O reencontro das nossas crianças e jovens foi marcado por muito afeto e alegria. Nesta primeira semana, compartilharam viagens, histórias e, aos poucos, foram retomando a rotina escolar.
Mais do que rever amigos, este momento reafirma a importância de estar em grupo, de aprender e crescer no coletivo, construindo laços que fortalecem a experiência escolar.
Nas próximas semanas, estarão envolvidos com novos projetos de pesquisa, o evento literário de F2 ao Ensino Médio, a mostra de artes da Pereirinha e muitas outras vivências que nos esperam.
Aguardem!
Turma do Baú (TAT)
O livro Guilherme Augusto Araújo Fernandes, de Mem Fox e Julie Vivas, vem rendendo desdobramentos para a Turma do Baú. A história, que fala sobre memórias e afetos, inspirou uma atividade especial: uma caça ao tesouro.
As crianças foram convidadas a procurar, em diferentes cantinhos da escola, os cinco elementos encontrados pelo protagonista para ajudar Dona Antônia a reencontrar suas lembranças: conchas, marionete, medalha, bola e ovo. A cada descoberta, os pequenos celebraram com entusiasmo, relacionando o objeto encontrado à narrativa ou às próprias experiências.
A proposta possibilitou o contato com a literatura de forma criativa e prazerosa, estimulando a imaginação, a atenção, a memória e a linguagem oral dos pequenos. Além disso, favoreceu o trabalho em grupo, a cooperação e o desenvolvimento da curiosidade investigativa.
A caça ao tesouro transformou-se em um momento de construção de sentidos, em que os objetos da história ganharam vida no cotidiano da turma, conectando literatura, brincadeira e conhecimento de forma significativa.
A Educação Infantil e o primeiro ano do Fundamental I deram início aos festejos com um cortejo de maracatu, abrindo caminho para a entrada dos passarinhos do berçário, que perfumaram o espaço com raminhos de alecrim. Em seguida, as crianças brincaram com calangos rimados, bonecos gigantes e adivinhações de bichos, celebrando o saber popular com criatividade. A chegada do Boi Foguetinho, criação do Ateliê da Pereirinha, emocionou o terreiro, seguido pela dança do Jongo com as turmas do F1, que encantaram os pequenos da EI.
As barraquinhas de brincadeiras também fizeram a alegria da criançada, assim como a mesa colaborativa repleta de quitutes típicos, preparados com carinho por toda a comunidade escolar.
Para finalizar, famílias e crianças se reuniram numa grande Ciranda, celebrando juntos a força do coletivo. Foi uma festa feita de pano, papel e imaginação, e também de memória, afeto e pertencimento. Que venham mais encontros como esse.
Viva o São João da primeira infância! Viva a cultura popular que forma e transforma!
A Festa Junina da Sá Pereira é muito mais do que uma comemoração: é um ato pedagógico, afetivo e cultural. Celebrar esse festejo popular é reconhecer a força da memória coletiva, da oralidade, da música e da dança como formas legítimas de produção de conhecimento.
Ao valorizar as tradições nordestinas, as narrativas do povo do campo, os ritmos afro-indígenas e as expressões regionais, a festa se alinha profundamente ao nosso projeto institucional de 2025 — “Arte e Memória: é preciso relembrar o antes para inventar o depois?”
Nesse encontro entre o ancestral e o contemporâneo, promovemos o pertencimento, a escuta, o respeito às culturas populares e a valorização das raízes que nos formam enquanto sujeitos e enquanto escola.
Brincar é memória viva, arte é pertencimento.

Após o período de recesso, a Turma do Baú retornou cheia de histórias e reencontros. Para marcar esse momento especial, as crianças foram convidadas a transformar uma caixa de papelão em um baú de memórias.
Munidas de rolinhos e tintas, cada criança pintou o seu bauzinho — um espaço simbólico onde serão guardadas, ao longo do semestre, vivências significativas, produções artísticas, objetos afetivos e lembranças que marcaram suas trajetórias.
Atividades como essa promovem o desenvolvimento da expressão artística, da coordenação motora ampla e fina, do reconhecimento de formas, cores e texturas, além de fortalecerem a identidade, a autoestima e o sentimento de pertencimento ao grupo.
Nosso baú está pronto para guardar novas histórias, sentimentos e descobertas. Que venham os próximos capítulos dessa jornada!
A Turma do Baú retomou as pesquisas iniciadas no primeiro semestre, revisitando memórias e aprendizados que serviram de ponto de partida para novas criações artísticas. As cabaças do conto africano “O Baú das Histórias”, também observadas na instalação da artista Mônica Ventura, inspiraram as crianças em pinturas e intervenções artísticas sobre elas. Já o grande baú visto no Museu Carmen Miranda despertou o desejo coletivo de transformar uma grande caixa em um baú pintado, que ganhará vida nas próximas semanas.
O processo de revisitar e expandir o que foi aprendido anteriormente propõe a ampliação do repertório cultural das crianças, o estímulo à imaginação e à sensibilidade estética e o desenvolvimento de diferentes formas de expressão. Ao integrar experiências já vividas com novas experimentações, as crianças aprofundam suas interpretações do mundo, exercitam a criatividade e fortalecem a autoria nas produções artísticas.
Todas essas criações farão parte da nossa Mostra de Artes, que será realizada no dia 30 de agosto. Será um momento especial para compartilhar com as famílias e a comunidade escolar o percurso criativo e as descobertas da turma.
A turma participou de uma atividade especial que uniu Arte e Matemática: a construção de um jogo da memória a partir de imagens de artistas que conheceram ao longo do projeto. Cada carta trazia o rosto de um artista, permitindo às crianças revisitarem suas descobertas, fortalecerem a memória e desenvolverem a atenção.
O jogo promoveu aprendizagens relacionadas à Matemática. Ao organizar, comparar e associar as cartas, as crianças exercitam noções de sequência, simetria, contagem, correspondência e classificação, importantes para a construção do pensamento lógico-matemático.
A atividade também lhes possibilitou ampliar o repertório cultural e reconhecer a diversidade das expressões artísticas, valorizando diferentes linguagens e contextos. Assim, a experiência foi além da brincadeira: aproximou as crianças da arte por meio do jogo, despertando curiosidade, memória e raciocínio lógico de forma lúdica e significativa.
Turma do Baú (TAT)
A Turma do Baú finalizou os preparativos para a nossa Mostra de Artes! Ao longo do processo, as crianças participaram ativamente, vivenciando cada etapa de criação e organização. Este envolvimento fez com que se apropriassem de suas produções, conhecendo o sentido e a importância de cada trabalho apresentado.
Agora, tudo está pronto para compartilhar com vocês esse percurso de descobertas e criações. Convidamos as famílias a estarem conosco no próximo sábado, para apreciar de perto as produções das crianças e celebrar juntos essa experiência tão especial.
A Pereirinha abriu suas portas para a Mostra de Artes do projeto “Arte e Memória: é preciso relembrar o antes para inventar o depois?”. Os corredores da escola se encheram de trabalhos das crianças mostrando o caminho percorrido pelas turmas em suas pesquisas.
As crianças receberam suas famílias com alegria, conduzindo-as como verdadeiras anfitriãs. Orgulhosas, contaram sobre suas produções, explicaram os processos e dividiram experiências que vivenciaram com carinho ao longo do projeto.
A cada olhar emocionado, a cada conversa entre as gerações, ficou evidente que a Mostra de Artes, mais do que uma exposição, foi um encontro muito especial de trocas e de aprendizados.
A Turma do Baú viveu um momento cheio de encantamento com a leitura do livro Guilherme Augusto Araújo Fernandes, de Mem Fox e Julie Vivas. A história narra a jornada de um menino sensível que ajuda sua vizinha idosa, Dona Antônia, a reencontrar memórias esquecidas por meio de objetos e lembranças significativas, revelando que a memória se constrói nas relações e nas experiências vividas.
O livro, guardado como um tesouro em nosso baú, despertou a curiosidade e a imaginação das crianças. Após a contação, elas foram organizadas em duplas para folhear e explorar a narrativa, descobrindo juntas novos sentidos e se apropriando da história de diferentes maneiras.
Essa vivência dialoga com nosso projeto sobre a memória, fortalecendo o contato das crianças com diferentes linguagens e saberes. A leitura amplia a escuta atenta, estimula a imaginação, favorece a oralidade e cria vínculos afetivos com os livros.
A caça ao tesouro, inspirada na história “Guilherme Augusto Araújo Fernandes”, trouxe à tona diferentes objetos que despertam lembranças e memórias. A partir dessa experiência, nasceu um novo encontro literário. Desta vez, com a obra “Os dengos na Moringa de Voinha”, que também valoriza um objeto carregado de significados: a moringa.
Na narrativa, a moringa não guarda apenas água fresca, mas também os “dengos”, símbolos de afeto, cuidado e das lembranças que passam de geração em geração. A história convida a refletir sobre o valor da memória e das tradições familiares, aproximando os pequenos desse universo ancestral.
Após a leitura, as crianças puderam manusear a moringa, observando sua textura, forma e materialidade. Assim, a literatura se transformou em vivência concreta, unindo memória, ludicidade e imaginação.
O livro Os dengos na moringa de Voinha, de Ana Fátima, vem rendendo desdobramentos para a Turma do Baú. No trecho em que a personagem fala do caruru, prato oferecido no mês de setembro em homenagem a São Cosme e São Damião, ampliamos a experiência com diferentes propostas.
Recebemos Mariana, Professora do Ateliê, que compartilhou com os pequenos uma versão da história dos santos, contando também o terceiro irmão, mais novo: Doum. Ela apresentou os ibejis, símbolos de crianças gêmeas na tradição afro-brasileira, mostrando como os irmãos protegiam e cuidavam delas com generosidade e alegria. Também explicou a conexão dos ibejis com o caruru e Xangô, orixá da justiça e do equilíbrio, reforçando que a preparação e oferta do prato unem cuidado, tradição e proteção espiritual.
Em seguida, o grupo pôde vivenciar a tradição por meio de atividades, colorindo saquinhos de papel de São Cosme e Damião, utilizando giz pastel e explorando um dos alimentos que compõem o caruru: o quiabo. A experiência envolveu deixar o quiabo de molho, cortar e acompanhar o cozimento, até o momento de experimentá-lo.
Essa sequência possibilitou à turma o contato com elementos da cultura popular, favorecendo aprendizagens ligadas à culinária, às artes visuais e à valorização das tradições, além de estimular a imaginação, a curiosidade e o respeito às histórias e símbolos que fazem parte da memória ancestral.
A turma visitou o Jardim Botânico e participou de uma atividade que uniu literatura, natureza e cultura, promovendo experiências sensoriais. Inspiradas pelo livro Os dengos na moringa de Voinha, as crianças foram convidadas a procurar o baobá, árvore que aparece na história. Ao encontrá-lo, tiveram a oportunidade de abraçar seu tronco, sentindo de perto a imponência de sua presença.
Aos pés do baobá, sentamos sobre um tecido redondo e florido, relemos o livro, exploramos o globo terrestre para localizar o continente africano – origem da árvore – e comparamos a água que acumula em seu tronco com a que abastece nossa moringa. O baobá é conhecido por armazenar milhares de litros de água em seu interior, o que lhe permite sobreviver mesmo em longos períodos de seca. Essa característica reforça sua simbologia como árvore da vida, resistência, cuidado e proteção.
A experiência trouxe à tona conceitos de memória e ancestralidade, aproximando as crianças da história e da cultura africana, além de promover reflexões sobre preservação ambiental, cuidado com os outros seres e valorização da tradição oral. Ao tocar, observar e interagir com os elementos da atividade, os pequenos vivenciaram um aprendizado integral, que conecta afeto, curiosidade e conhecimento, estimulando a sensibilidade, a consciência cultural e o respeito à natureza.
Turma do Baú (TAT)
A leitura do livro Os dengos da moringa de Voinha, de Ana Fátima, segue rendendo inspirações e descobertas para a Turma do Baú. Após conhecerem as histórias dos Ibejis e do baobá – elementos repletos de simbolismo e ancestralidade – o grupo foi convidado a transformar o aprendizado em arte.
Munidos de tintas e pincéis, os pequenos reproduziram a tradicional sacola de Cosme e Damião e, observando atentamente os tons e texturas presentes nas ilustrações do livro, dedicaram-se a composições próprias, cheias de cor e significado.
A proposta permitiu às crianças expressarem suas percepções, explorando linguagens artísticas, culturais e sensoriais. Ao mesmo tempo, ampliaram sua compreensão sobre diversidade, identidade e pertencimento, valorizando tradições que compõem o imaginário e a cultura afro-brasileira.
Essas vivências fortalecem o olhar sensível e investigativo das crianças, estimulando a imaginação, o respeito às diferenças e o diálogo entre literatura, arte e cultura.
“O calor dos botões de fuxico lembra o abraço quentinho de voinho, que como bom capoeirista, ginga o corpo dele e o meu no ar. Em um segundo, firma meus pés no chão com a rapidez de um relâmpago e a energia do malungo zumbi”.
Inspirada no livro Os Dengos na Moringa de Voinha, de Ana Fátima, a Turma do Baú participou de um encontro especial com o Cigano, professor de Capoeira da Pereirinha. O ponto de partida foi o trecho em que a autora descreve o personagem “Voinho” como um bom capoeirista, conectando movimento, afeto e ancestralidade.
Durante a vivência, as crianças exploraram os instrumentos musicais típicos da capoeira e experimentaram seus sons, ritmos e gestos. O professor apresentou o berimbau, o atabaque e o pandeiro, explicando como cada um deles contribui para o ritmo do jogo e para a história dessa expressão cultural afro-brasileira.
A atividade possibilitou às crianças ampliar o olhar sobre a cultura popular, valorizando as manifestações que fazem parte da nossa história. Além disso, promoveu experiências corporais, sonoras e simbólicas que favorecem o desenvolvimento da escuta, da expressão e da convivência em grupo.
Seguindo na exploração do livro Os Dengos na Moringa de Voinha, de Ana Fátima, as crianças foram convidadas a descobrir o significado de palavras cheias de doçura: dengo e cafuné. Durante a conversa, aprendemos que são termos da língua kikongo, do povo banto, de origem africana, que influencia a cultura e a linguagem brasileira.
Depois desse momento de escuta e partilha, a turma foi organizada em duplas para experimentar o gesto do cafuné nos amigos. A proposta, simples e delicada, gerou risadas, acolhimento e uma atmosfera de afeto no grupo.
A atividade favoreceu o desenvolvimento da sensibilidade, da empatia e do respeito pelo outro, ao mesmo tempo em que ampliou o repertório linguístico e cultural das crianças.
Por meio da literatura e das experiências corporais, o grupo pôde compreender que o cuidado se expressa também em pequenos gestos, e que eles fortalecem os laços entre as pessoas.
Para o desfecho do projeto baseado no livro Os Dengos na Moringa de Voinha”, de Ana Fátima, as crianças mergulharam em um processo criativo cheio de cores, texturas e significados.
Inspiradas nas histórias, nas memórias e nos afetos presentes na obra, elas exploraram diferentes técnicas de artes visuais, como colagem, pintura e desenho em diferentes composições.
Cada produção revelou um olhar sensível sobre os personagens, os objetos e os sentimentos que habitam o livro, como o dengo, o cafuné e o acolhimento de voinha. As atividades se transformaram em um espaço de invenção, onde a imaginação e a expressão pessoal se encontraram com a cultura e a afetividade.
A proposta ampliou as possibilidades de expressão, comunicação e criação, incentivando o diálogo entre arte, literatura e identidade cultural. Assim, o projeto toma novos caminhos com a celebração das descobertas, dos gestos de cuidado e da beleza presente em cada traço e narrativa compartilhada.
A turma conheceu o livro Ana, Guto e o Gato Dançarino, de Stephen Michael King, uma história repleta de ritmo, amizade e descobertas.
Na narrativa, Ana e Guto conhecem um gato muito especial, que adora dançar e acaba envolvendo todos em uma divertida aventura musical. A obra despertou a curiosidade das crianças sobre diferentes estilos de dança e como a música pode unir as pessoas.
Inspirados pela história, começamos a preparar a apresentação de encerramento do ano, que terá o forró como gênero musical principal. Para entrar no clima nordestino, conhecemos a canção A vida do viajante, de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, e nos envolvemos com o ritmo contagiante e a letra que fala da vida, das viagens e das raízes culturais do Brasil.
Na próxima semana, a turma fará uma visita à Feira de São Cristóvão, onde poderá conhecer de perto a estátua de Luiz Gonzaga e mergulhar ainda mais nas tradições nordestinas que inspiram o projeto. A atividade promete ser um momento de aprendizado, cultura e muita animação, preparando o coração das crianças para dançar e celebrar ao som do forró!
O livro Ana, Guto e o Gato Dançarino vem rendendo desdobramentos para a Turma do Baú, que dessa vez viveu uma experiência inesquecível na Feira de São Cristóvão. O passeio foi marcado por descobertas, sons, texturas e muita energia.
As crianças puderam tatear a estátua de Luiz Gonzaga, conhecendo um pouco mais sobre o artista que inspira o projeto e o gênero musical que vem embalando as vivências da turma: o forró.
Antes da visita, os pequenos confeccionaram malinhas de papelão, inspiradas na canção A vida do viajante, de Luiz Gonzaga. Assim como o cantor, que levava sua música por diferentes caminhos, as crianças se tornaram pequenos viajantes, prontas para explorar e descobrir as belezas da cultura nordestina.
Com suas malinhas nas mãos, percorreram os corredores da feira, observando cores, objetos e cheiros que revelam a riqueza e a diversidade do Nordeste. Também tiveram a oportunidade de subir ao palco para dançar forró e de experimentar o chapéu de couro, símbolo marcante dessa tradição.
A vivência foi um convite à imaginação, à escuta sensível e à valorização das expressões culturais brasileiras, experiências que ampliam o repertório das crianças e fortalecem vínculos com a arte e a identidade.
O registro segue com apenas uma foto, pois as demais poderão ser apreciadas na Festa de Encerramento, que se aproxima e promete encantar a todos!
Os ensaios para o evento de encerramento estão a todo vapor, e a Turma do Baú já vive o clima alegre e vibrante da apresentação. A música A vida do viajante, de Luiz Gonzaga, está na ponta da língua das crianças, que cantam com entusiasmo cada verso carregado de memória, movimento e brasilidade.
A coreografia também já está incorporada pelo grupo: os passos fluem com espontaneidade, o corpo responde ao ritmo do forró e a dança se torna uma forma de expressão, comunicação e criação coletiva. A cada encontro, percebe-se o fortalecimento da autonomia, da coordenação, da escuta e da imaginação, aspectos essenciais para o desenvolvimento integral das crianças.
Os ensaios têm sido momentos de parceria, concentração e alegria, nos quais os pequenos exploram a música, organizam movimentos, colaboram entre si e experimentam diferentes formas de estar juntos, criando sentido e pertencimento ao projeto.
A apresentação se aproxima, e a criançada segue confiante, envolvida e cheia de brilho nos olhos, pronta para encantar as famílias com a poesia do forró que vem tomando conta da Pereirinha.
Que venha o espetáculo “Ana, Guto e o Gato dançarino”!
Após a emocionante Festa de Encerramento, a Turma do Baú segue vivendo os ecos do projeto que marcou o semestre. As crianças comentam os passos da dança, as músicas cantadas e os momentos compartilhados no palco: sinais de que a experiência ficou registrada no corpo, na memória e no coração de cada uma delas.
Nos dias seguintes, realizamos uma retrospectiva das pesquisas feitas ao longo do último mês, revisitando o caminho percorrido: o livro Ana, Guto e o Gato Dançarino, as descobertas sobre o forró, o encontro com a música A vida do viajante, a visita à Feira de São Cristóvão, a confecção das malinhas de papelão e todos os ensaios que culminaram na apresentação.
Esse retorno ao processo permitiu que o grupo reconhecesse suas conquistas, revisse suas produções, compartilhasse percepções e compreendesse que cada etapa contribuiu para o resultado final. Foi um momento de valorização do aprendizado vivido, de fortalecimento da autonomia e de construção de sentidos sobre a própria participação no projeto.
Os efeitos pós-festa mostram que a experiência ultrapassou o espetáculo: ela se transformou em criação, cultura e crescimento, deixando marcas que seguem inspirando a turma em suas novas caminhadas.
Ao longo de 2025, a Turma do Baú viveu uma travessia marcada por arte, cultura, afetos e descobertas que se entrelaçaram como histórias guardadas com cuidado.
No primeiro semestre, o samba da escola nos apresentou ao tema Arte e Memória e abriu caminho para um percurso profundamente atravessado pelos artistas que inspiraram nosso olhar.
Conhecemos Estevão Marques, que nos guiou com a música “Tudo tem no baú”; exploramos o universo de Candido Portinari e suas narrativas do cotidiano; encontramos Paulinho da Viola e sua poesia musical em “Guardei minha viola”; nos aproximamos de Pixinguinha, eternizado no mural do artista Cazé; encantamo-nos com Sônia Rosa e sua narrativa em “Os Tesouros de Monifa”; e visitamos o acervo vivo de Carmen Miranda, cuja história também se fez presente em nossos baús simbólicos.
Entre instalações de Mônica Ventura, panôs africanos e tantas leituras, cada artista ampliou nosso repertório e ofereceu lentes sensíveis para observar o mundo. Encerramos essa etapa celebrando nossos aprendizados na Mostra de Artes, onde cada criação revelou um fragmento das memórias construídas ao longo do semestre.
No segundo semestre, foi a vez de “Os dengos na moringa de Voinha”, de Ana Fátima, conduzir nossa experiência sensível. Conhecemos a moringa e seguimos até o Jardim Botânico, onde o baobá nos acolheu para encontros entre saberes e continentes.
Percorremos tradições afro-brasileiras com Cosme, Damião e os Ibejis; provamos sabores ancestrais; descobrimos a capoeira com o professor Cigano; construímos berimbaus; e exploramos ritmos que despertaram imaginação e corpo. A música nos levou do universo de “Ana, Guto e o Gato Dançarino”, de Stephen Michael King, e ao forró de Luiz Gonzaga, culminando em uma visita à Feira de São Cristóvão, onde o grupo vivenciou a cultura nordestina em sua potência.
Assim, entre histórias, objetos, artistas, músicas, danças, viagens e encontros, construímos um ano inteiro de memórias compartilhadas. Um ano em que cada experiência acrescentou mais um tesouro ao nosso Baú: guardado, vivido e celebrado com muita arte.