Mais um ano letivo se inicia e, com ele, a alegria do reencontro. Entre abraços e novidades, nossas tardes ganharam vida e cores.
Embalados pelo clima de Carnaval, mergulhamos no samba do nosso projeto, “Um passo à frente” (de Carlos Fernando M. Silva e Moyses J. Cohen), que trouxe reflexões profundas logo de partida.
Ao ouvirmos o verso “Capoeira não é moda/ É jogo de libertação”, as crianças compartilharam percepções surpreendentes: “Capoeira é luta disfarçada de dança!” (Gael), “Capoeira é um jogo de chão!” (Bernardo) e “A Capoeira nasceu na Bahia” (Francisco).
Motivado por esse debate, o grupo relembrou os instrumentos que compõem a roda: o berimbau, o pandeiro, o agogô e o caxixi.
Para alimentar ainda mais essa curiosidade, lemos o livro Do arco e flecha ao berimbau, de Rui Rosa, que narra a busca de um caçador por um som novo.
A investigação se estendeu à capa da nossa agenda, a obra Ceremony, de Thenjiwe Niki Nkosi. A imagem gerou desdobramentos fascinantes, desde a contagem dos participantes e a pesquisa de cores até questionamentos sobre os movimentos das ginastas.
Estamos apenas começando nossa jornada. Fiquem atentos, pois muitas novidades vêm por aí!
As turmas da Educação Infantil, nas aulas de Dança, conheceram um pouco sobre o Frevo, buscando relações com o projeto institucional: “Ginga e corpo, quando o esporte sonha ser jogo”.
Conversamos sobre como o corpo se relaciona com o espaço e com o corpo das outras crianças, jogando com ele na criação dos movimentos, e sobre o que é necessário para que nosso corpo permaneça em movimento. Descobrimos que é preciso cuidado para brincar com os equilíbrios e desequilíbrios presentes nesta dança e que podemos criar passos a partir do nosso repertório corporal e da observação do outro.
Aprendemos passos como saci-pererê, chute de frente, chute de lado, ponta de pé e calcanhar, exploramos equilíbrios e desequilíbrios, improvisamos e criamos nossos próprios passos.
Ao final da experimentação, concluímos que “no Frevo não pode faltar alegria, felicidade!”
E assim, iniciamos nossa aproximação com o projeto.
No último sábado, nosso bloco foi pra rua marcando a abertura simbólica do projeto institucional de 2026: “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”.
Mais do que uma celebração, o bloco é um disparador do nosso projeto de pesquisa. É ele que inaugura o tema do ano e coloca o corpo em ação como território de experiência, encontro e aprendizagem. Por isso, mais uma vez, realizamos o concurso de samba, convidando toda a comunidade escolar a compor, cantar e pensar junto. Entre os sambas inscritos, o escolhido foi “Um passo à frente”, de Carlos Fernando M. Silva e Moyses J. Cohen, tornando-se trilha, linguagem e pergunta.
O desfile contou com a bateria da escola e com a presença de estudantes, educadores e famílias, que chegaram fantasiados e engajados. Muitas das fantasias dialogavam diretamente com o tema do projeto, explorando o corpo em movimento, o jogo, a brincadeira, o esporte e a ginga como expressão cultural, simbólica e coletiva. Entrar na roda, aqui, foi aceitar o convite ao encontro.
E como todo bom dia de festa precisa de um pouco de cumplicidade do céu, São Pedro ajudou: a chuva só veio mais tarde, permitindo que o bloco ocupasse o espaço, dançasse, cantasse e celebrasse com tranquilidade.
Foi um dia muito feliz. Um dia de corpos presentes, de alegria compartilhada e de início de percurso. Um começo que reafirma nossa escolha por uma educação que reconhece o corpo como lugar de aprendizagem, o jogo como experiência e a cultura como linguagem viva.
Que venha 2026. Com ginga, com jogo e com o corpo inteiro em cena.
Pedimos aos que tiverem registros desse dia que os compartilhem conosco, no link abaixo.
Todo início de ano, parte dos nossos encontros pedagógicos com a equipe é destinada à leitura de textos e a discussões sobre o tema de estudo do ano.
Mas esses encontros não ficam apenas no campo teórico, há também a prática. Em nossa gincana, as equipes de Linguagens, Ciências, Humanidades, Educação Infantil, Artes e as de Fundamental e Médio criam atividades de sensibilização para o projeto e as compartilham entre si.
Nessa dinâmica, os professores ocupam o lugar de alunos, experimentando as propostas elaboradas por seus colegas, vivenciando jogos, dinâmicas e situações de aprendizagem. Além da experiência prática, há um espaço de troca entre os diferentes segmentos, que alimenta o coletivo com perguntas, ideias e possibilidades para o ano que se inicia.
O ano na Pereirinha começou com corredores cheios de sorrisos, reencontros e muitas novidades! Nossa escola abriu os portões para dar as boas-vindas e receber as crianças antigas e novas, que chegaram trazendo curiosidade, expectativas e aquele friozinho na barriga típico dos grandes começos.
Entre olhares atentos e passos ainda tímidos, as crianças pequenas iniciaram seu processo de acolhimento com o apoio carinhoso das professoras, que lhes ofereceram colo, escuta e muito afeto. Aos poucos, o choro vai dando lugar às risadas e às brincadeiras compartilhadas, e as primeiras amizades já começam a aparecer.
As turmas do primeiro ano também viveram momentos especiais. A alegria era visível ao abrir as mochilas e organizar, com orgulho, os materiais novos: cadernos, estojos e tantos outros objetos que marcam o início dessa nova etapa.
Neste ano, nosso projeto pedagógico tem um nome que já inspira muita alegria e movimento: “Ginga e corpo: quando o esporte sonha ser jogo”. Ao longo do semestre vamos explorar o esporte para além da competição, valorizando a ludicidade, o respeito, a cooperação e a alegria de brincar e se movimentar juntos.
Agora, faremos uma breve pausa para a folia e a celebração do Carnaval. Que esse tempo seja de diversão e descanso, para retornarmos com ainda mais energia e entusiasmo para viver um ano que promete ser lindo, com muita ginga, jogo e esporte!
Nesta semana, nossas crianças mergulharam na história “Do arco e flecha ao berimbau”. A pesquisa nos levou a uma experiência prática com um arco e flecha real, confeccionado pelos indígenas do povo Pataxó. Durante a atividade, o grupo percebeu a complexidade motora necessária para encaixar a flecha e a dificuldade de atingir o alvo com precisão.
Conhecemos o artista plástico Carybé, que retrata em suas obras a cultura baiana, cultos afrobrasileiros e a capoeira. A obra “Capoeira”, que faz parte do acervo de imagens do projeto institucional, foi escolhida para apreciação dos pequenos e gerou comentários como: “Tem dois capoeiristas na imagem!”, “Eles não têm rostos!”, “Na imagem tem dois berimbaus!”, “Olha lá! Eu disse que capoeira é jogo de chão!”.
Pensamos juntos nas palavras-chave do título do projeto e nos questionamos sobre as diferenças entre jogos, esportes e brincadeiras. Depois disso, fomos para o campinho e experimentamos brincadeiras, jogos e o esporte mais votado e querido pelo grupo: o futebol.
Encerramos a semana com muita brincadeira na pracinha! Viva! Até semana que vem!
Nossa semana foi marcada por muitos encontros e descobertas emocionantes.
Recebemos o professor de capoeira e músico Cigano, que nos contou um pouco sobre a história da capoeira no Brasil como forma de resistência e honra ancestral. Ele nos ensinou algumas cantigas e explicou as diferenças e semelhanças entre o arco e flecha e o berimbau, dizendo que ambos unem as pessoas: o arco e flecha trazendo alimentos, e o berimbau aquecendo o coração e o corpo com a música.
Inspirado pelo encontro, Bernardo compartilhou com o grupo seu pandeiro e caxixi, instrumentos comuns nas rodas de capoeira. Foi uma farra alegre, cheia de música e som!
Por fim, na quarta-feira, recebemos com muito carinho a Paula e nos despedimos da Mari. Para marcar o momento, fizemos um delicioso lanche coletivo.
Encerramos a semana com o coração aquecido, celebrando as trocas, a música e os laços que se fortalecem a cada encontro.
Os dias foram marcados pelo acolhimento afetuoso da professora Paula, que retornou de licença-maternidade, dando início a uma etapa importante de estreitamento de vínculos.
No processo de sensibilização para a escolha do nome da turma, ideias como “Arco e Flecha” e “Dança” surgiram, mas a temática “Corpo” vem ganhando força a partir do envolvimento das crianças, que trouxeram materiais de casa para compartilhar com os colegas.
Embora a expectativa pelo “batismo” da turma seja grande, a votação ocorrerá na próxima semana devido às recentes ausências, priorizando uma decisão coletiva e democrática com a presença de todos os integrantes.
Aguardem, pois em breve traremos notícias desse dia tão especial!
As turmas da educação infantil, nas aulas de Dança, experimentaram diferentes posições do corpo no espaço.
Após tentar descobrir qual esporte cada imagem de atleta representava, e conhecer algumas curiosidades sobre as modalidades exibidas, aquecemos nossas articulações e experimentamos representar corporalmente as imagens. Um desafio e tanto!
Finalizamos a vivência colocando os esportes em ordem e criando uma sequência coreográfica com eles, ampliando o repertório corporal e a noção espacial.
Turma do Corpo (TCT)
Em um clima de alegria e expectativa, nossas crianças deram o seu veredito: somos a Turma do Corpo! O batismo do grupo aconteceu por meio de uma votação vibrante, na qual cada escolha foi respeitada e celebrada por todos.
Para celebrar essa conquista, fomos ao encontro da natureza na Praça Paris. Entre brincadeiras e sorrisos, desfrutamos de um piquenique delicioso, preparado com muito capricho pelas famílias.
Não poderia faltar, é claro, a famosa passeata que sela esse processo: com cartazes e instrumentos em mãos, percorremos todos os espaços da escola anunciando com entusiasmo o nosso nome!
A escolha marca o início de uma nova etapa. Sob o olhar atento de uma escuta sensível aos interesses da turma, seguiremos em uma trilha de aprendizagens significativas, em busca das descobertas que darão vida à história desse grupo.
Viva a Turma do Corpo!
Turma do Corpo (TCT)
Do que é feito o nosso corpo? Como o nosso corpo consegue se mexer? Foram essas as perguntas que guiaram nossas pesquisas nesta semana. A partir das curiosidades que foram surgindo, começamos a investigar o que nos permite correr, saltar e dançar. Os materiais que as crianças estão trazendo de casa têm sido fundamentais pois, com uma linguagem acessível, apresentam ao grupo o sistema complexo de funcionamento do corpo humano.
Lançamos mão de desenhos de observação do esqueleto, uma forma de as crianças irem se apropriando de um vocabulário mais técnico e atentando-se aos detalhes anatômicos. Além disso, descobrimos a importância de órgãos vitais com destaque para alguns: o coração, que bate no ritmo do nosso esforço; os pulmões, que nos trazem o ar; e o cérebro que, como bem explicou Olívia B., ‘é onde fica a memória e o que comanda o nosso corpo’. Essas vivências abrem caminhos para que as crianças investiguem e lancem suas próprias hipóteses, aproximando-as da compreensão de como organizamos o nosso corpo para o movimento nos jogos e brincadeiras.