Nas aulas, já começamos a integrar os passos do Mineiro-Pau a outras estruturas de movimento, como as da quadrilha,  túnel, fileiras e formações coletivas. A brincadeira vai ganhando forma, e as crianças estão envolvidas com o processo.

A Chama Olímpica 

F1

As F1 descobriram algumas curiosidades sobre a tocha olímpica,  um símbolo importante  que faz o elo entre os  jogos olímpicos  da Antiguidade e os da Era Moderna. 

O livro A Viagem da Chama Olímpica, de Mirna Portela,  trazido pela amiga Elis, da Turma do Movimento, ajudou a enriquecer a conversa sobre esse ritual tão significativo. 

A tradição dos antigos gregos de manter o fogo aceso nos templos durante os jogos  foi reintroduzida nos jogos da modernidade. Numa cerimônia que se inicia em Olímpia, na Grécia,  e segue pelo mundo, acontece um  revezamento da tocha  que une pessoas e atletas de vários continentes, levando uma mensagem de amizade e paz,  até a tocha chegar à cidade anfitriã.  

As crianças conheceram diversas tochas usadas ao longo da história das Olimpíadas e experimentaram desenhar alguns modelos. O fogo foi parar na sala de artes e  derreteu o giz de cera que representou a chama olímpica. 

Através das  atividades plásticas  também registramos  descobertas que  ajudam a contar um pouco dessa  história  que estamos conhecendo.

Tocha Olímpica e Visita 

F1

As turmas de Primeiro Ano receberam a visita do Arthur, dindo do amigo Tomás da Turma do Movimento, que trouxe um objeto muito especial para as crianças  conhecerem: a tocha das Olimpíadas do Rio. 

Arthur contou que participou do revezamento  que aconteceu em várias regiões do Brasil até a tocha chegar no Rio para a cerimônia de abertura dos jogos. 

Nosso visitante  respondeu algumas curiosidades das crianças e mostrou fotos desse momento tão bacana que viveu em Jaraguá do Sul, sua cidade. Depois, bastante entusiasmadas, as crianças  fizeram  um revezamento da tocha numa roda na sala. 

Foi uma emoção poder segurá-la, sentir seu peso e apreciar de pertinho seus detalhes. 

Agradecemos o Arthur por compartilhar com a gente sua história e esse objeto tão significativo na história olímpica.

Desenho em Movimento

F1 -Dança

Nas aulas de Dança, as turmas do Esporte e do Movimento vêm explorando diversas possibilidades de movimentação no espaço.
Pensamos como o corpo pode estabelecer linhas imaginárias no espaço e como seriam elas: retas, circulares, angulares, para, em seguida, explorá-las pintando o espaço a partir de diferentes segmentos corporais.
Conhecemos o projeto italiano Segni Mossi, criado pelo artista visual Alessandro Lumare e a coreógrafa Simona Lobefaro, que visa investigar a relação entre o movimento corporal e o grafismo trazendo para o foco o processo criativo e produzimos coletivamente um grande trabalho a partir dos movimentos realizados pelas crianças.
E também experimentamos, em pequenos grupos, dançar com tinta sobre uma cartolina, ao som de Uakti, observando as formas produzidas no papel a partir de estímulos sonoros distintos.

Mitologia Grega

F1

Pesquisando sobre a origem dos Jogos Olímpicos, nos deparamos com algumas versões. Em uma delas,  os jogos seriam uma maneira de homenagear Zeus, o maior dos deuses gregos. 

Aos poucos, as turmas do Esporte e do Movimento estão conhecendo algumas histórias da mitologia grega e também características dos deuses olimpianos. 

Zeus, Hera, Hestia, Poseidon, Apolo, Artêmis, Afrodite , Hermes, Deméter, Hefesto, Ares e Atenas estão sendo apresentados através do livro Mitologia Grega uma introdução para crianças, de Heather Alexander,  e outros materiais trazidos pelas turmas, que andam bastante envolvidas. 

Aproveitamos para ilustrar essas histórias também  com esculturas produzidas por diferentes artistas em diferentes momentos da história.  Esculturas gregas, romanas, barrocas e outras  têm servido de inspiração para dar forma a esses personagens tão fascinantes.

Diálogos Sobre Gênero

Entre os dias 11 e 15 de maio, a Escola Sá Pereira realizou a Semana Diálogos sobre Gênero, um encontro construído por muitas mãos e marcado pela parceria entre escola e famílias, movidas pelo desejo comum de refletir sobre a formação que queremos oferecer às nossas crianças e jovens diante de questões tão urgentes do nosso tempo.

Ao longo da semana, nossa comunidade participou de oficinas e conversas sobre os direitos das mulheres, a presença feminina no esporte e as relações entre meninos e meninas, reafirmando princípios fundamentais do nosso projeto pedagógico: o respeito às diferenças, o cuidado nas relações, a convivência democrática e a construção de uma sociedade mais justa e acolhedora. 

Mais do que os temas discutidos, gostaríamos de destacar a forma como esse processo foi construído: por meio da escuta, da participação coletiva e do diálogo entre escola e famílias, uma marca tão importante da nossa escola.

Nosso agradecimento especial a todas as pessoas que tornaram essa semana possível. À Geovana Pires, que abriu a programação com a oficina A poesia formando coletivos para as famílias e com a apresentação de Perigosas Damas para os estudantes da F9 e do Ensino Médio. À Jaqueline Silva, medalhista olímpica do vôlei de praia e às nossas alunas atletas Martina Casé, Maria Ester, Pietra Oliveira, Leticia Helal e Sofia Barbosa, que compartilharam suas trajetórias e reflexões no encontro sobre meninas no esporte. À Daniela Braga, pela vivência de dança com os jovens da M3. E à promotora Gabriela Lusquinos, que encerrou a programação dialogando com os estudantes do Fundamental II sobre misoginia, cyberbullying, uso das telas e os desafios do convívio contemporâneo.

Seguimos acreditando na importância de criar espaços de encontro, escuta e diálogo para fortalecer uma educação mais humana, sensível e comprometida com o cuidado coletivo.

Meninas no Esporte 

F1

As turmas de F1 foram à Pereirona para o encontro  Meninas no Esporte que fez parte do ciclo de conversas Diálogos sobre Gênero.

Jackie não pode estar presente nos dois turnos e participou somente do evento da manhã. Mas isso não diminuiu a empolgação do encontro. As turmas  se depararam com um timaço de meninas esportistas que estudam na escola e foram entrevistadas por Sofia Barbosa, também aluna da Sá Pereira.

Letícia Helal, skatista; Martina Casé, Karateca; Pietra Oliveira, que pratica  triathlon e Maria Ester, competidora de jiu-jitsu e luta livre, formaram esse time. 

As 4 meninas falaram sobre sua trajetória, o começo delas no esporte, os desafios enfrentados, tanto por iniciar uma modalidade, quanto por serem meninas e, algumas vezes, desacreditadas de suas capacidades. 

Com simpatia, confiança e sinceridade, falaram com propriedade sobre o esporte de cada uma, o cotidiano de treinos  e ainda mostraram medalhas e troféus importantes que ganharam ao longo desse tempo como atletas. 

Camila, professora do Quinto Ano, que esteve com a Jackie no encontro da manhã, ficou encarregada de contar um pouquinho de sua história para as turmas. Aproveitamos  também para  ler para as duas turmas o livro Jackie uma Campeã Olímpica, de Mônica Werneck e Rodrigo Lacerda.

As crianças ainda lancharam por lá e fizeram um pátio divertido com os amigos do Segundo Ano, com quem conviverão no próximo ano.

Museu de Belas Artes 

F1

Embalados pelas pesquisas sobre mitologia grega, as Turmas do Esporte e do Movimento foram visitar  o Museu de Belas Artes para ver as moldagens de esculturas greco-romanas. 

As cópias feitas em gesso representando divindades, figuras mitológicas e personagens históricos deixaram as crianças fascinadas. 

Ao longo da visita foram  relacionando o que viam com algumas histórias ouvidas na escola e também com  detalhes e características de cada deus.

Ainda visitamos a exposição Histórias que a Arte Conta  que por sorte também tinha obras que se relacionavam com com nossas pesquisas. Vimos uma  pintura que retratava um importante filósofo grego, outra representando uma história mitológica, a  escultura de Deméter e também o busto de Antínoo,  um peça arqueológica que pertence ao museu.

Aproveitamos para fazer um desenho de observação de esculturas escolhidas pelas crianças e  para começar lá mesmo a leitura do mito de Perséfone e Hades, que se relaciona com a deusa Deméter, apresentada pelos guias.

Além dos passeios, os materiais trazidos pelas crianças  têm enriquecido nosso projeto e os momentos de leitura, como livro Mitos Gregos,  de Eric Kimmel  trazido por Bento e Caio, repletos de histórias adaptadas para as crianças.