No último sábado, nosso bloco foi pra rua marcando a abertura simbólica do projeto institucional de 2026: “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”.
Mais do que uma celebração, o bloco é um disparador do nosso projeto de pesquisa. É ele que inaugura o tema do ano e coloca o corpo em ação como território de experiência, encontro e aprendizagem. Por isso, mais uma vez, realizamos o concurso de samba, convidando toda a comunidade escolar a compor, cantar e pensar junto. Entre os sambas inscritos, o escolhido foi “Um passo à frente”, de Carlos Fernando M. Silva e Moyses J. Cohen, tornando-se trilha, linguagem e pergunta.
O desfile contou com a bateria da escola e com a presença de estudantes, educadores e famílias, que chegaram fantasiados e engajados. Muitas das fantasias dialogavam diretamente com o tema do projeto, explorando o corpo em movimento, o jogo, a brincadeira, o esporte e a ginga como expressão cultural, simbólica e coletiva. Entrar na roda, aqui, foi aceitar o convite ao encontro.
E como todo bom dia de festa precisa de um pouco de cumplicidade do céu, São Pedro ajudou: a chuva só veio mais tarde, permitindo que o bloco ocupasse o espaço, dançasse, cantasse e celebrasse com tranquilidade.
Foi um dia muito feliz. Um dia de corpos presentes, de alegria compartilhada e de início de percurso. Um começo que reafirma nossa escolha por uma educação que reconhece o corpo como lugar de aprendizagem, o jogo como experiência e a cultura como linguagem viva.
Que venha 2026. Com ginga, com jogo e com o corpo inteiro em cena.
Pedimos aos que tiverem registros desse dia que os compartilhem conosco, no link abaixo.
Todo início de ano, parte dos nossos encontros pedagógicos com a equipe é destinada à leitura de textos e a discussões sobre o tema de estudo do ano.
Mas esses encontros não ficam apenas no campo teórico, há também a prática. Em nossa gincana, as equipes de Linguagens, Ciências, Humanidades, Educação Infantil, Artes e as de Fundamental e Médio criam atividades de sensibilização para o projeto e as compartilham entre si.
Nessa dinâmica, os professores ocupam o lugar de alunos, experimentando as propostas elaboradas por seus colegas, vivenciando jogos, dinâmicas e situações de aprendizagem. Além da experiência prática, há um espaço de troca entre os diferentes segmentos, que alimenta o coletivo com perguntas, ideias e possibilidades para o ano que se inicia.
Iniciamos o ano letivo com samba, ginga e muita animação. O tradicional bloco de Carnaval da Sá Pereira abriu alas para seus passistas. Ao som do samba vencedor de nosso concurso, “Um passo a frente”, de Nanando Silva e Moyses Cohen, desfilamos pelas ruas de Humaitá celebrando o começo de 2026 e inaugurando o projeto “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”.
Os primeiros dias foram marcados por reencontros e muitas expectativas para o ano que se inicia. Aos poucos, retomamos os vínculos, compartilhamos experiências das férias e atualizamos as regras que fortalecem nossa convivência.
Também recebemos com carinho os novos amigos de F2 a F5, que chegaram para fazer parte da comunidade Sá Pereira.
Estamos, aos poucos, organizando os materiais, conhecendo os novos professores e nos adaptando à rotina.
No Ateliê, inauguramos o ano com a Oficina de Capoeira, conduzida pelo professor Leandro. Relembramos músicas e exercícios, retomando movimentos e energias que já fazem parte da nossa história. As crianças que já participavam das Oficinas de Jogos e Brincadeiras apresentaram aos novos colegas os materiais produzidos pelo grupo nos últimos anos. Na Oficina de Construção, o grupo retomou os projetos do sistema sub-irrigável, da composteira e da prática de coleta e seleção do lixo orgânico. Conversaram sobre os diversos caminhos possíveis para este ano, acolhendo as sugestões das crianças. As grandes novidades do momento do almoço foram a sobremesa e o suco.
Que os caminhos de 2026 sejam percorridos com muita ginga, espírito de jogo e disposição para aprender em parceria!
Iniciamos o ano com dinâmicas teatrais voltadas à construção do espírito de grupo. No teatro, a primeira aprendizagem é coletiva: a vitória de um só acontece quando o grupo sustenta junto. Pensar de forma coletiva exige deslocamento, observar não apenas os próprios desejos, mas também as necessidades do conjunto. É exercitar a inteligência emocional, saber quando abrir mão, quando colaborar, quando apoiar.
Em diálogo com o tema do projeto deste ano, propusemos também uma atividade simples e, ao mesmo tempo, desafiadora: realizar uma ação física com o corpo enquanto se diz, em voz alta, uma ação diferente. Corpo e fala em descompasso, exigindo concentração, foco e agilidade de pensamento. O exercício convidou os alunos a ampliar a consciência sobre presença, escuta e disponibilidade.
A experiência teatral, antes de tudo, é aprender a pertencer ao coletivo, compreender o momento de se colocar em destaque e o momento de sustentar o outro. Saber atuar é importante, mas saber ser plateia também é parte essencial do processo.
Nas aulas de Música, começamos o ano cantando o samba do bloco da Sá Pereira e conversando sobre o tema do projeto. Algumas perguntas foram disparadoras da nossa troca:
O que é um jogo?
Todo jogo é um esporte?
O que é um esporte?
Tem música em algum esporte?
Qual esporte ou jogo precisa de apenas uma pessoa? E de duas? Qual esporte ou jogo precisa de equipe para acontecer?
A partir dessa conversa as crianças foram desafiadas a perceber a sonoridade dos nomes dos esportes, atentas ao número de sílabas de cada modalidade. Após selecionarmos quatro jogos/esportes com números de sílabas diferentes, o desafio foi atribuírem um som corporal para cada sílaba. Assim, cada nome escolhido se transformou em uma percussão corporal.
A próxima fase foi fazer uma composição mais complexa com esses fragmentos; em seguida, substituíram a percussão corporal por instrumentos musicais, incentivadas a organizar os timbres e fragmentos rítmicos, buscando criar um discurso musical coerente, exercitando a memória, a criatividade e a percepção rítmica.
As turmas do segundo e do terceiro ano chegaram com alegria e curiosidade à sala de Artes para a primeira aula deste ano!
O espaço já era conhecido para os grupos da F3, a novidade estava em conhecer a nova professora especialista. Porém, para os grupos do segundo ano, era tudo novidade!
Imediatamente quiseram saber o que iriam fazer:
“Vamos pintar?”, “Vamos usar argila?”, “O que vamos fazer hoje?”
O assunto do momento eram o Carnaval e o Bloco da Escola e, por isso, foi feita uma pergunta para os grupos: “Quem é você no Carnaval?”
A resposta deveria ser em forma de um autorretrato vestindo a fantasia escolhida. E nesse momento surgiram muitas questões: “Posso me desenhar com camisa de time?”, “Posso desenhar que eu estarei viajando?”, “Posso fazer boneco palito?”.
Aos poucos, eles foram entrando na tarefa e curtindo o momento do desenho, que resultou em figuras alegres e muito divertidas.
Que seja um ano bem movimentado e repleto de momentos criativos!
O ano começou com muitas novidades e expectativas. As crianças chegaram curiosas com a nova rotina, exploraram os materiais e participaram com entusiasmo das primeiras atividades de sensibilização do projeto deste ano, “Ginga e corpo: quando o esporte sonha em ser jogo”.
No segundo ano, uma nova postura de estudante começa a se consolidar: mais materiais e professores, e responsabilidades que contribuem para a construção da autonomia e da organização do grupo.
Para conhecer melhor esse novo espaço, as turmas fizeram um passeio pela Pereirona e, em seguida, participaram de uma roda de conversa sobre o que está por vir. Durante o percurso, observaram imagens de diferentes artistas plásticos nas portas das salas, em diálogo com o tema do projeto.
Também recebemos novos colegas: Olivia, na F2B, e Stella e Sérgio, na F2A. Sejam bem-vindos!
As turmas esão dedicadas a conhecer as características e a estrutura do gênero textual conto de fadas.
Para inspirar esse estudo, aparece uma caixa misteriosa para intrigar as crianças. De dentro dela saem itens curiosos, como um espelho, uma bota, uma baleia, uma abóbora e uma cestinha, entre outros objetos conhecidos que remetem a diferentes contos de fadas.
A partir dessa descoberta, conversamos sobre as razões pelas quais essas histórias nos atraem tanto e sobre a facilidade com que somos transportados para dentro delas.
As turmas de F2 e F3 iniciaram o processo de sensibilização para o projeto institucional “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”. Começamos nosso percurso conversando sobre os combinados e sobre a organização das aulas de Dança, apresentando esse espaço como um lugar de criação, escuta e movimento.
Iniciamos a aula em roda: cada criança disse seu nome acompanhado de um gesto. Em seguida, caminhando pelo espaço, os alunos encontravam colegas para trocar de lugar e experimentar também o movimento do outro. Dessa forma, fomos nos conhecendo e percebendo como os gestos de cada um podem circular e se transformar no coletivo.
Depois, escutamos o samba da escola e cada criança escolheu uma frase que chamou sua atenção. Em duplas, criaram movimentos inspirados nessas frases e, quando a música voltou a tocar, puderam dançar livremente pelo espaço. Sempre que a frase aparecia na música, o gesto criado também surgia na dança.
Essa atividade marcou uma primeira aproximação com o trabalho que desenvolveremos ao longo do ano e com as ideias do projeto institucional.
Em Matemática, iniciamos o ano investigando o que as F2 já sabem e construíram ao longo de suas experiências. Propusemos diferentes atividades para que percebessem a presença da Matemática no cotidiano e retomassem conteúdos trabalhados na F1.
Com o objetivo de ampliar esse repertório e aproximá-las do Sistema de Numeração Decimal (SND), desenvolvemos propostas que favorecessem a observação de regularidades do sistema. Observamos, por exemplo, que todos os números são escritos com os algarismos de 0 a 9; que, ao contar de 10 em 10, os números terminam em zero; e que, ao contar de 5 em 5, terminam em 5 ou 0.
Essas reflexões acontecem por meio de jogos, situações-problema e atividades coletivas.
Os pares de dez, recurso já conhecido pelas crianças, têm sido importantes aliados nesse processo. Ao se familiarizarem com eles, ampliam suas estratégias de cálculo.
Retomamos esse recurso recontando a história O sonho de Dam Dam e do Senhor Gom Gom, de Jiyun Shin, que despertou memórias divertidas e nos levou novamente ao jogo do palpite. Nele, as crianças precisam arriscar qual par de dez está escondido dentro de uma caixa misteriosa. A atividade favoreceu boas trocas e fortaleceu conhecimentos que já vinham sendo construídos.
O Dia Internacional das Mulheres é marcado pela luta pelos direitos, pela vida e contra a invisibilidade das mulheres nos espaços que frequentam.
Ao longo da semana, as tribos de F2 a F5 dedicaram-se a esse tema, usando como disparador das conversas a entrevista produzida pela ESPN abordando o lugar da mulher nos esportes (W Brasil – Invisible Players).
As discussões incluíram o lugar da menina e do menino na sociedade, muitas vezes começando pelo futebol no recreio, e a reflexão sobre a participação das meninas. As crianças puderam pensar se as meninas podem participar como desejam e como deveriam, reconhecendo desigualdades e oportunidades.
O objetivo dessa atividade foi promover reflexão crítica e consciência sobre igualdade de gênero, ampliando o entendimento das crianças sobre direitos e participação social desde a infância.
Na primeira Tribo das F2, as crianças mostraram-se curiosas e animadas. Começamos o encontro com as apresentações e uma brincadeira com os nomes.
Conversamos sobre para que serve a Tribo, e elas puderam entender que se trata de um espaço importante para aprender a conversar coletivamente e para muitas outras práticas que ajudam no dia a dia, como conhecer e discutir as regras de convivência da escola, buscar soluções coletivas para problemas comuns à turma, meditar e ouvir o outro.
Na Tribo seguinte, a prática da meditação foi a pauta principal, já que ela sempre acontece no início dos encontros. Também assistimos ao curta “Meditação em um instante”, e as crianças meditaram junto com o personagem, seguindo suas orientações.
Ao iniciarmos as primeiras conversas sobre o projeto e como seriam as aulas de Artes, os grupos do segundo ano ficaram sabendo como é feita a escolha das imagens que são usadas na sinalização dos espaços da escola.
Primeiramente, é feita uma curadoria detalhada de obras de arte usando o tema do projeto institucional como referência básica. E neste ano, esportes e atletas estão por toda parte!
Ao serem perguntados se já haviam observado as imagens pelos corredores da escola, alguns relataram que tinham visto algumas sim e chamaram atenção para aquelas que trazem atletas mais conhecidos por eles.
Na porta da sala de Artes, a imagem escolhida é um dos trabalhos do artista Andy Warhol apresentando fotos de alguns atletas importantes do período em que a obra foi produzida.
Essas fotos estão sobre fundos bem coloridos. Os atletas em questão não são conhecidos dos pequenos estudantes, porém um deles foi reconhecido facilmente: Pelé! Observando outros trabalhos dele foram surgindo rostos e personagens famosos e conhecidos pelos grupos como Mickey Mouse e o Michael Jackson.
A partir deste primeiro contato, demos início a uma apreciação sobre obras e artistas que fizeram parte da Pop Art numa pesquisa rápida: Keith Haring, Roy Lichtenstein e Takashi Murakami.
Usando a linguagem proposta por esse grupo, os estudantes fizeram um desenho com a frase “Pop Art” usando canetinhas, muitas cores e texturas!
Nas aulas de Dança de F2 a F5, seguimos investigando como alguns movimentos presentes nos esportes também aparecem na dança.
Começamos com uma conversa retomando os esportes observados anteriormente e a lista que construímos juntos com diferentes tipos de movimentos. A partir daí, nos perguntamos como o corpo se organiza em algumas situações: O que ele precisa fazer para não cair do skate? O que acontece quando uma ginasta se equilibra?
As crianças trouxeram a ideia de que o corpo precisa “se jogar um pouquinho pra lá e um pouquinho pra cá”. Aos poucos chegamos às ideias de peso e contrapeso: quando o corpo desloca o peso para um lado, precisa encontrar um contrapeso para não cair. Também conversamos sobre os apoios, percebendo que quanto menor é o apoio, mais difícil pode ser sustentar o equilíbrio.
Depois dessa conversa inicial, partimos para as experimentações no corpo. As crianças exploraram diferentes apoios (pés, mãos, joelhos e outras partes do corpo) e, quando a música parava, precisavam encontrar uma posição de equilíbrio.
Em seguida, experimentamos o contrapeso em duplas, inclinando o corpo para trás e descobrindo como o equilíbrio também pode acontecer entre duas pessoas.
Depois, em grupos maiores, o desafio foi criar esculturas de equilíbrio, em que todos precisavam estar conectados e sustentar uma estrutura coletiva inspirada em posições que aparecem nos esportes.
Na roda final, retomamos as experiências da aula e refletimos sobre quando sentimos mais o peso do corpo, quando o outro ajudou a equilibrar e onde percebemos relações com os esportes.
Assim, seguimos investigando como movimentos presentes no universo esportivo estão presentes na linguagem da dança, e podem se transformar em material de criação.
As F2 foram desafiadas a contar uma grande quantidade de tampinhas de forma rápida e prática. Inicialmente, fizeram estimativas com base no volume observado no pote. Em seguida, organizadas em pequenos grupos, exploraram diferentes estratégias de contagem.
Alguns grupos contaram de 1 em 1, outros de 2 em 2 ou 5 em 5. Ao longo do processo, surgiram recontagens, dúvidas e ajustes, além de trocas de ideias que levaram à estratégia de contar de 10 em 10. As crianças perceberam que a organização em agrupamentos facilita a contagem.
A atividade gerou boas discussões sobre as diferentes estratégias e levou à conclusão de que agrupar de 10 em 10 torna os cálculos mais simples, além de reforçar a importância do trabalho em grupo.
Iniciamos a pesquisa da linguagem teatral a partir do teatro de sombras. Para introduzir esse aprendizado, partimos de dois objetivos principais.
O primeiro é fortalecer o grupo, criando um espírito coletivo e cooperativo: aprender a escutar, assistir ao outro, saber ser plateia e se encantar com o silêncio.
O segundo é desenvolver a consciência corporal e vocal. Para isso, é necessário abandonar movimentos involuntários, aqueles que o corpo faz sem perceber, e abrir mão do desejo individual em prol do resultado coletivo.
Nesse contexto, o teatro de sombras se mostra uma excelente ferramenta, pois nos permite observar a silhueta do ator e compreender melhor a noção espacial. Para que a cena funcione, é preciso conter o corpo e permanecer próximo ao pano, escolhendo com atenção cada movimento. Quando o aluno se afasta, a sombra se torna grande e disforme, perdendo contorno e definição. Da mesma forma, o excesso de movimentos dificulta a leitura da imagem.
Quem não gosta de brincar com a própria sombra? As crianças estão muito envolvidas com essa prática teatral e, ao mesmo tempo, aprendendo a ocupar o lugar de plateia.
Também exploramos algumas curiosidades sobre a origem do teatro de sombras na China e experimentamos dinâmicas com objetos relacionados a jogos e esportes.
O trabalho de ortografia nas F2 tem como apoio o livro “Cruzadinhas: desafios ortográficos”. A estrutura desse material, em forma de palavras cruzadas, convida as crianças a observarem com mais atenção os detalhes da escrita, como o uso de C, QU, Ç, SS, RR, entre outros.
Na realização das atividades, além de refletirem sobre a escrita das palavras, também se divertem.
E o trabalho não para por aí! A discussão sobre as descobertas é um momento precioso, assim como seu registro no caderno.
Um dos objetivos deste trabalho é que, ao longo do tempo, as crianças observem mais claramente as diferenças entre a língua oral e a língua escrita.
Nas aulas de música do segundo ano, começamos a explorar a bicicleta. A partir de perguntas disparadoras como: – Quem gosta de andar de Bicicleta? Em qual esporte tem bicicleta? Aonde tem música na Bicicleta? – as crianças foram identificando seus aspectos rítmicos e sonoros.
Para sensibilizar esta observação, as crianças assistiram um vídeo do grupo carioca de músicos que toca andando de bicicleta: Orquestra Cylophônica. Ainda inspirados pela bicicleta e observando os seus movimentos e ciclos, as crianças foram desafiadas a criar “rodas” musicais utilizando a percussão corporal.
Na sequência, as crianças irão aprender a música Bicicleta do grupo Palavra Cantada e juntos criaremos um arranjo, utilizando as rodas de percussão corporal e instrumentos musicais.
As turmas de F2 e F3 seguiram o processo de sensibilização para o projeto institucional a partir da leitura do livro Ginga, Malungo! de Pedro Sarmento. Observamos as ilustrações e conversamos sobre o que estava acontecendo nas cenas, percebendo como, mesmo em uma imagem parada, é possível identificar diferentes movimentos do corpo.
Utilizamos “cartinhas” com imagens retiradas do livro e, em uma adaptação da dança das cadeiras, ao parar a música, as crianças deveriam recriar com o corpo uma das imagens sorteadas. Depois, cada uma escolheu uma imagem e investigou: que movimento o corpo fez para chegar até aquela pose?
Em pequenos grupos, receberam três imagens e foram desafiados a criar uma sequência de movimentos que conectasse essas poses, pensando em como sair de uma e chegar na outra. Ao final, compartilharam suas criações com a turma.
A proposta foi ampliar o olhar para o movimento, percebendo como ele pode ser observado, recriado e transformado em dança.
Através de uma breve viagem à história dos números, as F2 descobriram que diferentes povos já utilizavam o sistema de numeração de base 10 para realizar contagens e facilitar cálculos. Descobriram, ainda, que as contagens eram feitas antes mesmo da criação dos algarismos, por meio do uso de pedras, nós e desenhos.
Dando continuidade a esse estudo, as turmas seguem observando o quadro numérico de 0 a 100, buscando desvendar “os segredos que ele esconde”, ou seja, suas regularidades.
Os jogos e a resolução de situações-problema dão suporte a esse trabalho, que, ao longo do ano, se amplia, se intensifica e ganha cada vez mais sentido.
Após um percurso de atividades de sensibilização com jogos, conversas e observação de imagens em torno da temática “esporte”, as F2 dedicaram-se à escolha do projeto.
Ao longo desse processo, as crianças trouxeram as Olimpíadas como um tema de interesse e curiosidade. Para potencializar esse envolvimento, perguntamos o que já sabiam sobre essa competição. Surgiram respostas como:
“As Olimpíadas são uma competição que reúne vários esportes.”
“Também existem as Paralimpíadas, que são competições para pessoas com deficiência.”
“As Olimpíadas foram criadas na Grécia, onde surgiram os Jogos Olímpicos da Antiguidade.”
Essa atividade despertou novas dúvidas, e as crianças formularam perguntas que darão continuidade às investigações:
“Por que as Olimpíadas acontecem em diferentes países?”
“Por que existem tantos esportes nas Olimpíadas?”
“Quais esportes fazem parte dos Jogos Olímpicos?”
“Como surgiram as premiações?”
“O que a tocha olímpica representa?”
“A tocha surgiu junto com as Olimpíadas?”
Em breve, esse percurso se desdobrará na abertura do projeto da turma, que será construído coletivamente a partir das questões levantadas pelos grupos.
O gênero textual Conto de Fadas continua mobilizando as discussões nas F2 e provocando reflexões sobre as características desse tipo de texto.
O que não pode faltar em um conto de fadas? A partir dessa pergunta, as crianças listaram elementos importantes para a construção desse gênero.
O principal objetivo desta proposta é promover situações de escrita em que as crianças utilizem a estrutura e os elementos característicos dos contos de fadas. O reconto coletivo das histórias lidas e escolhidas por elas, aliado ao processo de revisão orientado pelas professoras, tem favorecido o aprimoramento da escrita, a ampliação do repertório linguístico e a compreensão mais aprofundada da organização narrativa.
Para tornar esse processo ainda mais significativo, estamos planejando formas de compartilhar as produções com outras turmas.
As turmas do segundo e terceiro ano aprenderam um tipo de dobradura conhecida como pop up. É uma técnica que utiliza cortes e dobras precisas no papel para criar estruturas tridimensionais que “saltam” ou se movem quando um cartão ou livro é aberto.
Primeiramente eles escolheram um esporte para ser representado. Em seguida, numa folha A5 dobrada ao meio, foram feitos dois desenhos: o do atleta e o da cena, ambos representando o esporte escolhido. Esses desenhos foram finalizados com lápis de cor. A técnica do pop up, como muitas outras, apresenta uma variedade de possibilidades com níveis de dificuldade diferentes.
Neste primeiro momento, eles foram apresentados a uma dobradura simples com apenas dois cortes que é conhecida como “degrau”. Cada aluno recebeu uma folha A4 colorida e foram orientados a prepará-la para receber os desenhos feitos anteriormente.
A atividade exigiu escuta atenta para entender as dobraduras e os cortes, coordenação motora fina apurada e muita criatividade!
Os resultados surpreenderam os pequenos e eles ficaram tão animados que queriam fazer outros e levar para casa!
As turmas de F2 seguem investigando a relação entre esporte, jogo e dança. Retomamos a conversa sobre os movimentos presentes nos esportes e como eles podem aparecer no corpo de outras formas.
Apreciamos trechos dos espetáculos Velox, da Cia de dança Deborah Colker, e Metegol, da Intrépida Trupe, que dialogam com esse universo, e conversamos sobre o que foi possível identificar: quais movimentos lembravam esportes? Como conseguimos perceber um jogo acontecendo através da dança?
A partir dessas referências, as crianças foram convidadas a pesquisar movimentos no próprio corpo. Em grupos, criaram pequenas sequências coreográficas inspiradas no que viram, pensando também na organização do tempo dentro da dança, a partir da contagem em oito tempos.
No final, cada grupo apresentou sua sequência e, juntos, fomos experimentando e trazendo para o corpo os movimentos criados por todos.
Foi um momento de perceber a importância de apreciar, observar, experimentar e pesquisar o movimento como parte do processo de criação em dança.
A fim de aprofundar as pesquisas sobre as Olimpíadas, as F2 fizeram uma saída de campo para conhecer o local onde aconteceram as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos de 2016: o Estádio do Maracanã.
As crianças foram recepcionadas por Leandro, guia que conquistou o grupo ao compartilhar diversas curiosidades sobre o estádio. Descobriram que o nome oficial do Maracanã é Estádio Jornalista Mário Filho e que “Maracanã” é apenas um apelido, inspirado no nome de uma ave e de um rio da região. Também aprenderam que, antes de se tornar um dos maiores palcos do futebol, o espaço já foi utilizado para corridas de cavalos.
Ao longo do passeio, as turmas relacionaram o que vêm investigando em sala com o que observaram no local: visitaram o vestiário, conheceram camisas de diferentes times e chegaram bem perto do gramado.
No museu, encontraram a tocha olímpica de 2016, moedas com modalidades olímpicas representadas e ouviram histórias sobre reencontros de atletas e outras personalidades que passaram por esse espaço tão significativo.
Entre perguntas e descobertas, a saída de campo manteve a curiosidade das crianças e gerou novas questões para as próximas pesquisas.
As F2 iniciaram atividades para ajudar a responder à pergunta: como os números são formados?
Brincando, explorando materiais e discutindo, as crianças descobriram que cada número possui uma composição e que ele pode ser “desmontado” em partes menores para facilitar os cálculos.
A decomposição dos números no sistema de numeração decimal é uma estratégia importante para entender como os algarismos se organizam nas posições (unidade, dezena, centena…).
Para tornar esse conceito mais acessível, as crianças foram apresentadas ao um jogo “Nunca Dez!”
Nesse jogo, a missão era simples, mas desafiadora: ao juntar dez unidades de palitos, era preciso amarrá-los, formando uma dezena. Com isso, as crianças foram percebendo, na prática, que os algarismos mudam de valor de acordo com a posição que ocupam nos números.
Nas aulas de Artes, as turmas do segundo ano iniciaram uma pesquisa de imagens relacionadas às Olimpíadas. Foi feita uma apreciação sobre os pictogramas olímpicos e um pouco da história de como foram criadas essas imagens tão icônicas.
Observaram os símbolos de várias olimpíadas ao longo dos anos e foram identificando suas formas, a simplificação do traço, as identidades relacionadas a cada país sede, foram muitos os comentários e questionamentos.
Foi feito, inicialmente, um desenho de observação com imagens de atletas projetadas na tela da sala de aula. O objetivo desta proposta era reduzir as linhas, simplificando ao máximo aquela pose, congelada na foto. Mas era preciso manter o que fosse importante para que a leitura do esporte em questão ainda se mantivesse presente.
Curiosamente, alguns mantiveram os muitos detalhes que a foto fornece nos seus registros.
Então foi feita uma nova proposta, dividida em dois momentos: no primeiro eles usariam um pincel para fazer a redução das linhas e no segundo, pintariam usando a ponta do dedo. Nas duas, havia uma regra importante que limitava as pinceladas em apenas uma tentativa, sem a possibilidade de consertar e de fazer detalhes.
Foi um desafio e ao mesmo tempo uma farra pois pintar com os dedos deixou a todos muito animados!
As F2 participaram de um encontro muito especial com atletas de verdade: Martina, Maria Esther, Letícia e Pietra, alunas da escola. Elas conversaram com as crianças sobre suas trajetórias no esporte e compartilharam experiências marcantes vividas como atletas.
Durante o encontro, as meninas falaram sobre os desafios e as superações proporcionados pelo esporte. As crianças aprenderam que dedicação, persistência e trabalho em equipe são valores fundamentais tanto no esporte quanto na vida.
As atletas mostraram suas medalhas e troféus e responderam às perguntas feitas pelos curiosos espectadores.
O encontro despertou muitas perguntas, comentários e descobertas, aproximando as crianças das diferentes experiências que o esporte pode proporcionar.
Entre os dias 11 e 15 de maio, a Escola Sá Pereira realizou a Semana Diálogos sobre Gênero, um encontro construído por muitas mãos e marcado pela parceria entre escola e famílias, movidas pelo desejo comum de refletir sobre a formação que queremos oferecer às nossas crianças e jovens diante de questões tão urgentes do nosso tempo.
Ao longo da semana, nossa comunidade participou de oficinas e conversas sobre os direitos das mulheres, a presença feminina no esporte e as relações entre meninos e meninas, reafirmando princípios fundamentais do nosso projeto pedagógico: o respeito às diferenças, o cuidado nas relações, a convivência democrática e a construção de uma sociedade mais justa e acolhedora.
Mais do que os temas discutidos, gostaríamos de destacar a forma como esse processo foi construído: por meio da escuta, da participação coletiva e do diálogo entre escola e famílias, uma marca tão importante da nossa escola.
Nosso agradecimento especial a todas as pessoas que tornaram essa semana possível. À Geovana Pires, que abriu a programação com a oficina A poesia formando coletivos para as famílias e com a apresentação de Perigosas Damas para os estudantes da F9 e do Ensino Médio. À Jaqueline Silva, medalhista olímpica do vôlei de praia e às nossas alunas atletas Martina Casé, Maria Ester, Pietra Oliveira, Leticia Helal e Sofia Barbosa, que compartilharam suas trajetórias e reflexões no encontro sobre meninas no esporte. À Daniela Braga, pela vivência de dança com os jovens da M3. E à promotora Gabriela Lusquinos, que encerrou a programação dialogando com os estudantes do Fundamental II sobre misoginia, cyberbullying, uso das telas e os desafios do convívio contemporâneo.
Seguimos acreditando na importância de criar espaços de encontro, escuta e diálogo para fortalecer uma educação mais humana, sensível e comprometida com o cuidado coletivo.
Dando continuidade às pesquisas sobre as Olimpíadas, as F2 conheceram um pouco mais sobre a história de um elemento muito importante presente nas cerimônias de abertura dos Jogos Olímpicos: a tocha olímpica!
As crianças iniciaram suas investigações descobrindo curiosidades sobre o funcionamento e o design desse objeto tão simbólico.
Para colaborar com a nossa pesquisa, recebemos uma visita especial: uma convidada que trouxe sua própria tocha olímpica para que as crianças pudessem conhecê-la de perto.
A F2B registrou a visita.
“A visita da Soraya e da tocha
No dia 19 de maio de 2026, as F2 receberam a visita da Soraya, que carregou a tocha olímpica em 2016 e também é mãe da Suri, aluna da F2B. Os alunos e alunas do 2º ano receberam a visitante na biblioteca para conversar sobre o revezamento e aprender mais sobre as olimpíadas, tema do nosso projeto.
A mãe da Suri foi convidada para fazer o revezamento porque tinha um blog na internet que falava sobre esportes. Soraya contou para as crianças que quem fez o beijo da tocha com ela foi a ginasta Rebeca Andrade e que, nessa época, a atleta ainda não era muito conhecida.
Depois, ela nos mostrou sua tocha original, que ganhou por ter participado do evento. Ela disse que era pesada e que, no dia do revezamento, só podia segurá-la com uma mão. A chama olímpica é carregada em um lampião para garantir que a chama da tocha nunca se apague. A Soraya contou também que a chama da tocha é acesa primeiro na Grécia.
No fim da visita, as turmas fizeram uma roda para brincar de revezamento. Começou pela Suri, passou de mão em mão e terminou com Ravi e Bernardo. Tiramos uma foto em grupo com a Soraya e fizemos um desenho de observação da tocha!
Foi muito legal, nota 100.000! Agora que conhecemos a tocha e fizemos o revezamento, o próximo passo da nossa jornada será conhecer a pira olímpica!”
Texto coletivo – F2
Inspirados na instalação Planos-Pipa, do artista brasileiro Marcelo Jácome, os estudantes do segundo ao nono ano participarão de uma grande construção coletiva para a Mostra de Artes. A proposta parte da pesquisa sobre as bandeiras dos países participantes da Copa do Mundo de 2026 e transforma suas cores, símbolos e grafismos em pipas construídas pelos próprios alunos.
Ao deslocar as bandeiras do campo esportivo para o espaço poético do brincar, a instalação aproxima jogo, corpo, vento e coletividade. Suspensas no espaço, as pipas deixam de representar apenas países e passam a criar um grande campo de encontro entre culturas, movimentos e identidades.
A escolha da obra de Marcelo Jácome como referência dialoga diretamente com o projeto institucional Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo, ao propor uma reflexão sobre o esporte para além da competição. Assim como a pipa depende do vento, do gesto e da relação com o outro para permanecer no ar, o jogo também nasce da troca, da escuta e da experiência coletiva.
Desde pequenas, as crianças utilizam representações gráficas para resolver problemas.
Nas F2, valorizamos as estratégias pessoais e incentivamos a busca por formas mais econômicas e eficientes de cálculo. Com o apoio do quadro numérico, da reta numérica e dos pares de dez, as crianças compreendem a decomposição dos números e desenvolvem mais agilidade no cálculo mental, habilidade importante na resolução de situações-problema.
Neste ano ainda não apresentamos o algoritmo convencional (a “conta armada”). Em vez disso, as crianças são desafiadas a utilizar suas próprias estratégias para realizar as quatro operações, ampliando suas descobertas e construindo novos conhecimentos ao longo do processo.