Pensamento Criativo no Design

M1 M2 M3 Artes Visuais

Nas aulas de Abril da eletiva de Artes Visuais – Introdução ao Design, os estudantes deram continuidade ao desenvolvimento de habilidades essenciais para o pensamento criativo no design. Retomamos conceitos trabalhados anteriormente e aprofundamos a ideia de criatividade como processo, experimentando na prática estratégias como o brainstorming — geração livre de ideias — e a criação de painéis de referências visuais (moodboards), que ajudam a organizar inspirações e construir identidades visuais.

Em seguida, iniciamos o estudo da percepção visual, apresentando a Teoria da Gestalt e seus princípios, que explicam como nosso cérebro organiza as imagens. A partir dessa investigação, os alunos criaram ilustrações aplicando esses conceitos, refletindo sobre como organizar melhor elementos visuais e comunicar ideias com mais clareza.

E ainda começamos um projeto prático, no qual os estudantes irão desenvolver um cartaz para divulgar um show ou evento, utilizando os fundamentos explorados nas aulas. Na primeira etapa do projeto, escolheram seus temas de interesse e iniciaram pesquisas visuais, reunindo referências em moodboards que servirão como inspirações para suas criações.

As aulas seguem com bastante envolvimento da turma, que vem explorando ideias,  experimentando soluções visuais e agora, se preparando para desenvolver um projeto autoral.

Em anexo, imagens de ilustrações dos alunos experimentando conceitos da Teoria da Gestalt.

Bloco Sá Pereira

No último sábado, nosso bloco foi pra rua marcando a abertura simbólica do projeto institucional de 2026: “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”.

Mais do que uma celebração, o bloco é um disparador do nosso projeto de pesquisa. É ele que inaugura o tema do ano e coloca o corpo em ação como território de experiência, encontro e aprendizagem. Por isso, mais uma vez, realizamos o concurso de samba, convidando toda a comunidade escolar a compor, cantar e pensar junto. Entre os sambas inscritos, o escolhido foi “Um passo à frente”, de Carlos Fernando M. Silva e Moyses J. Cohen, tornando-se trilha, linguagem e pergunta.

O desfile contou com a bateria da escola e com a presença de estudantes, educadores e famílias, que chegaram fantasiados e engajados. Muitas das fantasias dialogavam diretamente com o tema do projeto, explorando o corpo em movimento, o jogo, a brincadeira, o esporte e a ginga como expressão cultural, simbólica e coletiva. Entrar na roda, aqui, foi aceitar o convite ao encontro.

E como todo bom dia de festa precisa de um pouco de cumplicidade do céu, São Pedro ajudou: a chuva só veio mais tarde, permitindo que o bloco ocupasse o espaço, dançasse, cantasse e celebrasse com tranquilidade.

Foi um dia muito feliz. Um dia de corpos presentes, de alegria compartilhada e de início de percurso. Um começo que reafirma nossa escolha por uma educação que reconhece o corpo como lugar de aprendizagem, o jogo como experiência e a cultura como linguagem viva.

Que venha 2026. Com ginga, com jogo e com o corpo inteiro em cena.

Pedimos aos que tiverem registros desse dia que os compartilhem conosco, no link abaixo.

Fotos do Bloco

Gincana

Todo início de ano, parte dos nossos encontros pedagógicos com a equipe é destinada à leitura de textos e a discussões sobre o tema de estudo do ano.

Mas esses encontros não ficam apenas no campo teórico, há também a prática. Em nossa gincana, as equipes de Linguagens, Ciências, Humanidades, Educação Infantil, Artes e as de Fundamental e Médio criam atividades de sensibilização para o projeto e as compartilham entre si.

Nessa dinâmica, os professores ocupam o lugar de alunos, experimentando as propostas elaboradas por seus colegas, vivenciando jogos, dinâmicas e situações de aprendizagem. Além da experiência prática, há um espaço de troca entre os diferentes segmentos, que alimenta o coletivo com perguntas, ideias e possibilidades para o ano que se inicia.

Novos Encontros

Neste início de ano, damos as boas-vindas aos novos alunos do Fundamental II e do Ensino Médio.

Chegar a uma nova escola é sempre um tempo de adaptação, descobertas e novos encontros. Que a nossa escola seja, desde já, um espaço de escuta, pertencimento e construção coletiva, onde cada estudante possa encontrar seu lugar, fazer perguntas e seguir aprendendo junto. Estamos muito felizes com a chegada de vocês.

Bem-vindos!

Os Primeiros Dias

M1, M2, M3

Os primeiros dias de aula do Ensino Médio foram marcados por reencontros, sorrisos e muita conversa. Rever os amigos e compartilhar as novidades das férias trouxeram alegria e energia para o início do ano.

Também foi tempo de perceber as mudanças de turma, conhecer novos grupos e se adaptar às novas dinâmicas. Para os estudantes da M3, já é possível sentir o pensamento projetado para o fim do ano, seja por causa da formatura, seja por causa dos desafios da preparação para o vestibular, que exigirão foco e organização.

Outro momento importante foi o de descoberta e escolha das disciplinas eletivas, ampliando interesses e possibilidades de aprendizagem. Além disso, os estudantes retomaram os estudos com seus professores, conhecendo as propostas, os conteúdos e os projetos que serão desenvolvidos em 2026.

Recebemos também novos colegas, que chegam trazendo o frescor da novidade e histórias para compartilhar.

Que seja um ano prazeroso para todos e todas!

Ginga e Corpo

M1, M2 e M3 – Dança

No primeiro semestre, a eletiva de Dança do ensino médio está dedicada ao projeto “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”, tema institucional que atravessa as diferentes linguagens da escola em 2026.

Iniciamos o percurso com a leitura e o estudo do projeto, buscando compreender quais questões ele propõe e quais investigações desejamos desenvolver ao longo do semestre. A partir dessa leitura, cinco perguntas norteadoras foram lançadas aos estudantes. Organizados em grupos, eles defenderam suas perspectivas e hipóteses, ampliando o debate em uma grande roda de conversa. O encontro foi marcado pela escuta, pelo confronto de ideias e pelo exercício de argumentação.

Na sequência, experimentamos três dinâmicas corporais com o intuito de aproximar o jogo dos elementos da dança, investigando semelhanças e diferenças entre essas duas experiências corporais. Ritmo, tempo, estratégia, improviso, cooperação, competitividade, percepção corporal e noção espacial entraram na roda como conceitos a serem observados e vivenciados tanto no jogo quanto na dança.

Também ouvimos as preferências esportivas de cada estudante, entendendo que suas histórias e repertórios são parte fundamental da criação artística que está por vir.

Foi desse encontro que surgiu a pergunta: Quando o esporte deixa de ser apenas competição e volta a sonhar como jogo, que dança nasce daí?

Introdução ao Design

M1 M2 M3 – Artes Visuais

Nas primeiras aulas da eletiva de Artes Visuais – Introdução ao Design, os estudantes foram apresentados aos principais conceitos do design.

Conversamos sobre o que é design, seus diferentes conceitos e possibilidades de atuação. Falamos um pouco sobre a história dessa atividade desde a Bauhaus, primeira escola de design, e sua evolução até os dias atuais. E ainda refletimos sobre algumas habilidades importantes para quem deseja pensar como designer: empatia, colaboração, criatividade e pensamento visual.

Para experimentar essas ideias na prática, os alunos participaram de atividades que exercitam a escuta e a comunicação visual. Em uma delas, realizaram “entrevistas ilustradas”, nas quais deveriam representar as respostas dos colegas apenas por meio de desenhos – um exercício de atenção, interpretação e criatividade.

Em outra atividade, encararam o “desafio da torrada”: representar, usando apenas imagens, um passo a passo para fazer uma torrada. O objetivo foi explorar como podemos comunicar ideias de forma clara através do desenho.

Essas primeiras aulas funcionam como uma preparação para projetos mais complexos que serão desenvolvidos ao longo do semestre, sempre explorando o design como uma forma de pensar, comunicar e criar soluções visuais para o mundo ao nosso redor.

Método Científico, Seres Vivos e Vírus

M1 – Biologia

Os estudantes participaram de uma sequência de atividades voltadas à compreensão de conceitos fundamentais das Ciências da Natureza. Entre os temas abordados estiveram o método científico, as diferenças entre as disciplinas que compõem as Ciências da Natureza e as características gerais dos seres vivos, conteúdos essenciais para o desenvolvimento do pensamento científico.

Durante as aulas, os alunos discutiram como o conhecimento científico é produzido, explorando etapas como observação, formulação de hipóteses, experimentação e análise de resultados. Também refletiram sobre as particularidades de áreas como Biologia, Física e Química, identificando seus objetos de estudo e formas de investigação.

Uma atividade em formato de aula invertida abordou o tema “E os vírus, hein?”. Os estudantes realizaram estudos prévios sobre os vírus e, em sala, debateram compartilhando descobertas e questionamentos. A dinâmica estimulou a participação ativa da turma e ampliou a discussão sobre a natureza dos vírus e sua relação com os seres vivos.

As atividades reforçam a importância de metodologias que incentivam a investigação, o diálogo e a autonomia dos estudantes no processo de aprendizagem científica.

Ginga e Corpo

M1 M2 – Dança

No primeiro semestre, a eletiva de Dança do ensino médio se dedica ao projeto “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”, tema institucional que atravessa as diferentes linguagens da escola em 2026.

Iniciamos o percurso com a leitura e o estudo do projeto, buscando compreender quais questões ele propõe e discutindo quais investigações desejamos desenvolver ao longo do semestre. A partir da leitura, cinco perguntas norteadoras foram lançadas aos estudantes. Organizados em grupos, eles defenderam suas perspectivas e hipóteses, ampliando o debate em uma grande roda de conversa. O encontro foi marcado pela escuta, pelo confronto de ideias e pelo exercício de argumentação.

Na sequência experimentamos três dinâmicas corporais com o intuito de aproximar o jogo dos elementos da dança, investigando semelhanças e diferenças entre essas duas experiências corporais. Ritmo, tempo, estratégia, improviso, cooperação, competitividade, percepção corporal e noção espacial entraram na roda como conceitos a serem observados e vivenciados tanto no jogo quanto na dança.

Também levantamos as preferências esportivas de cada estudante, entendendo que suas histórias e repertórios são parte fundamental da criação artística que está por vir.

Foi desse encontro que surgiu a pergunta: quando o esporte deixa de ser apenas competição e volta a sonhar como jogo, que dança nasce daí?

Tribo no Ensino Médio

M1, M2 e M3 – Tribo

Nas Tribos do Ensino Médio iniciamos o ano com quatro perguntas disparadoras:

  1. Qual é o seu medo?

  2. Quem é o/a seu/sua adulto/a preferido/a? — alguém presente na sua rotina e que desperte bons sentimentos, podendo ser uma pessoa da família ou do entorno, desde que não seja outro adolescente;

  3. Qual celebridade te influencia ou você admira? — uma forma de conhecer referências públicas que, de alguma maneira, inspiram os estudantes;

  4. Qual é o seu sonho para 2026?

As perguntas funcionaram como ponto de partida para escuta, troca e aproximação entre o grupo, ajudando-nos a conhecer melhor quem são esses jovens, suas referências, afetos e expectativas para o ano.

Nas primeiras Tribos de M1, também nos dedicamos a atividades de integração e, mais recentemente, à construção de um mapa de sala, pensado coletivamente para favorecer a convivência, a organização do trabalho e a construção de novos vínculos ao longo do ano. Ficamos muito contentes em receber os novos alunos e buscamos criar oportunidades para que todos pudessem se conhecer melhor neste início de percurso. Para isso, realizamos um bingo humano e, na semana seguinte, uma roda de entrevistas rápidas, com perguntas abertas propostas pela Orientação desde “Qual sua melhor lembrança de infância?” até “Se você tivesse poderes mágicos, o que mudaria no seu país?”.

Com as turmas de M2 e M3, abrimos espaço para uma conversa cuidadosa sobre um caso recente de violência de gênero, promovendo reflexão, escuta e posicionamento responsável diante de temas tão relevantes.

Na semana que antecedeu a jornada avaliativa,  voltamos nosso olhar para o uso do planner como um importante recurso de organização dos estudos e da vida pessoal, explorando também a possibilidade de utilizá-lo como um calendário emocional, que ajude os estudantes a se perceberem e se planejarem de forma mais consciente.

Imaginação Sociológica

M1 Sociologia

Você tem “imaginação sociológica”? Talvez sim e não saiba! Talvez nunca tenha ouvido essa expressão, mas os estudantes do 1º ano do ensino médio da Sá Pereira conheceram. Um dos grandes desafios de trabalhar com a sociologia é o fato de essa disciplina estudar justamente as nossas experiências cotidianas, olhar para o que já nos acostumamos e nos fazer pensar sobre a naturalização dos fenômenos sociais. Sair do senso comum pode ser bastante difícil e exemplos abstratos podem estar muito longe das realidades dos estudantes. É por isso que para começar a entender o que é a sociologia e como ela produz um conhecimento sobre nossa sociedade, eu trabalho o conceito de “imaginação sociológica” proposto por C. Wright Mills. Nas palavras dele, “A imaginação sociológica capacita seu possuidor a compreender o cenário histórico mais amplo, em termos de seu significado para a vida íntima e para a carreira exterior de numerosos indivíduos.” (MILLS, 1982). Em outras palavras, nos permite identificar os aspectos coletivos e sociais até do que se considera mais particular, como um gosto musical, a escolha amorosa ou a profissão.
Provocamos a turma a pensar o que uma simples xícara de café pode evocar e significar. Os alunos lembraram do efeito da cafeína no corpo, da relação com a Revolução Industrial, das diferentes refeições que podem ser feitas no início do dia e varia de acordo com as culturas, assim como o fato de pessoas em situação de pobreza muitas vezes não terem acesso a uma simples xícara de café. Para verificar a compreensão e a capacidade de utilizar esse olhar que vai além do óbvio, os alunos foram desafiados a eles mesmos escolherem outros fenômenos sociais ou objetos e utilizarem a imaginação sociológica na análise. Eles tinham que produzir um cartaz, como nas imagens, destacando os diversos aspectos relacionados ao objeto escolhido. Criatividade na escolha do objeto, cuidado na hora de fazer o cartaz e capacidade de desnaturalizar e estranhar aquilo que é considerado normal foram alguns dos critérios usados na análise das produções. Em grupos, nossos estudantes criaram análises muito interessantes e começaram a adotar a perspectiva sociológica.
A proposta de desnaturalizar o que está no nosso cotidiano parece simples, mas exige um grande esforço de distanciamento e abstração, coloca o sujeito diante da arbitrariedade das regras e padrões sociais e pode abrir espaço para questionamentos extremamente complexos. Essa semana, no corredor, uma aluna perguntou sobre a prova e em um dado momento ela falou: “mas você fez a gente olhar de maneira diferente para uma xícara de café”! Com essa fala, considerei que o objetivo de estranhar o familiar foi alcançado e abrimos o caminho do olhar sociológico.

Termologia

M1 Física

 Estudaremos este ano conceitos próximos da realidade dos estudantes, mas sem a necessidade de uma matemática mais robusta. Essa troca, realizada nos últimos anos, foi comprovada ser muito benéfica para o melhor relacionamento dos estudantes com a Física.

Nosso ano começa com a Termologia, que é o estudo do calor e suas consequências. Falamos das definições de calor e temperatura, e discutimos a existência de diferentes escalas no mundo. Usamos a escala Celsius, mas nos EUA se usa Fahrenheit. Além de aprender a converter as temperaturas entre as escalas, nos questionamos sobre os benefícios e malefícios de uma escala única mundial.

Avaliando as formas de propagação do calor, questionamos o local correto para a instalação de um aparelho de ar-condicionado, chegando à conclusão de que deveria ficar sempre no ponto mais alto da parede, já que o ar mais frio, com menos energia e mais denso, acaba descendo, esfriando uma maior área com mais eficiência.

Seguiremos com o estudo do equilíbrio térmico e o efeito do calor nos gases.

C(art)ografias

M1 Geografia

Após a introdução crítica e criativa do projeto C(art)ografias, os alunos da M1 começaram a aprender os aspectos técnicos da disciplina.

Em março, o foco recaiu sobre os movimentos da Terra (rotação e translação) e suas consequências diretas no nosso cotidiano, como a sucessão de dias e noites e as estações do ano.

Paralelamente, aprofundamos o domínio das Coordenadas Geográficas e Alfanuméricas, ferramentas essenciais para a localização precisa no espaço.

Essas competências técnicas permitem que os estudantes compreendam a cartografia não apenas como arte, mas como um sistema de orientação e análise espacial.

Brasil Adentro

M1 M2 M3 Música

A oficina de música está a todo vapor com o projeto Brasil Adentro!
Entre maracatu, baião e outros ritmos populares que atravessam o país para além do eixo mais conhecido, nossos estudantes mergulham em sonoridades diversas para construir, juntos, uma prática de conjunto musical.
O resultado desse percurso já tem data e lugar: a nossa Festa Junina!

Batalha Naval

M1 Matemática

Em Matemática I, a M1 dedicará a maior parte do ano letivo ao estudo das funções e suas propriedades, incluindo a análise de suas representações gráficas. Atualmente, o foco está na compreensão do conceito de função e, como pré-requisito para a interpretação de gráficos, na apresentação do plano cartesiano.
Para tornar o aprendizado mais prático, iniciamos esse conteúdo com uma adaptação do jogo Batalha Naval, estruturada inteiramente sobre eixos cartesianos. Diferente da versão tradicional, que utiliza letras e números, os alunos utilizaram exclusivamente valores numéricos para localizar as coordenadas dos eixos x e y. O desafio da turma era afundar as embarcações escondidas pela professora.
Além de divertida, a atividade foi essencial para que os alunos compreendessem a importância da ordem correta nos pares ordenados. Aprender matemática jogando é sempre mais legal!

A Ponte Está em Risco?

M1 Física

Seguindo com o estudo de Termologia, nas últimas aulas utilizamos o tema da dilatação térmica para promover uma reflexão sobre o comportamento e o senso crítico dos estudantes nas redes sociais.
O que você pensa ao observar a imagem? A ponte está em risco? Devemos causar pânico e reclamar das autoridades? É isso que muitos pensam, mas o conhecimento e uma reflexão prévia podem impedir que uma fake News seja propagada.
Além de aumentar a temperatura ou mudar de estado físico, os objetos expandem ao receber calor e contraem ao perdê-lo. Esse crescimento pode parecer pequeno, mas deve ser levado em consideração por arquitetos e engenheiros em grandes construções. A Ponte Rio-Niterói é um bom exemplo, pois está exposta a grandes variações de temperatura. Por isso, é necessário prever espaços para que a dilatação ocorra sem causar impacto à sua estrutura.
O que vemos na imagem é uma junta de dilatação, e não uma rachadura. O problema mais grave ocorre quando esse recurso não existe ou foi mal dimensionado, como podemos observar na segunda imagem.

Ensinar o Jogo

M1 M2 M3 Teatro

Dando continuidade às aulas de Teatro no Ensino Médio, avançamos para uma etapa centrada no protagonismo discente, na qual os estudantes assumem o papel de pesquisadores e condutores do processo. Organizados em grupos, os alunos investigaram, vivenciaram e ampliaram o repertório de jogos teatrais da turma, aprimorando competências de didática e mediação grupal.

Cada equipe estruturou sequências de quatro atividades, contemplando as categorias: aquecimento, roda, espaço e palco x plateia. Ao longo dos próximos encontros, os estudantes explorarão dimensões essenciais da prática docente, como a clareza na exposição das regras, a gestão do tempo, o domínio do espaço cênico e a mediação de reflexões sobre a função de cada dinâmica. Mais do que a prática lúdica, a proposta permitirá ao estudante ‘ensinar o jogo’, transformando a sala de aula em um território de autonomia, escuta ativa e responsabilidade compartilhada.

Diálogos Sobre Gênero

Entre os dias 11 e 15 de maio, a Escola Sá Pereira realizou a Semana Diálogos sobre Gênero, um encontro construído por muitas mãos e marcado pela parceria entre escola e famílias, movidas pelo desejo comum de refletir sobre a formação que queremos oferecer às nossas crianças e jovens diante de questões tão urgentes do nosso tempo.

Ao longo da semana, nossa comunidade participou de oficinas e conversas sobre os direitos das mulheres, a presença feminina no esporte e as relações entre meninos e meninas, reafirmando princípios fundamentais do nosso projeto pedagógico: o respeito às diferenças, o cuidado nas relações, a convivência democrática e a construção de uma sociedade mais justa e acolhedora. 

Mais do que os temas discutidos, gostaríamos de destacar a forma como esse processo foi construído: por meio da escuta, da participação coletiva e do diálogo entre escola e famílias, uma marca tão importante da nossa escola.

Nosso agradecimento especial a todas as pessoas que tornaram essa semana possível. À Geovana Pires, que abriu a programação com a oficina A poesia formando coletivos para as famílias e com a apresentação de Perigosas Damas para os estudantes da F9 e do Ensino Médio. À Jaqueline Silva, medalhista olímpica do vôlei de praia e às nossas alunas atletas Martina Casé, Maria Ester, Pietra Oliveira, Leticia Helal e Sofia Barbosa, que compartilharam suas trajetórias e reflexões no encontro sobre meninas no esporte. À Daniela Braga, pela vivência de dança com os jovens da M3. E à promotora Gabriela Lusquinos, que encerrou a programação dialogando com os estudantes do Fundamental II sobre misoginia, cyberbullying, uso das telas e os desafios do convívio contemporâneo.

Seguimos acreditando na importância de criar espaços de encontro, escuta e diálogo para fortalecer uma educação mais humana, sensível e comprometida com o cuidado coletivo.

O Estudante como Educador e a Preparação Para a Aula Aberta

M1 M2 M3 Teatro

Neste momento, as aulas de Teatro avançam para uma etapa de inversão de papeis: os estudantes assumem o lugar de educadores. Inspirados pelo pensamento de Paulo Freire, vivenciamos a ideia de que “quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender”. Ao conduzirem as atividades, os alunos experimentam a docência, transformando o aprendizado em uma troca horizontal e colaborativa.
O próximo passo desse processo será a organização da nossa Aula Aberta para o evento Ensino Médio de Portas Abertas. Na ocasião, os estudantes ministrarão as aulas para a comunidade escolar, utilizando o repertório de jogos investigados e compartilhados durante o semestre. Mais do que uma demonstração, a aula aberta será o momento de compartilhar com o público o prazer do jogo e a potência do fazer artístico coletivo.

Ecologia

M1 Biologia

Nas últimas semanas, as turmas de M1 mergulharam em importantes temas da Ecologia, ampliando o olhar sobre as relações entre os seres vivos e o ambiente. Ao longo das aulas de Biologia, os estudantes exploraram as pirâmides ecológicas, compreendendo como energia e matéria circulam nos ecossistemas e analisando as diferenças entre produtores, consumidores e decompositores.
Também investigamos os processos de bioacumulação e magnificação trófica, refletindo sobre os impactos da poluição nos organismos e nas cadeias alimentares. As discussões despertaram grande curiosidade e permitiram que a turma estabelecesse conexões entre os conteúdos científicos e questões ambientais atuais, exercitando o pensamento crítico e a análise de situações do cotidiano.
Outro destaque do período foi o estudo dos ciclos biogeoquímicos, especialmente os ciclos da água, do carbono e do nitrogênio. Por meio de esquemas, debates e atividades colaborativas, os estudantes puderam perceber como a matéria circula continuamente pelo planeta e como a vida depende desses processos para se manter em equilíbrio.
Foi um período de muitas trocas, construção coletiva de conhecimento e aprofundamento das habilidades de observação, interpretação e argumentação científica. As turmas participaram com entusiasmo das atividades, demonstrando envolvimento crescente com os temas estudados e maior consciência sobre as relações entre sociedade, ambiente e sustentabilidade.

Leis são Construções Históricas

M1 M2 M3 História

Ao longo dos últimos 4 meses, os estudantes da eletiva História e Direito mergulharam em uma proposta investigativa que articula reflexão histórica, análise jurídica, pesquisa e argumentação crítica. Partindo da leitura e discussão de textos historiográficos, especialmente das reflexões da historiadora Silvia Hunold Lara, os alunos analisaram como as leis são construções históricas e como diferentes sociedades definiram, ao longo do tempo, aquilo que consideravam justo ou injusto.

Durante as primeiras aulas, já deu pra perceber a participação ativa dos estudantes, ávidos em falar, dar opinião e participar das discussões. Diante disso, as propostas em sala foram todas reformuladas para que a turma pudesse ser protagonista da Eletiva, diminuímos a quantidade de aulas teóricas e partimos para os estudos práticos. 

A turma investigou documentos históricos, analisou constituições (Constituição de 1934 e o direito feminino), leis (Lei do Ventre Livre; Leis “da Vadiagem”; Leis Trabalhistas) e casos reais ligados à História do Brasil, debatendo temas como escravidão, cidadania, repressão política e direitos sociais. Entre as atividades desenvolvidas, destacou-se a análise coletiva de fontes históricas, a dinâmica de leitura em grupo e debates, na qual os estudantes assumiram papéis interpretativos e puderam perceber quais grupos sociais estavam incluídos e excluídos das normas jurídicas, bem como o papel importante da pressão social para criar fraturas nos sistemas vigentes.

Na etapa atual da eletiva, os estudantes estão organizados em grupos de acusação, defesa e júri para a realização do Tribunal da História, um júri simulado que discutirá o caso da extradição de Olga Benário durante o governo de Getúlio Vargas. A proposta tem mobilizado intensa participação dos alunos, que vêm realizando pesquisas em fontes históricas, construindo argumentos e refletindo sobre as relações entre legalidade, justiça e direitos humanos.

Mais do que uma atividade de encenação, o projeto busca desenvolver habilidades fundamentais como leitura crítica, pesquisa, escuta, argumentação e análise histórica, incentivando os estudantes a compreenderem que tanto a História quanto o Direito são campos marcados por disputas, interpretações e transformações sociais. 

Jogos sobre Biotecnologia

M1 M2 M3 Biotecnologia

Os estudantes da Eletiva de Biotecnologia estão desenvolvendo, em grupos, um projeto criativo que integra conhecimento científico, pesquisa e inovação: a construção de jogos com temáticas relacionadas à área da Biotecnologia.

A proposta tem como objetivo ampliar a compreensão dos conteúdos estudados de maneira dinâmica e colaborativa, incentivando os alunos a explorarem temas como genética, bioética, sustentabilidade, engenharia genética e aplicações da biotecnologia no cotidiano.

Durante o processo, os grupos são responsáveis pela pesquisa dos conteúdos científicos, elaboração das regras, desenvolvimento do design e criação das estratégias de interação dos jogos, exercitando habilidades como trabalho em equipe, resolução de problemas, pensamento crítico, criatividade e comunicação.

Além de favorecer a aprendizagem significativa, a atividade promove o protagonismo estudantil ao transformar conceitos científicos em experiências lúdicas e acessíveis. Ao final do percurso, os jogos serão apresentados e compartilhados durante o Ensino Médio de Portas Abertas, possibilitando a troca de conhecimentos entre os estudantes e a valorização das produções desenvolvidas ao longo da eletiva.

Design de Cartaz

M1 M2 M3 Artes Visuais

Nas últimas semanas, os estudantes da eletiva de Artes Visuais – Introdução ao Design estiveram desenvolvendo um projeto prático: a criação de cartazes para divulgação de shows e eventos culturais escolhidos pelos próprios alunos.

A proposta teve como objetivo colocar em prática os conteúdos e conceitos trabalhados ao longo do curso, especialmente o pensamento do design, entendendo o design gráfico como uma forma de comunicar ideias de maneira clara, intencional e visualmente interessante.

O processo começou com uma etapa de pesquisa e aprofundamento no universo de cada evento escolhido. Os estudantes investigaram e criaram um moodboard com  referências visuais relacionadas aos artistas, estilos musicais e públicos dos eventos, observando elementos como cores, símbolos, texturas, fotografias, tipografias e identidades visuais presentes nesse tipo de comunicação.

Em seguida, as turmas passaram para uma fase de experimentação e criação de ideias, desenvolvendo rascunhos de diferentes possibilidades de composição, em uma espécie de brainstorming. O objetivo foi incentivar os alunos a testar caminhos variados antes de decidir qual solução comunicava melhor a proposta do cartaz.

Na etapa final, os cartazes foram produzidos digitalmente no Canva, com uma proposta importante: utilizar a plataforma sem recorrer à inteligência artificial. Dessa forma, os próprios alunos selecionaram manualmente imagens, tipografias, cores e elementos gráficos, além de ajustarem composição, tamanhos, posicionamentos, transparências e efeitos visuais.  A ideia foi estimular um olhar mais atento para composição e organização visual, incentivando os alunos a experimentar, comparar possibilidades e fazer escolhas conscientes sobre como comunicar suas ideias.

O resultado desse processo poderá ser apreciado na mostra “Ensino Médio de Portas Abertas”, onde estarão expostos os cartazes produzidos pelas turmas, revelando a diversidade de temas e repertórios dos estudantes e os diferentes caminhos criativos desenvolvidos ao longo do projeto.

Estrutura Geológica da Terra

M1 Geografia

As turmas de M1 estão sendo introduzidas aos estudos de Geografia Física, com foco na estrutura geológica da Terra, em sua organização interna e no ciclo das rochas. Ao longo das últimas aulas, os estudantes têm compreendido como os processos naturais que ocorrem no interior e na superfície terrestre influenciam a formação dos relevos, dos solos e da distribuição de recursos minerais e energéticos pelo mundo. O estudo desses conteúdos também contribui para a compreensão de fenômenos naturais, como terremotos e vulcanismo, além de permitir reflexões sobre questões contemporâneas relacionadas à exploração de recursos, aos impactos ambientais e às dinâmicas econômicas e territoriais do mundo atual, reforçando a importância da Geografia para a leitura crítica da realidade. Geralmente é um tema que se mostra muito interessante para os estudantes!