Arraial da Sá Pereira!!

Nossa Festa Julina foi animada! Entre brincadeiras, quitutes, música, conversas e risadas, vivemos um dia de muita alegria, reafirmando o quanto essa festa ganha sentido quando é construída com a colaboração de todos.

Pescaria, bola na lata, corrida de saco e tantas outras brincadeiras tradicionais convidaram crianças e adultos a brincar pelo simples prazer de brincar, torcer, rir, experimentar e estar junto.

E não podemos deixar de agradecer às famílias que fizeram da nossa mesa de quitutes uma verdadeira celebração da partilha. Cada prato preparado e trazido com carinho ajudou a compor uma festa mais saborosa, acolhedora e generosa.

Uma festa como essa só acontece porque cada um participa um pouquinho. Obrigada a nossa equipe pedagógica e a todas as famílias que estiveram conosco e colaboraram para fazer da nossa Festa Julina um encontro da cultura popular, cheio de afeto e boas memórias!

Festejos Populares

F6, F7, F8 e F9 – Dança e Música

Na Festa Junina da Sá Pereira, os estudantes do Fundamental II cantaram, dançaram, brincaram e homenagearam importantes tradições da cultura popular brasileira. As F6 entraram na roda percutindo os bastões do Mineiro Pau, “…é dança de Preto Velho dentro do canavial…“, como diz a canção de Mauro Duarte e Paulo Cesar Pinheiro. As F7 gingaram ao som do baião Um a Um, obra consagrada na voz de Jackson do Pandeiro. As F8 levaram a quadra o samba de coco Capoeira Mata Um, incorporando movimentos do jogo-dança-luta afro-brasileiro. Encerrando as apresentações, as F9 dançaram a tradicional quadrilha ao som de Noites Brasileiras, de Luiz Gonzaga.

Mais do que aprender passos, ritmos e coreografias, os estudantes conheceram a origem, a história e a importância dessas manifestações para a formação da identidade cultural brasileira. Ao vivenciar essas tradições, compreenderam que a cultura popular preserva memórias, fortalece o sentimento de pertencimento e conecta diferentes gerações. Como mostram as apresentações, dançar, cantar e brincar também são formas de reconhecer e celebrar a diversidade do nosso patrimônio cultural e de manter viva a herança dos mestres que ajudaram a construir a cultura brasileira.

Arte, Cultura e Festa

  F6, F7, F8, F9 – Artes

Nas semanas que antecederam a Festa Junina, as aulas de Artes Visuais foram dedicadas à criação de trabalhos que passaram a compor a decoração do evento.

Cada série desenvolveu um projeto diferente, explorando técnicas, referências artísticas e elementos característicos dessa importante manifestação da cultura brasileira.
Os sextos e os nonos anos conheceram o conceito do lambe-lambe, linguagem da arte urbana que utiliza cartazes de papel para ocupar os espaços da cidade. Cada estudante produziu um pôster ilustrando um elemento tradicional das festas juninas e, durante o evento, os trabalhos foram reunidos em grandes painéis, formando coloridas paredes de lambe-lambes espalhadas pelo arraial.

Os oitavos anos criaram cartazes inspirados nas ilustrações de Carybé para o livro ABC da Capoeira, imaginando uma festa junina cheia de ginga, em que a tradicional quadrilha deu lugar aos movimentos da capoeira.

Já os sétimos anos revisitaram os painéis de arte urbana produzidos para a Mostra de Artes e os transformaram em uma divertida “Copa Junina”, misturando referências do futebol com fogueiras, bandeirinhas, brincadeiras e o clima de celebração típico desta época do ano.

A sexta estrela ainda não veio para a Seleção Brasileira desta vez, mas a nossa Festa Junina brilhou com muita criatividade, cor e o envolvimento dos estudantes, que ajudaram a transformar a escola em um grande espaço de arte e celebração.

Novos Olhares sobre os Esportes

F6, F7, F8, F9 – Artes

Depois do recesso de julho, os estudantes do Ensino Fundamental II voltaram às aulas de Artes Visuais cheios de energia e deram continuidade às investigações relacionadas ao nosso projeto pedagógico.
Os 6º anos foram desafiados a imaginar e ilustrar jogos e brincadeiras impossíveis: basquete na Lua, futebol debaixo d’água e corrida de sereias foram algumas das ideias criadas pelas turmas. Um exercício de imaginação, criatividade e liberdade para inventar novas possibilidades de brincar e jogar.
Os 7º anos também mergulharam no universo da criação de personagens e desenvolveram mascotes para uma Olimpíada inventada. Cada estudante escolheu uma cidade e pesquisou como representar sua cultura e suas tradições, transformando um elemento característico do lugar em um personagem com identidade, carisma e apelo visual.
Nos 8º anos, o foco foi o infográfico e suas possibilidades de comunicação visual. Depois de conhecer suas principais características, os estudantes criaram infográficos lúdicos sobre o corpo em movimento, investigando como diferentes partes do corpo participam dos esportes e das brincadeiras, seja para quem pratica, torce ou até mesmo para quem apita. A proposta valorizou a combinação entre informação, imagem, composição e poesia.
Já os 9º anos conheceram um pouco da história e das possibilidades dos zines e foram convidados a refletir, com muito humor, sobre o outro lado do esporte: o de quem perde. Surgiram diferentes “Manuais de como sobreviver sendo o último colocado”, transformando a experiência da derrota em matéria para a criação artística e para uma reflexão sobre frustração, persistência e crescimento.
Assim, retomamos o semestre explorando diferentes linguagens: ilustração, design de personagens, infografia e zine, sempre buscando olhar para o esporte para além do resultado e descobrir novas formas de imaginar, criar, jogar e aprender juntos.

Escutar também é Movimento

F6, F7, F8 e F9 – Dança

As aulas de Dança do Fundamental II começaram o segundo semestre com um convite: antes de dançar, aprender a escutar. Em uma sequência de jogos e experimentações corporais, os estudantes refletiram sobre o significado da escuta e descobriram que ela acontece muito além dos ouvidos. Pelo olhar, pela atenção, pelo silêncio e pela presença, experimentaram novas formas de perceber o espaço, os colegas e o próprio corpo.

Ao construir, coletivamente, uma grande escultura corporal, os alunos exercitaram a observação, a confiança e o diálogo por meio do movimento, compreendendo que a escuta é uma das bases da vida em comunidade. Aprender a perceber o outro, respeitar diferentes tempos, esperar, observar e responder com sensibilidade são experiências que ultrapassam a aula de Dança e fazem parte da formação humana que buscamos construir na escola. Afinal, toda aprendizagem significativa começa quando estamos verdadeiramente disponíveis para o encontro.

5ª Feira Literária da Sá Pereira: Literatura, Jogo e Celebração

No dia 15 de agosto, aconteceu a 5ª Feira Literária da Sá Pereira. Guiada pelo tema “Na roda de leitura, a palavra ginga”, a literatura foi vivenciada e jogada por todos os espaços da escola.

Estudantes de todas as idades e suas famílias mergulharam em uma programação diversa: oficinas para o Ensino Fundamental 1, rodas de leitura, manifestos e apresentações do Ensino Fundamental 2 e do Ensino Médio.

Nas salas de aula, corredores e escadas, ganharam vida os trabalhos inspirados nas leituras realizadas pelos estudantes ao longo do ano, produções que dialogavam diretamente com o nosso projeto institucional. Nas paredes e murais, era possível reconhecer a riqueza dos diferentes gêneros textuais que compõem o repertório da nossa formação leitora. Quadrinhos, poesias, crônicas e textos jornalísticos, etc, enfeitaram a escola com a criatividade e o apuro artístico de nossos estudantes.

Além dos projetos de Língua Portuguesa, as produções em Matemática, História, Ciências e Inglês reafirmaram a nossa convicção: a formação leitora é um compromisso transdisciplinar, que atravessa todas as áreas do conhecimento.

Crianças pequenas e “crianças adultas” se divertiram investigando “O Caso das Legends Roubadas”, interrogando suspeitos espalhados pela escola. A dinâmica foi inspirada no clássico O Gênio do Crime e no famoso jogo de tabuleiro Scotland Yard. O Culpado? O coordenador Pedro Ouro…

Nossa biblioteca recebeu mais uma vez o espaço Autores da Comunidade, abrindo alas para escritores e escritoras lançarem suas obras. Este ano, uma publicação teve um brilho especial: o livro “O jogo começou”, do nosso aluno Joaquim Prisco.

A programação contou ainda com a Oficina de Crônicas Esportivas, o Salão de Jogos Matemáticos das F6s, a Banca de Jornal das F8s e a concorrida Amarelinha Literária.

Para coroar a festa, a Feira do Terraço, o entusiasmo dos Estudantes da Alegria e a Roda de Samba do Ensino Médio transformaram o dia em um momento inesquecível, celebrando a literatura como jogo, encontro e brincadeira. Nossa escola virou um grande e afetuoso parque de diversões!

Oficina de Jornalismo: entrevistas

Oficina de Jornalismo

Nesta semana, os alunos da Oficina de Jornalismo foram a campo entrevistar profissionais que trabalham na Sá Pereira. Saíram tantos conteúdos interessantes dessa atividade que foi até difícil escolher o que seria publicado aqui.

Decidimos pela entrevista com Yasmin Campos, responsável pela biblioteca da escola, feita pela aluna Stella Marinho, do 6º ano. 

A conversa girou em torno do trabalho de Yasmin e de livros, claro. Nossa entrevistada ainda indica um título para vocês, leitores.

Lembrando: a Oficina de Jornalismo acontece às terças-feiras, das 13h30 às 15h, e é aberta a todos os alunos do 6º ao 8º ano.

 

Yasmin, qual é o seu livro favorito e por quê?
O meu livro favorito é “Perdida”, da autora Carina Rissi. Ela é uma autora brasileira, e o livro é um romance de época.

O que você mais gosta no seu trabalho?
Quando eu indico um livro para as crianças e adolescentes aqui da escola e eles gostam. Adoro quando os alunos vêm me contar o quanto o livro indicado é bom.

Se você tivesse que indicar um livro para os nossos leitores, qual seria e por quê?
Eu indicaria “Matilda”. É um livro sobre uma família diferente. Ela tenta buscar uma outra família e também aprende a lidar com os seus sentimentos e poderes.

Estudo de Campo pela Pequena África

F8

A ida à Pequena África, no Centro do Rio de Janeiro, já é um tradicional e potente estudo de campo no currículo das turmas de F8. Conhecer esse território é parte fundamental para compreender os diferentes aspectos que compõem o ano letivo, dialogando de forma viva com diversas disciplinas.

Esse percurso articula o estudo do processo de abolição sob uma perspectiva crítica nas aulas de História, os conhecimentos sobre o continente africano em Geografia e o debate sobre as teorias do racismo científico nas aulas de Ciências. A série se aprofunda, ainda, na alfabetização antirracista por meio da leitura do livro “Pequeno Manual Antirracista”, de Djamila Ribeiro, nas aulas de Língua Portuguesa.

Nosso itinerário começa na Praça Mauá — local para onde foi transferido o tráfico negreiro que antes ocorria na Praça XV. Ao longo da jornada pelo Cais do Valongo, IPN e arredores, os estudantes entram em contato com a porta de entrada de milhões de africanos que cruzaram o Atlântico, sequestrados de suas terras natais.

Apesar de ser um trajeto onde as marcas do sofrimento são notórias — e que muitas vezes precisam ser escavadas após sucessivas tentativas de apagamento histórico —, a caminhada também é um ato de celebração. Nosso trajeto termina na Pedra do Sal. Ali, celebramos a existência, a resistência e a reexistência da cultura afro-brasileira. Afinal, a Pequena África é berço do samba, do choro e dos primeiros terreiros, palco daqueles que resistiram e construíram o nosso país com seus braços, seu suor, sua sabedoria e sua alegria.

Teatro, Cinema e Texto em Lisbela e o Prisioneiro.

F8 Português

O oitavo ano segue estudando texto dramático. Mais precisamente, estamos falando sobre as diferenças e semelhanças entre o texto escrito e o texto visual, entre a literatura e o cinema.

Assistimos o filme “Lisbela e o prisioneiro”, que é uma adaptação da peça de Osman Lins. Um dos objetivos é provocar a percepção das turmas sobre as linguagens textuais e cinematográficas. Mais do que ver e compreender o enredo, a intenção é perceber, por exemplo, os recursos que o cinema cria e recria para mobilizar as ações cênicas e personagens, visto que, no texto teatral, isso pode acontecer de outra forma.

Como esse filme faz autoreferencia, o ato de narrar fica mais destacado e mais visível. Aproveitando esse ensejo, conversamos sobre interdiscursividade e interdisciplinaridade, recursos textuais e semânticos que se empenham na linguagem para produzir novos sentidos.

Assistir ao filme, dessa forma, tornou-se também uma forma de ler e sobretudo observar como o mesmo enredo pode ganham novas conduções e, até mesmo, ser chamado de outra narrativa.

 

Dramaturgia em Cena

F8 – Teatro

No projeto de Dramaturgia desenvolvido nas aulas de Teatro, as F8 estão investigando processos de criação dramatúrgica, explorando as relações entre escrita e cena. A partir de diferentes dispositivos criativos, os estudantes elaboram seus próprios textos, que depois são levados à cena por outros grupos.

Nesse percurso entre escrever, ver o texto ganhar corpo e observar como outras pessoas interpretam aquilo que foi escrito, os alunos vão percebendo o que é importante na construção de um texto teatral: a clareza das orientações dadas pelas rubricas, indicando lugar, ações e emoções, e o cuidado na construção de diálogos e monólogos que contribuam para o desenvolvimento da história.

A proposta é compreender a dramaturgia na prática, como uma escrita que se constrói e se transforma na relação com a cena.

Interpretação de Texto e Sistemas de Equações

F8 Matemática

Nas F8, estamos desvendando enunciados, transformando-os em sistemas de equações e resolvendo os sistemas. Voltamos ao conteúdo do primeiro trimestre e aprofundamos. Ressalto a importância da interpretação de texto para a resolução não só dos problemas, quanto para a compreensão de mundo.

África: Para Além dos Mapas e dos Estereótipos 

F8 Geografia

Que África conhecemos através dos mapas? Que mapas nos convidam a construir novos olhares sobre o continente? No último mês, as F8 investigaram diferentes representações do continente africano, buscando conhecer suas diferentes paisagens, povos, territórios e riquezas e, ao mesmo tempo, questionar algumas imagens estereotipadas que ainda existem sobre a África.

Começamos comparando diferentes mapas e descobrimos que eles não são representações neutras: as escolhas cartográficas podem transformar nossa percepção do tamanho e da importância dos territórios. A discussão ganhou ainda mais atualidade nesta semana, com a iniciativa da ONU de incentivar o uso de projeções que representem de maneira mais fiel as dimensões dos continentes.

A África, que muitas vezes parece menor nos mapas que utilizamos, é, na realidade, cerca de 14 vezes maior que a Groenlândia!

Começamos olhando para a geografia física do continente, explorando sua diversidade natural: tipos climáticos, biomas, paisagens, relevo, hidrografia e a diversidade de seus recursos naturais. Para além dos mapas, discutimos representações construídas historicamente sobre os problemas econômicos e políticos da África.

Analisamos diferentes documentos históricos para compreender como ideias eurocêntricas e o chamado racismo científico, nos séculos XVIII e XIX, ajudaram a criar uma imagem de uma África “atrasada”, contribuindo para justificar a dominação e a colonização europeia. Também comparamos mapas com os territórios étnicos, com as fronteiras políticas atuais dos países e com a divisão realizada pelas potências europeias após a Conferência de Berlim, observando as transformações territoriais provocadas no continente e em suas sociedades.

Foi um percurso importante para ampliar nossos olhares, reconhecendo a África em toda a sua riqueza, diversidade e complexidade.

Músicas e Jogos nas Aulas de Inglês

F8 Inglês

As turmas do oitavo ano estão de olho no futuro ao aprender as formas de expressá-lo em inglês com “will” e “going to”. Por meio de músicas como “Wonderwall”, do Oasis que embalou a torcida inglesa na Copa do Mundo, temos analisado as diferentes situações em que cada uma dessas formas aparece e quais são suas diferenças.

​Além disso, o jogo Jeopardy fez sua estreia em sala de aula, proporcionando uma oportunidade de trabalho em grupo para resolver questões sobre os diversos tópicos discutidos, exercitar a elaboração de perguntas e a pesquisa de informações.

Essa é apenas uma pequena pista do que vem por aí no terceiro trimestre! O que os aguarda nesta reta final?

As F8s em Estudo de Campo na Costa Verde

F8 Paraty

Na semana passada, as turmas de F8 embarcaram para a sua tradicional vivência na histórica cidade de Paraty. Ao todo, 60 estudantes participaram dessa experiência inesquecível, marcada pelo aprendizado profundo e pelo fortalecimento dos vínculos afetivos e sociais entre os jovens.

Para além de sua relevância histórica e de suas belezas naturais, Paraty é um território vibrante pela diversidade de comunidades que abriga, cada uma com seus modos de vida e formas singulares de se relacionar com a natureza. Durante a viagem, visitamos o Quilombo do Campinho, conversamos com o Seu Almir Tã — mestre caiçara da Ilha do Araújo — e estivemos na aldeia Pataxó. Nesses encontros, nossos alunos puderam escutar diretamente os moradores, compreendendo com mais empatia as suas realidades, desafios, lutas e esperanças.

Complementando essas ricas vivências socioculturais, aproveitamos os dias ensolarados para desfrutar da exuberância da baía da Ilha Grande, com direito a passeio de escuna e mergulho no mar.

Voltar de Paraty é retornar com a bagagem cheia de memórias, sensibilidade e consciência crítica. Mais do que uma viagem, essa imersão reafirma o valor de aprender com o mundo e com o outro, deixando marcas profundas na formação do nosso 8º ano.

📸 Acesse as fotos da viagem no link abaixo e confira um pouco do que vivemos por lá:

Fotos Paraty

Sarau 2026

Todos os anos, os oitavos anos assumem a produção do Sarau e ficam envolvidos em todas as etapas do evento: decoração do auditório, montagem do palco, apresentação das bandas, assistência durante as apresentações e desmontagem ao final da noite. Um trabalho que começa bem antes da música tocar e que exige organização, divisão de tarefas, responsabilidade e, sobretudo, colaboração.

O Sarau reuniu alunos do sexto ano ao Ensino Médio, além de alguns ex-alunos, e trouxe ao palco uma grande variedade de estilos, repertórios e formações musicais.

Mais do que uma noite de apresentações, o Sarau ocupa um lugar importante na formação dos nossos estudantes. Para os oitavos anos, é a oportunidade de planejar e realizar coletivamente um evento para a comunidade, assumindo responsabilidades concretas e aprendendo também com os desafios que surgem durante o processo. Para quem sobe ao palco, é também uma oportunidade de assumir as escolhas que envolvem uma apresentação musical, da definição do repertório à preparação para o palco, experimentando o compromisso e a responsabilidade de compartilhar seu trabalho com o público.

E, para todos, é uma oportunidade de encontro. Diferentes idades, turmas, estilos e experiências musicais convivem na mesma noite, seja no palco, nos bastidores ou na plateia. Talvez seja essa uma das dimensões mais bonitas do Sarau: uma experiência construída pelos estudantes e para os estudantes, em que fazer, escutar e compartilhar música também são formas de aprender.

Reflexões Sobre a Importância do Letramento de Gênero a partir de “Bicha”

F8 – Português

O oitavo ano está terminando a leitura do livro “Bicha: a homofobia estrutural no futebol”, do autor João Abel. Há algum tempo, a partir deste livro, estamos lendo sobre a experiência de jogadores, torcedores e atletas cujas histórias de vida recuperam a resistência no enfrentamento ao preconceito de gênero, à homofobia e ao racismo. A masculinidade, virilidade e heterossexualidade, por isso, são conceitos muito debatidos no livro, justamente por encorparem as estruturas das performances sociais de gênero, principalmente as associadas ao mundo do futebol. As discussões realizadas em aula, então, nos levaram a refletir sobre como determinados comportamentos sociais foram naturalizados como linguagem que produz e reproduz violências.

O debate sobre esses temas, então, foi acompanhado de um trabalho de reflexão crítica sobre letramento de gênero, em vista de pensar como a leitura pode ser um ponto de partida para questionar discursos naturalizados e para reconhecer como os preconceitos são construídos e reproduzidos nas relações sociais. Um dos materiais de apoio para a leitura, seguida de resenha e debate entre os alunos, é a cartilha “Por que discutir gênero na escola?”, da Ação Educativa, publicada em 2025 e a cartilha “Vamos falar sobre masculinidades?”, da Escola da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, publicada em 2022. Dessa forma, o oitavo ano tem se dedicado à aprofundar as leituras do livro, de forma comparada às cartilhas, e também estão se empenhando para construir as apresentações, em grupo, de comentários, análises e interpretações contundentes para os diálogos propostos.

Mistério, Estratégia e Inglês

F8 – Inglês

O terceiro trimestre chegou e, com ele, os jogos de tabuleiro! Para iniciar o contato com este tema em sala, apresentamos alguns vocabulários comuns à maioria dos jogos, assistimos a vídeos que possibilitaram a discussão e o compartilhamento de saberes que os estudantes já traziam consigo e, por fim, lemos um pouco sobre a origem e a transformação desses jogos ao longo do tempo.

​Esta semana, tivemos um momento prático muito divertido: as turmas jogaram o clássico Clue (Detetive). Foi uma oportunidade de exercitar o vocabulário já aprendido sobre os jogos de tabuleiro, descobrir novos termos e ter contato com um clássico no idioma inglês.

​Além disso, foi um momento importante para estimular a cooperação, o respeito e estreitar os laços entre os colegas.

​A experiência foi mais do que aprovada: os alunos trouxeram novas sugestões e questionamentos durante a prática. Seguiremos com a nossa investigação sobre os mistérios desse mundo!

Feira Moderna: Estudantes Apresentam Seminários de Pesquisa

F6/F7/F8/F9 – Projeto

Nas últimas semanas, os estudantes e suas respectivas professoras estiveram mobilizados na apresentação dos Seminários de Pesquisa. Trata-se de um dos momentos mais privilegiados do percurso acadêmico, no qual a investigação se expressa de forma oral com o apoio de recursos visuais — slides estruturados para traduzir o trabalho desenvolvido pelos grupos com a orientação das professoras ao longo do semestre.

Após as exposições, os jovens pesquisadores tiveram a oportunidade de escutar contribuições, sugestões e críticas construtivas de colegas de turma, de estudantes de outras salas, além das bancas formadas por professores convidados e orientadoras.

O Seminário de Pesquisa funciona como um importante ensaio para a Feira Moderna, que ocorrerá no início de novembro. Esse processo evidenciou o alcance e a amplitude dessa disciplina, que aprofunda saberes de Ciências e Humanidades em constante diálogo com o nosso Projeto Institucional.

Mais do que sintetizar meses de dedicação, a experiência de expor ideias, defender hipóteses e acolher novos olhares fortalece a autonomia intelectual e o rigor científico de nossos alunos. Seguimos entusiasmados com os caminhos dessas pesquisas e com os frutos que compartilharemos com toda a comunidade na Feira Moderna!

A Escrita Cênica

F8 – Teatro

Nas aulas de Teatro, as turmas de F8 estão trabalhando com a escrita de textos teatrais.

A partir da criação de pequenas cenas, os alunos experimentaram diferentes maneiras de registrar no papel aquilo que haviam criado. Em seguida, os textos foram trocados entre os grupos, e cada um recebeu o desafio de encenar a proposta escrita pelos colegas.

A experiência permitiu que percebessem quais informações são necessárias para que outra pessoa consiga compreender um texto e transformá-lo em cena. A partir daí, fomos identificando e explorando alguns elementos próprios da escrita teatral, como personagens, falas, rubricas e indicações de ações.

Agora, os alunos estão colocando essas descobertas em prática na criação de seus próprios textos, experimentando também como a escrita pode comunicar e orientar aquilo que imaginam para a cena.

Corpo Político

F8A/F8C – Dança

“Todo corpo é um corpo político.”

Foi com essa frase de Milly Lacombe que começamos nossa discussão sobre o esporte como campo político. Ao longo das aulas, conhecemos diferentes momentos da história onde atletas fizeram de seus corpos, gestos e ações formas de posicionamento e resistência. Assistimos também ao show do intervalo do Super Bowl, em que Bad Bunny provoca e ressignifica o conhecido slogan norte-americano Make America Great Again.

Munidos de referências, conversas e muitas perguntas, nossos alunos começaram a experimentar como essas questões poderiam ganhar corpo na dança. A alegria latina apareceu como possibilidade de resistência, em diálogo com o pensamento de Luiz Antônio Simas sobre a festa, a fresta e as formas de invenção da vida , assim como os gestos políticos presentes nas fotografias de atletas que estudamos ao longo do processo.

Aos poucos, essas referências foram deixando de ser apenas imagens e assuntos de conversa para se transformarem em movimento. Em grupos, os alunos criaram sequências coreográficas, experimentaram gestos, deslocamentos, encontros e formas de ocupar coletivamente o espaço, construindo uma dança em que celebração e posicionamento político podem caminhar juntos.

O resultado desse processo estará presente na coreografia das turmas F8A e F8C na Festa de Encerramento. Vale destacar o envolvimento dos dois grupos ao longo desse percurso: participaram das discussões, trouxeram suas próprias leituras e se lançaram com muita disponibilidade à pesquisa de movimento, participando ativamente da construção coreográfica.

F8 Investiga o Imperialismo e o Pan-africanismo em História

F8 – História

Nas aulas de História, as turmas de F8 estão aprofundando seus conhecimentos sobre o Imperialismo, compreendendo seu conceito, suas principais causas e as justificativas utilizadas pelas potências imperialistas ao longo dos séculos XIX e XX. Os estudantes também irão identificar os principais conflitos entre povos colonizados e colonizadores e refletir sobre as diferentes consequências desse processo, tanto para os países imperialistas quanto para os povos e territórios submetidos à dominação.

Como parte desse aprofundamento, os estudantes vão realizar uma atividade coletiva sobre o Pan-africanismo e a contribuição de intelectuais como Cheikh Anta Diop, Lélia Gonzalez, Abdias do Nascimento, Nelson Mandela, Marcus Garvey e W. E. B. Du Bois. A atividade tem como objetivo valorizar as histórias, culturas e contribuições africanas e afrodescendentes, compreendendo também as formas de resistência intelectual e cultural ao colonialismo, ao imperialismo e ao racismo.

F8 Desvenda os Segredos da Geometria

F8 – Matemática

As turmas de F8 iniciaram os estudos de Geometria partindo de um desafio instigante: afinal, o que é um ângulo? Percebemos logo no início que, embora todos tivessem uma noção intuitiva sobre o conceito, traduzi-lo em palavras e encontrar uma definição precisa era uma tarefa bem mais complexa do que parecia. A partir do debate e das ideias do grupo, construímos juntos a nossa própria definição.

Com essa base consolidada, mergulhamos no estudo das retas paralelas cortadas por transversais e na análise de seus ângulos. A magia apareceu, da Geometria em ação: descobrindo a medida de apenas um ângulo, o grupo foi capaz de deduzir o valor de outros 15!

Aprofundando essa investigação, as turmas avançaram para o estudo da soma dos ângulos internos e externos dos triângulos. Nesta etapa, nossos jovens matemáticos estão mobilizando conhecimentos prévios sobre equações para desvendar as propriedades das formas, articulando raciocínio lógico, investigação e autonomia.