Parque dos Patins

Turma da Capoeira (TAT)

A Turma da Capoeira fez uma roda de capoeira ao ar livre junto ao professor Cigano, ampliando as possibilidades de investigação para além dos espaços da escola.

Em contato com a natureza, a turma pôde explorar os instrumentos, as cantigas e os movimentos da capoeira em diálogo com os sons do ambiente, percebendo diferentes ritmos, escutas e formas de presença no espaço. A experiência favoreceu a ampliação do repertório corporal, musical e cultural, fortalecendo a relação entre corpo, movimento e coletividade.

Após a roda, compartilhamos um piquenique e momentos de brincadeira no parquinho, vivenciando o espaço público como lugar de encontro, convivência e descoberta. Entre correr, brincar, cantar e observar o entorno, a criançada experimentou diferentes formas de ocupar a cidade com curiosidade, autonomia e interação.

A proposta integrou natureza, cultura e convivência, valorizando experiências que promovem a exploração do território, o cuidado com o outro e a construção de vínculos. Ao aprender também fora da sala, os pequenos ampliam seu olhar sobre o mundo e fortalecem relações significativas com os espaços que habitam.

Reencontros, Artes e Sensibilização

TAT

As primeiras semanas foram marcadas por reencontros, novas amizades e pela construção de um grupo que, aos poucos, vai encontrando sua identidade. Entre acolhimentos, rodas de conversa e muitas descobertas, a TAT vem se fortalecendo como coletivo, aprendendo a escutar, compartilhar e brincar junto.

Nas Artes, as crianças exploraram diferentes técnicas de pintura, experimentando criar com as mãos e também com pincéis. As produções revelaram não apenas cores e formas, mas gestos, sensações e expressões corporais. Pintar com as mãos trouxe a experiência do toque, da textura e da liberdade; com o pincel, a descoberta de novos movimentos e possibilidades.

Iniciamos também a sensibilização para o projeto deste ano: “Ginga e corpo: quando o esporte sonha em ser jogo”. Para provocar reflexões e ampliar o olhar das crianças, apreciamos a obra Cerimônia, de Thenjiwe Niki Nkosi (2020).

Ao observar a imagem, surgiram leituras sensíveis e potentes:

“As cabeças estão grudadas uma na outra. Tem três pessoas dando abraço nas costas.” (Arthur D.)
“Estão abraçando para viajar, ir embora.” (Arthur F.)
“As mãos estão tocando nas pessoas. A gente toca as pessoas porque a gente ama.” (Max)

A partir das observações, conversamos sobre o que aquelas pessoas vestem:

“Estão com roupa de academia para malhar.” (Maitê)
“Para fazer exercício. A gente faz exercício para ficar suado e forte.” (Arthur D.)

A conversa se ampliou para o cotidiano da escola:

“Aula de Música e Dança com o Jean e a Renata.” (Maitê)
“Aula de Capoeira com o Cigano.” (Eloá)
“Porque a gente dá cambalhota e pula muito alto.” (Arthur F.)

Quando perguntamos o que é esporte, novas interpretações surgiram:

“Esporte é dança.” (Arthur D.)

A partir dessas falas, fomos percebendo como, para as crianças, o esporte se mistura ao brincar, à dança, à música, ao afeto e ao movimento. O corpo aparece como lugar de encontro, força, alegria e expressão.

Encerramos esse momento perguntando que nome poderíamos dar à turma. Entre as sugestões, apareceram: Turma da Capoeira, Turma da Dança e Turma da Música!

Assim, vamos construindo nossa identidade coletiva: entre ginga, corpo, jogo e sonho. As primeiras semanas revelam um grupo que se movimenta junto, que cria junto e que, sobretudo, aprende junto.

Sensibilização

Dança

As turmas da Educação Infantil, nas aulas de Dança, conheceram um pouco sobre o Frevo, buscando relações com o projeto institucional: “Ginga e corpo, quando o esporte sonha ser jogo”.

Conversamos sobre como o corpo se relaciona com o espaço e com o corpo das outras crianças, jogando com ele na criação dos movimentos, e sobre o que é necessário para que nosso corpo permaneça em movimento. Descobrimos que é preciso cuidado para brincar com os equilíbrios e desequilíbrios presentes nesta dança e que podemos criar passos a partir do nosso repertório corporal e da observação do outro.

Aprendemos passos como saci-pererê, chute de frente, chute de lado, ponta de pé e calcanhar, exploramos equilíbrios e desequilíbrios, improvisamos e criamos nossos próprios passos.

Ao final da experimentação, concluímos que “no Frevo não pode faltar alegria, felicidade!”

E assim, iniciamos nossa aproximação com o projeto.

 

Bloco Sá Pereira

No último sábado, nosso bloco foi pra rua marcando a abertura simbólica do projeto institucional de 2026: “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”.

Mais do que uma celebração, o bloco é um disparador do nosso projeto de pesquisa. É ele que inaugura o tema do ano e coloca o corpo em ação como território de experiência, encontro e aprendizagem. Por isso, mais uma vez, realizamos o concurso de samba, convidando toda a comunidade escolar a compor, cantar e pensar junto. Entre os sambas inscritos, o escolhido foi “Um passo à frente”, de Carlos Fernando M. Silva e Moyses J. Cohen, tornando-se trilha, linguagem e pergunta.

O desfile contou com a bateria da escola e com a presença de estudantes, educadores e famílias, que chegaram fantasiados e engajados. Muitas das fantasias dialogavam diretamente com o tema do projeto, explorando o corpo em movimento, o jogo, a brincadeira, o esporte e a ginga como expressão cultural, simbólica e coletiva. Entrar na roda, aqui, foi aceitar o convite ao encontro.

E como todo bom dia de festa precisa de um pouco de cumplicidade do céu, São Pedro ajudou: a chuva só veio mais tarde, permitindo que o bloco ocupasse o espaço, dançasse, cantasse e celebrasse com tranquilidade.

Foi um dia muito feliz. Um dia de corpos presentes, de alegria compartilhada e de início de percurso. Um começo que reafirma nossa escolha por uma educação que reconhece o corpo como lugar de aprendizagem, o jogo como experiência e a cultura como linguagem viva.

Que venha 2026. Com ginga, com jogo e com o corpo inteiro em cena.

Pedimos aos que tiverem registros desse dia que os compartilhem conosco, no link abaixo.

Fotos do Bloco

Gincana

Todo início de ano, parte dos nossos encontros pedagógicos com a equipe é destinada à leitura de textos e a discussões sobre o tema de estudo do ano.

Mas esses encontros não ficam apenas no campo teórico, há também a prática. Em nossa gincana, as equipes de Linguagens, Ciências, Humanidades, Educação Infantil, Artes e as de Fundamental e Médio criam atividades de sensibilização para o projeto e as compartilham entre si.

Nessa dinâmica, os professores ocupam o lugar de alunos, experimentando as propostas elaboradas por seus colegas, vivenciando jogos, dinâmicas e situações de aprendizagem. Além da experiência prática, há um espaço de troca entre os diferentes segmentos, que alimenta o coletivo com perguntas, ideias e possibilidades para o ano que se inicia.

Alegria na Pereirinha

Pereirinha

O ano na Pereirinha começou com corredores cheios de sorrisos, reencontros e muitas novidades! Nossa escola abriu os portões para dar as boas-vindas e receber as crianças antigas e novas, que chegaram trazendo curiosidade, expectativas e aquele friozinho na barriga típico dos grandes começos.

Entre olhares atentos e passos ainda tímidos, as crianças pequenas iniciaram seu processo de acolhimento com o apoio carinhoso das professoras, que lhes ofereceram colo, escuta e muito afeto. Aos poucos, o choro vai dando lugar às risadas e às brincadeiras compartilhadas, e as primeiras amizades já começam a aparecer.

As turmas do primeiro ano também viveram momentos especiais. A alegria era visível ao abrir as mochilas e organizar, com orgulho, os materiais novos: cadernos, estojos e tantos outros objetos que marcam o início dessa nova etapa.

Neste ano, nosso projeto pedagógico tem um nome que já inspira muita alegria e movimento: “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”. Ao longo do semestre vamos explorar o esporte para além da competição, valorizando a ludicidade, o respeito, a cooperação e a alegria de brincar e se movimentar juntos.

Agora, faremos uma breve pausa para a folia e a celebração do Carnaval. Que esse tempo seja de diversão e descanso, para retornarmos com ainda mais energia e entusiasmo para viver um ano que promete ser lindo, com muita ginga, jogo e esporte!

Cerimônia

TAT

As cores da obra Cerimônia voltaram a ocupar nosso olhar e nossas conversas. Inspiradas na paleta vibrante utilizada por Thenjiwe Niki Nkosi, as crianças mergulharam em novas experimentações.

Observaram os tons presentes na imagem, escolheram suas combinações e pintaram o fundo com tinta guache, explorando diferentes materiais: o batedor, que possibilitou texturas amplas e marcadas, e o pincel fino, que favoreceu traços mais delicados e intencionais. O contraste entre gestos largos e movimentos precisos ampliou a percepção sobre ritmo, força e controle.

Durante o processo, retomamos as hipóteses levantadas anteriormente sobre a cena retratada na obra. Os pequenos recordaram suas falas, revisitaram ideias e compararam percepções, exercitando a memória, a argumentação e a escuta do outro. Ao mesmo tempo, experimentaram corporalmente as relações de proximidade, abraço e união presentes na imagem.

Realizamos registros fotográficos das crianças reproduzindo a cena da obra, recriando as posições dos corpos e investigando como o toque, o gesto e a organização no espaço comunicam sentimentos e intenções. A vivência possibilitou compreender, na prática, que o corpo também é linguagem: expressa, narra e constrói sentidos.

Entre tintas, movimentos e imagens, a TAT segue ampliando seu repertório cultural, estético e corporal. As experiências fortaleceram a autonomia nas escolhas, a cooperação entre pares e a capacidade de observar, interpretar e produzir significados a partir de diferentes linguagens: visual, corporal e verbal.

O percurso evidencia como a arte pode ser espaço de investigação, diálogo e criação coletiva, integrando sensibilidade, imaginação, movimento e reflexão. 

É chegada a hora de escolher um nome para a nossa turma! Aguardem as novidades!

Já Temos um Nome!

Turma da Capoeira (TAT)

Depois das primeiras sugestões de nomes para a TAT, a conversa foi se afunilando e ficamos entre duas possibilidades: Capoeira e Dança. Para decidir qual nome representaria a turma, organizamos um momento de votação.

Cada criança recebeu um papel recortado e colou-o em uma cartolina no espaço correspondente ao nome escolhido. Combinamos que cada pedaço representaria um voto, tornando o processo visível para todos.

Com curiosidade e expectativa, acompanhamos o processo e, em seguida, fizemos a contagem coletiva, observando as quantidades e comparando os resultados.

Ao final, Capoeira recebeu 10 votos e Dança apenas 3, definindo-se, assim, o nome do grupo: Turma da Capoeira!

Esse momento foi vivido com muito envolvimento e marcou uma importante experiência de participação. Os pequenos puderam expressar suas preferências, escutar os pares e acompanhar como uma decisão coletiva pode ser construída.

A atividade mobilizou diferentes aprendizagens: ao explicar suas escolhas e acompanhar a leitura das opções, as crianças exercitaram a linguagem oral e a escuta atenta; ao contar e comparar os votos, exploraram ideias matemáticas como registro, contagem e relações de quantidade.

Para celebrar a escolha, a criançada percorreu a escola anunciando o novo nome do grupo. Munidas de instrumentos musicais, compartilharam com alegria: “Eira, eira, eira/ É a Turma da Capoeira!”. Entre sons, movimentos e muita animação, o anúncio marcou de forma festiva a construção da identidade do grupo.

Capoeira nas Artes

Turma da Capoeira (TAT)

Com a escolha do nome da turma, iniciamos um novo movimento de investigação, ampliando o repertório cultural das crianças: apresentamos o artista Carybé e suas obras voltadas à capoeira.

Ao observar as imagens, as crianças se atentaram aos gestos, movimentos e cenas, levantando comentários e perguntas sobre o que viam: os corpos em ação, a roda, a presença da música e os encontros entre as pessoas.

Esse momento inaugura novos caminhos de pesquisa, aproximando arte e cultura corporal. A experiência favoreceu a observação, a interpretação e a construção de sentidos, fortalecendo a capoeira como tema de investigação do grupo e ampliando as possibilidades de conhecer, expressar e aprender por meio de diferentes linguagens.

O Corpo no Espaço

Educação Infantil – Dança

As turmas da educação infantil, nas aulas de Dança, experimentaram diferentes posições do corpo no espaço.

Após tentar descobrir qual esporte cada imagem de atleta representava, e conhecer algumas curiosidades sobre as modalidades exibidas, aquecemos nossas articulações e experimentamos representar corporalmente as imagens. Um desafio e tanto!

Finalizamos a vivência colocando os esportes em ordem e criando uma sequência coreográfica com eles, ampliando o repertório corporal e a noção espacial.

Do Rio a Salvador

Turma da Capoeira (TAT)

As pesquisas da Turma da Capoeira seguem a todo vapor. Vivenciamos uma viagem simbólica até Salvador (BA), articulando imaginação, arte e cultura.

Iniciamos entregando os “cartões de embarque”, com os nomes das crianças e o trajeto Rio de Janeiro – Salvador, que foram personalizados com desenhos dos pequenos. Em seguida, embarcamos em um voo conduzido pela Iara, professora auxiliar da turma, que, sendo baiana, assumiu o papel de pilota, tornando a experiência ainda mais significativa.

Ao “aterrissarmos”, conhecemos o Museu de Arte da Bahia e revisitamos obras de Carybé que retratam a capoeira, ampliando o olhar das crianças para gestos, movimentos e cenas já explorados anteriormente. Em seguida, apreciamos a música Meia Lua Inteira, de Caetano Veloso, fortalecendo as relações entre corpo, ritmo e cultura.

Também apresentamos o lutador baiano Waldemar Santana, antecipando o encontro com sua imagem no mural do projeto Negro Muro, na Lapa. Para encerrar, retornamos simbolicamente ao Rio de Janeiro, nos preparando para esse próximo percurso.

A proposta integrou diferentes linguagens: simbólica, visual, corporal e musical, favorecendo a imaginação, a construção de narrativas e a ampliação do repertório cultural das crianças, em diálogo com os caminhos já construídos pelo grupo.

Mural e Praça: Território como aprendizagem

Turma da Capoeira (TAT)

A Turma da Capoeira, passeou até a Lapa para conhecer o mural de Waldemar Santana, feito por Fernando Sawaya, pai da amiga Eloá.

Ao chegarem, as crianças reconheceram elementos explicados por Fernando, ampliando o olhar sobre a capoeira e percebendo como a cultura e a história também estão presentes nos muros da cidade. O encontro favoreceu observações, comentários e conexões com os conhecimentos construídos pelo grupo.

Após a visita, seguimos para a Praça Paris, onde realizamos um lanche coletivo e momentos de convivência e brincadeira. O passeio possibilitou articular as experiências da sala com o espaço urbano, ampliando o repertório cultural das crianças, fortalecendo a vivência do coletivo e promovendo aprendizagens a partir da observação, do deslocamento e da interação com a cidade.

Assim, o grupo segue construindo conhecimentos de forma significativa, conectando investigação, cultura e território.

Caetano Veloso e Mestre Bimba 

Turma da Capoeira (TAT)

A aterrissagem na Bahia segue rendendo muitos frutos para as investigações da Turma da Capoeira. Em um primeiro momento, retomamos a música Meia Lua Inteira, de Caetano Veloso, a partir do trecho:

“Bimba birimba a mim que diga
Taco de arame, cabaça, barriga”

A escuta atenta e a apreciação da canção abriram caminho para novas descobertas, despertando curiosidade sobre os elementos presentes na letra e suas relações com a capoeira.

Em seguida, apresentamos a trajetória de Mestre Bimba, figura fundamental para a valorização da capoeira no Brasil. Ao conhecer sua história, o grupo ampliou o olhar para além dos movimentos, reconhecendo a capoeira como uma prática cultural construída ao longo do tempo e marcada por diferentes contextos sociais.

A apresentação de uma figura histórica possibilitou compreender que saberes e tradições são produzidos por pessoas e carregam histórias, lutas e transformações. O momento favoreceu a escuta, a curiosidade e a construção de sentidos, articulando linguagem, corpo e cultura.

Assim, a turma segue aprofundando suas investigações, reconhecendo a capoeira como expressão viva de conhecimento, história e identidade. 

Berimbau Mandou nos Chamar!

Turma da Capoeira (TAT)

As investigações da Turma da Capoeira ganharam novos sentidos a partir da experiência do amigo Arthur Daniels que, após uma viagem à Bahia, presenteou a turma com um berimbau. Em roda, compartilhou suas vivências, ampliando o repertório coletivo por meio de uma experiência significativa.

A chegada do instrumento despertou curiosidade, mobilizando o grupo a observar, escutar e levantar hipóteses sobre seus sons e usos na capoeira.

Dando continuidade, realizamos a leitura do livro Berimbau mandou te chamar, de Bia Hetzel, e a apreciação da música Berimbau, de Vinícius de Moraes, ampliando o contato com diferentes linguagens.

A proposta integrou oralidade, música e literatura, favorecendo a escuta, a expressão e a valorização das experiências compartilhadas, fortalecendo a construção coletiva do conhecimento.

Visita Especial 

Turma da Capoeira (TAT)

A Turma da Capoeira viveu um momento especial com a visita do pai da amiga Maitê, que compartilhou sua experiência com a capoeira, aproximando ainda mais o projeto de vivências reais.

Vestido com a roupa tradicional, apresentou elementos importantes dessa prática cultural: mostrou a corda, explicou seu significado e trouxe os principais instrumentos, permitindo que o grupo observasse de perto suas formas e sons. Ao som de músicas da capoeira, também demonstrou alguns movimentos, tornando a experiência ainda mais envolvente e significativa.

O encontro despertou curiosidade, encantamento e participação, favorecendo perguntas, observações e conexões com os conhecimentos já construídos ao longo do projeto. A presença de um familiar amplia o sentido da aprendizagem, fortalece vínculos e valoriza saberes que circulam para além da escola.

A proposta integrou escuta, observação e expressão, articulando cultura, corpo e música, e reafirmando a importância de experiências vivas no processo de construção do conhecimento.

Experiência com o Cigano

Turma do Bambolê (Berçário) e Turma da Capoeira (TAT)

A Turma da Capoeira e a  Turma do Bambolê participaram de uma aula com o professor Cigano.

Durante o encontro, houve contato direto com os instrumentos da capoeira, explorando sons, ritmos e suas funções na roda. Em seguida, os movimentos foram experimentados na prática: ginga, esquivas e deslocamentos corporais possibilitaram ampliar o repertório motor, a coordenação e a consciência do corpo em ação.

A proposta também ganhou força no encontro entre as turmas. Ao compartilhar o espaço com os menores, o grupo vivenciou situações de cuidado, observação e troca, ajustando gestos, ritmos e interações. Essa convivência favoreceu a construção de vínculos, o respeito às diferenças e a aprendizagem com o outro.

A experiência integrou corpo, música e coletividade, fortalecendo a capoeira como prática cultural e ampliando as possibilidades de expressão!

Capoeira na Fotografia

Turma da Capoeira (TAT)

A Turma da Capoeira recebeu a visita da Brenda, auxiliar de coordenação, que compartilhou registros fotográficos da exposição do artista André Cypriano, visitada em Ilha Grande. As imagens despertaram curiosidade e ampliaram o olhar das crianças para a capoeira retratada pela fotografia.

A partir desse encontro, apresentamos também o fotógrafo Pierre Verger e apreciamos parte de seu acervo, observando gestos, movimentos, rodas e expressões presentes nas imagens. Durante a observação, o grupo levantou comentários e hipóteses sobre os corpos fotografados, relacionando as cenas aos conhecimentos já construídos ao longo do projeto.

Em seguida, os pequenos passaram a ocupar o lugar de quem é fotografado. Experimentando diferentes movimentos da capoeira, foram registradas em ações de ginga, equilíbrio e deslocamento, percebendo o corpo como forma de expressão e linguagem.

A proposta integrou arte, corpo e cultura, favorecendo a observação, a imaginação e a construção de sentidos por meio da fotografia. Ao entrar em contato com diferentes formas de representação da capoeira, a turma ampliou seu repertório cultural e aprofundou as investigações sobre movimento, identidade e expressão corporal.

Diálogos Sobre Gênero

Entre os dias 11 e 15 de maio, a Escola Sá Pereira realizou a Semana Diálogos sobre Gênero, um encontro construído por muitas mãos e marcado pela parceria entre escola e famílias, movidas pelo desejo comum de refletir sobre a formação que queremos oferecer às nossas crianças e jovens diante de questões tão urgentes do nosso tempo.

Ao longo da semana, nossa comunidade participou de oficinas e conversas sobre os direitos das mulheres, a presença feminina no esporte e as relações entre meninos e meninas, reafirmando princípios fundamentais do nosso projeto pedagógico: o respeito às diferenças, o cuidado nas relações, a convivência democrática e a construção de uma sociedade mais justa e acolhedora. 

Mais do que os temas discutidos, gostaríamos de destacar a forma como esse processo foi construído: por meio da escuta, da participação coletiva e do diálogo entre escola e famílias, uma marca tão importante da nossa escola.

Nosso agradecimento especial a todas as pessoas que tornaram essa semana possível. À Geovana Pires, que abriu a programação com a oficina A poesia formando coletivos para as famílias e com a apresentação de Perigosas Damas para os estudantes da F9 e do Ensino Médio. À Jaqueline Silva, medalhista olímpica do vôlei de praia e às nossas alunas atletas Martina Casé, Maria Ester, Pietra Oliveira, Leticia Helal e Sofia Barbosa, que compartilharam suas trajetórias e reflexões no encontro sobre meninas no esporte. À Daniela Braga, pela vivência de dança com os jovens da M3. E à promotora Gabriela Lusquinos, que encerrou a programação dialogando com os estudantes do Fundamental II sobre misoginia, cyberbullying, uso das telas e os desafios do convívio contemporâneo.

Seguimos acreditando na importância de criar espaços de encontro, escuta e diálogo para fortalecer uma educação mais humana, sensível e comprometida com o cuidado coletivo.

Pierre Verger

Turma da Capoeira (TAT)

As investigações da Turma da Capoeira seguiram pelos caminhos da fotografia com novas apreciações do acervo de Pierre Verger, ampliando o olhar do grupo para diferentes cenas e gestos presentes no universo da capoeira.

Durante a observação das imagens, uma fotografia despertou especial atenção: ao ver dois capoeiristas se cumprimentando, Arthur Daniels compartilhou uma leitura sensível da cena:

“Eles estão dando as mãos para agradecerem e se amarem.”

A fala revelou como a observação das imagens também se transforma em espaço de construção de sentidos, afetos e interpretações, permitindo que cada olhar encontre novas possibilidades de significado.

Inspirado pelas fotografias, o grupo passou a ocupar também o lugar de quem registra. Utilizando câmeras de brinquedo, as crianças simularam fotografar os amigos realizando movimentos de capoeira, experimentando diferentes posições, gestos e enquadramentos.

A proposta integrou imaginação, linguagem, expressão corporal e apreciação artística, fortalecendo o olhar sensível, a interação entre pares e a compreensão de que imagens também contam histórias, comunicam sentimentos e registram formas de estar no mundo.