Pensamento Criativo no Design

M1 M2 M3 Artes Visuais

Nas aulas de Abril da eletiva de Artes Visuais – Introdução ao Design, os estudantes deram continuidade ao desenvolvimento de habilidades essenciais para o pensamento criativo no design. Retomamos conceitos trabalhados anteriormente e aprofundamos a ideia de criatividade como processo, experimentando na prática estratégias como o brainstorming — geração livre de ideias — e a criação de painéis de referências visuais (moodboards), que ajudam a organizar inspirações e construir identidades visuais.

Em seguida, iniciamos o estudo da percepção visual, apresentando a Teoria da Gestalt e seus princípios, que explicam como nosso cérebro organiza as imagens. A partir dessa investigação, os alunos criaram ilustrações aplicando esses conceitos, refletindo sobre como organizar melhor elementos visuais e comunicar ideias com mais clareza.

E ainda começamos um projeto prático, no qual os estudantes irão desenvolver um cartaz para divulgar um show ou evento, utilizando os fundamentos explorados nas aulas. Na primeira etapa do projeto, escolheram seus temas de interesse e iniciaram pesquisas visuais, reunindo referências em moodboards que servirão como inspirações para suas criações.

As aulas seguem com bastante envolvimento da turma, que vem explorando ideias,  experimentando soluções visuais e agora, se preparando para desenvolver um projeto autoral.

Em anexo, imagens de ilustrações dos alunos experimentando conceitos da Teoria da Gestalt.

Bloco Sá Pereira

No último sábado, nosso bloco foi pra rua marcando a abertura simbólica do projeto institucional de 2026: “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”.

Mais do que uma celebração, o bloco é um disparador do nosso projeto de pesquisa. É ele que inaugura o tema do ano e coloca o corpo em ação como território de experiência, encontro e aprendizagem. Por isso, mais uma vez, realizamos o concurso de samba, convidando toda a comunidade escolar a compor, cantar e pensar junto. Entre os sambas inscritos, o escolhido foi “Um passo à frente”, de Carlos Fernando M. Silva e Moyses J. Cohen, tornando-se trilha, linguagem e pergunta.

O desfile contou com a bateria da escola e com a presença de estudantes, educadores e famílias, que chegaram fantasiados e engajados. Muitas das fantasias dialogavam diretamente com o tema do projeto, explorando o corpo em movimento, o jogo, a brincadeira, o esporte e a ginga como expressão cultural, simbólica e coletiva. Entrar na roda, aqui, foi aceitar o convite ao encontro.

E como todo bom dia de festa precisa de um pouco de cumplicidade do céu, São Pedro ajudou: a chuva só veio mais tarde, permitindo que o bloco ocupasse o espaço, dançasse, cantasse e celebrasse com tranquilidade.

Foi um dia muito feliz. Um dia de corpos presentes, de alegria compartilhada e de início de percurso. Um começo que reafirma nossa escolha por uma educação que reconhece o corpo como lugar de aprendizagem, o jogo como experiência e a cultura como linguagem viva.

Que venha 2026. Com ginga, com jogo e com o corpo inteiro em cena.

Pedimos aos que tiverem registros desse dia que os compartilhem conosco, no link abaixo.

Fotos do Bloco

Gincana

Todo início de ano, parte dos nossos encontros pedagógicos com a equipe é destinada à leitura de textos e a discussões sobre o tema de estudo do ano.

Mas esses encontros não ficam apenas no campo teórico, há também a prática. Em nossa gincana, as equipes de Linguagens, Ciências, Humanidades, Educação Infantil, Artes e as de Fundamental e Médio criam atividades de sensibilização para o projeto e as compartilham entre si.

Nessa dinâmica, os professores ocupam o lugar de alunos, experimentando as propostas elaboradas por seus colegas, vivenciando jogos, dinâmicas e situações de aprendizagem. Além da experiência prática, há um espaço de troca entre os diferentes segmentos, que alimenta o coletivo com perguntas, ideias e possibilidades para o ano que se inicia.

Novos Encontros

Neste início de ano, damos as boas-vindas aos novos alunos do Fundamental II e do Ensino Médio.

Chegar a uma nova escola é sempre um tempo de adaptação, descobertas e novos encontros. Que a nossa escola seja, desde já, um espaço de escuta, pertencimento e construção coletiva, onde cada estudante possa encontrar seu lugar, fazer perguntas e seguir aprendendo junto. Estamos muito felizes com a chegada de vocês.

Bem-vindos!

Os Primeiros Dias

M1, M2, M3

Os primeiros dias de aula do Ensino Médio foram marcados por reencontros, sorrisos e muita conversa. Rever os amigos e compartilhar as novidades das férias trouxeram alegria e energia para o início do ano.

Também foi tempo de perceber as mudanças de turma, conhecer novos grupos e se adaptar às novas dinâmicas. Para os estudantes da M3, já é possível sentir o pensamento projetado para o fim do ano, seja por causa da formatura, seja por causa dos desafios da preparação para o vestibular, que exigirão foco e organização.

Outro momento importante foi o de descoberta e escolha das disciplinas eletivas, ampliando interesses e possibilidades de aprendizagem. Além disso, os estudantes retomaram os estudos com seus professores, conhecendo as propostas, os conteúdos e os projetos que serão desenvolvidos em 2026.

Recebemos também novos colegas, que chegam trazendo o frescor da novidade e histórias para compartilhar.

Que seja um ano prazeroso para todos e todas!

Ginga e Corpo

M1, M2 e M3 – Dança

No primeiro semestre, a eletiva de Dança do ensino médio está dedicada ao projeto “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”, tema institucional que atravessa as diferentes linguagens da escola em 2026.

Iniciamos o percurso com a leitura e o estudo do projeto, buscando compreender quais questões ele propõe e quais investigações desejamos desenvolver ao longo do semestre. A partir dessa leitura, cinco perguntas norteadoras foram lançadas aos estudantes. Organizados em grupos, eles defenderam suas perspectivas e hipóteses, ampliando o debate em uma grande roda de conversa. O encontro foi marcado pela escuta, pelo confronto de ideias e pelo exercício de argumentação.

Na sequência, experimentamos três dinâmicas corporais com o intuito de aproximar o jogo dos elementos da dança, investigando semelhanças e diferenças entre essas duas experiências corporais. Ritmo, tempo, estratégia, improviso, cooperação, competitividade, percepção corporal e noção espacial entraram na roda como conceitos a serem observados e vivenciados tanto no jogo quanto na dança.

Também ouvimos as preferências esportivas de cada estudante, entendendo que suas histórias e repertórios são parte fundamental da criação artística que está por vir.

Foi desse encontro que surgiu a pergunta: Quando o esporte deixa de ser apenas competição e volta a sonhar como jogo, que dança nasce daí?

Introdução ao Design

M1 M2 M3 – Artes Visuais

Nas primeiras aulas da eletiva de Artes Visuais – Introdução ao Design, os estudantes foram apresentados aos principais conceitos do design.

Conversamos sobre o que é design, seus diferentes conceitos e possibilidades de atuação. Falamos um pouco sobre a história dessa atividade desde a Bauhaus, primeira escola de design, e sua evolução até os dias atuais. E ainda refletimos sobre algumas habilidades importantes para quem deseja pensar como designer: empatia, colaboração, criatividade e pensamento visual.

Para experimentar essas ideias na prática, os alunos participaram de atividades que exercitam a escuta e a comunicação visual. Em uma delas, realizaram “entrevistas ilustradas”, nas quais deveriam representar as respostas dos colegas apenas por meio de desenhos – um exercício de atenção, interpretação e criatividade.

Em outra atividade, encararam o “desafio da torrada”: representar, usando apenas imagens, um passo a passo para fazer uma torrada. O objetivo foi explorar como podemos comunicar ideias de forma clara através do desenho.

Essas primeiras aulas funcionam como uma preparação para projetos mais complexos que serão desenvolvidos ao longo do semestre, sempre explorando o design como uma forma de pensar, comunicar e criar soluções visuais para o mundo ao nosso redor.

Membrana Plasmática e Transporte Celular

M2 – Biologia

As turmas de M2 avançaram nos estudos da estrutura dos envoltórios celulares, com destaque para a organização e o funcionamento da membrana plasmática. Os estudantes exploraram como essa estrutura delimita a célula e regula a entrada e a saída de substâncias, desempenhando papel fundamental na manutenção do equilíbrio celular.

Ao longo das atividades, foram discutidos os principais mecanismos de transporte através da membrana, como difusão, difusão facilitada, osmose e transporte ativo. Os alunos analisaram como essas formas de transporte permitem que moléculas e íons atravessem a membrana de acordo com gradientes de concentração e com as necessidades da célula.

Como parte do processo de aprendizagem, as turmas participaram de uma aula prática sobre osmose, na qual puderam observar experimentalmente os efeitos da movimentação de água através de membranas semipermeáveis. A atividade possibilitou relacionar os conceitos teóricos estudados em sala com fenômenos observáveis, fortalecendo a compreensão do funcionamento celular.

As experiências contribuíram para desenvolver a investigação científica e a análise crítica dos fenômenos biológicos, aproximando os estudantes do modo como a ciência busca compreender os processos fundamentais da vida.

Ginga e Corpo

M1 M2 – Dança

No primeiro semestre, a eletiva de Dança do ensino médio se dedica ao projeto “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”, tema institucional que atravessa as diferentes linguagens da escola em 2026.

Iniciamos o percurso com a leitura e o estudo do projeto, buscando compreender quais questões ele propõe e discutindo quais investigações desejamos desenvolver ao longo do semestre. A partir da leitura, cinco perguntas norteadoras foram lançadas aos estudantes. Organizados em grupos, eles defenderam suas perspectivas e hipóteses, ampliando o debate em uma grande roda de conversa. O encontro foi marcado pela escuta, pelo confronto de ideias e pelo exercício de argumentação.

Na sequência experimentamos três dinâmicas corporais com o intuito de aproximar o jogo dos elementos da dança, investigando semelhanças e diferenças entre essas duas experiências corporais. Ritmo, tempo, estratégia, improviso, cooperação, competitividade, percepção corporal e noção espacial entraram na roda como conceitos a serem observados e vivenciados tanto no jogo quanto na dança.

Também levantamos as preferências esportivas de cada estudante, entendendo que suas histórias e repertórios são parte fundamental da criação artística que está por vir.

Foi desse encontro que surgiu a pergunta: quando o esporte deixa de ser apenas competição e volta a sonhar como jogo, que dança nasce daí?

Tribo no Ensino Médio

M1, M2 e M3 – Tribo

Nas Tribos do Ensino Médio iniciamos o ano com quatro perguntas disparadoras:

  1. Qual é o seu medo?

  2. Quem é o/a seu/sua adulto/a preferido/a? — alguém presente na sua rotina e que desperte bons sentimentos, podendo ser uma pessoa da família ou do entorno, desde que não seja outro adolescente;

  3. Qual celebridade te influencia ou você admira? — uma forma de conhecer referências públicas que, de alguma maneira, inspiram os estudantes;

  4. Qual é o seu sonho para 2026?

As perguntas funcionaram como ponto de partida para escuta, troca e aproximação entre o grupo, ajudando-nos a conhecer melhor quem são esses jovens, suas referências, afetos e expectativas para o ano.

Nas primeiras Tribos de M1, também nos dedicamos a atividades de integração e, mais recentemente, à construção de um mapa de sala, pensado coletivamente para favorecer a convivência, a organização do trabalho e a construção de novos vínculos ao longo do ano. Ficamos muito contentes em receber os novos alunos e buscamos criar oportunidades para que todos pudessem se conhecer melhor neste início de percurso. Para isso, realizamos um bingo humano e, na semana seguinte, uma roda de entrevistas rápidas, com perguntas abertas propostas pela Orientação desde “Qual sua melhor lembrança de infância?” até “Se você tivesse poderes mágicos, o que mudaria no seu país?”.

Com as turmas de M2 e M3, abrimos espaço para uma conversa cuidadosa sobre um caso recente de violência de gênero, promovendo reflexão, escuta e posicionamento responsável diante de temas tão relevantes.

Na semana que antecedeu a jornada avaliativa,  voltamos nosso olhar para o uso do planner como um importante recurso de organização dos estudos e da vida pessoal, explorando também a possibilidade de utilizá-lo como um calendário emocional, que ajude os estudantes a se perceberem e se planejarem de forma mais consciente.

Estudo da Dinâmica

M2 Física

Este ano começamos com o estudo da Dinâmica, área da física onde analisamos as causas dos movimentos e suas consequências, sendo o conteúdo mais importante As Leis de Newton.

Discutimos sobre a Inércia, que sempre tenta manter o estado do corpo. Se um corpo está parado, a Inércia vai tentar mantê-lo parado, se o corpo está em movimento, ela vai tentar mantê-lo em movimento. Quando estamos em um veículo em movimento que sobre uma freada brusca, nosso corpo sempre tende a continuar o movimento, sendo projetado para frente. É a Inércia fazendo seu papel.

Estudamos sobre as forças naturais e começamos a entender a relação entre elas num sistema onde mais de uma se aplicam. Em alguns momentos as forças naturais ajudam, em outros podem atrapalhar, mas com seu conhecimento podemos usar suas características a nosso favor.

Seguiremos o estudo das aplicações de Leis de Newton, buscando cenários cada vez mais próximos do cotidiano.

Desafios da contemporaneidade

M2 Geografia

Dando continuidade à análise histórica iniciada no mês passado, a turma M2 explorou as fases mais recentes do capitalismo, conectando o modelo financeiro-informacional aos desafios da contemporaneidade.

O debate concentrou-se nas questões críticas da globalização, abordando fenômenos como a padronização cultural, a precarização do trabalho e os fluxos globais de capital.

A abordagem permitiu que os alunos transpusessem a teoria econômica para a realidade prática, desenvolvendo um olhar analítico sobre como as decisões globais impactam o território e a vida urbana em escala local.

Atrito e Roldanas

M2 Física

Seguindo no estuda da Dinâmica, discutimos a aplicação do atrito e das roldanas em nosso cotidiano.
Se você já precisou empurrar um carro ou mover um armário pesado, sabe que é necessária a aplicação de uma força maior para tirá-los do estado de repouso. No entanto, após o movimento começar, o esforço parece menor. Isso se deve à diferença entre os tipos de atrito que atuam nessas situações. O atrito estático tende a manter o objeto em repouso, enquanto o atrito dinâmico resiste ao movimento, mas com menor intensidade.
Também estudamos o funcionamento das roldanas fixas e móveis. A roldana fixa é uma roda por onde a corda passa para mudar de direção, vista, por exemplo, em varais presos ao teto. Já a roldana móvel desempenha um papel mais interessante. Na imagem, observamos um aparelho comum em academias, no qual há uma roldana móvel presa às placas de peso. Diferentemente daquelas vistas em varais, essa roldana se movimenta junto com a carga, subindo ou descendo conforme a corda é puxada.
Esse tipo de sistema permite que a força exercida pelo usuário seja, na prática, equivalente à metade do peso das placas. Diversas aplicações na construção civil, em elevadores e em outros projetos de engenharia utilizam roldanas móveis para reduzir o esforço necessário para elevação e o deslocamento de cargas.
É o conhecimento facilitando o nosso cotidiano.

Ensinar o Jogo

M1 M2 M3 Teatro

Dando continuidade às aulas de Teatro no Ensino Médio, avançamos para uma etapa centrada no protagonismo discente, na qual os estudantes assumem o papel de pesquisadores e condutores do processo. Organizados em grupos, os alunos investigaram, vivenciaram e ampliaram o repertório de jogos teatrais da turma, aprimorando competências de didática e mediação grupal.

Cada equipe estruturou sequências de quatro atividades, contemplando as categorias: aquecimento, roda, espaço e palco x plateia. Ao longo dos próximos encontros, os estudantes explorarão dimensões essenciais da prática docente, como a clareza na exposição das regras, a gestão do tempo, o domínio do espaço cênico e a mediação de reflexões sobre a função de cada dinâmica. Mais do que a prática lúdica, a proposta permitirá ao estudante ‘ensinar o jogo’, transformando a sala de aula em um território de autonomia, escuta ativa e responsabilidade compartilhada.

Teodolito

M2 Matemática

Durante o 1º Trimestre as turmas de M2 finalizaram o conteúdo de funções trigonométricas, e para perceber a aplicação prática das razões trigonométricas, e mais especificamente a utilização da tangente, os estudantes montaram um Teodolito.
O Teodolito construido por eles foi utilizado durante uma volta pelas ruas de Botafogo, onde anotaram as medições realizados com o teodolito, a trena e desenharam os triângulos retângulos que se formaram para calcular a altura dos objetos, eles fizeram medições do cristo, de um poste na rua e de outros objetos que o interessavam.
Algumas medidas não foram coletadas com precisão o que ocasionou num erro ao calcular a altura desses objetos, contudo todos conseguiram demonstrar como fazer os cálculos. Vamos tentar fazer esses medições mais uma vez?

Diálogos Sobre Gênero

Entre os dias 11 e 15 de maio, a Escola Sá Pereira realizou a Semana Diálogos sobre Gênero, um encontro construído por muitas mãos e marcado pela parceria entre escola e famílias, movidas pelo desejo comum de refletir sobre a formação que queremos oferecer às nossas crianças e jovens diante de questões tão urgentes do nosso tempo.

Ao longo da semana, nossa comunidade participou de oficinas e conversas sobre os direitos das mulheres, a presença feminina no esporte e as relações entre meninos e meninas, reafirmando princípios fundamentais do nosso projeto pedagógico: o respeito às diferenças, o cuidado nas relações, a convivência democrática e a construção de uma sociedade mais justa e acolhedora. 

Mais do que os temas discutidos, gostaríamos de destacar a forma como esse processo foi construído: por meio da escuta, da participação coletiva e do diálogo entre escola e famílias, uma marca tão importante da nossa escola.

Nosso agradecimento especial a todas as pessoas que tornaram essa semana possível. À Geovana Pires, que abriu a programação com a oficina A poesia formando coletivos para as famílias e com a apresentação de Perigosas Damas para os estudantes da F9 e do Ensino Médio. À Jaqueline Silva, medalhista olímpica do vôlei de praia e às nossas alunas atletas Martina Casé, Maria Ester, Pietra Oliveira, Leticia Helal e Sofia Barbosa, que compartilharam suas trajetórias e reflexões no encontro sobre meninas no esporte. À Daniela Braga, pela vivência de dança com os jovens da M3. E à promotora Gabriela Lusquinos, que encerrou a programação dialogando com os estudantes do Fundamental II sobre misoginia, cyberbullying, uso das telas e os desafios do convívio contemporâneo.

Seguimos acreditando na importância de criar espaços de encontro, escuta e diálogo para fortalecer uma educação mais humana, sensível e comprometida com o cuidado coletivo.

O Estudante como Educador e a Preparação Para a Aula Aberta

M1 M2 M3 Teatro

Neste momento, as aulas de Teatro avançam para uma etapa de inversão de papeis: os estudantes assumem o lugar de educadores. Inspirados pelo pensamento de Paulo Freire, vivenciamos a ideia de que “quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender”. Ao conduzirem as atividades, os alunos experimentam a docência, transformando o aprendizado em uma troca horizontal e colaborativa.
O próximo passo desse processo será a organização da nossa Aula Aberta para o evento Ensino Médio de Portas Abertas. Na ocasião, os estudantes ministrarão as aulas para a comunidade escolar, utilizando o repertório de jogos investigados e compartilhados durante o semestre. Mais do que uma demonstração, a aula aberta será o momento de compartilhar com o público o prazer do jogo e a potência do fazer artístico coletivo.

Leis são Construções Históricas

M1 M2 M3 História

Ao longo dos últimos 4 meses, os estudantes da eletiva História e Direito mergulharam em uma proposta investigativa que articula reflexão histórica, análise jurídica, pesquisa e argumentação crítica. Partindo da leitura e discussão de textos historiográficos, especialmente das reflexões da historiadora Silvia Hunold Lara, os alunos analisaram como as leis são construções históricas e como diferentes sociedades definiram, ao longo do tempo, aquilo que consideravam justo ou injusto.

Durante as primeiras aulas, já deu pra perceber a participação ativa dos estudantes, ávidos em falar, dar opinião e participar das discussões. Diante disso, as propostas em sala foram todas reformuladas para que a turma pudesse ser protagonista da Eletiva, diminuímos a quantidade de aulas teóricas e partimos para os estudos práticos. 

A turma investigou documentos históricos, analisou constituições (Constituição de 1934 e o direito feminino), leis (Lei do Ventre Livre; Leis “da Vadiagem”; Leis Trabalhistas) e casos reais ligados à História do Brasil, debatendo temas como escravidão, cidadania, repressão política e direitos sociais. Entre as atividades desenvolvidas, destacou-se a análise coletiva de fontes históricas, a dinâmica de leitura em grupo e debates, na qual os estudantes assumiram papéis interpretativos e puderam perceber quais grupos sociais estavam incluídos e excluídos das normas jurídicas, bem como o papel importante da pressão social para criar fraturas nos sistemas vigentes.

Na etapa atual da eletiva, os estudantes estão organizados em grupos de acusação, defesa e júri para a realização do Tribunal da História, um júri simulado que discutirá o caso da extradição de Olga Benário durante o governo de Getúlio Vargas. A proposta tem mobilizado intensa participação dos alunos, que vêm realizando pesquisas em fontes históricas, construindo argumentos e refletindo sobre as relações entre legalidade, justiça e direitos humanos.

Mais do que uma atividade de encenação, o projeto busca desenvolver habilidades fundamentais como leitura crítica, pesquisa, escuta, argumentação e análise histórica, incentivando os estudantes a compreenderem que tanto a História quanto o Direito são campos marcados por disputas, interpretações e transformações sociais. 

Jogos sobre Biotecnologia

M1 M2 M3 Biotecnologia

Os estudantes da Eletiva de Biotecnologia estão desenvolvendo, em grupos, um projeto criativo que integra conhecimento científico, pesquisa e inovação: a construção de jogos com temáticas relacionadas à área da Biotecnologia.

A proposta tem como objetivo ampliar a compreensão dos conteúdos estudados de maneira dinâmica e colaborativa, incentivando os alunos a explorarem temas como genética, bioética, sustentabilidade, engenharia genética e aplicações da biotecnologia no cotidiano.

Durante o processo, os grupos são responsáveis pela pesquisa dos conteúdos científicos, elaboração das regras, desenvolvimento do design e criação das estratégias de interação dos jogos, exercitando habilidades como trabalho em equipe, resolução de problemas, pensamento crítico, criatividade e comunicação.

Além de favorecer a aprendizagem significativa, a atividade promove o protagonismo estudantil ao transformar conceitos científicos em experiências lúdicas e acessíveis. Ao final do percurso, os jogos serão apresentados e compartilhados durante o Ensino Médio de Portas Abertas, possibilitando a troca de conhecimentos entre os estudantes e a valorização das produções desenvolvidas ao longo da eletiva.

Design de Cartaz

M1 M2 M3 Artes Visuais

Nas últimas semanas, os estudantes da eletiva de Artes Visuais – Introdução ao Design estiveram desenvolvendo um projeto prático: a criação de cartazes para divulgação de shows e eventos culturais escolhidos pelos próprios alunos.

A proposta teve como objetivo colocar em prática os conteúdos e conceitos trabalhados ao longo do curso, especialmente o pensamento do design, entendendo o design gráfico como uma forma de comunicar ideias de maneira clara, intencional e visualmente interessante.

O processo começou com uma etapa de pesquisa e aprofundamento no universo de cada evento escolhido. Os estudantes investigaram e criaram um moodboard com  referências visuais relacionadas aos artistas, estilos musicais e públicos dos eventos, observando elementos como cores, símbolos, texturas, fotografias, tipografias e identidades visuais presentes nesse tipo de comunicação.

Em seguida, as turmas passaram para uma fase de experimentação e criação de ideias, desenvolvendo rascunhos de diferentes possibilidades de composição, em uma espécie de brainstorming. O objetivo foi incentivar os alunos a testar caminhos variados antes de decidir qual solução comunicava melhor a proposta do cartaz.

Na etapa final, os cartazes foram produzidos digitalmente no Canva, com uma proposta importante: utilizar a plataforma sem recorrer à inteligência artificial. Dessa forma, os próprios alunos selecionaram manualmente imagens, tipografias, cores e elementos gráficos, além de ajustarem composição, tamanhos, posicionamentos, transparências e efeitos visuais.  A ideia foi estimular um olhar mais atento para composição e organização visual, incentivando os alunos a experimentar, comparar possibilidades e fazer escolhas conscientes sobre como comunicar suas ideias.

O resultado desse processo poderá ser apreciado na mostra “Ensino Médio de Portas Abertas”, onde estarão expostos os cartazes produzidos pelas turmas, revelando a diversidade de temas e repertórios dos estudantes e os diferentes caminhos criativos desenvolvidos ao longo do projeto.

China e URSS

M2 Geografia

As turmas M2 estão estudando as transformações da ordem mundial ao longo do século XX e início do século XXI, com destaque para o papel da China e da antiga União Soviética nos contextos geopolíticos internacionais. As aulas abordam a Guerra Fria, a bipolarização do mundo entre Estados Unidos e URSS, a formação da Nova Ordem Mundial após o fim da União Soviética e os desdobramentos da chamada Novíssima Ordem Mundial, marcada pela multipolaridade, pelo fortalecimento da China e pelas novas disputas econômicas, tecnológicas e territoriais. Os alunos têm sido incentivados a compreender como esses processos históricos e geográficos ajudam a explicar os conflitos, alianças, fluxos econômicos e relações de poder que estruturam o mundo contemporâneo. Como isso tem relação, por exemplo, com as dinâmicas políticas atuais dos EUA e China, por exemplo.

Ciclo Celular

M2 Biologia

Nas últimas semanas, as turmas de M2 se dedicaram ao estudo do ciclo celular e da mitose, investigando os processos que permitem o crescimento, a renovação e a manutenção dos organismos vivos. Ao longo das aulas de Biologia, os estudantes analisaram as diferentes etapas do ciclo celular, compreenderam os mecanismos de divisão celular e identificaram a importância do controle desses processos para o funcionamento adequado do corpo.
As atividades envolveram observação de esquemas, resolução de desafios e construção de modelos explicativos que auxiliaram na visualização das etapas da mitose e na compreensão da organização do material genético durante a divisão celular. As turmas demonstraram grande envolvimento na interpretação dos fenômenos biológicos e no desenvolvimento de uma linguagem científica mais precisa.
Como desdobramento desse percurso, realizamos uma sequência didática sobre o câncer, relacionando o conteúdo estudado às situações reais de saúde e ciência contemporânea. Em uma proposta de aulas invertidas, os estudantes pesquisaram diferentes aspectos da doença, como fatores de risco, prevenção, tipos de câncer, tratamentos e avanços científicos, assumindo papel ativo na construção e compartilhamento do conhecimento.
As apresentações produzidas pelas turmas trouxeram informações relevantes, reflexões importantes e excelente participação coletiva, fortalecendo habilidades de pesquisa, comunicação e argumentação. O processo também estimulou a autonomia dos estudantes e ampliou a compreensão sobre a importância da ciência na promoção da saúde e da qualidade de vida.