As F2 fizeram o primeiro passeio do ano: visitaram a exposição Geometria Inquieta, de Ascânio MMM, na Casa Roberto Marinho. Divididas em grupos menores, as crianças apreciaram diversas obras, exploraram a geometria presente em cada uma delas e observaram os materiais usados pelo artista.
As crianças se encantaram ao perceber como Ascânio MMM explora as formas geométricas de várias maneiras. Com o olhar atento, notaram que as formas não estavam apenas lado a lado, mas se integravam em um conjunto dando a sensação de movimento. Durante o passeio, começaram a associar o que viam com o que já haviam discutido em sala de aula sobre as formas geométricas e suas composições. A presença do artista na exposição despertou o interesse das crianças em conhecê-lo.
Ao final da visita, o grupo estava cheio de perguntas sobre o processo criativo de Ascânio MMM e como ele transforma conceitos geométricos em experiências visuais tão fascinantes. Para enriquecer ainda mais o momento, o artista conversou com as crianças e respondeu algumas de suas curiosidades. Foi uma tarde de trocas construtivas que contribuirão para o avanço do nosso projeto.
Trouxemos o teatro de sombras, uma das possibilidades de linguagem do teatro, para as aulas de F2 e F3. Eles conheceram a lenda chinesa que conta como essa expressão artística surgiu e começaram a explorá-la com o corpo, e depois utilizando objetos de formatos e tamanhos diferentes, música com climas e atmosferas diversas.
O teatro de sombras é uma ótima ferramenta para ensinar às crianças a consciência corporal e a necessidade de escolher movimentos. Entender o corpo como um pincel que pinta e desenha no ar. Controlar os movimentos involuntários e o excesso de gestos inconscientes é um dos aprendizados da linguagem teatral. Por natureza as crianças se movimentam muito, sem nem perceberem o que fazem com os seus corpos. Ter domínio de seus movimentos é uma tarefa importante para aqueles que estão começando a experimentar a cena teatral.
A sombra encanta as crianças e deixa bem claro a necessidade de se posicionar em cena de forma precisa. Se ficarem muito longe do pano, a sombra fica grande demais e a gente não compreende o que está acontecendo.
A cruzadinha chegou às F2 com uma novidade. A partir de verbetes do dicionário, as crianças exercitaram a leitura e a interpretação de texto, enquanto ampliaram seu repertório de palavras e seu conhecimento sobre a escrita ortográfica. Foi um momento de desafio e diversão!
Em duplas ou pequenos grupos, compartilharam a leitura e desafiaram-se a compreender o verbete sem olhar a resposta.
A organização da cruzadinha proporciona uma escrita autônoma. Os diagramas auxiliam no controle do número de letras das palavras, facilitando a elaboração da escrita. O cruzamento de palavras contribui para esse processo, evidenciando questões ortográficas.
E se a ortografia da palavra ainda for uma dúvida, vale conferir com os amigos, pedir ajuda ou até consultar a seção de respostas. Só não pode desistir!
Os contos de fadas fazem parte do imaginário das crianças desde muito pequenas, encantando-as com sua atmosfera mágica, personagens fascinantes e cenários que dialogam com os mistérios da natureza.
As fórmulas narrativas características do gênero — como os tradicionais “Era uma vez” e “Felizes para sempre” — não apenas estruturam as histórias, mas também se tornam referências importantes nas primeiras produções textuais dos pequenos.
Para dar início às atividades do gênero — que acompanhará as F2 durante o primeiro semestre — as crianças foram apresentadas a uma caixa-surpresa recheada de referências muito conhecidas por elas.
Itens como um espelho, uma rosa vermelha, feijões, uma abóbora e uma cauda de sereia foram identificados pelas crianças, que associaram cada elemento aos contos de fadas clássicos.
A dinâmica, guiada pela pergunta “Que história é essa?”, teve como objetivos despertar a curiosidade, resgatar repertórios conhecidos e introduzir o gênero de forma interativa, preparando os alunos para as próximas etapas do projeto, que incluirão leituras, recontos e a criação de novos finais para as histórias.
As turmas trouxeram para o corpo as obras do artista plástico Ascânio MMM, que conheceram anteriormente na visita à sua exposição. Observamos a obra Fitangular Longo e conversamos sobre que tipo de movimento percebemos nela e como poderíamos trazer esses movimentos para o corpo.
“Tem tipo um caminho, que sobe e desce.”
“É assim: para cima e para baixo.”
“Parece uma pista de carrinho.”
“E faz umas curvas também.”
“Parece que ela está dobrada, a gente consegue dobrar o nosso corpo.”
Para começar, falamos das articulações: fizemos um aquecimento articular para entender as dobras do nosso corpo, e depois propusemos que as crianças experimentassem essas articulações de forma livre. Em um segundo momento, pegamos uma folha de papel e a manipulamos com a mão. As crianças observaram os movimentos feitos no papel e o desafio era passá-los para o corpo, imaginando as articulações do papel e deles. As crianças se divertiram!
As turmas estão explorando a vida e a obra de Frida Kahlo, a renomada pintora mexicana, cuja expressão artística está profundamente ligada à memória pessoal e também nacional mexicana.
Os alunos demonstram grande interesse e já compartilham alguns conhecimentos sobre ela, em uma série de descobertas envolventes.
Neste primeiro momento, estamos trabalhando vocabulário relacionado a família, nacionalidade e profissão, conectando esses temas à biografia e obra da artista. Ao longo das próximas aulas, seguiremos essa jornada inspiradora, mergulhando na genialidade de Frida de forma lúdica e significativa, na conexão entre arte e memória.
Novo ano escolar. As crianças cresceram, novas aprendizagens estão à vista, e muitas possibilidades e expectativas surgem nas amizades e na aprendizagem.
Paramos para pensar, fechamos os olhos e ouvimos nossos corações sobre o que cada um espera deste ano: na aprendizagem, na convivência, nas emoções e nos projetos.
As crianças escreveram seus desejos em um papel que ficará guardado até a última Tribo, quando o abrirão para relembrar tudo o que viveram e como cresceram juntas ao longo do ano.
As F2 foram desafiadas a pensar em diferentes estratégias de contagem e descobrir o número de tampinhas do pote.
Em um primeiro momento, as crianças fizeram uma estimativa apenas observando as quantidades. Depois, em grupos, foram desafiadas a contar as tampinhas da maneira mais prática possível. Alguns preferiram contar de 1 em 1, outros de 5 em 5, mas acabaram perdendo as contas no meio do caminho e tiveram que recomeçar algumas vezes. Até que surgiu a sugestão de contar de 10 em 10.
As crianças logo perceberam que a organização é fundamental na matemática. Ao final do desafio, discutiram as diferentes estratégias exploradas e perceberam que a contagem por agrupamentos, especialmente de base 10, pode facilitar esse processo. Além disso, cada aluno pôde criar sua própria estratégia, desenvolvendo confiança para buscar soluções de maneira independente. Afinal, na matemática, existem vários caminhos para chegar ao mesmo resultado!
As F2 seguiram com as investigações do Projeto e tiveram uma surpresa especial em sala: foram apresentadas a uma série de objetos que despertaram a curiosidade e o olhar atento de todos.
Entre esculturas, pinturas, dobraduras, instrumentos musicais de ritmos dançantes, xilogravuras e alguns livros, cada item parecia carregar uma história a ser contada.
À medida que os objetos eram retirados de uma bolsa, as crianças se empolgavam e começavam a compartilhar suas impressões. Logo as especulações tiveram início:
“São objetos de arte!”
“Cada um deles representa um tipo de arte.”
“Esses objetos fazem parte da cultura de um povo.”
“Cada povo tem uma cultura.”
“A cultura é a memória de um povo.”
Essas e outras reflexões tornaram a conversa cada vez mais animada. Ao refletirem sobre o que já conhecem, as crianças elaboraram uma lista de elementos que consideram parte da cultura brasileira. A lista ficou extensa, com muitas referências que abrangem diversas características da nossa cultura.
Ao final da atividade, as crianças foram desafiadas a pensar sobre o que gostariam de aprender mais, a partir das descobertas feitas.
Muitas perguntas surgiram, e o interesse em explorar mais sobre a arte, a música, as tradições e a história do Brasil ficou evidente. Esse momento de troca e descoberta foi fundamental para ampliar o entendimento das turmas sobre o país em que vivem e fortalecer sua conexão com a cultura brasileira.
Os contos de fadas têm proporcionado grande envolvimento das F2. Às vezes, a empolgação é tanta que as crianças procuram uma história para reler, trazem seus próprios livros e querem aproveitar cada momento dessas narrativas que têm o poder de capturar a atenção.
A escolha pelo conto de fadas está fundamentada no encantamento que essas histórias são capazes de provocar; no fato de despertarem emoções e sentimentos universais; na possibilidade de fruição do imaginário e na clareza dos conflitos e impasses que estruturam suas tramas. Além disso, os contos de fadas oferecem uma riqueza narrativa que permite trabalhar aspectos como personagens, tempo, espaço, enredo e ponto de vista, favorecendo a construção de sentidos e o prazer da leitura.
Dessa forma, vamos introduzindo as crianças nesse universo e provocando-as a se perguntarem: há muitas versões dessas histórias? Qual delas é a verdadeira? Todas começam sempre com “Era uma vez…” e terminam com “…viveram felizes para sempre”? As perguntas não buscam respostas definitivas, mas abrem portas para o pensamento, para o olhar curioso e para a escuta atenta.
Para compartilhar as experiências e descobertas, as crianças estão vivenciando atividades que as ajudam a compreender a estrutura desse gênero, conversando e refletindo sobre os conflitos presentes nas narrativas e os desfechos mirabolantes que acontecem!
Além disso, estão aproveitando os momentos de contação das histórias para produções artísticas, jogos simbólicos e variadas propostas de criação textual.
Dialogando com o Projeto, as F2 e F3 iniciaram o semestre conhecendo algumas figuras geométricas. Divididas em grupos, foram desafiadas a escolher um jogo ou brincadeira e representá-la graficamente utilizando apenas as figuras apresentadas.
Depois, tentamos adivinhar qual atividade cada grupo havia representado e, a partir do repertório sugerido nos desenhos, demos início a uma sequência de práticas, explorando as possibilidades de movimento de cada atividade.
Posteriormente, conheceram e apreciaram os estudos do artista Kandinsky sobre a dança da bailarina Gret Palucca, observando como ele expressava suas impressões por meio de linhas retas e curvas.
Em duplas e trios, foram convidados a escolher uma atividade e, com criatividade, representá-la corporalmente para que o colega a desenhasse utilizando apenas linhas.
Entre curvas, retas e gestos, esporte e arte se entrelaçaram.
Após assistirem a alguns vídeos da Cia Pequod, uma das mais destacadas companhias de teatro de bonecos do país, com um grande repertório, as turmas estão experimentando o desafio de juntas manipularem o mesmo boneco, dividindo assim as funções dos movimentos corporais e vocais.
O teatro de bonecos é uma forma de arte popular em muitas regiões, com tradições únicas e expressões culturais. O maior desafio é aceitar que todos precisam estar conectados no mesmo objetivo, e que nem sempre é possível fazer a sua vontade prevalecer. Saber ceder e aceitar a proposta do outro é fundamental para que a magia do teatro aconteça e o boneco ganhe vida.
A viagem das F2 pela cultura brasileira começou, e o primeiro destino não poderia ser outro: o Rio de Janeiro!
O bairro escolhido para a visita foi Santa Teresa, um lugar que guarda a memória da construção da cidade em seus antigos casarões e ladeiras, ao mesmo tempo em que pulsa com arte e cultura por todos os cantos. Santa, como é carinhosamente chamado, abriga inúmeros ateliês, centros culturais, museus, bares e restaurantes, sendo também um dos pontos preferidos dos turistas.
Além disso, o bairro conta com dois ícones da identidade carioca: o bondinho e a Escadaria Selarón, verdadeiras obras de arte a céu aberto. As crianças subiram a famosa escadaria criada pelo artista chileno Jorge Selarón como uma homenagem ao povo brasileiro. Observaram atentamente a organização dos mais de 2.000 azulejos que revestem os degraus, vindos de diversos países. Analisaram as cores predominantes, os desenhos curiosos, as bandeiras de nações, escudos de times, retratos de artistas e frases emblemáticas. Estimaram o número de degraus, admiraram a criatividade do artista e se encantaram com o intenso movimento de turistas que circulam por ali, tornando o local um verdadeiro ponto de encontro de culturas do mundo inteiro.
Visitaram o ateliê Bonzolândia, um espaço mágico criado pelo artista Getúlio Damado, conhecido por transformar materiais reciclados em arte. Lá, bonecos coloridos, figuras irreverentes e os famosos bondes de madeira ganham vida, retratando com humor e afeto cenas do cotidiano carioca. O ambiente é um convite à imaginação e à sustentabilidade, com cada canto repleto de personagens e objetos que parecem contar histórias.
Aproveitaram o lanche nos jardins do Museu Chácara do Céu, de onde contemplaram uma das vistas mais bonitas da cidade, com o Pão de Açúcar e a Baía de Guanabara ao fundo.
Antes de retornar, ainda fizeram uma parada especial no muro da rua Paschoal Carlos Magno, onde está o mural coletivo de bondinhos de azulejo, criado por artistas do mundo inteiro, uma iniciativa da artista Andrea Aires Imbiriba que celebra a importância simbólica e afetiva do bonde de Santa Teresa.
Foi um passeio cheio de descobertas, encantamento e muita alegria. As crianças voltaram inspiradas, e já pediram para repetir a experiência — da próxima vez, embarcando no próprio bondinho!
O Rio de Janeiro continua lindo!
As turmas de F2 iniciaram seu percurso trazendo objetos que são significativos para os alunos, e, nas aulas de Dança, começamos a explorar um tipo muito especial de objeto: os brinquedos.
Conversamos sobre como os brinquedos fazem parte da infância e podem inspirar movimentos e descobertas. Trouxemos vídeos de marionetes para apreciarmos e, depois, Filipa e Eric, da F2A, também contribuíram trazendo marionetes de casa para compartilharem com os amigos.
Retomamos a conversa sobre as articulações do corpo e as partes que conseguimos dobrar. Vivenciamos no corpo como seria dançar como uma marionete. Em duplas, uma criança conduzia os movimentos da outra através das articulações, experimentando diferentes formas de guiar e ser guiada.
Em um segundo momento, o fantoche também apareceu, e a partir dele experimentamos dançar com apenas uma parte do corpo liderando o movimento. Assim, com brincadeira, escuta e imaginação, nossa coreografia para a Mostra de Artes começou a nascer.
Após o passeio por Santa Teresa e a visita ao ateliê do artista Getúlio Damado, as F2 enfrentaram o desafio de criar bonecos inspirados em sua obra, utilizando materiais semelhantes aos que o artista costuma empregar: itens de reuso, madeira, pregos, cola e tinta.
O processo começou com a elaboração de projetos individuais, em que cada criança pensou, em desenho, de que material poderia ser feita cada parte do boneco. Com os projetos prontos, foi hora de transformar as ideias em realidade, utilizando os materiais disponíveis na escola e contribuições enviadas pelas famílias.
Na etapa final, os grupos foram à oficina de marcenaria da escola com o professor e marceneiro João, que apresentou ferramentas como lixas, furadeira e parafusadeira. As crianças participaram com entusiasmo de cada momento do processo e criaram bonecos incríveis, cheios de personalidade e criatividade, que serão expostos na Mostra de Artes.
O trabalho de ortografia nas F2 tem como suporte a cruzadinha. A própria estrutura dessa atividade, com palavras que se entrelaçam na horizontal e na vertical, estimula as crianças a prestarem atenção aos detalhes da escrita, como o uso de C, QU, Ç, SS, RR, entre outros. Ao brincarem com a cruzadinha, elas se divertem enquanto refletem sobre a forma correta de escrever.
A sistematização dessas reflexões é feita no caderno de Língua, onde ficam registradas as descobertas e discussões realizadas em sala.
As crianças são incentivadas a pensar sobre os sons e letras que, por vezes, causam confusão na escrita. Nessa etapa da aprendizagem, é comum que escrevam como falam, e as atividades propostas ajudam a evidenciar as diferenças entre a linguagem oral e a escrita.
Desde o início do ano, as F2 vêm vivenciando diversas atividades de sensibilização para o Projeto Institucional “Arte e Memória: é preciso relembrar o antes para inventar o depois?”.
Muita escuta e conversa, brincadeiras, músicas, histórias e reflexões têm envolvido as turmas em pesquisas e despertando olhares atentos para as artes brasileiras, para as manifestações culturais do nosso país e para as histórias que esses momentos nos contam.
Com o tema escolhido e entusiasmados com o processo, as turmas pensaram em sugestões de nomes para o projeto do segundo ano. Ao final de uma primeira votação, três nomes foram selecionados para um segundo turno:
Com essas três possibilidades em mãos, as crianças registraram suas escolhas em sigilo e aguardaram, com expectativa, a contagem dos votos.
O nome mais votado foi: “Nossa viagem pelo Brasil: conhecendo o país através da arte”.
Agora é hora de fazer as malas e mergulhar no nosso tema de estudo! Todos os materiais, visitas e contribuições das famílias serão muito bem-vindos!
As F2 estão mergulhadas em atividades que ajudam a responder a uma pergunta essencial: como os números são formados?
Brincando, explorando materiais e discutindo em grupo, as crianças estão descobrindo que cada número possui uma estrutura e pode ser decomposto em partes menores, o que facilita os cálculos e o desenvolvimento do raciocínio matemático.
A decomposição numérica é uma estratégia fundamental para compreender como o sistema de numeração decimal se organiza e funciona. Para tornar esses conceitos mais concretos e acessíveis, as crianças foram convidadas a jogar o “Nunca Dez!”.
Nesse jogo a missão é simples, mas desafiadora: ao juntar dez unidades, formando uma dezena, as crianças devem amarrar os palitos e reorganizar os numerais no registro.
Com isso, vão gradualmente percebendo como os agrupamentos em dezenas são a base da organização das ordens no sistema decimal — unidades, dezenas, centenas —, o que contribui para a construção de uma compreensão mais sólida dos números.
A viagem das F2 está apenas começando, mas já podemos afirmar o quanto a primeira parada dessa grande aventura proporcionou um verdadeiro mergulho na cultura local. Exploramos objetos e expressões artísticas que representam a identidade da nossa cidade.
As atividades, os debates, as pesquisas e os passeios serviram de inspiração e base para que as crianças colocassem a mão na massa, registrando de forma plástica, individualmente e coletivamente, suas vivências e observações ao longo do Projeto.
Agora, chegou o momento de compartilhar com as famílias esse percurso realizado até aqui, repleto de referências artísticas e descobertas que acompanharam os estudos das crianças, por meio da Mostra de Artes.
No sábado retrasado, dia 14/06, realizamos nossa Mostra de Artes, na qual as turmas de F2 a F9 compartilharam os projetos de pesquisa desenvolvidos ao longo do semestre, por meio das linguagens artísticas.
As produções de Artes Visuais ocuparam os quatro andares da escola, utilizando técnicas diversas. Essa ocupação artística provocou conexões entre turmas, abriu diálogos entre segmentos e possibilitou trocas significativas entre alunos, professores e equipe pedagógica, ampliando a compreensão dos processos de pesquisa vividos em cada série.
Esperamos que esse mesmo movimento de descobertas e afeto tenha alcançado também as famílias que estiveram conosco durante a visita à exposição, fortalecendo os vínculos entre escola, arte e comunidade.
Paralelamente, o nosso teatro foi palco de múltiplas expressões: das 8h às 19h, as apresentações de música, teatro e dança trouxeram diversas formas de encenação e práticas de conjunto.
Momentos como esse reafirmam nosso compromisso com uma pedagogia que valoriza os projetos de pesquisa e a arte-educação como caminhos potentes para a formação de sujeitos críticos, sensíveis, criativos e capazes de intervir no mundo com responsabilidade, imaginação e afeto. Seguimos acreditando que educar é, antes de tudo, construir sentidos coletivos e oportunidades de expressão genuína.
No link abaixo, algumas fotos da nossa Mostra.
https://drive.google.com/drive/folders/1-V52PL8sovp9PfEKtP1dlPEgRW46NbfP
Recebemos em nossa Mostra de Artes o renomado escultor Israel Kislansky.
Durante sua visita, o artista conduziu uma oficina especial de escultura em argila, proporcionando às famílias inscritas a oportunidade de vivenciar, na prática, a criação de rostos esculpidos.
A atividade foi um momento de grande aprendizado, troca de experiências e aproximação entre a arte e a comunidade escolar.
Agradecemos ao artista Israel Kislansky por sua generosa contribuição, assim como a todas as famílias que participaram ativamente desta vivência tão enriquecedora.
Seguimos fortalecendo nosso compromisso com a valorização das expressões artísticas e com a construção de espaços de encontro e aprendizado.
Ao longo do semestre, os alunos do sétimo ano realizaram uma visita especial à exposição Geometria Inquieta, de Ascânio MMM. O próprio artista nos recebeu na Casa Roberto Marinho e compartilhou um pouco de sua trajetória, marcada pelo diálogo entre arte e matemática.
Inspirados por esse encontro, os alunos criaram oito obras autorais, resultado das reflexões e experiências vividas na exposição. Eles se dedicaram ao processo: foram até a oficina, cortaram madeiras, experimentaram composições e construíram seus próprios quadros.
No último sábado, durante nossa Mostra de Artes, esses trabalhos foram expostos com muito orgulho. Para nossa alegria, Ascânio visitou a Mostra e pôde ver de perto as produções dos alunos, fechando esse ciclo de forma muito especial.
Agradecemos imensamente ao artista por sua generosidade, disponibilidade e pelo conhecimento compartilhado com nossos estudantes. Foi uma experiência inesquecível!
Com o objetivo de desenvolver e conceituar as noções de lateralidade, as F2 participaram de uma atividade especial: desenhar a partir de um ditado topológico — um recurso que estimula a orientação espacial, o raciocínio lógico e a atenção.
Para iniciar a proposta, as crianças foram orientadas a marcar, em uma folha, as direções: cima, embaixo, direita e esquerda. A partir daí, começou o desafio: ouvir atentamente as professoras e representar o que era dito.
“Qual é o lado direito?”
“Qual é o lado esquerdo?”
“Eu sei que escrevo com a mão direita, a outra é a esquerda, então!”
Essas e outras falas surgiram durante a atividade e contribuíram para aprimorar a percepção corporal e espacial dos alunos. Durante o ditado, as crianças precisaram registrar os seguintes pedidos: ao centro da folha, o famoso bondinho de Santa Teresa; à direita, o Corcovado com o Cristo Redentor; à esquerda, três pessoas dançando e brincando…
As turmas acompanharam o ditado com entusiasmo e participaram ativamente das discussões, utilizando o próprio corpo como referência para localizar e compreender as direções.
A atividade promoveu momentos de troca e reflexão, permitindo que as crianças colocassem em prática os conceitos de lateralidade e orientação espacial de forma concreta e significativa.
No dia 30 de junho, Dia Nacional do Bumba-Meu-Boi, as turmas das F2 assistiram à apresentação do Auto do Boi, encenado pela turma F8A em formato de teatro de arena, como nos festejos populares.
O espetáculo contou com músicas tocadas ao vivo, dramatização e muito envolvimento dos estudantes do oitavo ano, que apresentaram a clássica história de Catirina e Pai Francisco.
As crianças do segundo ano acompanharam tudo com atenção e curiosidade. Após a apresentação, fizeram perguntas sobre os figurinos, o texto e a escolha do formato cênico. Os alunos da F8A responderam com segurança, compartilhando detalhes do processo criativo e das decisões artísticas que tomaram ao longo do projeto.
Mais do que uma apresentação, esse momento foi uma potente troca entre segmentos. Nas aulas seguintes, as turmas do segundo ano começaram a pesquisar sobre o Maranhão e a tradição do bumba-meu-boi, inspiradas pelo espetáculo. Escreveram textos para os colegas do oitavo ano, que responderam com áudios — uma troca que ultrapassou os limites do palco e seguiu viva nas salas de aula.
Vivências como essa reforçam a importância de espaços de escuta, criação e autoria dentro da escola. Ao unirmos as Mostras de Artes do Fundamental I e II, buscamos exatamente isso: aproximar trajetórias, abrir caminhos para o diálogo entre gerações e valorizar a arte como linguagem viva, capaz de conectar saberes, histórias e afetos.
Ao som de músicas juninas, as F2 e F3 desafiaram o corpo em diferentes circuitos envolvendo brincadeiras tradicionais juninas.
Equilíbrio, agilidade, pontaria e saltos foram algumas das explorações motoras vivenciadas de forma lúdica nas brincadeiras da Boca do Palhaço, Bolinha na Colher, Jogo da Pipoca e Pulando a Cobra!
As F2 foram à Pinakotheke conhecer a obra da artista brasileira Djanira. O acervo, com mais de 50 obras que retratam festejos, religiosidades, o trabalho no campo e outros aspectos do cotidiano pelo Brasil afora, encantou as crianças!
Quiseram saber sobre a escolha de cores e a forma de pintar os corpos brasileiros, e identificaram símbolos culturais em suas obras, como o Cristo Redentor, o Bumba-meu-boi e a bandeira do Brasil.
Esse passeio provocou reflexões importantes sobre os diferentes estilos de pintura dos artistas naïf apreciados ao longo do semestre e as diversas possibilidades de retratar o cotidiano do povo brasileiro.
Os próximos pousos prometem novidades!