
Pescaria, bola na lata, corrida de saco e tantas outras brincadeiras tradicionais convidaram crianças e adultos a brincar pelo simples prazer de brincar, torcer, rir, experimentar e estar junto.
E não podemos deixar de agradecer às famílias que fizeram da nossa mesa de quitutes uma verdadeira celebração da partilha. Cada prato preparado e trazido com carinho ajudou a compor uma festa mais saborosa, acolhedora e generosa.
Uma festa como essa só acontece porque cada um participa um pouquinho. Obrigada a nossa equipe pedagógica e a todas as famílias que estiveram conosco e colaboraram para fazer da nossa Festa Julina um encontro da cultura popular, cheio de afeto e boas memórias!
As turmas do Ensino Médio participaram de uma tribo diferente na última semana. Com o intuito de aproximar a Coordenação de Diversidade e Criticidade Racial dos nossos alunos, Camila Amora e Dáhlia pensaram em 4 encontros que acontecerão ao longo do segundo semestre.
A Festa Junina da Sá Pereira contou com uma grande participação dos estudantes do Ensino Médio, que marcaram presença ao longo de toda a programação. No horário do segmento, a mesa de comidas e bebidas ficou repleta de contribuições das famílias e dos estudantes, fortalecendo o clima de convivência e colaboração.
A turma da M3 também viveu um momento especial. Mesmo organizada na véspera da festa, a participação na dança coletiva tornou-se uma lembrança marcante deste último ano na Educação Básica. Para a estudante Manuela, “foi um dos momentos em que a turma se mostrou mais unida até aqui. Foi muito bom dançar”. Ela também destacou que a venda dos copos e quitutes atingiu as metas da turma, contribuindo para a realização da festa de formatura.
Outro destaque foi a participação inédita da banda formada na Oficina de Música, por meio do Projeto Brasil Adentro, sob a regência do professor João Santos. A apresentação ampliou o protagonismo dos estudantes e animou o público de todas as idades.
Maria Letícia (M1A) ressaltou que foi especial “estar no lugar de protagonismo, tocando e interagindo com o público”. Raiane (M2B) destacou que a experiência tornou a festa “muito mais legal”, lembrando com carinho da energia da ciranda e do sentimento coletivo que ela desperta. Para Nina (M2A), o repertório musical “animou todas as idades”. Já Pablo (M2A) definiu a apresentação como “uma experiência alegre para todos” e afirmou que participar das Oficinas de Música foram “as experiências mais marcantes” de sua trajetória na Sá Pereira.
A Festa Junina reafirmou a importância de estarmos juntos nos eventos pedagógicos, promovendo a cultura e o protagonismo estudantil na construção da vida escolar.
A leitura de Ainda Estou Aqui, de Marcelo Rubens Paiva, ganhou novos sentidos em uma roda de conversa marcada pelo envolvimento dos estudantes, pela qualidade das apresentações e pela participação ativa do público. Foi um daqueles dias de sala cheia, não apenas de pessoas, mas de perguntas, memória e vontade de conversar sobre o que a literatura provoca.
Ao longo do encontro, os estudantes demonstraram um forte engajamento com a obra, trazendo suas impressões, interpretações e questões para a conversa. A desenvoltura nas apresentações revelou o percurso de leitura realizado e a capacidade de transformar a experiência individual com o livro em uma construção coletiva de sentidos.
A roda de conversa foi, assim, uma experiência de aprendizagem em que ler significou também falar, escutar, questionar e compartilhar.
As turmas de M2 desenvolveram um ciclo integrado de estudos sobre o petróleo, uma proposta pensada para ampliar a relação das/os estudantes com o conhecimento científico, econômico e ambiental por meio de práticas investigativas e reflexivas.
Nas aulas teóricas e no laboratório, a turma investigou a química dos hidrocarbonetos, analisando a solubilidade dos derivados do petróleo a partir do contexto do crime ambiental ocorrido na Bacia de Campos em 2011. Além disso, realizaram experimentos comparativos sobre a combustão do álcool e da gasolina, examinando os diferentes efeitos, emissões e impactos do uso de combustíveis fósseis e renováveis.
Aprofundando a discussão, a turma refletiu sobre as implicações sociais e geopolíticas do tema a partir da leitura do texto de Alberto Acosta e da realização de um Cine Debate com o filme Azul Petróleo. A atividade possibilitou analisar criticamente o “paradoxo da abundância”, o extrativismo e os desafios para uma transição ecológica sustentável.
Esse movimento permitiu conectar os conceitos de química, prática experimental e consciência cidadã, fortalecendo a autonomia, o pensamento crítico e uma compreensão mais integrada sobre o papel da ciência na sociedade.
No dia 31 de julho, recebemos na escola a professora Malena Hor-Meyll e estudantes do projeto de extensão do LADiFF (Laboratório Didático de Física) para uma atividade especial com as turmas de M2 e M3.
O encontro ampliou os estudos sobre óptica desenvolvidos no currículo de Física pelo professor Rodrigo Guimarães, aproximando os estudantes de experiências e discussões que conectam os conhecimentos da escola a temas contemporâneos da ciência.
Em um dos momentos da atividade, as turmas foram convidadas a refletir sobre criptografia quântica, explorando como conceitos da Física podem estar relacionados a tecnologias que fazem parte das pesquisas científicas atuais.
Foi uma oportunidade de aprender Física de forma investigativa, ampliar repertórios e perceber como os conhecimentos trabalhados em sala podem abrir caminhos para compreender e imaginar o futuro da ciência e da tecnologia.
No último mês, os estudantes da M2, em Língua Portuguesa, conheceram as características do movimento naturalista e avançaram na leitura de O Cortiço, de Aluísio Azevedo. O livro será o tema do segundo Exame de Qualificação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Além da leitura, realizamos também discussões sobre cada um dos capítulos e dos textos teóricos de Luiz Antonio Simas e José Falero sobre o ambiente político e cultural do século XIX. Ainda nas aulas de literatura, utilizamos os últimos encontros desse mês para organizar os trabalhos que foram apresentados na Feira Literária, que ocorreu em agosto desse ano.
Nas primeiras aulas da Eletiva de Teatro do Ensino Médio, realizamos exercícios de atenção, concentração e criatividade, buscando criar um espaço de encontro para que os estudantes pudessem se conhecer enquanto grupo. Esse primeiro momento foi importante para estabelecer uma dinâmica de trabalho coletivo e preparar a turma para o processo de criação que desenvolveremos ao longo das aulas.
Em seguida, fizemos a leitura dramatizada de O Bem-Amado, de Dias Gomes, texto escolhido ainda no primeiro semestre para a montagem. A leitura foi nosso primeiro contato coletivo com a obra e abriu espaço para conhecer a história, experimentar as vozes dos personagens e começar a pensar nos caminhos da nossa adaptação. Ao final desse processo, os estudantes escolheram os personagens que gostariam de interpretar e formamos o elenco.
Nas próximas aulas, iniciaremos o processo de montagem do espetáculo. Além de atuar, os estudantes serão convidados a se dividir em equipes de trabalho (cenário, figurino, trilha sonora, iluminação e programação visual ) e a participar das escolhas que darão forma à encenação. A proposta é construir coletivamente e de maneira autoral a nossa montagem de O Bem-Amado, compreendendo o espetáculo como resultado das diferentes ideias, experimentações e escolhas que surgem ao longo do processo de criação.
Nos primeiros encontros da Eletiva de Dança, começamos por uma pergunta que será fundamental para o percurso do grupo: o que significa escutar? Escutamos apenas com os ouvidos ou também com os olhos, com a atenção e com o corpo? A partir dessa provocação, os alunos participaram de jogos de composição e criação coletiva nos quais precisaram observar o outro, estabelecer conexões entre os corpos e investigar planos, formas e simetrias. Aos poucos, fomos percebendo que dançar também pressupõe disponibilidade para perceber aquilo que acontece ao nosso redor.
Em seguida, uma nova pergunta conduziu a investigação: o que faz um corpo falar sem palavras? Medo, espera, saudade, comemoração, recusa e até um pedido de desculpas foram transformados em gestos e movimentos. Cada aluno escolheu uma resposta corporal e experimentou repeti-la, ampliá-la, diminuí-la e transformá-la, descobrindo como uma experiência ou um sentimento pode se tornar matéria para a criação artística.
Foi a partir dessas experiências que chegamos ao Tanztheater, ou dança-teatro, e começamos a conhecer um percurso da dança que aproxima movimento, teatralidade e questões da experiência humana. A apreciação de diferentes obras, entre elas A Mesa Verde, de Kurt Jooss, abriu espaço para observar como escolhas estéticas e corporais podem também falar sobre a vida, a sociedade e seu tempo.
Agora, uma nova palavra começa a atravessar nossas investigações: instantes. Afinal, de quantos instantes somos feitos? E, se pudéssemos escolher um deles para transformar em movimento, que instante de nossa própria vida gostaríamos de dançar?
As turmas de M2 desenvolveram um ciclo integrado de estudos sobre o petróleo, uma proposta pensada para ampliar a relação das/os estudantes com o conhecimento científico, econômico e ambiental por meio de práticas investigativas e reflexivas. Nas aulas teóricas e no laboratório, a turma investigou a química dos hidrocarbonetos, analisando a solubilidade dos derivados do petróleo a partir do contexto do crime ambiental ocorrido na Bacia de Campos em 2011. Além disso, realizaram experimentos comparativos sobre a combustão do álcool e da gasolina, examinando os diferentes efeitos, emissões e impactos do uso de combustíveis fósseis e renováveis. Aprofundando a discussão, a turma refletiu sobre as implicações sociais e geopolíticas do tema a partir da leitura do texto de Alberto Acosta e da realização de um Cine Debate com o filme Azul Petróleo. A atividade possibilitou analisar criticamente o “paradoxo da abundância”, o extrativismo e os desafios para uma transição ecológica sustentável. Esse movimento permitiu conectar os conceitos de química, prática experimental e consciência cidadã, fortalecendo a autonomia, o pensamento crítico e uma compreensão mais integrada sobre o papel da ciência na sociedade.
Nas práticas científicas, a resposta é um produto de um conjunto de perguntas feitas. As perguntas falam do processo de criação nas ciências. Elas falam de todo um trabalho na produção do conhecimento e são elas que nos permitem pôr o pensamento em movimento.
Fazer uma boa pergunta não tem a ver com o quanto eficiente ela é. Fazer uma boa pergunta tem a ver com a possibilidade de abrir para o que não conhecemos, para o que temos curiosidade em nos aprofundar. Através da pesquisa, perguntar é essencial para mantermos o diálogo uns com os outros.
Em nossas aulas de projeto, estamos nos voltando para formulação de boas perguntas. Para isso, cada grupo de estudantes debateu acerca de uma pergunta presente em jogos de perguntas. No exercício, as/os estudantes deveriam analisar a construção textual da pergunta presente nas cartas dos jogos e pensar nas possibilidades abertas por elas para o diálogo. Das cartas sorteadas, cada grupo selecionou perguntas e elaborou sua própria de interesse a partir das selecionadas.
Entre meados de agosto e o final de setembro, as Tribos de F9, M1, M2 e M3 foram espaços de diálogo, reflexão e construção coletiva, acolhendo questões importantes para a convivência e a formação dos nossos estudantes.
Nos encontros dedicados ao Ubuntu, contamos com a participação de Camila Amora, nossa coordenadora de Diversidade e Criticidade Racial, em um trabalho planejado em parceria com a Orientação. A partir de diferentes situações, os estudantes debateram temas como liberdade de expressão e discurso de ódio, direitos individuais e deveres coletivos. Organizados em pequenos grupos, construíram mapas de ideias, identificaram pontos de convergência e divergência e compartilharam, em roda, as questões que mais mobilizaram cada turma.
Em algumas Tribos de M1 e M3, também houve espaço para o relaxamento. Durante 20 a 30 minutos, os estudantes foram convidados a perceber o próprio corpo, desacelerar e se deixar conduzir por uma fantasia guiada, explorando a imaginação e encontrando uma pausa para as tensões da semana.
A cultura do cancelamento foi outro tema que provocou conversas e reflexões. A partir do vídeo “Cultura do cancelamento: qual é a sua opinião?” publicado pela GNT e de perguntas propostas pela Orientação, os estudantes discutiram situações presentes tanto no ambiente virtual quanto nas relações cotidianas, ampliando o olhar sobre nossas atitudes e a maneira como nos relacionamos com os outros.
Além dessas propostas, as Tribos seguem acolhendo as questões trazidas espontaneamente pelos próprios estudantes e os inevitáveis Mapas de Sala, que ajudam a reorganizar as dinâmicas pedagógicas. São oportunidades para negociar combinados, assumir responsabilidades e fortalecer o compromisso coletivo com a aprendizagem.
Assim, as Tribos se consolidam como espaços importantes de escuta, troca e exercício da convivência, nos quais aprender também significa refletir sobre si, reconhecer o outro e construir formas mais respeitosas de estar junto.
Desde o início do semestre, os estudantes vêm aprofundando seus conhecimentos nas áreas de ecologia básica, ecologia política e meio ambiente. Nesse percurso, já definiram seus territórios de investigação em sala de aula e participaram de uma conversa com um professor convidado sobre as Unidades de Conservação, sua história e importância para a cidade do Rio de Janeiro. Também estudaram as relações ecológicas, as cascatas tróficas e a educação ambiental, considerando suas diferentes identidades no Brasil.
Esse percurso de formação teórica é fundamental para que, ao partirem para a prática, possam estabelecer relações entre os conteúdos estudados em sala de aula e as experiências vivenciadas no território. O objetivo é que, ao final desse processo, sejam capazes de elaborar um roteiro pedagógico para uma trilha, articulando os conhecimentos construídos ao longo das aulas e transformando a teoria em prática.
Como a fome se estrutura em nosso território? É possível transformar a realidade apenas com caridade, ou precisamos falar sobre justiça social? Como a arte traduz esse tema? Foi a partir de provocações como essas que os alunos da eletiva Geografia da Fome percorreram um percurso interdisciplinar e intertextual para compreender as raízes sociais e territoriais da desigualdade no Brasil. Cruzando literatura, cinema e teoria social, mergulhamos na leitura crítica da introdução de Geografia da Fome, de Josué de Castro, e do manifesto Estética da Fome, de Glauber Rocha, provocando reflexões importantes sobre o debate entre a caridade e a busca por uma verdadeira justiça social. Para dar corpo e imagem a essas discussões iniciadas, analisamos trechos do filme Deus e o Diabo na Terra do Sol, fazendo pausas estratégicas que se tornaram o ponto alto do percurso. A ideia foi desenvolver nos estudantes múltiplas possibilidades de leitura do tema, tentando conectar os conceitos teóricos à forte linguagem audiovisual. Foi um período de trocas bastante interessantes, em que a turma não apenas adquiriu repertório acadêmico, mas também desenvolveu um olhar ético, empático e analítico sobre o nosso país. E é por esse caminho que seguiremos nas próximas semanas.
Depois das primeiras investigações sobre escuta, gesto e memória, chegamos ao título do nosso trabalho: INSTANTE. Os alunos buscaram palavras que rimassem com ele: restantes, estantes, picantes, e, a partir da sonoridade e da métrica dessas palavras, criaram uma brincadeira de gestos e movimentos que começa a compor nosso trabalho.
A música “Fala”, na voz de Ney Matogrosso, também entrou em cena para provocar uma discussão sobre a necessidade de falar e de ser escutado nas relações que estabelecemos. A partir daí, começamos a transformar essas questões em movimentos. Outra investigação trouxe para o corpo as pressões estéticas às quais somos constantemente expostos, especialmente pelas redes sociais. Gestos de comparação, exposição e transformação começaram a aparecer como uma crítica a esse bombardeio de imagens e padrões.
Mais adiante, vamos olhar também para os amores e para as diferentes formas de nos relacionarmos com as pessoas ao longo da vida, pensando nas marcas que esses encontros deixam em nós.
Entre palavras, gestos, afetos, incômodos e relações, a coreografia começa a ganhar corpo. Estamos criando os nossos instantes.