O reencontro das nossas crianças e jovens foi marcado por muito afeto e alegria. Nesta primeira semana, compartilharam viagens, histórias e, aos poucos, foram retomando a rotina escolar.
Mais do que rever amigos, este momento reafirma a importância de estar em grupo, de aprender e crescer no coletivo, construindo laços que fortalecem a experiência escolar.
Nas próximas semanas, estarão envolvidos com novos projetos de pesquisa, o evento literário de F2 ao Ensino Médio, a mostra de artes da Pereirinha e muitas outras vivências que nos esperam.
Aguardem!
Turma do Papel (TBT)
A turma teve a oportunidade de conhecer o livro A Colcha de Retalhos. Durante a leitura, as crianças levantaram importantes hipóteses sobre memórias, lembranças e afetos que guardamos ao longo da vida.
Um objeto em especial chamou a atenção do grupo: a máquina de costura. Curiosos, eles descobriram que a orientadora da escola, Denise, gosta de costurar e, empolgados, escreveram uma carta com um pedido a ela. Agora, aguardam ansiosos pelo retorno.
Ao final da contação, a professora Bruna compartilhou com a turma a colcha de retalhos de seu filho Benjamin, apresentada como uma lembrança carregada de significados e afetos familiares. Esse momento sensibilizou as crianças, que puderam perceber como os objetos guardam histórias e memórias especiais.
Depois da leitura e da partilha, os pequenos manifestaram o desejo de trazer para a escola um objeto, uma roupa ou um retalho que representasse para eles uma lembrança afetiva. Para isso, pedimos a colaboração das famílias, auxiliando as crianças na escolha e no envio desse item.
A Educação Infantil e o primeiro ano do Fundamental I deram início aos festejos com um cortejo de maracatu, abrindo caminho para a entrada dos passarinhos do berçário, que perfumaram o espaço com raminhos de alecrim. Em seguida, as crianças brincaram com calangos rimados, bonecos gigantes e adivinhações de bichos, celebrando o saber popular com criatividade. A chegada do Boi Foguetinho, criação do Ateliê da Pereirinha, emocionou o terreiro, seguido pela dança do Jongo com as turmas do F1, que encantaram os pequenos da EI.
As barraquinhas de brincadeiras também fizeram a alegria da criançada, assim como a mesa colaborativa repleta de quitutes típicos, preparados com carinho por toda a comunidade escolar.
Para finalizar, famílias e crianças se reuniram numa grande Ciranda, celebrando juntos a força do coletivo. Foi uma festa feita de pano, papel e imaginação, e também de memória, afeto e pertencimento. Que venham mais encontros como esse.
Viva o São João da primeira infância! Viva a cultura popular que forma e transforma!
A Festa Junina da Sá Pereira é muito mais do que uma comemoração: é um ato pedagógico, afetivo e cultural. Celebrar esse festejo popular é reconhecer a força da memória coletiva, da oralidade, da música e da dança como formas legítimas de produção de conhecimento.
Ao valorizar as tradições nordestinas, as narrativas do povo do campo, os ritmos afro-indígenas e as expressões regionais, a festa se alinha profundamente ao nosso projeto institucional de 2025 — “Arte e Memória: é preciso relembrar o antes para inventar o depois?”
Nesse encontro entre o ancestral e o contemporâneo, promovemos o pertencimento, a escuta, o respeito às culturas populares e a valorização das raízes que nos formam enquanto sujeitos e enquanto escola.
Brincar é memória viva, arte é pertencimento.

Depois de dias de pausa, a Turma do Papel voltou cheia de energia! O reencontro com os amigos e professores trouxe abraços, sorrisos e a retomada da nossa rotina com muito afeto e acolhimento.
Logo nos primeiros momentos, as crianças começaram a relembrar histórias, materiais e experiências vividas no primeiro semestre. Voltaram os papos sobre papel, colagens, artistas, memórias… e assim, pouco a pouco, retomamos os caminhos do nosso projeto.
Nesses primeiros dias, retomamos também as produções artísticas. As crianças têm explorado técnicas já conhecidas e se divertido com as propostas. Seguimos com entusiasmo e curiosidade, preparando os caminhos para a nossa Mostra de Artes, que se aproxima.
A Turma do Papel mergulhou em experiências que uniram arte, memória e experimentação com diferentes técnicas. O grupo conheceu a artista Daiana Terra e seu trabalho de colagem de memórias, que inspirou os pequenos a criarem composições utilizando imagens e lembranças afetivas. A partir dessa inspiração, exploramos a fotografia e o uso do papel fotográfico como suporte para as colagens. Para isso, as famílias enviaram fotografias especiais, cuidadosamente escolhidas para compor os trabalhos. Foi lindo ver o olhar de encantamento das crianças ao compartilharem suas memórias fotográficas.
Recebemos visitas que ampliaram ainda mais as referências artísticas da turma. A professora Bia, do Ateliê, trouxe relatos de sua viagem a Olinda, onde conheceu bonecos e máscaras de carnaval feitos em papel machê, apresentando o trabalho do artista Julião das Máscaras. Logo em seguida, Roberta, mãe da Olívia Birman, veio compartilhar seus conhecimentos na técnica de papel machê, convidando os pequenos a produzirem máscaras coloridas e divertidas. Ela contou que decidiu aprender essa arte por meio de um curso, motivada por seu interesse em criar as próprias fantasias de carnaval. Beta ainda mostrou ao grupo um dragão em papel machê que está produzindo junto com Rafa, irmão da Olívia, encantando as crianças com a riqueza de detalhes e infinitas possibilidades de criação com a técnica de papel machê.
Esses encontros fortaleceram a relação das crianças com o tema de pesquisa, ampliando o repertório e permitindo vivências significativas entre família e escola.
A turma já está no clima com os preparativos para a Mostra de Arte! As crianças seguem envolvidas em diferentes experiências, explorando materiais e memórias e relembrando os trabalhos artísticos que irão compor nossa exposição.
Nesta semana, tivemos uma atividade especial: cada criança pôde fotografar um momento de brincadeira coletiva. A proposta foi de olhar para o pátio e para o grupo com muita atenção e carinho, registrando aquilo que mais chama a atenção durante as brincadeiras. Essa experiência ampliou o olhar sensível das crianças para suas próprias vivências e se transformou em parte importante do nosso trabalho para a Mostra de Artes.
Seguimos organizando com carinho cada detalhe da Mostra.
A Turma do Papel está em contagem regressiva para esse grande momento! Nas últimas semanas, as crianças se dedicaram com entusiasmo aos últimos detalhes das obras e à organização do espaço expositivo.
O percurso foi marcado por curiosidade, empenho e cooperação. Mais do que o resultado final, a Mostra revela a riqueza do processo vivido e a potência criativa dos pequenos.
Estamos ansiosos para compartilhar com as famílias essa experiência tão especial.
A Pereirinha abriu suas portas para a Mostra de Artes do projeto “Arte e Memória: é preciso relembrar o antes para inventar o depois?”. Os corredores da escola se encheram de trabalhos das crianças mostrando o caminho percorrido pelas turmas em suas pesquisas.
As crianças receberam suas famílias com alegria, conduzindo-as como verdadeiras anfitriãs. Orgulhosas, contaram sobre suas produções, explicaram os processos e dividiram experiências que vivenciaram com carinho ao longo do projeto.
A cada olhar emocionado, a cada conversa entre as gerações, ficou evidente que a Mostra de Artes, mais do que uma exposição, foi um encontro muito especial de trocas e de aprendizados.
A Turma do Papel esteve envolvida em um momento especial de apreciação, visitando os trabalhos da Mostra de Artes das demais turmas. As crianças observaram atentamente a exposição, valorizando as produções.
Na roda de conversa, retomamos o projeto institucional e revisitamos as descobertas já realizadas. As crianças lembraram o que pesquisamos até aqui e, juntas, levantaram ideias e desejos sobre os caminhos que iremos explorar nesta nova etapa.
Como forma de sensibilização para essa nova investigação, iniciamos a leitura da história A Colcha de Retalhos. As primeiras páginas despertaram curiosidade e afetividade, abrindo espaço para refletirmos sobre lembranças e vínculos.
Quanto mais a agulha vai brincando
A costureira vai trançando amor no ar
Leva esse vestido que foi prometido
Pra quem de manhã vier buscar…
Foi ao som da canção A Costureira, de Dominguinhos, que a Turma do Papel iniciou seus dias. Animados, na aula de Dança com a professora Renata os pequenos conheceram esse forró que fez muito sucesso!
Na sequência, tiveram a oportunidade de apreciar a obra As Costureiras, da artista brasileira Tarsila do Amaral. Juntas e atentas, as crianças observaram cada detalhe da pintura e encontraram semelhanças tanto com a história A Colcha de Retalhos quanto com a letra da música de Dominguinhos.
Aproveitando o interesse do grupo, incentivamos que formulassem perguntas para ampliar as próximas pesquisas:
“Todos os tecidos/retalhos viram colcha?” (Bernardo)
“Eu quero saber se existem tipos de tecidos.” (Gael)
“Toda linha é da mesma cor?” (Olívia B.)
“Existem agulhas diferentes?” (Sofia)
“Eu quero saber quem aqui na escola tem máquina de costura!” (Miguel)
Entre músicas, obras de arte e histórias, as crianças seguem costurando saberes e memórias, ponto a ponto, criando novas perguntas e caminhos para nossas próximas investigações.
Nesta semana, a Turma do Papel recebeu a visita da professora Rosi, do Ateliê da tarde. Ela trouxe sua máquina de costura e compartilhou com as crianças um pouco de suas memórias e lembranças de quando começou a costurar.
Com muita atenção, os pequenos acompanharam a apresentação de cada detalhe da máquina: os diferentes tipos de agulhas, linhas e tecidos. Ficaram surpresos por descobrir que existe um tipo de máquina diferente para tipos de costura e tecidos diferentes. Exploraram de perto cada cantinho dessa máquina tão especial e cheia de memória. Rosi nos mostrou algumas de suas peças confeccionadas, como bolsinhas de acessórios, porta-óculos e até bolsas.
As crianças ficaram encantadas com tantas descobertas, fizeram diversas perguntas e saíram desse encontro ainda mais curiosas e interessadas em aprender sobre o universo da costura.
Nos últimos dias, a Turma do Papel se debruçou em novas experiências que uniram memórias afetivas, arte e criatividade.
Recebemos a visita da Fernanda, mãe do amigo Caio, que compartilhou lembranças de um período especial de adaptação do irmão Theo. Nesse momento, ela aprendeu a fazer maxi crochê com retalhos de fios de malha. Fernanda foi apresentando as peças confeccionadas e compartilhando suas lembranças desses dias especiais na escola. As crianças apreciaram as peças e ainda aprenderam a trançar pequenos fios em formato de pulseiras. Se encantaram por conhecer as diferentes agulhas, grandes, de madeira, outras de metal e coloridas.
Fernanda também contou à turma sobre uma artista japonesa muito conhecida por criar grandes crochês em espaços públicos. A curiosidade tomou conta e, juntos, descobrimos que se tratava de Toshiko Horiuchi, criadora do primeiro parque infantil de crochê do mundo, no Japão! A novidade despertou ainda mais interesse das crianças, que agora querem conhecer outras formas de arte feitas a partir do crochê.
Ainda embalados por esse enredo de fios, linhas, tecidos e memórias, recebemos a Tatiana, mãe da amiga Miranda. Com sua máquina de costura, retalhos e moldes em papel, ela compartilhou com o grupo suas lembranças de quando era pequena e aprendeu a costurar para fazer roupas para suas bonecas. Tati também ensinou aos pequenos como confeccionar uma colcha de retalhos. Um momento cheio de afeto, descobertas e aprendizados que conectou ainda mais as crianças ao universo da costura através de memórias.
“Oi! A Turma do Papel foi passear na Praça Paris para fazer intervenções com fios de malha que ganhamos da mãe do Caio. Levamos imagens dos artistas Ernesto Neto e Toshiko para nos inspirar! Nós nos divertimos muito: fizemos uma grande cama de gato para brincar e também brincamos de corta/corta, coleção de sementes e gravetos. Ah, também vimos um bicho-folha muito fofinho! Deixamos um recado para quem passasse por lá e quisesse brincar com os nossos fios de malha. Foi muito legal! Agradecemos pelo passeio. Beijos e patas de caranguejo, Turma do Papel.”
(Texto coletivo)
Para acrescentar ainda mais às pesquisas da turma, após o passeio recebemos a visita da avó do Caio, carinhosamente chamada por ele de “Dada”. Vovó Cláudia compartilhou com o grupo, através de fotografias, as fantasias que costurava para suas filhas quando eram pequenas. Contou quais eram essas fantasias e, em seguida, propôs que as crianças, juntas, criassem um brinquedo utilizando tecido e uma pequena costura.
Mão na massa, a turma produziu um fantasminha divertido! Os pequenos puderam acompanhar de pertinho uma costura à mão no nariz desse fantasminha, um momento cheio de carinho e aprendizado.
A Turma do Papel revisitou o caminho percorrido até aqui em suas novas pesquisas. Perceberam que já fizeram muitas descobertas: exploraram diferentes materiais e ferramentas utilizadas na costura, conheceram máquinas de variados modelos, investigaram diversos tipos de tecidos, compartilharam memórias guardadas através deles e apreciaram obras de arte de artistas que utilizam linhas e costuras em suas criações.
No entanto, uma pergunta do amigo Caetano L. despertou novas reflexões no grupo: “Só existem mulheres que costuram? E os meninos? Eu até acho que meu pai costura.”
A partir dessa indagação, todos começaram a se questionar sobre a ausência de figuras masculinas nas obras de arte, nas histórias e nas fotografias sobre costura que haviam explorado até então.
Para ajudar a ampliar esse olhar, apresentamos às crianças a história “O Castor Alfaiate”, da autora Lars Klinting. Por meio do personagem Bruno, o castor, descobriram que o termo alfaiate é comumente utilizado para se referir a homens que costuram. A turma se divertiu acompanhando sua jornada para confeccionar um avental, conhecendo novas ferramentas e termos relacionados à costura.
A leitura abriu espaço para conexões com a Matemática: com a fita métrica em mãos, brincamos de medir os pés dos amigos e registrar as medidas em uma cartolina. Assim, puderam comparar tamanhos, observar diferenças e conhecer uma unidade de medida de forma divertida, contextualizada e significativa.
Durante a semana, as crianças também tiveram a oportunidade de apreciar e conhecer as obras da artista Lu Lessa. Descobriram uma das ferramentas mais antigas para fiar: a roca. Encantaram-se com os bordados da artista e demonstraram grande curiosidade em explorar mais sobre essa técnica de costura.
Durante o encontro, a professora Raquel contou que também sabe bordar, e trouxe algumas de suas produções e materiais que usa para elaborar suas criações – carregadas de lembranças e afeto, elas despertaram ainda mais o interesse das crianças.
Na sequência, cada grupo teve a oportunidade de compartilhar a história que deu origem às suas pesquisas. Nossa turma relembrou o início de sua busca sobre a costura e as memórias que ela carrega através da leitura do livro A colcha de retalhos. Já a Turma do Cinema aproveitou a oportunidade e apresentou um grupo de artistas bordadeiras chamado Matizes do Bordado, que conheceram através das ilustrações do livro O exercício de ser criança.
As obras cheias de detalhes encantaram as crianças, que observaram com atenção cada pedacinho dos bordados.
Envolvida no troca-troca, a Turma do Papel também compartilhou com os colegas a música As Costureiras, de Gonzaguinha, que tem acompanhado nossos momentos de pesquisa e inspiração sobre o tema.
Ao final, apresentamos aos grupos o artista Arthur Bispo do Rosário, um sergipano que expressava seus sentimentos e lembranças por meio do bordado. As crianças ficaram curiosas ao conhecer o “manto” criado por ele, que trazia os nomes de pessoas importantes da sua vida.
Foi um momento de trocas e descobertas, em que os grupos puderam ampliar o olhar sobre as diferentes formas de criar com linhas, tecidos e memórias.
As crianças da Turma do Papel tiveram uma surpresa na biblioteca, onde uma história muito especial as aguardava: A Sereiazinha, uma história bordada, de Andréa Pernambuco e Marcela Fernandes.
No sobe e desce da maré, quatro crianças partiram em busca de uma sereia feita de fios e sonhos. A sabedoria da avó deu asas à imaginação dos pequenos, que, rodeados de encanto, saíram da biblioteca cheios de novas ideias para explorar nas atividades de arte.
Em roda, a amiga Olívia A. compartilhou um presente bordado, lindo e cheio de afeto. As crianças sentiram cada pontinho da linha e ficaram animadas para se aventurar em um bordado. O amigo Gael contou que seus pais têm um amigo que é bordadeiro! E agora eles querem saber: “Só se faz bordado em tecido ?”
Aproveitamos o momento para dar as boas-vindas ao novo amigo da turma, Ayô, que chegou trazendo ainda mais alegria para o grupo.
Com o intuito de dar continuidade às pesquisas da Turma do Papel, apresentamos o livro Ana, Guto e o Gato Dançarino, de Stephen Michael King.
Na história, Ana é uma jovem com o dom de transformar qualquer objeto em algo maravilhoso, mas vive em uma cidade onde os habitantes preferem sempre aquilo que já conhecem. Tudo muda quando novos visitantes chegam trazendo muita música e dança em diferentes ritmos. Inspirada por essa diversidade, Ana ganha coragem para mostrar o que sabe fazer: criar e reinventar, e assim acaba por transformar a vida de todos ao seu redor.
Essa história nos conectou diretamente com a Festa de Encerramento, que já está sendo muito aguardada e ensaiada pelos pequenos. Para aproximá-los ainda mais desse momento, a Turma do Papel realizou um passeio ao “Parque Rita Lee”, figura importante do rock brasileiro, ritmo musical que permeia nossos ensaios! As crianças se divertiram muito nesse dia especial.
Nesta semana, abrimos nosso baú de memórias para compartilhar os objetos escolhidos com tanto carinho por cada uma das crianças. Foi um momento muito especial! Ao apresentarem seus objetos, o amigo Ayô — novo na turma — pôde compreender melhor nossas pesquisas e, em seguida, também compartilhou uma memória afetiva.
Aproveitamos a ocasião para conhecer novos artistas do bordado: Pedro Luís (amigo do pai do Gael), Júlia Maria e Rosana (amiga e madrinha da professora Bruna). Nas imagens apresentadas, as crianças observaram semelhanças e diferenças entre as obras e, ao final da apreciação, algumas chegaram à conclusão:
“Bruna, então dá para bordar na folha que cai da árvore.”
“Será que dá para bordar na grama?”
“Vamos bordar na foto igual ao Pedro e à Júlia?”
“Uau, eu adorei os bordados.”
Essas novas descobertas ampliaram ainda mais o olhar do grupo para as possibilidades do bordado e da arte como registro de memória. Entre conversas, lembranças e inspirações, surgiram ideias de novas experimentações com o bordado.
Estamos na reta final de mais um ano repleto de descobertas, aprendizagens e vivências significativas. A Turma do Papel se preparou com muito entusiasmo para nossa festa de encerramento. Este momento celebra não apenas o fechamento de um ciclo, mas também o crescimento, a alegria e o envolvimento que cada criança construiu ao longo dos meses.
Neste ano, nossa festa foi inspirada na história “Ana, Guto e o Gato Dançarino”. Motivadas pela narrativa, as crianças mergulharam em um processo criativo muito rico: produziram desenhos, pinturas, criaram adereços para a composição do cenário, como guitarras, e se dedicaram aos ensaios da nossa música, que traz como tema o gênero musical Rock!
Cada etapa desse percurso pedagógico foi vivida com afeto e intencionalidade, fortalecendo o protagonismo das crianças, que dia após dia se mostram mais seguras, curiosas e participativas.
Empolgadas, elas estão com a música na ponta da língua — e do pé! Esperamos que a apresentação seja tão especial para as famílias quanto foi para as crianças participarem de cada detalhe desse processo.
A semana foi cheia de alegria e memórias! As crianças estavam radiantes após participarem da nossa Festa de Encerramento. Inspirados pela maior roqueira do Brasil, Rita Lee, os pequenos roqueiros da Turma do Papel deram tudo de si e arrasaram no palco, celebrando com muita propriedade tudo o que viveram ao longo do ano.
Aproveitamos esse clima festivo para uma conversa de pé de ouvido. Enquanto bordávamos as fotos de cada criança, com seu objeto de memória significativo, conversamos sobre os caminhos percorridos no projeto, o momento da festa que mais curtiram, relembramos a história que serviu de inspiração para a apresentação e as músicas que embalaram cada turma.
Entre uma linha e outra, surgiram também conversas cheias de imaginação sobre as férias que se aproximam e as expectativas para esse novo tempo que está chegando.
A Turma do Papel encerra seu ciclo neste ano de 2025 cheia de descobertas! Para revisitarmos nosso percurso, exploramos as pastas-portfólios e relembramos os caminhos escolhidos, os encontros vividos, as experiências construídas e, claro, a arte que nos acompanhou ao longo desses meses.
No primeiro semestre, movidos pela curiosidade, descobrimos que o papel, tão presente em nosso cotidiano, é muito mais do que um simples suporte. Ele guarda histórias, registra momentos e atravessa gerações. Esse entendimento abriu caminhos para que as crianças investigassem diferentes formas de se relacionar com o papel, ampliando suas descobertas sobre textura, resistência, formato e possibilidades.
Já no segundo semestre, ampliamos nosso olhar para as memórias, os afetos e as histórias que nos atravessam. A leitura do livro A colcha de retalhos tornou-se um potente ponto de partida, permitindo que a turma refletisse sobre lembranças afetivas e sobre os gestos que costuram nossas relações. A partir dessa provocação, aprofundamos as pesquisas sobre linhas, costuras e os diferentes modos de registrar memórias por meio dos tecidos.
Exploramos diversas técnicas, como bordado e crochê, e conhecemos novas ferramentas e materiais, investigando funções, texturas e modos de uso. As contribuições das famílias enriqueceram ainda mais esse percurso, trazendo objetos repletos de histórias, partilhas e saberes que ampliaram o repertório da turma e fortaleceram os vínculos entre casa e escola.
No final do projeto, tivemos ainda a oportunidade de conhecer a roqueira mais amada do Brasil, Rita Lee! Entre guitarras e novas músicas, este semestre foi marcado por linhas, agulhas, memórias, pela ampliação do repertório cultural e, principalmente, pelo encantamento diante das possibilidades que surgem quando tecemos histórias e afetos.
Ambos os projetos foram atravessados pela participação ativa das crianças e das famílias – sem elas, nada seria possível! Nosso ano foi recheado de artistas, muita música, brincadeiras e descobertas.
Desejamos que esses pequenos exploradores sigam sorrindo, curiosos e cheios de alegria.