Bloco Sá Pereira

No último sábado, nosso bloco foi pra rua marcando a abertura simbólica do projeto institucional de 2026: “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”.

Mais do que uma celebração, o bloco é um disparador do nosso projeto de pesquisa. É ele que inaugura o tema do ano e coloca o corpo em ação como território de experiência, encontro e aprendizagem. Por isso, mais uma vez, realizamos o concurso de samba, convidando toda a comunidade escolar a compor, cantar e pensar junto. Entre os sambas inscritos, o escolhido foi “Um passo à frente”, de Carlos Fernando M. Silva e Moyses J. Cohen, tornando-se trilha, linguagem e pergunta.

O desfile contou com a bateria da escola e com a presença de estudantes, educadores e famílias, que chegaram fantasiados e engajados. Muitas das fantasias dialogavam diretamente com o tema do projeto, explorando o corpo em movimento, o jogo, a brincadeira, o esporte e a ginga como expressão cultural, simbólica e coletiva. Entrar na roda, aqui, foi aceitar o convite ao encontro.

E como todo bom dia de festa precisa de um pouco de cumplicidade do céu, São Pedro ajudou: a chuva só veio mais tarde, permitindo que o bloco ocupasse o espaço, dançasse, cantasse e celebrasse com tranquilidade.

Foi um dia muito feliz. Um dia de corpos presentes, de alegria compartilhada e de início de percurso. Um começo que reafirma nossa escolha por uma educação que reconhece o corpo como lugar de aprendizagem, o jogo como experiência e a cultura como linguagem viva.

Que venha 2026. Com ginga, com jogo e com o corpo inteiro em cena.

Pedimos aos que tiverem registros desse dia que os compartilhem conosco, no link abaixo.

Fotos do Bloco

Gincana

Todo início de ano, parte dos nossos encontros pedagógicos com a equipe é destinada à leitura de textos e a discussões sobre o tema de estudo do ano.

Mas esses encontros não ficam apenas no campo teórico, há também a prática. Em nossa gincana, as equipes de Linguagens, Ciências, Humanidades, Educação Infantil, Artes e as de Fundamental e Médio criam atividades de sensibilização para o projeto e as compartilham entre si.

Nessa dinâmica, os professores ocupam o lugar de alunos, experimentando as propostas elaboradas por seus colegas, vivenciando jogos, dinâmicas e situações de aprendizagem. Além da experiência prática, há um espaço de troca entre os diferentes segmentos, que alimenta o coletivo com perguntas, ideias e possibilidades para o ano que se inicia.

Novos Encontros

Neste início de ano, damos as boas-vindas aos novos alunos do Fundamental II e do Ensino Médio.

Chegar a uma nova escola é sempre um tempo de adaptação, descobertas e novos encontros. Que a nossa escola seja, desde já, um espaço de escuta, pertencimento e construção coletiva, onde cada estudante possa encontrar seu lugar, fazer perguntas e seguir aprendendo junto. Estamos muito felizes com a chegada de vocês.

Bem-vindos!

Sensibilização ao Projeto

F6 a F9 – Dança

Nas aulas de Dança, as turmas do Fundamental II (F6 a F9) iniciaram a fase de sensibilização ao Projeto 2026 – “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo” – por meio de experiências que aproximaram corpo, jogo e reflexão.

Em uma dinâmica em roda, palavras como jogar, cair, levantar, cooperar e desistir foram traduzidas em gestos, explorando ritmo, qualidade de movimento e presença. Ao som de É só isso, de Caetano Veloso e José Miguel Wisnik, os alunos organizaram coletivamente uma pequena composição coreográfica, refletindo sobre questões como: O corpo fala? Gesto é dança?

Na sequência, o jogo da peteca serviu de ponto de partida para investigarem as relações entre esporte e dança. Divididos entre jogar, torcer e observar, registrando graficamente as linhas e trajetórias do movimento, em diálogo com artistas como Wassily Kandinsky e William Forsythe, os alunos experimentaram diferentes papéis e emoções mobilizadas pelo jogo.

As atividades evidenciaram que dança e esporte compartilham ritmo, escuta, presença e relação com o outro, reforçando o corpo como território de aprendizagem e o jogo como experiência relacional.

Jogos Musicais

F6, F7, F8 e F9 – Música

Iniciamos a sensibilização para o projeto institucional “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo” lembrando e experimentando alguns jogos que trabalham conteúdos do ensino de Música.

Vivenciamos brincadeiras que exercitam a memória sonora, a percepção musical, a coordenação motora e muitos outros elementos. Até o ato de pular corda serviu de exemplo da percepção do pulso, da regularidade do tempo musical (quando a corda bate no chão) e do contratempo (a metade do tempo, quando a corda atinge sua altura máxima).

No jogo inspirado em uma atividade do método O Passo (de Lucas Ciavatta), batizado originalmente de “Salto no Tempo”, trabalhamos a memória e a construção de pequenas células rítmicas, com pulos e palmas.

No “Jogo do Eco”, de Fernando Barba, lidamos com a criação (composição) de pequenas ideias rítmicas através da percussão corporal. O “Uno Musical” ajudou os estudantes na concentração e na integração.

Além destes jogos, buscamos na memória algumas brincadeiras infantis que utilizavam a música como elemento, e surgiram: dança das cadeiras, estátua, pato pato ganso, qual é a música? e muitos outros… Ouvimos também a composição “Jardim da Infância”, de Aldir Blanc e João Bosco, e debatemos sua letra.

Jogar com as Palavras, Exercitar o Verbo

F7 – Português

O sétimo ano iniciou as aulas de Português brincando com as palavras, ou melhor, com os versos. Como o subprojeto da disciplina dará prestígio ao estudo de poemas, os estudantes fizeram uma experimentação literária com Tautogramas.

Essa atividade consiste em fazer versos em que todas as palavras se iniciem com a mesma letra. Aproveitando que a palavra-chave do tema institucional é esporte, esse desafio de tema também foi dado a eles. É uma atividade lúdica, divertida como um jogo, que proporcionou uma experiência com a criatividade e com o uso de dicionário.

Na Biblioteca, as turmas fizeram uma pesquisa literária no acervo da escola sobre poemas que se relacionem com o tema institucional. Depois dessa cuidadosa seleção, os estudantes fizeram a leitura compartilhada dos poemas.

Ideias Que Transformaram o Mundo

F7 – História

Os estudantes do sétimo ano estão iniciando seus estudos sobre o Iluminismo, movimento intelectual do século XVIII que valorizou a razão, a liberdade e a defesa de direitos.

Ao explorar esse período, refletiremos sobre como essas novas ideias desafiaram o absolutismo e impulsionaram profundas transformações políticas e sociais.

Durante as aulas de História, conheceremos pensadores como Voltaire, John Locke, Montesquieu e Jean-Jacques Rousseau, compreendendo suas contribuições para conceitos fundamentais, como liberdade de expressão, direitos naturais e separação dos poderes.

Mais do que estudar fatos históricos, buscamos entender como muitas dessas ideias permanecem vivas em nossa sociedade, especialmente nos princípios democráticos e nos direitos que exercemos na atualidade.

Primeira Escolha de Esporte

F7 e F8 – Educação Física

As turmas iniciaram o novo ciclo das aulas de Educação Física com um momento especial: a primeira escolha de modalidades esportivas.

A proposta valoriza a autonomia dos estudantes e fortalece o engajamento nas práticas corporais.

As escolhas foram variadas e cheias de energia:

  • F7A optou pelo parkour;

  • F7B escolheu o futebol;

  • F8A decidiu praticar esportes com raquete;

  • F8B selecionou atividades sobre rodas, como patins e skate;

  • F8C iniciou suas aulas de flag football.

A diversidade de modalidades promete enriquecer as aulas, estimulando o desenvolvimento das habilidades esportivas, o trabalho em equipe, a criatividade e o protagonismo de cada turma.

Um começo de ciclo cheio de movimento e entusiasmo!

Quem é Você na Volta às Aulas?

F6 a F9 – Artes

Para receber os estudantes na volta às aulas, nas primeiras aulas de Artes Visuais os alunos foram convidados a observar uma série de “memes” criados especialmente para este momento, a partir das imagens das obras de arte escolhidas para a sinalização de toda a escola, acompanhadas por frases curtas e bem-humoradas.

Espalhadas pela sala, as imagens foram exploradas livremente pelos estudantes, que circularam, observaram, se familiarizaram com as referências e escolheram aquela que melhor representa como se sentem neste retorno às aulas – animados, curiosos, cansados, empolgados, prontos para começar ou ainda entrando no ritmo.

Depois da escolha, cada um compartilhou com os colegas o motivo da identificação com a imagem. A conversa revelou algo interessante: assim como nos jogos e nos esportes, cada pessoa chega com um ritmo, uma energia e um estado de espírito diferente, e todos fazem parte da mesma roda.

Entre risadas, identificações inesperadas e comentários bem-humorados, a atividade mostrou como a arte também pode ser uma forma de falar sobre cultura, corpo, emoções e experiências que vivemos enquanto brincamos, jogamos e torcemos.

Uma volta às aulas leve, divertida e cheia de escuta.

Desenho Coletivo

F6 a F9 – Artes

Misturando arte, jogo e movimento, começamos a explorar o tema do nosso projeto de 2026 com as turmas do fundamental 2.

Primeiro, uma breve apresentação ao conceito de pictogramas, imagens simples que comunicam ideias de forma clara e universal. Conversamos sobre como essa linguagem visual se popularizou a partir dos Jogos Olímpicos de Tóquio 1964, quando um sistema de símbolos foi criado para orientar visitantes vindos de diferentes partes do mundo.

A partir daí surgiram as perguntas que guiaram a aula: Quais as relações entre as artes e os jogos? Em que outros momentos eles se encontram? O que os processos artísticos podem compartilhar com a lógica dos jogos?

Para provocar esses e outros questionamentos e experimentar essas relações na prática, os estudantes participaram de uma dinâmica de desenho coletivo utilizando uma “ferramenta” que permite que várias pessoas controlem ao mesmo tempo uma única caneta por meio de barbantes.

O primeiro desafio foi reaprender a desenhar, agora de forma coletiva, criando formas simples e ícones de objetos ligados aos esportes.

Depois de se familiarizarem com a ferramenta, os grupos foram convidados a recriar alguns dos pictogramas apresentados anteriormente. Para que os desenhos funcionassem, foi preciso planejar movimentos, negociar decisões, ajustar trajetórias e encontrar soluções em grupo. Assim como em muitos jogos, a atividade exigiu escuta, cooperação, experimentação e trabalho em equipe.

Entre tentativas, erros, ajustes, muitas risadas e até torcida, os estudantes foram superando o desafio juntos e perceberam algo importante: o resultado dependia menos da habilidade individual e muito mais da colaboração, da atenção ao coletivo e da capacidade de jogar, ou, neste caso, criar em equipe.

Um primeiro passo para investigar, ao longo do ano, como arte, corpo, jogo e criação podem caminhar juntos.

Game Time!

F7 – Inglês

Em diálogo com o projeto institucional de 2026, “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”, as turmas de F7 vêm desenvolvendo, nas aulas de Inglês, atividades que articulam linguagem e ludicidade.

A partir de jogos inspirados no universo das brincadeiras e dos esportes ao redor do mundo – tema do subprojeto do trimestre “Sports Around the World” – os alunos estão ampliando o contato com a língua inglesa em situações de oralidade e desenvolvimento de vocabulário.

O foco está nos adverbs e modal verbs, estruturas que os auxiliam ao comunicar habilidades, possibilidades, permissões e regras. Tudo isso está diretamente conectado ao movimento e às ações praticadas nos esportes e jogos, sempre com muito fair play!

Corpo Poético: Palavra, Rima e Métrica

F7 – Português

Nas aulas de Biblioteca, as F7 têm lido diferentes poemas relacionados à temática do esporte. Além de interpretar os textos, os estudantes têm refletido sobre como a linguagem poética não está restrita apenas ao poema ou à poesia escrita.

O corpo que pensa a palavra, por exemplo, também pode compor rima e métrica. A corporeidade, os movimentos, os tons e a linguagem que atravessa o corpo podem expressar múltiplos textos. Essa relação de profunda aproximação entre o corpo e a palavra foi o principal tema de debate entre os estudantes.

Quando o Jogo Vira Cena: Primeiras Gingas

F6 a F9 – Teatro

Iniciamos as aulas de Teatro no ensino fundamental II com a sensibilização para o projeto anual “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”.

Partindo da pergunta “O que o jogo nos ensina sobre quem somos e como nos relacionamos?”, as turmas foram convidadas a experimentar, com o corpo, as diferentes dimensões do jogo – seus desafios, regras, imprevistos e modos de jogar junto.

As atividades tiveram como objetivo promover a integração entre os alunos, desenvolver a percepção coletiva e estimular a reflexão sobre cooperação, competição, erro e construção de regras. A partir dessas vivências, seguimos agora aprofundando a passagem do jogo à cena.

Inspirados pelas perguntas e descobertas dessa primeira etapa, investigaremos como as histórias que nascem do jogar podem ganhar forma teatral, reafirmando que, no teatro, o jogo é também um convite à criação e à expressão.

Ginga e Corpo

F6 a F9 – Dança

Nas aulas de Dança, seguimos na fase de sensibilização ao projeto institucional “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”.

Os estudantes participaram de uma atividade de investigação corporal sobre presença, adaptação e escuta no espaço coletivo.

A proposta partiu de uma caminhada livre pela sala, na qual o desafio era cruzar com os colegas sem parar ou desviar bruscamente, negociando o espaço por meio do movimento. Com variações de ritmo, direção e níveis, os alunos experimentaram diferentes formas de relação com o outro.

Ao final, a roda de conversa trouxe reflexões importantes: Onde aparece a ginga? Quem conduz e quem cede? A atividade destacou que a ginga é uma forma de inteligência corporal que nasce da escuta e da convivência no espaço coletivo.

 

Jogando com o Literal e Descobrindo o Figurado

F7 – Português

As F7 esão estudando os conceitos de denotação e conotação. Explorar os sentidos de palavras e, principalmente, de expressões idiomáticas tem sido parte do cotidiano nas aulas de Língua Portuguesa. Além dos ditados populares brasileiros mais conhecidos, os estudantes estão aprendendo expressões relacionadas ao eixo temático “esporte”, palavra-chave no tema institucional deste ano.

Expressões como “entrar em campo”, “jogar limpo”, “marcar um gol” e “virar o jogo” foram analisadas tanto em seu sentido literal quanto em seu uso figurado. Uma das atividades de maior engajamento foi o jogo de associação entre os sentidos e as expressões expostas. Em outro momento, foram apresentadas imagens que representavam o sentido literal para que os alunos pudessem depreender a expressão figurada correspondente — como no exemplo “show de bola”, ilustrado por uma bola fazendo um show.

Essas dinâmicas foram fundamentais para incentivar o desenvolvimento da habilidade de interpretar imagens e contextos variados.

Descobrindo a América Latina

F7 – Geografia

Nas primeiras semanas de aula de Geografia, as turmas de 7º ano iniciaram seus estudos sobre o continente americano, refletindo sobre questões essenciais. Afinal, quem faz parte da América Latina? E por que os Estados Unidos costumam ser chamados simplesmente de “América”, se esse é o nome de todo o continente?

A partir desses questionamentos, os estudantes exploraram as características do processo de colonização da América Latina, comparando-o ao da chamada América Anglo-Saxônica. Observaram como essas trajetórias históricas distintas moldaram sociedades com culturas, línguas e dinâmicas sociais próprias.

Para aprofundar as reflexões, utilizamos como ponto de partida o clipe da música Latinoamerica, do grupo Calle 13, que apresenta imagens e mensagens potentes sobre a identidade e a diversidade da região. Divididos em grupos, os estudantes analisaram aspectos presentes no vídeo, como a relação entre os espaços urbanos e rurais, a variedade de paisagens naturais e os elementos históricos e políticos do continente. Após as discussões e uma breve pesquisa, cada grupo produziu um mapa mental para compartilhar suas interpretações.

A atividade foi interativa e estimulante, permitindo uma compreensão mais profunda sobre a riqueza e a complexidade dessa região tão diversa.

Dança e Esporte

F6 a F9 – Dança

Dando continuidade às investigações do projeto institucional, os alunos de F6 a F9 assistiram aos espetáculos Velox, de Deborah Colker, e MeteGol, da Intrépida Trupe.

Em grupos, foram convidados a escolher modalidades esportivas e, a partir delas, construir sequências coreográficas autorais. Nessa atividade, os alunos perceberam como os movimentos esportivos podem ser transformados em dança, ampliando seu olhar sobre o movimento.

Além disso, noções fundamentais da linguagem de dança, como ritmo, organização espacial e composição foram trabalhadas ao longo do processo de criação e pesquisa, no qual o corpo investiga o esporte para reinventá-lo poeticamente em cena.

Ler Poemas, Jogar com o Verbo

F7 – Português

O sétimo ano tem se dedicado à percepção de métrica, ritmo e sonoridade dos versos. O poema é o gênero textual estudado, lido e escrito, e ao longo das aulas os alunos são apresentados a poéticas e composições de diversos estilos literários. Essas aprendizagens fazem parte de um processo de experimentação com a palavra sobre a escrita, criação e leitura declamativa.

Ler poemas, portanto, tem sido para os alunos uma experiência de expressão, escuta, movimento, representação. Esse projeto também se estende às aulas de Biblioteca, em que adotamos o livro Poemas para ler com palmas, de Edmilson Almeida. A partir dele, começaremos a estudar a poética do movimento e a metodologia africana de composição que joga com verbo, corpo, movimento e criação.

Taxonomia na Prática: Entre Ciências e Arte

F7 – Ciências

As turmas de 7º ano realizaram uma saída de campo para o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, com o objetivo de complementar, de forma prática, o estudo da taxonomia. Dessa maneira, concretizamos a interdisciplinaridade em uma parceria entre Ciências e Arte, na qual os estudantes produziram belas ilustrações científicas no Orquidário e no Bromeliário.

Em um segundo momento, visitamos o Herbário do Jardim Botânico – o maior da América Latina. Os estudantes puderam acompanhar de perto o trabalho botânico, conhecer os métodos de catalogação de espécies e criar sua própria exsicata. Além disso, refletiram sobre a importância da taxonomia, desde os naturalistas até os dias atuais, compreendendo a relevância da manutenção de uma coleção botânica.

Foram dias de aprendizagem ativa e muita diversão!

Muros Invisíveis

F7 – Teatro

Em diálogo com o projeto institucional Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo, as turmas de F7 realizaram, durante as aulas de Teatro, a leitura dramatizada da peça Muros Invisíveis, escrita pela professora Janaina Russeff. A obra retrata a rivalidade entre duas famílias divididas por times de futebol adversários, na qual os jovens Romeu e Julieta se aproximam e questionam o ódio que herdaram, buscando um jeito diferente de se relacionar para além das camisas e dos muros invisíveis.

Esse foi um momento importante para que os alunos entrassem em contato com o texto que será montado para a Mostra de Arte, além de estabelecerem conexões entre a trama da peça e o tema anual. Por meio da análise da peça, buscou-se compreender como a história apresentada explicita o afastamento do esporte de sua dimensão lúdica e relacional, quando submetido à lógica da performance e do resultado. A partir da narrativa, os alunos foram levados a reconhecer conexões com o projeto, entendendo o “jogar” como um espaço de prazer, encontro e aprendizagem ética.

Na próxima etapa, os alunos irão ensaiar e conceber os elementos da encenação — como cenário, figurino e programação visual.

Domingo, Eu Vou No Maracanã

F7 – Música

As aulas de Música das turmas dos sétimos anos estão no processo de montagem da apresentação da Mostra de Artes, que integra as linguagens da música, dança e teatro em um espetáculo inspirado em Romeu e Julieta, transportando a disputa entre famílias para a rivalidade entre torcidas de futebol.

No campo da música, os alunos estão criando paródias para os cantos das torcidas dos “Águias” e dos “Leões”, personagens presentes na peça, além de ensaiar o samba O Campeão, de Neguinho da Beija-Flor, utilizando diferentes instrumentos da sala de música.

A criação coletiva das paródias propõe desafios melódicos e rítmicos, ao exigir o encaixe de novas letras em melodias já conhecidas, ao mesmo tempo em que fortalece o trabalho em grupo. Já a prática de conjunto e os ensaios contribuem para o desenvolvimento técnico nos instrumentos, no canto, na percepção musical e na compreensão de elementos da linguagem musical.

A Respiração Determina O Verso

F7 – Português

No sétimo ano, os alunos estão lendo, nas aulas de biblioteca, o livro “Poemas para ler com palmas” do autor Edmilson de Almeida. Essas poéticas têm sido lidas com o corpo, a partir das formas de composição da oratura africana em que a poesia é uma experiência que pode ser movimentada pelas palavras. Nesse modo de compor, a variação da voz, do ritmo e dos sentidos que o poeta grita determinam como será o verso.

Inspirados nisso, a turma tem realizado algumas experimentações poéticas coletivas. Elegemos alguns poetas-enunciadores de cada turma para puxar a força do verso e os demais acompanharam fazendo coro ao griot e reforçando as métricas com as palmas. Por meio dessa experiência de leitura, a turma pôde interpretar, de forma ritmada, como a poesia desse autor vai além da palavra escrita.

Além disso, foi feita uma leitura comparada do livro com o poema-canto “Me gritaron negra” (1960) da poeta peruana Victoria Santa Cruz, a partir do vídeo em que ela declama-canta coletivamente esse poema. Depois dessas leituras, os alunos aproximaram e relacionaram o que aprenderam sobre o poeta enunciador à escrita de Edmilson e a declamação de Victoria.

Tracks and Catwalks!

F7 – Inglês

Os sétimos anos seguem avançando rumo ao fim do trimestre com foco e criatividade. As turmas estão finalizando suas produções para a Mostra de Artes, articulando linguagem, esportes e moda.

Inseridos no subtema do projeto de Língua Inglesa “Sports around the World” (Esportes ao redor do Mundo), os alunos vêm criando e desenvolvendo croquis de uniformes esportivos para diversas modalidades, pensando nas futuras Olimpíadas da Sá Pereira – um projeto ainda no papel, mas com grande potencial.

Nesse processo, as turmas do sétimo ano assumem o papel de precursores fashion ao refletirem sobre a relação entre funcionalidade esportiva e moda, considerando as especificidades de cada esporte e o conforto/praticidade dos atletas, sem deixar de lado a estética dos seus designs. Ao integrar referências culturais e identitárias, demonstram autonomia criativa, sensibilidade artística e desenvolvimento dos multiletramentos em Língua Inglesa, pois como afirmou certa vez a tenista Serena Williams: “I wanna be able to express myself on the court.” (Quero ser capaz de me expressar na quadra). E, aqui, essa ideia vai bem além do esporte.

Das “veias abertas” ao Presente da América Latina

F7 – Geografia

Durante o último mês, os alunos do sétimo ano estudaram, nas aulas de Geografia, o processo de colonização da América Latina a partir da perspectiva apresentada no livro Veias Abertas da América Latina.

Para iniciar o tema, analisamos uma fotografia da escultura Veias Abertas, de Oscar Niemeyer, localizada no Memorial da América Latina, o que suscitou uma rica discussão sobre a metáfora das “veias abertas” e do sangue escorrendo, associada ao formato do mapa da América Latina na palma da mão. A partir dessa reflexão inicial, conversamos sobre as diferentes formas de exploração dos povos indígenas e africanos durante o período colonial, bem como sobre a exploração dos recursos naturais do continente.

Ao longo das aulas, também discutimos a relação entre os desafios enfrentados atualmente pelas populações latino-americanas e esse passado histórico de exploração, refletindo sobre como a colonização ainda impacta as desigualdades sociais e raciais presentes tanto nas cidades quanto no campo em diferentes países.

Os alunos participaram ativamente das discussões e, como atividade de sistematização, organizaram um mapa mental em grupo, reunindo suas principais reflexões e aprendizagens sobre o tema.

Matemática em Movimento

F7 – Ed. Física

As turmas de F7 estão integrando Matemática e Educação Física em uma proposta interdisciplinar. Durante as aulas, os alunos realizam medições de salto em distância e corridas de velocidade, utilizando e analisando os dados coletados para os estudos em sala.

A atividade tem contribuído para a compreensão prática de unidades de medida e para a comparação de resultados por meio de operações com números decimais. A experiência tem sido dinâmica e significativa, unindo o aprendizado teórico à prática corporal.

Arte Urbana e Identidade: Pintura de ruas para a copa

F7 – Artes

Nas aulas de Artes Visuais das F7 os estudantes iniciaram um projeto inspirado em uma tradição bastante presente na cultura brasileira durante as Copas do Mundo: as pinturas de rua. A proposta parte da ideia de compreender a arte urbana como uma manifestação coletiva, ligada à identidade, à celebração e à ocupação criativa dos espaços.

Neste primeiro momento, as turmas foram apresentadas ao projeto e realizaram uma pesquisa guiada sobre diferentes exemplos de ruas pintadas em diversas regiões do Brasil. Observamos juntos como essas produções utilizam cores, símbolos, padrões e repetições para transformar ruas em grandes painéis coletivos, além de discutir como essas práticas fortalecem o sentimento de pertencimento e convivência entre as pessoas.

Neste primeiro momento, os estudantes demonstraram bastante interesse ao analisar as imagens, identificar elementos visuais recorrentes e compartilhar referências encontradas durante a pesquisa. Em seguida iniciaremos o desenvolvimento das primeiras propostas visuais, pensando em composição, ritmo, repetição e criação de imagens em grande escala.

Nas próximas etapas, os alunos irão transformar suas ideias em projetos coletivos, produzindo grandes painéis pintados, simulando as tradicionais ruas decoradas durante a Copa. Estamos muito animados para acompanhar os próximos desdobramentos do projeto e ver como cada turma irá construir, em grupo, suas próprias interpretações dessa manifestação artística tão ligada à cultura popular brasileira.

 

Diálogos Sobre Gênero

Entre os dias 11 e 15 de maio, a Escola Sá Pereira realizou a Semana Diálogos sobre Gênero, um encontro construído por muitas mãos e marcado pela parceria entre escola e famílias, movidas pelo desejo comum de refletir sobre a formação que queremos oferecer às nossas crianças e jovens diante de questões tão urgentes do nosso tempo.

Ao longo da semana, nossa comunidade participou de oficinas e conversas sobre os direitos das mulheres, a presença feminina no esporte e as relações entre meninos e meninas, reafirmando princípios fundamentais do nosso projeto pedagógico: o respeito às diferenças, o cuidado nas relações, a convivência democrática e a construção de uma sociedade mais justa e acolhedora. 

Mais do que os temas discutidos, gostaríamos de destacar a forma como esse processo foi construído: por meio da escuta, da participação coletiva e do diálogo entre escola e famílias, uma marca tão importante da nossa escola.

Nosso agradecimento especial a todas as pessoas que tornaram essa semana possível. À Geovana Pires, que abriu a programação com a oficina A poesia formando coletivos para as famílias e com a apresentação de Perigosas Damas para os estudantes da F9 e do Ensino Médio. À Jaqueline Silva, medalhista olímpica do vôlei de praia e às nossas alunas atletas Martina Casé, Maria Ester, Pietra Oliveira, Leticia Helal e Sofia Barbosa, que compartilharam suas trajetórias e reflexões no encontro sobre meninas no esporte. À Daniela Braga, pela vivência de dança com os jovens da M3. E à promotora Gabriela Lusquinos, que encerrou a programação dialogando com os estudantes do Fundamental II sobre misoginia, cyberbullying, uso das telas e os desafios do convívio contemporâneo.

Seguimos acreditando na importância de criar espaços de encontro, escuta e diálogo para fortalecer uma educação mais humana, sensível e comprometida com o cuidado coletivo.

Instalação

F6, F7, F8 e F9 – Artes Visuais

Inspirados na instalação Planos-Pipa, do artista brasileiro Marcelo Jácome, os estudantes do segundo ao nono ano participarão de uma grande construção coletiva para a Mostra de Artes. A proposta parte da pesquisa sobre as bandeiras dos países participantes da Copa do Mundo de 2026 e transforma suas cores, símbolos e grafismos em pipas construídas pelos próprios alunos.

Ao deslocar as bandeiras do campo esportivo para o espaço poético do brincar, a instalação aproxima jogo, corpo, vento e coletividade. Suspensas no espaço, as pipas deixam de representar apenas países e passam a criar um grande campo de encontro entre culturas, movimentos e identidades.

A escolha da obra de Marcelo Jácome como referência dialoga diretamente com o projeto institucional Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo, ao propor uma reflexão sobre o esporte para além da competição. Assim como a pipa depende do vento, do gesto e da relação com o outro para permanecer no ar, o jogo também nasce da troca, da escuta e da experiência coletiva.

Cultura do Estudo

F7 – Português

Os alunos do sétimo ano participaram de uma atividade para o desenvolvimento da cultura do estudo. A proposta foi organizar o caderno como material de estudo pessoal de aprendizagem e também de revisão. Aproveitamos a necessidade de revisar a matéria “Classes Gramaticais” e, então, os estudantes produziram registros visuais e mapas mentais desse importante conteúdo, que antecede outros importantes, como, por exemplo, o estudo de sintaxe, a ser iniciado neste trimestre. Essa  proposta pedagógica uniu a organização da disposição das páginas, a legibilidade da letra, uso de cores e combinações com liberdade criativa, experimentação de títulos, destaques e ilustrações. O objetivo é reforçar que o caderno não é só espaço de cópia, é um instrumento de estudo, que, nas aulas de português, pode e deve ser personalizado.

Biblioteca

F7 – Biblioteca

Na biblioteca, seguimos com a leitura de “Poemas para ler com palmas” de Edimilson de Almeida Pereira. As palmas passaram a marcar o ritmo dos versos, transformando a leitura em corpo e presença. Ao longo das leituras, estamos ouvindo sambas brasileiros e articulando as sonoridades dos poemas com os ritmos, as pausas e as batidas. As palmas, os refrões e os versos, a cada aula, evidenciam que poesia e samba compartilham movimento, oralidade, improviso e sobretudo ancestralidade, temas que são muito importantes para compreender as referências e a historicidade da poética de Edimilson.

Jornalismo, Consumo e o Impacto do Esporte no Antropoceno

F7 – Ciências

O jornalismo esportivo e a cadeia de produção e consumo de mercadorias foram os temas debatidos no encontro do Ponto de Virada das turmas de F7, que contou com a presença do jornalista convidado Kiko Meneses.

Compartilhando sua bagagem profissional, Kiko apresentou algumas de suas reportagens mais marcantes e desafiadoras, explicando os bastidores e o processo de construção da notícia até que ela chegue às nossas telas. O debate sobre a fabricação, o consumo e o descarte de artigos esportivos — como as camisas de clubes de futebol — ganhou destaque a partir de uma matéria produzida pelo próprio jornalista.

Esse tema conversa diretamente com o projeto “Do tênis ao lixo: o ciclo de vida dos materiais esportivos no Antropoceno”, desenvolvido por um dos grupos de pesquisa de Ciências. O conceito de Antropoceno faz parte do currículo da F7, etapa em que os estudantes analisam os profundos impactos da ação humana no meio ambiente.

Agradecemos imensamente ao Kiko Meneses pela disponibilidade e pela simpatia que, assim como em suas reportagens, conquistou a todos!

 

Do Improviso à Manobra: F7 e a Prática do Parkour

F7 – Geografia

Na segunda atividade do dia no Ponto de Virada, as turmas de F7 ganharam as ruas para se aventurar com a prática do Parkour, na Praia de Botafogo. O Parkour é uma modalidade que transforma a arquitetura das cidades em um verdadeiro circuito de obstáculos, desafiando o praticante a mover-se de um ponto a outro de forma rápida, fluida e eficiente, usando apenas os recursos do próprio corpo.

Nossos estudantes foram orientados por Guido, instrutor do esporte e ex-aluno da Escola Sá Pereira, o que tornou o momento ainda mais especial. A atividade dialoga diretamente com os componentes curriculares da disciplina de Geografia do 7º ano e, especificamente, com o projeto do grupo de pesquisa intitulado “Do improviso à manobra: esportes radicais que nasceram no asfalto”, que tem como objeto de estudo os esportes urbanos e a ressignificação dos espaços públicos.

Foi uma oportunidade fascinante de perceber a cidade não apenas como um cenário, mas como um espaço vivo de aprendizado, superação e liberdade. Ver nossos alunos ocupando o Rio com tanta energia e respeito ao espaço urbano nos mostra que os limites do aprendizado vão muito além dos muros da sala de aula!

Diálogos sobre Gênero: O Protagonismo Feminino no Esporte

F6/F7/F8

Na semana “Diálogos sobre Gênero”, nossas estudantes atletas dividiram o palco com a campeã olímpica Jackie Silva — que, ao lado de sua parceira Sandra Pires, conquistou a primeira medalha de ouro feminina do Brasil na história dos Jogos Olímpicos.

Nessa conversa participaram as alunas Leticia Helal (Skate), Maria Esther Botelho (Jiu Jitsu), Pietra Carla de Oliveira (Triatlon), e foi mediada pela estudante Sofia Barbosa.

Durante o encontro, as alunas narraram suas rotinas de treino, responderam às perguntas dos colegas e compartilharam os desafios e as alegrias de ser menina no meio esportivo atual. A campeã Jackie, por sua vez, trouxe reflexões potentes sobre como as mulheres ainda enfrentam barreiras e desigualdades por questões de gênero, mesmo demonstrando uma força avassaladora no esporte — vide o marco histórico das últimas Olimpíadas de Paris, em que as atletas brasileiras conquistaram mais medalhas e subiram mais vezes ao topo do pódio do que os homens.

A “Semana de Diálogos sobre Gênero” e esta roda de conversa são iniciativas de uma comissão de responsáveis da nossa comunidade, que vem debatendo e promovendo diversas atividades fundamentais sobre o tema em nossa escola. Ficamos muito orgulhosos de ver nossos estudantes e famílias construindo, juntos, um espaço de tanta escuta e transformação!