Nas aulas de Abril da eletiva de Artes Visuais – Introdução ao Design, os estudantes deram continuidade ao desenvolvimento de habilidades essenciais para o pensamento criativo no design. Retomamos conceitos trabalhados anteriormente e aprofundamos a ideia de criatividade como processo, experimentando na prática estratégias como o brainstorming — geração livre de ideias — e a criação de painéis de referências visuais (moodboards), que ajudam a organizar inspirações e construir identidades visuais.
Em seguida, iniciamos o estudo da percepção visual, apresentando a Teoria da Gestalt e seus princípios, que explicam como nosso cérebro organiza as imagens. A partir dessa investigação, os alunos criaram ilustrações aplicando esses conceitos, refletindo sobre como organizar melhor elementos visuais e comunicar ideias com mais clareza.
E ainda começamos um projeto prático, no qual os estudantes irão desenvolver um cartaz para divulgar um show ou evento, utilizando os fundamentos explorados nas aulas. Na primeira etapa do projeto, escolheram seus temas de interesse e iniciaram pesquisas visuais, reunindo referências em moodboards que servirão como inspirações para suas criações.
As aulas seguem com bastante envolvimento da turma, que vem explorando ideias, experimentando soluções visuais e agora, se preparando para desenvolver um projeto autoral.
No último sábado, nosso bloco foi pra rua marcando a abertura simbólica do projeto institucional de 2026: “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”.
Mais do que uma celebração, o bloco é um disparador do nosso projeto de pesquisa. É ele que inaugura o tema do ano e coloca o corpo em ação como território de experiência, encontro e aprendizagem. Por isso, mais uma vez, realizamos o concurso de samba, convidando toda a comunidade escolar a compor, cantar e pensar junto. Entre os sambas inscritos, o escolhido foi “Um passo à frente”, de Carlos Fernando M. Silva e Moyses J. Cohen, tornando-se trilha, linguagem e pergunta.
O desfile contou com a bateria da escola e com a presença de estudantes, educadores e famílias, que chegaram fantasiados e engajados. Muitas das fantasias dialogavam diretamente com o tema do projeto, explorando o corpo em movimento, o jogo, a brincadeira, o esporte e a ginga como expressão cultural, simbólica e coletiva. Entrar na roda, aqui, foi aceitar o convite ao encontro.
E como todo bom dia de festa precisa de um pouco de cumplicidade do céu, São Pedro ajudou: a chuva só veio mais tarde, permitindo que o bloco ocupasse o espaço, dançasse, cantasse e celebrasse com tranquilidade.
Foi um dia muito feliz. Um dia de corpos presentes, de alegria compartilhada e de início de percurso. Um começo que reafirma nossa escolha por uma educação que reconhece o corpo como lugar de aprendizagem, o jogo como experiência e a cultura como linguagem viva.
Que venha 2026. Com ginga, com jogo e com o corpo inteiro em cena.
Pedimos aos que tiverem registros desse dia que os compartilhem conosco, no link abaixo.
Todo início de ano, parte dos nossos encontros pedagógicos com a equipe é destinada à leitura de textos e a discussões sobre o tema de estudo do ano.
Mas esses encontros não ficam apenas no campo teórico, há também a prática. Em nossa gincana, as equipes de Linguagens, Ciências, Humanidades, Educação Infantil, Artes e as de Fundamental e Médio criam atividades de sensibilização para o projeto e as compartilham entre si.
Nessa dinâmica, os professores ocupam o lugar de alunos, experimentando as propostas elaboradas por seus colegas, vivenciando jogos, dinâmicas e situações de aprendizagem. Além da experiência prática, há um espaço de troca entre os diferentes segmentos, que alimenta o coletivo com perguntas, ideias e possibilidades para o ano que se inicia.
Neste início de ano, damos as boas-vindas aos novos alunos do Fundamental II e do Ensino Médio.
Chegar a uma nova escola é sempre um tempo de adaptação, descobertas e novos encontros. Que a nossa escola seja, desde já, um espaço de escuta, pertencimento e construção coletiva, onde cada estudante possa encontrar seu lugar, fazer perguntas e seguir aprendendo junto. Estamos muito felizes com a chegada de vocês.
Bem-vindos!
Os primeiros dias de aula do Ensino Médio foram marcados por reencontros, sorrisos e muita conversa. Rever os amigos e compartilhar as novidades das férias trouxeram alegria e energia para o início do ano.
Também foi tempo de perceber as mudanças de turma, conhecer novos grupos e se adaptar às novas dinâmicas. Para os estudantes da M3, já é possível sentir o pensamento projetado para o fim do ano, seja por causa da formatura, seja por causa dos desafios da preparação para o vestibular, que exigirão foco e organização.
Outro momento importante foi o de descoberta e escolha das disciplinas eletivas, ampliando interesses e possibilidades de aprendizagem. Além disso, os estudantes retomaram os estudos com seus professores, conhecendo as propostas, os conteúdos e os projetos que serão desenvolvidos em 2026.
Recebemos também novos colegas, que chegam trazendo o frescor da novidade e histórias para compartilhar.
Que seja um ano prazeroso para todos e todas!
Iniciamos mais um ciclo de trabalho voltado à preparação para o vestibular, um tempo que exige foco, estratégia e amadurecimento acadêmico.
No último sábado, a M3 realizou seu primeiro simulado do Enem, exame produzido pelo Sistema Evolucional. Mais do que um treino, essa experiência representa uma importante oportunidade de diagnóstico formativo.
A partir dos resultados, que serão apresentados de forma detalhada por área de conhecimento e por habilidades avaliadas, teremos um panorama individualizado do desempenho de cada estudante. Essa leitura qualificada nos permitirá identificar pontos de consolidação e aspectos que ainda demandam investimento, orientando o planejamento pedagógico e as estratégias pessoais de estudo.
A correção segue a lógica da Teoria de Resposta ao Item (TRI), metodologia utilizada oficialmente no Exame Nacional do Ensino Médio. Isso significa que o resultado considera não apenas o número de acertos, mas também o padrão de coerência nas respostas – elemento fundamental para a composição da pontuação final.
Dos 29 estudantes da turma, contamos com a presença de 24 jovens neste primeiro momento avaliativo.
Foram encaminhados para o e-mail institucional de cada estudante os dados de acesso à plataforma Evolucional:
https://simulados.evolucional.com.br/entrar
Assim que os resultados forem divulgados, estudantes e famílias poderão acessar a plataforma para consultar o desempenho individual no exame.
Nas primeiras aulas da eletiva de Artes Visuais – Introdução ao Design, os estudantes foram apresentados aos principais conceitos do design.
Conversamos sobre o que é design, seus diferentes conceitos e possibilidades de atuação. Falamos um pouco sobre a história dessa atividade desde a Bauhaus, primeira escola de design, e sua evolução até os dias atuais. E ainda refletimos sobre algumas habilidades importantes para quem deseja pensar como designer: empatia, colaboração, criatividade e pensamento visual.
Para experimentar essas ideias na prática, os alunos participaram de atividades que exercitam a escuta e a comunicação visual. Em uma delas, realizaram “entrevistas ilustradas”, nas quais deveriam representar as respostas dos colegas apenas por meio de desenhos – um exercício de atenção, interpretação e criatividade.
Em outra atividade, encararam o “desafio da torrada”: representar, usando apenas imagens, um passo a passo para fazer uma torrada. O objetivo foi explorar como podemos comunicar ideias de forma clara através do desenho.
Essas primeiras aulas funcionam como uma preparação para projetos mais complexos que serão desenvolvidos ao longo do semestre, sempre explorando o design como uma forma de pensar, comunicar e criar soluções visuais para o mundo ao nosso redor.
O ciclo de estudos dedicado à anatomia e fisiologia humana consolidou conhecimentos sobre a organização e o funcionamento do corpo humano. Ao longo das aulas, os estudantes revisitaram diferentes sistemas do organismo, analisando como suas estruturas e funções atuam de forma integrada para manter o equilíbrio do corpo.
Como parte do processo de revisão, foram realizadas aulas invertidas, nas quais os alunos prepararam previamente conteúdos sobre alguns sistemas do corpo humano e, em sala, compartilharam explicações, dúvidas e conexões entre os temas estudados. A dinâmica favoreceu a participação ativa e o aprofundamento coletivo do aprendizado.
O encerramento do conteúdo incluiu um estudo mais detalhado dos sistemas imunológico, nervoso e endócrino. Os estudantes discutiram os mecanismos de defesa do organismo, os processos de comunicação e coordenação realizados pelo sistema nervoso e a regulação hormonal promovida pelo sistema endócrino, compreendendo como esses sistemas são essenciais para a manutenção da homeostase.
As atividades permitiram integrar conceitos vistos ao longo do ano passado e reforçaram a importância de compreender o corpo humano como um conjunto de sistemas interdependentes, que atuam de maneira coordenada para garantir o funcionamento adequado do organismo.
A turma M3 está praticando badminton nas aulas de Educação Física. Os alunos exploram os fundamentos desse esporte de raquete, trabalhando saques, deslocamentos rápidos e diferentes tipos de batidas. As atividades desenvolvem coordenação, agilidade e precisão.
A modalidade traz desafios interessantes e exige bastante concentração dos estudantes. A turma participa com entusiasmo, em aulas dinâmicas e cheias de aprendizado.
Nas Tribos do Ensino Médio iniciamos o ano com quatro perguntas disparadoras:
Qual é o seu medo?
Quem é o/a seu/sua adulto/a preferido/a? — alguém presente na sua rotina e que desperte bons sentimentos, podendo ser uma pessoa da família ou do entorno, desde que não seja outro adolescente;
Qual celebridade te influencia ou você admira? — uma forma de conhecer referências públicas que, de alguma maneira, inspiram os estudantes;
Qual é o seu sonho para 2026?
As perguntas funcionaram como ponto de partida para escuta, troca e aproximação entre o grupo, ajudando-nos a conhecer melhor quem são esses jovens, suas referências, afetos e expectativas para o ano.
Nas primeiras Tribos de M1, também nos dedicamos a atividades de integração e, mais recentemente, à construção de um mapa de sala, pensado coletivamente para favorecer a convivência, a organização do trabalho e a construção de novos vínculos ao longo do ano. Ficamos muito contentes em receber os novos alunos e buscamos criar oportunidades para que todos pudessem se conhecer melhor neste início de percurso. Para isso, realizamos um bingo humano e, na semana seguinte, uma roda de entrevistas rápidas, com perguntas abertas propostas pela Orientação desde “Qual sua melhor lembrança de infância?” até “Se você tivesse poderes mágicos, o que mudaria no seu país?”.
Com as turmas de M2 e M3, abrimos espaço para uma conversa cuidadosa sobre um caso recente de violência de gênero, promovendo reflexão, escuta e posicionamento responsável diante de temas tão relevantes.
Na semana que antecedeu a jornada avaliativa, voltamos nosso olhar para o uso do planner como um importante recurso de organização dos estudos e da vida pessoal, explorando também a possibilidade de utilizá-lo como um calendário emocional, que ajude os estudantes a se perceberem e se planejarem de forma mais consciente.
O terceiro ano chegou, e seguimos firmes com o planejamento estruturado para os três anos do Ensino Médio. Este será um período especialmente dedicado à preparação para os vestibulares, com foco no estudo e na revisão dos conteúdos mais recorrentes em Física.
Iniciamos com a retomada e o aprofundamento dos conceitos de Termologia, trabalhados no primeiro ano. Também concluiremos alguns tópicos de Dinâmica e, em breve, daremos início ao estudo de Eletromagnetismo, um dos conteúdos mais cobrados nos vestibulares, que será o foco das aulas até o segundo trimestre.
Após essa etapa, retomaremos outros temas importantes, como Ondas e Óptica, entre outros.
Será um ano intenso, mas cuidadosamente planejado para que nossos estudantes estejam cada vez mais preparados para os processos de ingresso no Ensino Superior.
Nas ultimas semanas, a M3 concluiu o arco histórico da industrialização nacional, partindo das bases lançadas por Vargas e JK para analisar a política econômica até os dias atuais.
Discutimos os processos de desconcentração industrial, a abertura econômica da década de 1990 e o fenômeno da desindustrialização precoce.
O objetivo foi fornecer aos alunos uma compreensão sistêmica de como o Brasil se posiciona na Divisão Internacional do Trabalho (DIT) hoje, capacitando-os para interpretar os indicadores econômicos e sociais que frequentemente aparecem nos vestibulares.
Nos últimos encontros, nos dedicamos ao estudo dos movimentos circulares e da força centrípeta, como base para a melhor compreensão dos conceitos da Gravitação Universal.
A Gravitação Universal é uma área da Física que estuda o movimento dos corpos celestes e os efeitos da gravidade. Abordamos as Leis de Kepler e analisamos o movimento da Terra e dos demais planetas ao redor do Sol. Observamos que o movimento de translação ocorre em uma trajetória elíptica, com velocidade variável, e compreendemos que essa variação não determina as estações do ano, ou seja, não é verão quando a Terra está mais próxima do Sol, nem inverno quando está mais distante. Se assim fosse, teríamos as mesmas estações nos dois hemisférios, o que não ocorre. As estações do ano estão relacionadas à inclinação do eixo da Terra ao longo de sua translação.
Aproveitando a empolgação com a missão Artemis II, discutimos a velocidade necessária para que um foguete pudesse vencer a gravidade terrestre, chamada de velocidade de escape, além da trajetória planejada pela NASA para tornar esse processo mais eficiente.
Vivemos um momento histórico, em que a humanidade volta a expandir suas fronteiras no espaço, e a Física nos ajuda a compreender os princípios por trás dessas conquistas.
Dando continuidade às aulas de Teatro no Ensino Médio, avançamos para uma etapa centrada no protagonismo discente, na qual os estudantes assumem o papel de pesquisadores e condutores do processo. Organizados em grupos, os alunos investigaram, vivenciaram e ampliaram o repertório de jogos teatrais da turma, aprimorando competências de didática e mediação grupal.
Cada equipe estruturou sequências de quatro atividades, contemplando as categorias: aquecimento, roda, espaço e palco x plateia. Ao longo dos próximos encontros, os estudantes explorarão dimensões essenciais da prática docente, como a clareza na exposição das regras, a gestão do tempo, o domínio do espaço cênico e a mediação de reflexões sobre a função de cada dinâmica. Mais do que a prática lúdica, a proposta permitirá ao estudante ‘ensinar o jogo’, transformando a sala de aula em um território de autonomia, escuta ativa e responsabilidade compartilhada.
Entre os dias 11 e 15 de maio, a Escola Sá Pereira realizou a Semana Diálogos sobre Gênero, um encontro construído por muitas mãos e marcado pela parceria entre escola e famílias, movidas pelo desejo comum de refletir sobre a formação que queremos oferecer às nossas crianças e jovens diante de questões tão urgentes do nosso tempo.
Ao longo da semana, nossa comunidade participou de oficinas e conversas sobre os direitos das mulheres, a presença feminina no esporte e as relações entre meninos e meninas, reafirmando princípios fundamentais do nosso projeto pedagógico: o respeito às diferenças, o cuidado nas relações, a convivência democrática e a construção de uma sociedade mais justa e acolhedora.
Mais do que os temas discutidos, gostaríamos de destacar a forma como esse processo foi construído: por meio da escuta, da participação coletiva e do diálogo entre escola e famílias, uma marca tão importante da nossa escola.
Nosso agradecimento especial a todas as pessoas que tornaram essa semana possível. À Geovana Pires, que abriu a programação com a oficina A poesia formando coletivos para as famílias e com a apresentação de Perigosas Damas para os estudantes da F9 e do Ensino Médio. À Jaqueline Silva, medalhista olímpica do vôlei de praia e às nossas alunas atletas Martina Casé, Maria Ester, Pietra Oliveira, Leticia Helal e Sofia Barbosa, que compartilharam suas trajetórias e reflexões no encontro sobre meninas no esporte. À Daniela Braga, pela vivência de dança com os jovens da M3. E à promotora Gabriela Lusquinos, que encerrou a programação dialogando com os estudantes do Fundamental II sobre misoginia, cyberbullying, uso das telas e os desafios do convívio contemporâneo.
Seguimos acreditando na importância de criar espaços de encontro, escuta e diálogo para fortalecer uma educação mais humana, sensível e comprometida com o cuidado coletivo.
Neste momento, as aulas de Teatro avançam para uma etapa de inversão de papeis: os estudantes assumem o lugar de educadores. Inspirados pelo pensamento de Paulo Freire, vivenciamos a ideia de que “quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender”. Ao conduzirem as atividades, os alunos experimentam a docência, transformando o aprendizado em uma troca horizontal e colaborativa.
O próximo passo desse processo será a organização da nossa Aula Aberta para o evento Ensino Médio de Portas Abertas. Na ocasião, os estudantes ministrarão as aulas para a comunidade escolar, utilizando o repertório de jogos investigados e compartilhados durante o semestre. Mais do que uma demonstração, a aula aberta será o momento de compartilhar com o público o prazer do jogo e a potência do fazer artístico coletivo.
A M3 está desenvolvendo seus estudos sobre os temas da Geografia Urbana, abordando os principais conceitos e processos relacionados à urbanização e à organização das cidades. Ao longo das aulas, os estudantes têm analisado temas como crescimento urbano, metropolização, segregação socioespacial, mobilidade urbana, redes urbanas, favelização, planejamento urbano e os impactos ambientais nas cidades. Também vêm sendo discutidas as desigualdades presentes no espaço urbano e as diferentes formas de uso e apropriação da cidade, relacionando os conteúdos à realidade brasileira e mundial. Nosso objetivo principal é ampliar a compreensão crítica dos alunos sobre os desafios urbanos contemporâneos e sobre a importância das cidades nas dinâmicas econômicas, sociais e políticas do mundo atual. Esse tema é um dos mais relevantes para o vestibular, sendo amplamente cobrado não apenas nas questões múltipla-escolha, mas também na fase discursiva da UERJ. Além disso, é um tema bastante relevante para ter como repertório para as redações.
Ao longo dos últimos 4 meses, os estudantes da eletiva História e Direito mergulharam em uma proposta investigativa que articula reflexão histórica, análise jurídica, pesquisa e argumentação crítica. Partindo da leitura e discussão de textos historiográficos, especialmente das reflexões da historiadora Silvia Hunold Lara, os alunos analisaram como as leis são construções históricas e como diferentes sociedades definiram, ao longo do tempo, aquilo que consideravam justo ou injusto.
Durante as primeiras aulas, já deu pra perceber a participação ativa dos estudantes, ávidos em falar, dar opinião e participar das discussões. Diante disso, as propostas em sala foram todas reformuladas para que a turma pudesse ser protagonista da Eletiva, diminuímos a quantidade de aulas teóricas e partimos para os estudos práticos.
A turma investigou documentos históricos, analisou constituições (Constituição de 1934 e o direito feminino), leis (Lei do Ventre Livre; Leis “da Vadiagem”; Leis Trabalhistas) e casos reais ligados à História do Brasil, debatendo temas como escravidão, cidadania, repressão política e direitos sociais. Entre as atividades desenvolvidas, destacou-se a análise coletiva de fontes históricas, a dinâmica de leitura em grupo e debates, na qual os estudantes assumiram papéis interpretativos e puderam perceber quais grupos sociais estavam incluídos e excluídos das normas jurídicas, bem como o papel importante da pressão social para criar fraturas nos sistemas vigentes.
Na etapa atual da eletiva, os estudantes estão organizados em grupos de acusação, defesa e júri para a realização do Tribunal da História, um júri simulado que discutirá o caso da extradição de Olga Benário durante o governo de Getúlio Vargas. A proposta tem mobilizado intensa participação dos alunos, que vêm realizando pesquisas em fontes históricas, construindo argumentos e refletindo sobre as relações entre legalidade, justiça e direitos humanos.
Mais do que uma atividade de encenação, o projeto busca desenvolver habilidades fundamentais como leitura crítica, pesquisa, escuta, argumentação e análise histórica, incentivando os estudantes a compreenderem que tanto a História quanto o Direito são campos marcados por disputas, interpretações e transformações sociais.
Os estudantes da Eletiva de Biotecnologia estão desenvolvendo, em grupos, um projeto criativo que integra conhecimento científico, pesquisa e inovação: a construção de jogos com temáticas relacionadas à área da Biotecnologia.
A proposta tem como objetivo ampliar a compreensão dos conteúdos estudados de maneira dinâmica e colaborativa, incentivando os alunos a explorarem temas como genética, bioética, sustentabilidade, engenharia genética e aplicações da biotecnologia no cotidiano.
Durante o processo, os grupos são responsáveis pela pesquisa dos conteúdos científicos, elaboração das regras, desenvolvimento do design e criação das estratégias de interação dos jogos, exercitando habilidades como trabalho em equipe, resolução de problemas, pensamento crítico, criatividade e comunicação.
Além de favorecer a aprendizagem significativa, a atividade promove o protagonismo estudantil ao transformar conceitos científicos em experiências lúdicas e acessíveis. Ao final do percurso, os jogos serão apresentados e compartilhados durante o Ensino Médio de Portas Abertas, possibilitando a troca de conhecimentos entre os estudantes e a valorização das produções desenvolvidas ao longo da eletiva.
Nas últimas semanas, os estudantes da eletiva de Artes Visuais – Introdução ao Design estiveram desenvolvendo um projeto prático: a criação de cartazes para divulgação de shows e eventos culturais escolhidos pelos próprios alunos.
A proposta teve como objetivo colocar em prática os conteúdos e conceitos trabalhados ao longo do curso, especialmente o pensamento do design, entendendo o design gráfico como uma forma de comunicar ideias de maneira clara, intencional e visualmente interessante.
O processo começou com uma etapa de pesquisa e aprofundamento no universo de cada evento escolhido. Os estudantes investigaram e criaram um moodboard com referências visuais relacionadas aos artistas, estilos musicais e públicos dos eventos, observando elementos como cores, símbolos, texturas, fotografias, tipografias e identidades visuais presentes nesse tipo de comunicação.
Em seguida, as turmas passaram para uma fase de experimentação e criação de ideias, desenvolvendo rascunhos de diferentes possibilidades de composição, em uma espécie de brainstorming. O objetivo foi incentivar os alunos a testar caminhos variados antes de decidir qual solução comunicava melhor a proposta do cartaz.
Na etapa final, os cartazes foram produzidos digitalmente no Canva, com uma proposta importante: utilizar a plataforma sem recorrer à inteligência artificial. Dessa forma, os próprios alunos selecionaram manualmente imagens, tipografias, cores e elementos gráficos, além de ajustarem composição, tamanhos, posicionamentos, transparências e efeitos visuais. A ideia foi estimular um olhar mais atento para composição e organização visual, incentivando os alunos a experimentar, comparar possibilidades e fazer escolhas conscientes sobre como comunicar suas ideias.
O resultado desse processo poderá ser apreciado na mostra “Ensino Médio de Portas Abertas”, onde estarão expostos os cartazes produzidos pelas turmas, revelando a diversidade de temas e repertórios dos estudantes e os diferentes caminhos criativos desenvolvidos ao longo do projeto.