Arraial da Sá Pereira!!

Nossa Festa Julina foi animada! Entre brincadeiras, quitutes, música, conversas e risadas, vivemos um dia de muita alegria, reafirmando o quanto essa festa ganha sentido quando é construída com a colaboração de todos.

Pescaria, bola na lata, corrida de saco e tantas outras brincadeiras tradicionais convidaram crianças e adultos a brincar pelo simples prazer de brincar, torcer, rir, experimentar e estar junto.

E não podemos deixar de agradecer às famílias que fizeram da nossa mesa de quitutes uma verdadeira celebração da partilha. Cada prato preparado e trazido com carinho ajudou a compor uma festa mais saborosa, acolhedora e generosa.

Uma festa como essa só acontece porque cada um participa um pouquinho. Obrigada a nossa equipe pedagógica e a todas as famílias que estiveram conosco e colaboraram para fazer da nossa Festa Julina um encontro da cultura popular, cheio de afeto e boas memórias!

O Julgamento de Napoleão

F7 História

Nas aulas de História, as turmas de F7 estão se dedicando à preparação e realização da atividade avaliativa de conclusão do trimestre do Julgamento de Napoleão Bonaparte, como conclusão dos estudos sobre o Período Napoleônico. Após as atividades onde puderam se aprofundar nos acontecimentos relacionados a administração de Napoleão Bonaparte e as guerras napoleônicas, individualmente, os alunos também fizeram levantamentos de possíveis fatos que pudessem ser utilizados pela defesa e pela acusação do réu, além de possíveis perguntas que seriam feitas pelo júri. 

A partir desse levantamento individual os alunos foram divididos em grupos para selecionar informações, discutir diferentes interpretações sobre as ações de Napoleão e construir coletivamente os argumentos que seriam apresentados durante o julgamento. A atividade está possibilitando que os alunos mobilizem conhecimentos históricos para analisar diferentes aspectos do período, desenvolvendo, além do objetivo de aprendizagem proposto, habilidades de argumentação, análise, participação e trabalho coletivo. 

Festejos Populares

F6, F7, F8 e F9 – Dança e Música

Na Festa Junina da Sá Pereira, os estudantes do Fundamental II cantaram, dançaram, brincaram e homenagearam importantes tradições da cultura popular brasileira. As F6 entraram na roda percutindo os bastões do Mineiro Pau, “…é dança de Preto Velho dentro do canavial…“, como diz a canção de Mauro Duarte e Paulo Cesar Pinheiro. As F7 gingaram ao som do baião Um a Um, obra consagrada na voz de Jackson do Pandeiro. As F8 levaram a quadra o samba de coco Capoeira Mata Um, incorporando movimentos do jogo-dança-luta afro-brasileiro. Encerrando as apresentações, as F9 dançaram a tradicional quadrilha ao som de Noites Brasileiras, de Luiz Gonzaga.

Mais do que aprender passos, ritmos e coreografias, os estudantes conheceram a origem, a história e a importância dessas manifestações para a formação da identidade cultural brasileira. Ao vivenciar essas tradições, compreenderam que a cultura popular preserva memórias, fortalece o sentimento de pertencimento e conecta diferentes gerações. Como mostram as apresentações, dançar, cantar e brincar também são formas de reconhecer e celebrar a diversidade do nosso patrimônio cultural e de manter viva a herança dos mestres que ajudaram a construir a cultura brasileira.

Arte, Cultura e Festa

  F6, F7, F8, F9 – Artes

Nas semanas que antecederam a Festa Junina, as aulas de Artes Visuais foram dedicadas à criação de trabalhos que passaram a compor a decoração do evento.

Cada série desenvolveu um projeto diferente, explorando técnicas, referências artísticas e elementos característicos dessa importante manifestação da cultura brasileira.
Os sextos e os nonos anos conheceram o conceito do lambe-lambe, linguagem da arte urbana que utiliza cartazes de papel para ocupar os espaços da cidade. Cada estudante produziu um pôster ilustrando um elemento tradicional das festas juninas e, durante o evento, os trabalhos foram reunidos em grandes painéis, formando coloridas paredes de lambe-lambes espalhadas pelo arraial.

Os oitavos anos criaram cartazes inspirados nas ilustrações de Carybé para o livro ABC da Capoeira, imaginando uma festa junina cheia de ginga, em que a tradicional quadrilha deu lugar aos movimentos da capoeira.

Já os sétimos anos revisitaram os painéis de arte urbana produzidos para a Mostra de Artes e os transformaram em uma divertida “Copa Junina”, misturando referências do futebol com fogueiras, bandeirinhas, brincadeiras e o clima de celebração típico desta época do ano.

A sexta estrela ainda não veio para a Seleção Brasileira desta vez, mas a nossa Festa Junina brilhou com muita criatividade, cor e o envolvimento dos estudantes, que ajudaram a transformar a escola em um grande espaço de arte e celebração.

Novos Olhares sobre os Esportes

F6, F7, F8, F9 – Artes

Depois do recesso de julho, os estudantes do Ensino Fundamental II voltaram às aulas de Artes Visuais cheios de energia e deram continuidade às investigações relacionadas ao nosso projeto pedagógico.
Os 6º anos foram desafiados a imaginar e ilustrar jogos e brincadeiras impossíveis: basquete na Lua, futebol debaixo d’água e corrida de sereias foram algumas das ideias criadas pelas turmas. Um exercício de imaginação, criatividade e liberdade para inventar novas possibilidades de brincar e jogar.
Os 7º anos também mergulharam no universo da criação de personagens e desenvolveram mascotes para uma Olimpíada inventada. Cada estudante escolheu uma cidade e pesquisou como representar sua cultura e suas tradições, transformando um elemento característico do lugar em um personagem com identidade, carisma e apelo visual.
Nos 8º anos, o foco foi o infográfico e suas possibilidades de comunicação visual. Depois de conhecer suas principais características, os estudantes criaram infográficos lúdicos sobre o corpo em movimento, investigando como diferentes partes do corpo participam dos esportes e das brincadeiras, seja para quem pratica, torce ou até mesmo para quem apita. A proposta valorizou a combinação entre informação, imagem, composição e poesia.
Já os 9º anos conheceram um pouco da história e das possibilidades dos zines e foram convidados a refletir, com muito humor, sobre o outro lado do esporte: o de quem perde. Surgiram diferentes “Manuais de como sobreviver sendo o último colocado”, transformando a experiência da derrota em matéria para a criação artística e para uma reflexão sobre frustração, persistência e crescimento.
Assim, retomamos o semestre explorando diferentes linguagens: ilustração, design de personagens, infografia e zine, sempre buscando olhar para o esporte para além do resultado e descobrir novas formas de imaginar, criar, jogar e aprender juntos.

Escutar também é Movimento

F6, F7, F8 e F9 – Dança

As aulas de Dança do Fundamental II começaram o segundo semestre com um convite: antes de dançar, aprender a escutar. Em uma sequência de jogos e experimentações corporais, os estudantes refletiram sobre o significado da escuta e descobriram que ela acontece muito além dos ouvidos. Pelo olhar, pela atenção, pelo silêncio e pela presença, experimentaram novas formas de perceber o espaço, os colegas e o próprio corpo.

Ao construir, coletivamente, uma grande escultura corporal, os alunos exercitaram a observação, a confiança e o diálogo por meio do movimento, compreendendo que a escuta é uma das bases da vida em comunidade. Aprender a perceber o outro, respeitar diferentes tempos, esperar, observar e responder com sensibilidade são experiências que ultrapassam a aula de Dança e fazem parte da formação humana que buscamos construir na escola. Afinal, toda aprendizagem significativa começa quando estamos verdadeiramente disponíveis para o encontro.

5ª Feira Literária da Sá Pereira: Literatura, Jogo e Celebração

No dia 15 de agosto, aconteceu a 5ª Feira Literária da Sá Pereira. Guiada pelo tema “Na roda de leitura, a palavra ginga”, a literatura foi vivenciada e jogada por todos os espaços da escola.

Estudantes de todas as idades e suas famílias mergulharam em uma programação diversa: oficinas para o Ensino Fundamental 1, rodas de leitura, manifestos e apresentações do Ensino Fundamental 2 e do Ensino Médio.

Nas salas de aula, corredores e escadas, ganharam vida os trabalhos inspirados nas leituras realizadas pelos estudantes ao longo do ano, produções que dialogavam diretamente com o nosso projeto institucional. Nas paredes e murais, era possível reconhecer a riqueza dos diferentes gêneros textuais que compõem o repertório da nossa formação leitora. Quadrinhos, poesias, crônicas e textos jornalísticos, etc, enfeitaram a escola com a criatividade e o apuro artístico de nossos estudantes.

Além dos projetos de Língua Portuguesa, as produções em Matemática, História, Ciências e Inglês reafirmaram a nossa convicção: a formação leitora é um compromisso transdisciplinar, que atravessa todas as áreas do conhecimento.

Crianças pequenas e “crianças adultas” se divertiram investigando “O Caso das Legends Roubadas”, interrogando suspeitos espalhados pela escola. A dinâmica foi inspirada no clássico O Gênio do Crime e no famoso jogo de tabuleiro Scotland Yard. O Culpado? O coordenador Pedro Ouro…

Nossa biblioteca recebeu mais uma vez o espaço Autores da Comunidade, abrindo alas para escritores e escritoras lançarem suas obras. Este ano, uma publicação teve um brilho especial: o livro “O jogo começou”, do nosso aluno Joaquim Prisco.

A programação contou ainda com a Oficina de Crônicas Esportivas, o Salão de Jogos Matemáticos das F6s, a Banca de Jornal das F8s e a concorrida Amarelinha Literária.

Para coroar a festa, a Feira do Terraço, o entusiasmo dos Estudantes da Alegria e a Roda de Samba do Ensino Médio transformaram o dia em um momento inesquecível, celebrando a literatura como jogo, encontro e brincadeira. Nossa escola virou um grande e afetuoso parque de diversões!

Oficina de Jornalismo: entrevistas

Oficina de Jornalismo

Nesta semana, os alunos da Oficina de Jornalismo foram a campo entrevistar profissionais que trabalham na Sá Pereira. Saíram tantos conteúdos interessantes dessa atividade que foi até difícil escolher o que seria publicado aqui.

Decidimos pela entrevista com Yasmin Campos, responsável pela biblioteca da escola, feita pela aluna Stella Marinho, do 6º ano. 

A conversa girou em torno do trabalho de Yasmin e de livros, claro. Nossa entrevistada ainda indica um título para vocês, leitores.

Lembrando: a Oficina de Jornalismo acontece às terças-feiras, das 13h30 às 15h, e é aberta a todos os alunos do 6º ao 8º ano.

 

Yasmin, qual é o seu livro favorito e por quê?
O meu livro favorito é “Perdida”, da autora Carina Rissi. Ela é uma autora brasileira, e o livro é um romance de época.

O que você mais gosta no seu trabalho?
Quando eu indico um livro para as crianças e adolescentes aqui da escola e eles gostam. Adoro quando os alunos vêm me contar o quanto o livro indicado é bom.

Se você tivesse que indicar um livro para os nossos leitores, qual seria e por quê?
Eu indicaria “Matilda”. É um livro sobre uma família diferente. Ela tenta buscar uma outra família e também aprende a lidar com os seus sentimentos e poderes.

Por Que Temer a Circe?

F7 Português

As turmas de sétimo ano continuam lendo mitos, tanto na biblioteca quanto no cotidiano das aulas de Habilidades da Língua, isto é, leitura e produção de texto.

Essa semana, estamos lendo sobre personagens míticas marcantes na Odisseia. Aproveitando, assim, o frisson que está sendo dado à trama, justamente porque há um filme em cartaz no cinema sobre esse tão antigo mito de Odisseu ou, para os mais íntimos, Ulisses.

Circe tem sido a protagonista das nossas leituras, porque é a representação de uma mulher autônoma e poderosa, capaz de transformar quem chega à sua ilha. Entre feitiços, encontros e transformações, em algum momento de sua vida, seu destino cruza com o de Odisseu e é justamente nesse encontro que o mito nos oferece outras possibilidades de leitura: o que acontece quando uma mulher não ocupa o lugar que esperam dela? 

Circe não é apenas a personagem que enfeitiça Odisseu, é também aquela que conhece, decide, acolhe, impõe limites e interfere nos rumos da viagem do herói. A partir dela, conversamos sobre gênero, poder e autonomia, pensando também em como mulheres que sabem, desejam e exercem poder muitas vezes são transformadas, nas narrativas, em personagens perigosas ou ameaçadoras.

Os debates das aulas foram mobilizados pela leitura e discussão do texto e das questões que partiram de uma pergunta importante: por que temer a Circe?

Bolas e Fitas

F7 – Dança

Depois de conhecerem o texto da Festa de Encerramento e compreenderem o que a coreografia do sétimo ano vai representar dentro do espetáculo, iniciamos nosso processo de sensibilização e criação. Como referência, a F7A assistiu a uma apresentação da Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica com bola, enquanto a F7B observou uma apresentação com fita. A proposta foi olhar para esses elementos esportivos também a partir da dança: perceber os gestos, os desenhos no espaço, as relações entre corpo e objeto e as possibilidades de movimento presentes nas apresentações.

A partir dessa apreciação, os alunos se dividiram em grupos e começaram suas próprias investigações com bolas e fitas. O desafio não era reproduzir os movimentos observados, mas partir deles para experimentar, transformar e criar novas possibilidades. As pequenas sequências construídas pelos grupos começam agora a compor a coreografia da turma, trazendo para a cena o diálogo entre dança e esporte e garantindo que os alunos participem ativamente da criação do trabalho que será apresentado no final do ano.

NEXT LEVEL: 3RD TRI! 

F7 Inglês

Os alunos das turmas de sétimo ano encerraram com muito orgulho e animação o segundo trimestre de 2026 conversando, admirando e relembrando os processos de execução dos seus trabalhos produzidos para a nossa Feira Literária e agora seguem animados para o terceiro (e último) trimestre, compartilhando ideias para o nosso próximo tema do projeto de Língua Inglesa.

A votação oficial acontecerá já nas próximas semanas durante as aulas de Inglês e contará, mais uma vez, com a organização e participação ativa das turmas. Enquanto isso, a revisão dos conteúdos do segundo trimestre seguem a todo vapor!

Keep posted! 

Do Rural ao Urbano: Como Nossas Cidades Cresceram?

F7 Geografia

Como as famílias que deixaram o campo ajudaram a construir as cidades brasileiras? E como essas mesmas famílias enfrentaram e, ainda enfrentam, os desafios de viver nas periferias das grandes cidades?

No último mês, as F7 investigaram como se formaram e as grandes metrópoles brasileiras a partir do processo de urbanização e de industrialização do país. Para isso, lemos textos e analisamos diferentes mapas do Rio de Janeiro e de sua região metropolitana, diferenciando categorias como estado, município, região, zona, distrito e bairro. Compreender a cidade onde moramos é um grande desafio e diferentes escalas ajudam a perceber como os espaços urbanos se relacionam.

Ao longo desse percurso, utilizamos mapas, imagens, fotografias e infográficos para investigar as transformações e desigualdades presentes nas cidades.

Observamos as relações entre centro e periferia, analisamos fotografias para compreender o conceito de segregação urbana e interpretamos infográficos sobre a ocupação desigual dos bairros pelas diferentes classes sociais. Mas, procuramos olhar para além dos números e dos problemas retratados: as pessoas que migraram do campo para as cidades participaram da construção das metrópoles e seguem construindo suas vidas nas periferias, enfrentando dificuldades, criando redes de apoio e lutando diariamente pelo direito à moradia e por melhores condições de vida.

Assim, buscamos compreender a cidade como um espaço marcado por desigualdades, mas também por histórias, vínculos, trabalho, resistência e transformação.

Sarau 2026

Todos os anos, os oitavos anos assumem a produção do Sarau e ficam envolvidos em todas as etapas do evento: decoração do auditório, montagem do palco, apresentação das bandas, assistência durante as apresentações e desmontagem ao final da noite. Um trabalho que começa bem antes da música tocar e que exige organização, divisão de tarefas, responsabilidade e, sobretudo, colaboração.

O Sarau reuniu alunos do sexto ano ao Ensino Médio, além de alguns ex-alunos, e trouxe ao palco uma grande variedade de estilos, repertórios e formações musicais.

Mais do que uma noite de apresentações, o Sarau ocupa um lugar importante na formação dos nossos estudantes. Para os oitavos anos, é a oportunidade de planejar e realizar coletivamente um evento para a comunidade, assumindo responsabilidades concretas e aprendendo também com os desafios que surgem durante o processo. Para quem sobe ao palco, é também uma oportunidade de assumir as escolhas que envolvem uma apresentação musical, da definição do repertório à preparação para o palco, experimentando o compromisso e a responsabilidade de compartilhar seu trabalho com o público.

E, para todos, é uma oportunidade de encontro. Diferentes idades, turmas, estilos e experiências musicais convivem na mesma noite, seja no palco, nos bastidores ou na plateia. Talvez seja essa uma das dimensões mais bonitas do Sarau: uma experiência construída pelos estudantes e para os estudantes, em que fazer, escutar e compartilhar música também são formas de aprender.

Teatro-Esporte

F7 – Teatro

Nas aulas de Teatro, as F7 estão mergulhando no universo da improvisação e investigando diferentes maneiras de transformar o jogo em cena. Em grupos, pesquisaram jogos de improvisação realizados por referências como Barbixas, Z.É. – Zenas Emprovisadas e Whose Line Is It Anyway?, buscando compreender suas regras e dinâmicas.

Depois da pesquisa, cada grupo escolheu dois jogos para apresentar e conduzir com a turma. Ao final desse percurso, faremos um campeonato de Teatro-Esporte, trazendo para as partidas os jogos pesquisados e experimentados pelos estudantes.

Santa Marta pelas Vozes de seus Moradores

F7 – Geografia

Nas últimas semanas, as turmas F7 realizaram uma atividade de encerramento dos estudos sobre a Geografia Urbana. Em uma saída de campo à praça do Santa Marta e seu entorno, os estudantes entrevistaram moradores com idades entre 15 e 69 anos para conhecer suas origens, suas trajetórias de vida e suas histórias na comunidade. Além disso, investigamos as transformações pelas quais esse território passou ao longo das últimas décadas.

As entrevistas revelaram que, apesar da proximidade com a escola, a realidade socioespacial da favela é diversa e dinâmica. A maioria dos moradores contou que a comunidade passou por transformações significativas nos últimos 20 anos e que sua infraestrutura foi sendo construída e conquistada aos poucos, com a participação da associação de moradores. Outro marco importante foi a gravação do clipe de Michael Jackson, motivo de muito orgulho para a comunidade, que também recebeu uma estátua do artista. Os moradores apontaram, ainda, desafios importantes em seu cotidiano, como o escoamento da água da chuva em períodos de chuvas mais intensas, questões relacionadas ao saneamento básico e dificuldades envolvendo segurança, tráfico e criminalidade.

Mais do que identificar problemas, porém, a pesquisa permitiu conhecer diferentes formas de viver e perceber a comunidade. Apesar das dificuldades, muitos entrevistados afirmaram gostar de morar no Santa Marta, considerando-a uma das melhores comunidades para se viver no Rio de Janeiro.

Seus relatos ajudaram os alunos a perceber que a favela é um território que não pode ser reduzido aos seus problemas ou às notícias veiculadas pela mídia: existem histórias familiares, vínculos de amizade e vizinhança, conquistas sociais e políticas e, sobretudo, sentimentos de pertencimento e identidade. Conhecer o Santa Marta a partir das vozes de seus moradores foi, portanto, uma oportunidade de olhar para esse território e sua comunidade de forma mais próxima, com atenção, respeito e complexidade.

Narrativas para Repensar o Imaginário

F7 – Português

Estamos chegando ao final do trabalho de leitura de mitos, a partir do acervo da biblioteca, com as turmas de sétimo ano. Ao longo das aulas, foram apresentadas diversas narrativas míticas aos alunos, que falam sobre origem, fenômenos da natureza e experiências humanas. Estamos lendo também cosmogonias africanas, narrativas de criação, que destacam o quanto a existência de um indivíduo só faz sentido, porque existem outros indivíduos, porque existe a coletividade. Nessas aulas, os estudantes lêem, interpretam e comentam essas narrativas. 

Como parte do trabalho com o estudo de mitos, nas aulas de Habilidades da Língua, foi proposta aos alunos uma pesquisa sobre referências míticas no nosso próprio território, ou seja, no Rio de Janeiro. Os alunos investigaram o nome e a origem de lugares, estabelecimentos, ruas e locais com características ligadas à cidade. Eles foram estimulados a buscar representações provenientes de outras origens, culturas e cosmogonias. Cada aluno selecionou um local e apresentou, por meio da leitura em voz alta, as referências míticas para a turma. Para além da pesquisa e do despertamento da curiosidade, a atividade também estimulou a elaboração verbal, ou seja, a oralidade.

Feira Moderna: Estudantes Apresentam Seminários de Pesquisa

F6/F7/F8/F9 – Projeto

Nas últimas semanas, os estudantes e suas respectivas professoras estiveram mobilizados na apresentação dos Seminários de Pesquisa. Trata-se de um dos momentos mais privilegiados do percurso acadêmico, no qual a investigação se expressa de forma oral com o apoio de recursos visuais — slides estruturados para traduzir o trabalho desenvolvido pelos grupos com a orientação das professoras ao longo do semestre.

Após as exposições, os jovens pesquisadores tiveram a oportunidade de escutar contribuições, sugestões e críticas construtivas de colegas de turma, de estudantes de outras salas, além das bancas formadas por professores convidados e orientadoras.

O Seminário de Pesquisa funciona como um importante ensaio para a Feira Moderna, que ocorrerá no início de novembro. Esse processo evidenciou o alcance e a amplitude dessa disciplina, que aprofunda saberes de Ciências e Humanidades em constante diálogo com o nosso Projeto Institucional.

Mais do que sintetizar meses de dedicação, a experiência de expor ideias, defender hipóteses e acolher novos olhares fortalece a autonomia intelectual e o rigor científico de nossos alunos. Seguimos entusiasmados com os caminhos dessas pesquisas e com os frutos que compartilharemos com toda a comunidade na Feira Moderna!

Notan

F7 – Artes

Nas últimas aulas de Artes Visuais, as turmas do 7º ano conheceram o Notan, um conceito de origem japonesa que explora a harmonia entre o claro e o escuro.

A proposta utiliza apenas o preto e o branco para investigar a relação entre forma e espaço, trabalhando princípios como equilíbrio, simetria, ritmo e organização visual.
Após conhecerem o conceito e observarem diferentes exemplos de composições em Notan, os estudantes foram convidados a experimentar e criar suas próprias ideias.

Primeiro, fizeram pequenos rascunhos para pensar nas formas e na organização da composição. Depois, receberam papéis preto e branco e colocaram seus projetos em prática, utilizando tesoura e cola.

Cada estudante criou uma composição, encontrando sua própria maneira de organizar os espaços, equilibrar as formas e explorar a relação entre positivo e negativo. Durante o processo, também foram incentivados a exercitar a criatividade, a atenção aos detalhes e o cuidado com os materiais, buscando um acabamento limpo e caprichado.

As turmas se envolveram bastante com a proposta e descobriram como, a partir de apenas duas cores, é possível criar composições muito diferentes, expressivas e visualmente surpreendentes.

GAME ON! 

F7 – Inglês

As turmas de 7º ano estão dando continuidade ao trabalho com os e-games, tema que trabalhamos ao longo do segundo trimestre, ampliando a proposta para a construção dos elementos que compõem o universo de um jogo, como personagens, enredo, ambientação, desafios e objetivos. O trabalho está sendo desenvolvido em preparação para a Feira Moderna, na qual cada turma criará seu próprio ambiente online e um “detonado”, inspirado nas revistas de games dos anos 2000, apresentando o jogo e orientando o jogador ao longo de sua trajetória durante a partida. 

Paralelamente, os estudantes estão se preparando para as apresentações orais do terceiro e último trimestre do ano, por meio de speeches sobre temas relacionados aos e-games: dúvidas, desafios e aprendizagem. A proposta busca desenvolver a oralidade, a organização de ideias e a argumentação em língua inglesa, articulando o uso da língua à realidade dos alunos e à tecnologia.