Nossa semana foi marcada pelo carinho e pela energia pós-Carnaval! Em tempos de estreitar laços após o nosso bloco, abrimos os braços para um novo ritmo e para as descobertas da nova rotina.
Aproveitamos para dar o pontapé inicial nas conversas sobre o nosso projeto institucional: “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”. Em nossas rodas, mergulhamos no desafio de desvendar o significado de palavras como jogo, esporte, corpo e ginga. O que cada uma delas desperta em nós? O que fazemos com o corpo aqui na escola? Alguém pratica esporte? Qual? Para fomentar esse enredo e aguçar o olhar dos pequenos, exploramos a imagem da nossa agenda, descrevendo detalhes e sensações.
Preparamos uma surpresa que se tornou o ponto alto da semana e o grande disparador da curiosidade da turma. Encontramos no “forninho” da biblioteca uma bola e um apito! Esse achado inusitado gerou gargalhadas e muitas perguntas. Afinal, o que esses objetos têm a ver com nosso projeto? O que podemos fazer com a bola? E com o apito?
“O apito serve para chamar atenção!”
“Usa no jogo de futebol, junto com cartão vermelho e amarelo.”
“A bola usa no tênis, no futebol, basquete…”
“Brubru, dá pra brincar de batata quente com a bola também, e eu gosto.”
“Tem muitas brincadeiras legais com bola né?!”
Em seguida, com a ajuda dos alunos antigos, explicamos como funciona a escolha do nome da turma. Esse bate-papo deixou a meninada tão animada que as sugestões já começaram a surgir. Aguardem os próximos passos!
As turmas da Educação Infantil, nas aulas de Dança, conheceram um pouco sobre o Frevo, buscando relações com o projeto institucional: “Ginga e corpo, quando o esporte sonha ser jogo”.
Conversamos sobre como o corpo se relaciona com o espaço e com o corpo das outras crianças, jogando com ele na criação dos movimentos, e sobre o que é necessário para que nosso corpo permaneça em movimento. Descobrimos que é preciso cuidado para brincar com os equilíbrios e desequilíbrios presentes nesta dança e que podemos criar passos a partir do nosso repertório corporal e da observação do outro.
Aprendemos passos como saci-pererê, chute de frente, chute de lado, ponta de pé e calcanhar, exploramos equilíbrios e desequilíbrios, improvisamos e criamos nossos próprios passos.
Ao final da experimentação, concluímos que “no Frevo não pode faltar alegria, felicidade!”
E assim, iniciamos nossa aproximação com o projeto.
No último sábado, nosso bloco foi pra rua marcando a abertura simbólica do projeto institucional de 2026: “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”.
Mais do que uma celebração, o bloco é um disparador do nosso projeto de pesquisa. É ele que inaugura o tema do ano e coloca o corpo em ação como território de experiência, encontro e aprendizagem. Por isso, mais uma vez, realizamos o concurso de samba, convidando toda a comunidade escolar a compor, cantar e pensar junto. Entre os sambas inscritos, o escolhido foi “Um passo à frente”, de Carlos Fernando M. Silva e Moyses J. Cohen, tornando-se trilha, linguagem e pergunta.
O desfile contou com a bateria da escola e com a presença de estudantes, educadores e famílias, que chegaram fantasiados e engajados. Muitas das fantasias dialogavam diretamente com o tema do projeto, explorando o corpo em movimento, o jogo, a brincadeira, o esporte e a ginga como expressão cultural, simbólica e coletiva. Entrar na roda, aqui, foi aceitar o convite ao encontro.
E como todo bom dia de festa precisa de um pouco de cumplicidade do céu, São Pedro ajudou: a chuva só veio mais tarde, permitindo que o bloco ocupasse o espaço, dançasse, cantasse e celebrasse com tranquilidade.
Foi um dia muito feliz. Um dia de corpos presentes, de alegria compartilhada e de início de percurso. Um começo que reafirma nossa escolha por uma educação que reconhece o corpo como lugar de aprendizagem, o jogo como experiência e a cultura como linguagem viva.
Que venha 2026. Com ginga, com jogo e com o corpo inteiro em cena.
Pedimos aos que tiverem registros desse dia que os compartilhem conosco, no link abaixo.
Todo início de ano, parte dos nossos encontros pedagógicos com a equipe é destinada à leitura de textos e a discussões sobre o tema de estudo do ano.
Mas esses encontros não ficam apenas no campo teórico, há também a prática. Em nossa gincana, as equipes de Linguagens, Ciências, Humanidades, Educação Infantil, Artes e as de Fundamental e Médio criam atividades de sensibilização para o projeto e as compartilham entre si.
Nessa dinâmica, os professores ocupam o lugar de alunos, experimentando as propostas elaboradas por seus colegas, vivenciando jogos, dinâmicas e situações de aprendizagem. Além da experiência prática, há um espaço de troca entre os diferentes segmentos, que alimenta o coletivo com perguntas, ideias e possibilidades para o ano que se inicia.
O ano na Pereirinha começou com corredores cheios de sorrisos, reencontros e muitas novidades! Nossa escola abriu os portões para dar as boas-vindas e receber as crianças antigas e novas, que chegaram trazendo curiosidade, expectativas e aquele friozinho na barriga típico dos grandes começos.
Entre olhares atentos e passos ainda tímidos, as crianças pequenas iniciaram seu processo de acolhimento com o apoio carinhoso das professoras, que lhes ofereceram colo, escuta e muito afeto. Aos poucos, o choro vai dando lugar às risadas e às brincadeiras compartilhadas, e as primeiras amizades já começam a aparecer.
As turmas do primeiro ano também viveram momentos especiais. A alegria era visível ao abrir as mochilas e organizar, com orgulho, os materiais novos: cadernos, estojos e tantos outros objetos que marcam o início dessa nova etapa.
Neste ano, nosso projeto pedagógico tem um nome que já inspira muita alegria e movimento: “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”. Ao longo do semestre vamos explorar o esporte para além da competição, valorizando a ludicidade, o respeito, a cooperação e a alegria de brincar e se movimentar juntos.
Agora, faremos uma breve pausa para a folia e a celebração do Carnaval. Que esse tempo seja de diversão e descanso, para retornarmos com ainda mais energia e entusiasmo para viver um ano que promete ser lindo, com muita ginga, jogo e esporte!
Na intenção de proporcionar aos pequenos propostas que os aproximassem, ainda mais, enquanto grupo e, ao mesmo tempo, fomentar novas conversas e experiências relacionadas ao projeto institucional, trouxemos a obra Brinquedos e brincadeiras, pintura de Candido Portinari, artista bastante conhecido pelos alunos mais antigos.
Nessa proposta, as crianças que já conheciam o artista puderam contar aos amigos novos um pouco sobre ele e compartilhar o que lembravam de suas obras. Em seguida, juntos, passaram a observar a pintura com atenção, descrevendo o que percebiam: cores, formas, texturas e ações presentes na cena.
Entre muitas risadas, olhares atentos e curiosos, algo ficou evidente para o grupo: tratava-se de duas crianças brincando com o corpo e com uma bola. Aproveitamos e fizemos uma lista de brincadeiras favoritas de cada um para levarmos ao pátio todos os dias.
Dando continuidade à proposta, convidamos o grupo para um caça-imagens: será que encontraríamos pela escola alguma imagem parecida com a de Portinari? Durante um passeio pelos diferentes espaços, as crianças observaram imagens presentes nas sinalizações e em outros ambientes da escola, levantando suas hipóteses e compartilhando suas descobertas.
“Eu encontrei várias!”
“Eu gostei da que tem na sala de Artes 1, porque é colorida e tem arte.”
“A imagem da sala de jogos tem crianças brincando.”
“Tem uma pintura com bola de tênis.”
Esses levantamentos nos levaram a mais uma conversa sobre a escolha do nome da turma. A animação e a expectativa das crianças seguem altas!
Um dos momentos mais especiais e aguardado por todos enfim chegou: a escolha oficial do nome da nossa turma!
Vivemos dias de muita expectativa, alegria e empolgação, com um processo de votação que envolveu desde a escolha das opções até a apuração final. Entre os nomes Bola, Brincadeira, Esporte, Jogo e Apito, o grupo decidiu com entusiasmo que agora somos, oficialmente, a Turma da Brincadeira!
O momento também contou com um passeio animado pela escola para informar às outras turmas a decisão do grupo. Com cartaz em mãos e uma rima – “Eira eira eira, é a Turma da Brincadeira!” – o nome foi anunciado!
Para além da diversão, esse momento carrega um valor pedagógico fundamental para as crianças. Ao participarem da votação, elas aprendem na prática como funciona uma escolha feita em conjunto, entendendo que sua opinião tem valor e que as decisões coletivas respeitam a vontade da maioria.
Mais do que escolher um nome, esse rito serve para criarmos uma unidade dentro do grupo. Ter uma identidade própria faz com que cada criança se sinta parte importante de um “time”, o que fortalece os laços de amizade, o respeito e o sentimento de pertencimento ao grupo.
Estamos muito felizes com o resultado e prontos para dar início às nossas pesquisas, vivências e descobertas.
Viva a Turma da Brincadeira!
Agora que nossa turma já escolheu seu nome e está, a cada dia, construindo sua identidade, demos um passo importante no nosso projeto.
Para integrar as vivências de casa com o dia a dia na escola, enviamos recentemente uma pesquisa para ser feita com as famílias: “Qual era a sua brincadeira e o seu jogo favorito na infância?”. Nosso desejo é trazer essas memórias para as rodas de conversa, ajudando as crianças a perceberem o brincar como um elo entre gerações e culturas.
Analisamos as respostas que já chegaram e estamos, juntos, construindo duas listas. Nelas, os pequenos já começaram a diferenciar o brincar focado na imaginação e na espontaneidade do jogo, que introduz as primeiras noções de regras. Para esse momento de comparação, também utilizamos o recurso de imagens do nosso dia a dia. Além de ampliar o repertório cultural de todos, essa troca estimula a oralidade e a escuta atenta, contribuindo para valorizar as preferências e a história de cada amigo.
Em breve, teremos a oportunidade de fazer um passeio para comemorar a escolha do nome da turma e levaremos essas listas para sortear algumas brincadeiras e jogos para fazermos por lá!
As turmas da educação infantil, nas aulas de Dança, experimentaram diferentes posições do corpo no espaço.
Após tentar descobrir qual esporte cada imagem de atleta representava, e conhecer algumas curiosidades sobre as modalidades exibidas, aquecemos nossas articulações e experimentamos representar corporalmente as imagens. Um desafio e tanto!
Finalizamos a vivência colocando os esportes em ordem e criando uma sequência coreográfica com eles, ampliando o repertório corporal e a noção espacial.
Dando continuidade às nossas investigações sobre o nome da nossa turma, “Brincadeira”, surpreendemos os pequenos com uma novidade: a música “Brincantes”, do grupo Barbatuques. Sentamos todos juntos para escrever a letra, mergulhar em cada verso e descobrir sobre o que ela nos fala!
Enquanto as palavras ganhavam forma no papel, o grupo foi desvendando as propostas escondidas nas rimas. Foi lindo observar as crianças identificando brincadeiras que já conhecem e se encantando com as novas que surgiram nos versos. Logo, o que era escrita virou corpo, e terminamos o registro dançando, experimentando cada ritmo que a música sugeria e aumentando nossa lista de brincadeiras para o passeio!
Seguimos investigando as brincadeiras e os jogos! Uma pergunta surgiu no grupo: “Essas brincadeiras são iguais em todo lugar?”
Após mapearmos as memórias e brincadeiras favoritas das famílias, nossa turma mergulhou na vivência desses jogos. Mais do que apenas listar nomes, as crianças trouxeram para o corpo e para o movimento os jogos e brincadeiras que atravessam gerações, transformando o pátio em um verdadeiro território de trocas e descobertas.
Ao vivenciarmos dinâmicas como o futebol, o pique-bandeira e o pique-cola, os pequenos puderam experimentar, na prática, a cooperação e o desafio de respeitar os limites do outro e as regras. Cada partida trouxe novos aprendizados sobre o espaço, a agilidade e a importância das estratégias coletivas.
Porém, seguimos instigados por um questionamento, será que as nossas brincadeiras, as brincadeiras daqui, são iguais as brincadeiras de outros lugares?