Realizamos com sucesso a primeira fase da OBMEP em nossa instituição, contando com a participação ativa de 101 estudantes. A olimpíada, que é uma das maiores competições científicas do país, tem como objetivo principal estimular o estudo da matemática e identificar jovens talentos na área através da resolução de problemas criativos e lógicos.
A expressiva adesão dos nossos alunos reflete o compromisso com o aprendizado contínuo e a disposição para enfrentar novos desafios acadêmicos. Agradecemos a todos os estudantes pelo esforço dedicado à realização da prova e aos professores pelo incentivo diário em sala de aula.
No último sábado, nosso bloco foi pra rua marcando a abertura simbólica do projeto institucional de 2026: “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”.
Mais do que uma celebração, o bloco é um disparador do nosso projeto de pesquisa. É ele que inaugura o tema do ano e coloca o corpo em ação como território de experiência, encontro e aprendizagem. Por isso, mais uma vez, realizamos o concurso de samba, convidando toda a comunidade escolar a compor, cantar e pensar junto. Entre os sambas inscritos, o escolhido foi “Um passo à frente”, de Carlos Fernando M. Silva e Moyses J. Cohen, tornando-se trilha, linguagem e pergunta.
O desfile contou com a bateria da escola e com a presença de estudantes, educadores e famílias, que chegaram fantasiados e engajados. Muitas das fantasias dialogavam diretamente com o tema do projeto, explorando o corpo em movimento, o jogo, a brincadeira, o esporte e a ginga como expressão cultural, simbólica e coletiva. Entrar na roda, aqui, foi aceitar o convite ao encontro.
E como todo bom dia de festa precisa de um pouco de cumplicidade do céu, São Pedro ajudou: a chuva só veio mais tarde, permitindo que o bloco ocupasse o espaço, dançasse, cantasse e celebrasse com tranquilidade.
Foi um dia muito feliz. Um dia de corpos presentes, de alegria compartilhada e de início de percurso. Um começo que reafirma nossa escolha por uma educação que reconhece o corpo como lugar de aprendizagem, o jogo como experiência e a cultura como linguagem viva.
Que venha 2026. Com ginga, com jogo e com o corpo inteiro em cena.
Pedimos aos que tiverem registros desse dia que os compartilhem conosco, no link abaixo.
Todo início de ano, parte dos nossos encontros pedagógicos com a equipe é destinada à leitura de textos e a discussões sobre o tema de estudo do ano.
Mas esses encontros não ficam apenas no campo teórico, há também a prática. Em nossa gincana, as equipes de Linguagens, Ciências, Humanidades, Educação Infantil, Artes e as de Fundamental e Médio criam atividades de sensibilização para o projeto e as compartilham entre si.
Nessa dinâmica, os professores ocupam o lugar de alunos, experimentando as propostas elaboradas por seus colegas, vivenciando jogos, dinâmicas e situações de aprendizagem. Além da experiência prática, há um espaço de troca entre os diferentes segmentos, que alimenta o coletivo com perguntas, ideias e possibilidades para o ano que se inicia.
Neste início de ano, damos as boas-vindas aos novos alunos do Fundamental II e do Ensino Médio.
Chegar a uma nova escola é sempre um tempo de adaptação, descobertas e novos encontros. Que a nossa escola seja, desde já, um espaço de escuta, pertencimento e construção coletiva, onde cada estudante possa encontrar seu lugar, fazer perguntas e seguir aprendendo junto. Estamos muito felizes com a chegada de vocês.
Bem-vindos!
Os primeiros dias de aula da F9 foram marcados por reencontros. Rever as amizades, colocar a conversa em dia e perceber como todos se transformaram fizeram deste início de ano um momento especial.
A mudança de turma também trouxe novidades: novos grupos, novas dinâmicas e a oportunidade de ampliar as relações. Neste ano tão importante, nossos estudantes vivem uma etapa de amadurecimento. O 9º ano é um tempo de estudo, responsabilidade e convivência, preparando de forma mais consciente e prazerosa a passagem para o Ensino Médio.
Compartilhar o andar com as turmas do Ensino Médio será uma experiência significativa. A convivência com os estudantes mais velhos favorece novas amizades e inspira projetos de futuro.
Também já iniciamos a retomada dos estudos com os professores, conhecendo os conteúdos e as propostas que serão desenvolvidas ao longo do ano. Recebemos ainda novos colegas, que chegam trazendo o frescor da novidade e enriquecendo o grupo.
Que 2026 seja um ano de boas experiências!
Nas aulas de Dança, as turmas do Fundamental II (F6 a F9) iniciaram a fase de sensibilização ao Projeto 2026 – “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo” – por meio de experiências que aproximaram corpo, jogo e reflexão.
Em uma dinâmica em roda, palavras como jogar, cair, levantar, cooperar e desistir foram traduzidas em gestos, explorando ritmo, qualidade de movimento e presença. Ao som de É só isso, de Caetano Veloso e José Miguel Wisnik, os alunos organizaram coletivamente uma pequena composição coreográfica, refletindo sobre questões como: O corpo fala? Gesto é dança?
Na sequência, o jogo da peteca serviu de ponto de partida para investigarem as relações entre esporte e dança. Divididos entre jogar, torcer e observar, registrando graficamente as linhas e trajetórias do movimento, em diálogo com artistas como Wassily Kandinsky e William Forsythe, os alunos experimentaram diferentes papéis e emoções mobilizadas pelo jogo.
As atividades evidenciaram que dança e esporte compartilham ritmo, escuta, presença e relação com o outro, reforçando o corpo como território de aprendizagem e o jogo como experiência relacional.
Iniciamos a sensibilização para o projeto institucional “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo” lembrando e experimentando alguns jogos que trabalham conteúdos do ensino de Música.
Vivenciamos brincadeiras que exercitam a memória sonora, a percepção musical, a coordenação motora e muitos outros elementos. Até o ato de pular corda serviu de exemplo da percepção do pulso, da regularidade do tempo musical (quando a corda bate no chão) e do contratempo (a metade do tempo, quando a corda atinge sua altura máxima).
No jogo inspirado em uma atividade do método O Passo (de Lucas Ciavatta), batizado originalmente de “Salto no Tempo”, trabalhamos a memória e a construção de pequenas células rítmicas, com pulos e palmas.
No “Jogo do Eco”, de Fernando Barba, lidamos com a criação (composição) de pequenas ideias rítmicas através da percussão corporal. O “Uno Musical” ajudou os estudantes na concentração e na integração.
Além destes jogos, buscamos na memória algumas brincadeiras infantis que utilizavam a música como elemento, e surgiram: dança das cadeiras, estátua, pato pato ganso, qual é a música? e muitos outros… Ouvimos também a composição “Jardim da Infância”, de Aldir Blanc e João Bosco, e debatemos sua letra.
Para receber os estudantes na volta às aulas, nas primeiras aulas de Artes Visuais os alunos foram convidados a observar uma série de “memes” criados especialmente para este momento, a partir das imagens das obras de arte escolhidas para a sinalização de toda a escola, acompanhadas por frases curtas e bem-humoradas.
Espalhadas pela sala, as imagens foram exploradas livremente pelos estudantes, que circularam, observaram, se familiarizaram com as referências e escolheram aquela que melhor representa como se sentem neste retorno às aulas – animados, curiosos, cansados, empolgados, prontos para começar ou ainda entrando no ritmo.
Depois da escolha, cada um compartilhou com os colegas o motivo da identificação com a imagem. A conversa revelou algo interessante: assim como nos jogos e nos esportes, cada pessoa chega com um ritmo, uma energia e um estado de espírito diferente, e todos fazem parte da mesma roda.
Entre risadas, identificações inesperadas e comentários bem-humorados, a atividade mostrou como a arte também pode ser uma forma de falar sobre cultura, corpo, emoções e experiências que vivemos enquanto brincamos, jogamos e torcemos.
Uma volta às aulas leve, divertida e cheia de escuta.
Misturando arte, jogo e movimento, começamos a explorar o tema do nosso projeto de 2026 com as turmas do fundamental 2.
Primeiro, uma breve apresentação ao conceito de pictogramas, imagens simples que comunicam ideias de forma clara e universal. Conversamos sobre como essa linguagem visual se popularizou a partir dos Jogos Olímpicos de Tóquio 1964, quando um sistema de símbolos foi criado para orientar visitantes vindos de diferentes partes do mundo.
A partir daí surgiram as perguntas que guiaram a aula: Quais as relações entre as artes e os jogos? Em que outros momentos eles se encontram? O que os processos artísticos podem compartilhar com a lógica dos jogos?
Para provocar esses e outros questionamentos e experimentar essas relações na prática, os estudantes participaram de uma dinâmica de desenho coletivo utilizando uma “ferramenta” que permite que várias pessoas controlem ao mesmo tempo uma única caneta por meio de barbantes.
O primeiro desafio foi reaprender a desenhar, agora de forma coletiva, criando formas simples e ícones de objetos ligados aos esportes.
Depois de se familiarizarem com a ferramenta, os grupos foram convidados a recriar alguns dos pictogramas apresentados anteriormente. Para que os desenhos funcionassem, foi preciso planejar movimentos, negociar decisões, ajustar trajetórias e encontrar soluções em grupo. Assim como em muitos jogos, a atividade exigiu escuta, cooperação, experimentação e trabalho em equipe.
Entre tentativas, erros, ajustes, muitas risadas e até torcida, os estudantes foram superando o desafio juntos e perceberam algo importante: o resultado dependia menos da habilidade individual e muito mais da colaboração, da atenção ao coletivo e da capacidade de jogar, ou, neste caso, criar em equipe.
Um primeiro passo para investigar, ao longo do ano, como arte, corpo, jogo e criação podem caminhar juntos.
Iniciamos as aulas de Teatro no ensino fundamental II com a sensibilização para o projeto anual “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”.
Partindo da pergunta “O que o jogo nos ensina sobre quem somos e como nos relacionamos?”, as turmas foram convidadas a experimentar, com o corpo, as diferentes dimensões do jogo – seus desafios, regras, imprevistos e modos de jogar junto.
As atividades tiveram como objetivo promover a integração entre os alunos, desenvolver a percepção coletiva e estimular a reflexão sobre cooperação, competição, erro e construção de regras. A partir dessas vivências, seguimos agora aprofundando a passagem do jogo à cena.
Inspirados pelas perguntas e descobertas dessa primeira etapa, investigaremos como as histórias que nascem do jogar podem ganhar forma teatral, reafirmando que, no teatro, o jogo é também um convite à criação e à expressão.
Nas aulas de Dança, seguimos na fase de sensibilização ao projeto institucional “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”.
Os estudantes participaram de uma atividade de investigação corporal sobre presença, adaptação e escuta no espaço coletivo.
A proposta partiu de uma caminhada livre pela sala, na qual o desafio era cruzar com os colegas sem parar ou desviar bruscamente, negociando o espaço por meio do movimento. Com variações de ritmo, direção e níveis, os alunos experimentaram diferentes formas de relação com o outro.
Ao final, a roda de conversa trouxe reflexões importantes: Onde aparece a ginga? Quem conduz e quem cede? A atividade destacou que a ginga é uma forma de inteligência corporal que nasce da escuta e da convivência no espaço coletivo.
Nas Tribos de F9 iniciamos o ano com quatro perguntas disparadoras:
Qual é o seu medo?
Quem é o/a seu/sua adulto/a preferido/a? — alguém presente na sua rotina e que desperte bons sentimentos, podendo ser uma pessoa da família ou do entorno, desde que não seja outro adolescente;
Qual celebridade te influencia ou você admira? — uma forma de conhecer referências públicas que, de alguma maneira, inspiram os estudantes;
Qual é o seu sonho para 2026?
As perguntas funcionaram como ponto de partida para escuta, troca e aproximação entre o grupo, ajudando-nos a conhecer melhor quem são esses jovens, suas referências, afetos e expectativas para o ano.
Nessas primeiras Tribos de F9 também nos dedicamos a atividades de integração e, mais recentemente, à construção de um mapa de sala, pensado coletivamente para favorecer a convivência, a organização do trabalho e na construção de novos vínculos no grupo ao longo do ano.
Dando continuidade às investigações do projeto institucional, os alunos de F6 a F9 assistiram aos espetáculos Velox, de Deborah Colker, e MeteGol, da Intrépida Trupe.
Em grupos, foram convidados a escolher modalidades esportivas e, a partir delas, construir sequências coreográficas autorais. Nessa atividade, os alunos perceberam como os movimentos esportivos podem ser transformados em dança, ampliando seu olhar sobre o movimento.
Além disso, noções fundamentais da linguagem de dança, como ritmo, organização espacial e composição foram trabalhadas ao longo do processo de criação e pesquisa, no qual o corpo investiga o esporte para reinventá-lo poeticamente em cena.
Em março, os alunos do 9º ano avançaram no estudo da globalização, focando nas profundas disparidades que caracterizam o mundo atual. A partir das reflexões iniciadas com o documentário de Milton Santos, discutimos como o processo de integração global ocorre de forma seletiva e desigual. O fechamento desse ciclo se deu com a entrega da ficha avaliativa sobre o filme. Agora, a turma dedica-se à montagem dos seminários, organizando pesquisas e materiais visuais para as apresentações que ocorrerão em abril, consolidando o protagonismo estudantil na construção do conhecimento geográfico.
Nas últimas aulas, as turmas do F9 exploraram o teatro contemporâneo e sua vocação para o pensamento crítico. Partindo da pergunta “O que o esporte revela sobre o mundo?”, os estudantes ocuparam espaços não convencionais da escola como escadas e arquibancadas transformando o cotidiano escolar em narrativa cênica.
A investigação seguiu com a técnica da contradição, de Bertolt Brecht. Inspirados pela frase de Millôr Fernandes “Enquanto o povo vibra, a ditadura vibra junto” , os alunos cruzaram a euforia do tricampeonato de 70 com a repressão do período militar. O resultado foram quadros performáticos onde a festa e a denúncia ocuparam o mesmo espaço.
Agora, avançamos no estudo do corpo que joga, descobrindo como a energia do esporte pode se transformar em um potente instrumento de questionamento e transformação social.
A aula articulou filosofia, arte e ciência ao convidar os alunos a olharem para as vidrarias de laboratório não apenas como ferramentas utilitárias, mas como objetos dotados de potencial imaginativo. Inspirada por referências como Arthur Bispo do Rosário e René Magritte, a experiência buscou “transtornar” a função técnica de itens como a pipeta e o bécher, transformando-os em “inutensílios” e poesia por meio de fotografias que operaram a montagem de cena e o trabalho com luz e sombras. Ao transvalorar esses instrumentos, a atividade estimulou a dimensão criativa do fazer científico, permitindo que os estudantes reinventassem e recriassem as histórias e as formas desses objetos através de uma lente que integrou ciência, arte e cultura.
Os alunos participaram de uma oficina que aproximou a dança de conceitos da Física. A partir da técnica de contato e improvisação, experimentaram no próprio corpo ideias como inércia, alavanca e concentração de momento, especialmente nos giros, percebendo como o movimento se altera conforme o corpo se organiza no espaço.
Ao longo da atividade, o que muitas vezes aparece de forma abstrata nas fórmulas ganhou sentido concreto. O peso, o apoio, o impulso e o equilíbrio deixaram de ser apenas conceitos para se tornarem experiência.
A oficina reforçou um dos caminhos do nosso trabalho: compreender que o conhecimento não está separado. A dança também pensa, investiga e explica. E, quando o corpo entra em jogo, aprender pode ser também experimentar.
Nas aulas de Dança das F9, assistimos ao espetáculo Cirandas Cirandinhas, da companhia ANAVITÓRIA, que transforma brincadeiras infantis em linguagem cênica, a partir da obra homônima de Heitor Villa-Lobos.
Após a apreciação, abrimos uma roda de conversa para escutar as impressões dos alunos e identificar, coletivamente, as brincadeiras reconhecidas ao longo do espetáculo. Em seguida, organizados em pequenos grupos, os estudantes escolheram algumas dessas referências e iniciaram um processo de criação, transformando-as em células coreográficas.
A proposta convida os alunos a investigar o brincar como experiência do corpo: um corpo que aprende, experimenta e reflete em movimento. Ao deslocar a brincadeira para a cena, ampliamos seu sentido, aproximando dança e jogo como formas de expressão e relação.
O resultado dessa pesquisa será apresentado na Mostra de Artes, em diálogo com o trabalho desenvolvido nas aulas de Música.
Entre os dias 11 e 15 de maio, a Escola Sá Pereira realizou a Semana Diálogos sobre Gênero, um encontro construído por muitas mãos e marcado pela parceria entre escola e famílias, movidas pelo desejo comum de refletir sobre a formação que queremos oferecer às nossas crianças e jovens diante de questões tão urgentes do nosso tempo.
Ao longo da semana, nossa comunidade participou de oficinas e conversas sobre os direitos das mulheres, a presença feminina no esporte e as relações entre meninos e meninas, reafirmando princípios fundamentais do nosso projeto pedagógico: o respeito às diferenças, o cuidado nas relações, a convivência democrática e a construção de uma sociedade mais justa e acolhedora.
Mais do que os temas discutidos, gostaríamos de destacar a forma como esse processo foi construído: por meio da escuta, da participação coletiva e do diálogo entre escola e famílias, uma marca tão importante da nossa escola.
Nosso agradecimento especial a todas as pessoas que tornaram essa semana possível. À Geovana Pires, que abriu a programação com a oficina A poesia formando coletivos para as famílias e com a apresentação de Perigosas Damas para os estudantes da F9 e do Ensino Médio. À Jaqueline Silva, medalhista olímpica do vôlei de praia e às nossas alunas atletas Martina Casé, Maria Ester, Pietra Oliveira, Leticia Helal e Sofia Barbosa, que compartilharam suas trajetórias e reflexões no encontro sobre meninas no esporte. À Daniela Braga, pela vivência de dança com os jovens da M3. E à promotora Gabriela Lusquinos, que encerrou a programação dialogando com os estudantes do Fundamental II sobre misoginia, cyberbullying, uso das telas e os desafios do convívio contemporâneo.
Seguimos acreditando na importância de criar espaços de encontro, escuta e diálogo para fortalecer uma educação mais humana, sensível e comprometida com o cuidado coletivo.
As turmas F9A e F9B estão estudando as diferentes fases do capitalismo e suas relações com as transformações no mundo do trabalho, no processo de industrialização e na formação das cidades. As aulas abordam desde o capitalismo comercial até as dinâmicas do capitalismo informacional, analisando como cada etapa impactou a organização da produção, as relações trabalhistas e o crescimento urbano. Os estudantes têm sido convidados a refletir sobre temas como as Revoluções Industriais, urbanização, desigualdades socioespaciais, divisão social do trabalho e mudanças tecnológicas, compreendendo como esses processos históricos e econômicos influenciam a sociedade contemporânea e o cotidiano das populações nas cidades.
Inspirados na instalação Planos-Pipa, do artista brasileiro Marcelo Jácome, os estudantes do segundo ao nono ano participarão de uma grande construção coletiva para a Mostra de Artes. A proposta parte da pesquisa sobre as bandeiras dos países participantes da Copa do Mundo de 2026 e transforma suas cores, símbolos e grafismos em pipas construídas pelos próprios alunos.
Ao deslocar as bandeiras do campo esportivo para o espaço poético do brincar, a instalação aproxima jogo, corpo, vento e coletividade. Suspensas no espaço, as pipas deixam de representar apenas países e passam a criar um grande campo de encontro entre culturas, movimentos e identidades.
A escolha da obra de Marcelo Jácome como referência dialoga diretamente com o projeto institucional Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo, ao propor uma reflexão sobre o esporte para além da competição. Assim como a pipa depende do vento, do gesto e da relação com o outro para permanecer no ar, o jogo também nasce da troca, da escuta e da experiência coletiva.
Realizamos mais uma Mostra de Artes, momento em que compartilhamos com a comunidade escolar os diálogos construídos entre os projetos de pesquisa e as diferentes linguagens artísticas.
Assim como no ano passado, unimos os trabalhos de Artes Visuais do Fundamental I e do Fundamental II em uma única exposição. Esse encontro entre os segmentos ampliou as conversas em sala de aula e possibilitou que os alunos conhecessem diferentes formas de investigar e representar temas comuns, enriquecendo o olhar sobre a temática do projeto.
Ao longo do dia, apresentações de dança, música, coral e teatro se somaram às produções em Artes Visuais, revelando os percursos vividos pelos estudantes e as trocas construídas entre as diferentes linguagens.
Esperamos que todos tenham saído da escola sensibilizados pelas experiências compartilhadas e pelos encontros proporcionados ao longo desse dia tão especial.
No link, compartilhamos alguns registros da Mostra de Artes 2026.
https://drive.google.com/drive/folders/1kFA_Q5mzMy34d8nB3CrN9aaqN6epFDzx
Nossa Mostra de Artes marcou o encerramento de uma etapa muito especial do ano letivo, reunindo os processos e produções artísticas desenvolvidos pelos estudantes ao longo dos últimos meses em torno do tema anual Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo.
Ao longo da exposição, o público pôde acompanhar diferentes investigações sobre as relações entre arte, esporte e cultura. Os trabalhos percorreram temas como os esportes na Grécia Antiga, os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, a capoeira como patrimônio cultural brasileiro, as pinturas de rua inspiradas na Copa do Mundo, além de reflexões sobre o corpo, o movimento e até as questões sociais presentes no universo esportivo. Esculturas, pinturas, aquarelas, colagens, desenhos e instalações mostraram a diversidade de linguagens exploradas pelos estudantes durante esse percurso.
Os espaços da exposição foram preparados com muito cuidado para valorizar os trabalhos finalizados e todo o processo de pesquisa, experimentação e criação vivido pelos alunos. Foi uma alegria receber tantas famílias, compartilhar esse percurso e celebrar, juntos, as conquistas de cada estudante.
Nossa mostra mostrou como a arte pode ampliar nosso olhar sobre o esporte, valorizando o jogo, a criatividade, a cooperação e o encontro. Agradecemos a todos que estiveram presentes e fizeram parte desse momento tão significativo para nossa comunidade escolar.
As turmas de 7º, 8º e 9º anos prepararam apresentações musicais especialmente para a Mostra de Artes 2026, em diálogo com as pesquisas desenvolvidas ao longo do semestre.
O 7º ano apresentou O Campeão, de Neguinho da Beija-Flor, e criou cantos de torcida em forma de paródia, refletindo sobre o universo das torcidas e a cultura dos estádios. O 8º ano mergulhou no repertório afro-brasileiro com Berimbau, de Vinicius de Moraes e Baden Powell, além de duas tradicionais toadas de capoeira, Marinheiro Só e Ê Mulher, ambas de domínio público. Já o 9º ano encarou o desafio de interpretar um arranjo elaborado de Jardim de Infância, de João Bosco e Aldir Blanc, relacionando a música às reflexões sobre o brincar desenvolvidas em seu projeto de pesquisa.
Os processos de ensaio e construção dos arranjos foram diversos e revelaram diferentes formas de envolvimento dos grupos. Em todos os casos, ficou evidente o quanto a prática musical coletiva exige escuta, disciplina, responsabilidade e dedicação. Quando esses elementos estiveram presentes, os alunos chegaram ao palco mais seguros e preparados para compartilhar seu trabalho. Quando os ensaios foram vividos com menor comprometimento, as inseguranças apareceram com mais força durante as apresentações.
As conversas e avaliações realizadas após a Mostra também fizeram parte da aprendizagem. Ao refletirem sobre seus percursos, os alunos puderam reconhecer conquistas, identificar desafios e compreender melhor a importância da preparação coletiva. Assim como no esporte, a prática musical nos ensina que o resultado é construído ao longo do caminho, por meio da dedicação, da persistência e do trabalho em equipe.
Seguimos em frente, levando conosco os aprendizados deste percurso.
O primeiro semestre foi marcado por uma intensa trajetória de reflexões e experiências de aprendizagem nas turmas de F9. Ao longo dos últimos meses, diferentes áreas do conhecimento se articularam para proporcionar aos estudantes oportunidades de investigar, criar, argumentar e compreender o mundo a partir do projeto institucional.
Na área de Língua Portuguesa, a leitura do romance Jogos Vorazes mobilizou as turmas em um percurso de análise, interpretação e debates conduzidos pelas professoras Laiza Nascimento e Valquiria Luna. A obra serviu como ponto de partida para discussões sobre poder, desigualdade, ética, violência, escolhas individuais e coletivas, ampliando o repertório literário e crítico dos estudantes.
Nas aulas de Inglês, o semestre começou com atividades voltadas ao resgate das memórias afetivas relacionadas aos esportes e aos jogos. Considerando que o 9º ano representa o encerramento de uma importante etapa da vida escolar, as aulas buscaram revisitar experiências vividas pelos estudantes e compreender como a relação com o esporte se transforma ao longo do tempo. Esse percurso também possibilitou o estudo de estruturas da língua inglesa, como a revisão do Simple Past e a introdução do Present Perfect, sempre utilizando a linguagem como instrumento para compartilhar experiências, construir narrativas e dialogar sobre memória e identidade.
O segundo trimestre marcou o início da preparação para a Feira Literária. As turmas participaram de um circuito de estações dedicado ao universo das fanzines – publicações independentes produzidas de fã para fã. Durante a atividade, conheceram fanzines sobre o futebol inglês das décadas de 1970 e 1980, exploraram diferentes gêneros textuais e iniciaram o planejamento de suas próprias produções, que serão apresentadas ao público durante a Feira Literária, em agosto.
As aulas de História promoveram importantes reflexões sobre os acontecimentos da primeira metade do século XX. A leitura da premiada história em quadrinhos Maus permitiu aos estudantes compreenderem os impactos do nazifascismo e do Holocausto a partir de uma narrativa sensível e profundamente humana, estimulando debates sobre memória, direitos humanos e os desafios da preservação da democracia.
Em Geografia, os estudos estiveram voltados para a compreensão da globalização e das profundas desigualdades que caracterizam o mundo contemporâneo. As discussões partiram das ideias do geógrafo Milton Santos e de seu documentário sobre a globalização, permitindo analisar como os processos de integração econômica, tecnológica e cultural ocorrem de forma desigual. Ao final dessa etapa, os estudantes organizaram pesquisas, materiais visuais e apresentações para os seminários, exercitando o protagonismo na construção do conhecimento.
Na Matemática, a curiosidade foi uma das ferramentas de investigação. Em uma atividade prática, os estudantes mediram circunferências e diâmetros de diferentes objetos da sala de aula em busca de um padrão matemático. Ao comparar os resultados, descobriram experimentalmente que a razão entre essas medidas é sempre um número um pouco maior que três, chegando de forma natural e investigativa ao conceito de π (Pi). A experiência mostrou como a Matemática pode nascer da observação do cotidiano e da experimentação.
O semestre também foi marcado por importantes momentos de avaliação. Pela primeira vez, as turmas tiveram uma Jornada Avaliativa, realizada com grande engajamento dos estudantes e baixo índice de ausências. Além disso, foi realizada mais uma edição do Exame Evolucional, instrumento que contribui para que a equipe pedagógica acompanhe o desenvolvimento das aprendizagens construídas ao longo do Ensino Fundamental II e planeje os próximos passos do trabalho pedagógico.
O semestre reafirmou o nosso compromisso com uma educação que integra conhecimento, pensamento crítico, criatividade, investigação e participação ativa dos estudantes. Agora, a comunidade escolar se prepara para o segundo semestre, que trará novos desafios, a Feira Literária, a Feira Moderna, a culminância dos projetos de pesquisa e a reta final de um ciclo importante na trajetória dos nossos jovens.